Ultrapassando a fronteira… rumo a Corrientes – Argentina

5º. Dia – 05.12.2010
Foz do Iguaçu – Corrientes – AR
 
Enquanto Sandro e Paty acordaram às 5h para retornar a São Paulo, Jorge e Andréa aproveitaram para dormir mais um pouco, pois iam seguir em direção a Argentina.
Ainda bem que não voltaram com o casal, já imaginaram se comprometer com uma foto como esta ao lado. Paty, que foto mais sugestiva…
Jorge e Andréa saíram do Hotel em Foz às 08:30h, depois de passar graxa na corrente, aliás, trabalho que Andréa realizou durante toda a viagem, enquanto Jorge andava com a moto, ela ia passando a graxa com uma escova de dentes… se saiu muito bem, vocês vão ver!!! Infelizmente os viajantes não tiraram nenhuma foto do Hotel, por isso usarei uma imagem disponível na internet.
Com cerca de 2 km chegaram na Aduana Brasileira, onde foram atendidos por uma simpática garota que propôs carimbar os passaportes, já que era a primeira saída internacional do casal. Estavam debaixo de uma tempestade, uma chuva que prejudicava a visibilidade e a segurança, decidiram aguardar até que a chuva diminuísse, a atendente, muito gentil, sugeriu que ficassem sob a proteção de uma das cabines desativadas, o clima melhorou somente por volta das 10h, horário em que saíram da Aduana Brasileira em direção à Ponte que separa o Brasil da Argentina. Impossível tirar foto da ponte, da placa de divisa, davam graças de enxergar o carro da frente.

Começaram a viagem pela Ruta 12, estranharam: pela primeira vez, viam placas e avisos em uma língua diferente da sua.

A chuva foi diminuindo. Pararam em El Dorado para abastecer e qual não foi a surpresa quando os dois cartões de Jorge foram recusados, tanto o de débito quanto o de crédito. Era a primeira vez que usavam o cartão fora do Brasil, tiveram certa preocupação, já que do uso destes cartões dependia o restante da viagem. Procuraram por um banco 24 horas, e após rodar um pouco na cidadezinha, encontraram um caixa eletrônico e conseguiram sacar dinheiro… Ufa, que susto!! Mas podiam continuar a viagem.
As fotos foram poucas neste início de viagem, Andréa ainda se ajustava à vida de co-piloto, fotógrafa, navegadora, e tudo em cima de duas rodas!
As estradas estavam excelentes, e sem pedágio para motos: todos liberados!
Estavam felizes por passar pelas cidadezinhas que, até então, só conheciam de nome, pelos mapas.
Pararam para comer um lanche pronto na estrada e Andréa pode usar um pouco seu espanhol enferrujado pela falta de prática.Primeira situação engraçada com as palavras: “Jorge perguntou aos frentistas onde ficava o banheiro… no que os rapazes questionaram “baño”??? Jorge respondeu, não, não, não quero tomar banho, somente ir ao banheiro… Eu, aqui do meu lado, só ouvindo a conversa…aí resolvi intervir… é isso, amor, “baño” mesmo, significa banheiro!!! foi o primeiro momento engraçado envolvendo a comunição”.
Chegaram a Corrientes por volta das 18:30h.
Encontraram o Hotel Confianza, indicação excelente de um viajante, como não havia estacionamento coberto, o recepcionista, um senhor muito gentil, sugeriu que Jorge colocasse a moto em uma salão que estava em reforma.
Detalhe: o salão, bem como toda a recepção, tinha piso em porcelanato… chegou a dar um aperto no coração de Andréa ao ver a moto, imunda, passando pela recepção do hotel linda e limpíssima.
Ao entrar no quarto, a primeira atitude de Andréa foi ligar a TV, estava curiosa para ouvir a língua local e ver a programação de um país diferente. Mas para sua surpresa, adivinhem o que estava passando????? Isso mesmo, NOVELA brasileira, passava a novela Caminho da Índias, mas falada em espanhol. Adivinhem de quem lembraram na hora??? Do pai da Andréa, Fred e do Mendes, noveleiros assíduos. Foi interessante ouvir os atores falando uma língua diferente, no mínimo curioso!

 

Plaza Juan de Vera

Após um belo banho e virar as roupas do avesso (vocês não imaginam o cheiro que elas emitem… e a viagem estava apenas começando…, bem que os viajeros já tinham avisado sobre isso!), aproveitaram que ainda estava cedo e anoitece bem mais tarde, e foram dar uma volta na praça da cidade.

 A Cidade de Corrientes foi fundada no dia 3 de abril de 1588 por Don Juan de de Torres Vera y Aragón um homem espanhol, e ficava situada no lugar conhecido como Punta Arazatí que em idioma de Guaraní significa florestas de Guayabos. No princípio foi chamada de “San Juan a Vera de las Siete Corrientes”, “San Juan” devido ao padroeiro, a “Vera” por causa de seu último nome, e “las Siete Corrientes” porque foi fundado no lugar onde sete pontos de pedra são moldados através de fluxos de água diferentes. Com o tempo passou a ser chamada de “Corrientes”, tornando-se a cidade da capital da província.
Com uma boa infra-estrutura turística, mantém um estilo urbano e arquitetônico que é sem igual no país, possui Museus e Igrejas que apresentam muito da história, da religião e relíquias culturais. Ainda é equipada com hotéis confortáveis e modernos, muitas lojas de doces locais, restaurantes, discotecas e um cassino, além de inúmeras outras atrações.

Esta província é uma delicia para os sentidos: um clima quente e acolhedor, as laranjeiras em seus entardeceres, o aroma do chipá recém-assado e o peixe grelhado, a amistosa melodia do chamamé e águas onipresentes.
Iglesia Nuestra Señora de Rosario
Corrientes está situada na região mesopotâmica do país, tem uma superfície de 88.199 km2 e faz divisa ao norte com a República do Paraguai e ao oeste com as províncias do Chaco e Santa Fe; a demarcação em ambos pontos cardinais é marcada pelo rio Paraná. Em direção ao sul, separando-a da província de Entre Ríos, estão os arroios Guayquiraró e Mocoretá; ao leste, depois de atravessar o rio Uruguai estão a República Oriental do Uruguai e a República Federativa do Brasil. Ao nordeste, e separada pelos arroios Itaembé e Chirimía, situa-se a província de Missiones. Conta com aproximadamente com um milhão de habitantes. As cidades mais povoadas são a cidade capital Corrientes, Goya e Paso de los Libres.

Cultura

Plaza 25 de Mayo

Esta província condensa diferentes tradições indígenas, principalmente, a dos guaranis. Estas influências redundam em seus costumes, gastronomia, música e artesanato. É por isso que o chipá, pão de queijo feito com farinha de mandioca e oriundo do Paraguai, pode ser degustado, praticamente, em todos seus recantos. E também pode ser escutado o chamamé, um gênero folclórico próprio da Mesopotâmia, caracterizado por suas melodias alegres e o uso predominante da sanfona.

Economia e produção

Junto com a pecuária, nas últimas décadas acrescentaram-se atividades não tradicionais como a florestação e a horticultura intensiva ou sob invernadeiro, especialmente nos departamentos de Goya e Lavalle, e focalizados, principalmente, na produção do algodão, tabaco, erva-mate e arroz, estes dois últimos pilares da economia correntina.

Uma das áreas da economia que mais cresceu é o turismo, especialmente, o focalizado na natureza, aproveitando os recursos oferecidos por seus cursos de água como o rio Paraná, o Uruguai, o Corriente, o Santa Lucía e os esteiros do Iberá. Entre as atividades que podem ser realizadas, está a pesca, caiaque, náutica, avistagem de fauna, aves e senderismo.

Também está a hidrelétrica de Yacyretá, um empreendimento argentino-paraguaio que está situado nos denominados Saltos de Apipe no rio Paraná, na divisa com o país vizinho. Foi escolhido este ponto estratégico para aproveitar os saltos do rio e a fatibilidade de conter as águas através de um represamento situado sobre três grandes ilhas, a paraguaia Yacyretá e as argentinas Talavera e Apipé. A central hidrelétrica gera, aproximadamente, 40% da energia que a Argentina consome.

Religião

Iglesia Catedral de Corrientes
As manifestações religiosas são um traço distintivo da população correntina que se revela não somente através de peregrinações, senão também na importante arquitetura eclesiástica presente nas cidades de Corrientes e Goya. Porém, os dois personagens religiosos de culto por excelência são a Virgem de Itatí, mãe, padroeira e protetora dos correntinos, cuja festa celebra-se a cada 16 de julho, e o Gauchito Gil, um santo pagão que é venerado no dia 8 de janeiro, aniversário de sua morte, quando congrega milhares de fiéis de todo o país. É talvez a figura religiosa de origem popular que mais adeptos na Argentina têm. Sua popularidade é produto de uma lenda que atribui milagres a Antonio Gil Núñez, morto em 1847.
Para conhecer mais:
Após conhecer um pouco do centro da cidade, Jorge e Andréa foram jantar na Pizzaria Los Pinos, um lugar aconchegante, agradável e com uma pizza excelente.
Ao chegarem na Pizzaria, por volta de 20:30h. perceberam que estavam sós… estranharam, mas decidiram entrar e fazer seu pedido.
Com o passar do tempo, as pessoas foram chegando, chegando e quando saíram, por volta das 22h, o local estava movimentado! Já estavam diante de uma diferença cultural que veriam em todos os outros lugares: Argentinos jantam tarde!!!
Plaza Juan de Vera

Infelizmente não tiveram tempo de ver outras maravilhas de Corrientes, mas mesmo sem conhecê-las, Jorge e Andréa gostaram desta cidade linda, organizada, limpa, segura, com um povo simpático e super receptivo, com clima agradável.

Depoimento de Jorge e Andréa:
“Ficamos ENCANTADOS   com esta cidade, adoraríamos ficar mais tempo!”
Total de Km Rodados: 640
Abastecimento: 49 litros
Hospedagem: Hotel Confianza (Calle Mendoza, 1129, Tel. (03783) 42-6556
Valor da diária: $ 185,00 Pesos
5 Estrelas: Muito bonito, limpo, excelente café da manhã (simples, mas num lugar aconchegante e com a melhor “media luna” de toda viagem e um pessoal simpático, excelente localização, melhor hotel da viagem.
Gasto total (com alimentação): R$ 213,00
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