33 Copiapó a Fiambalá Paso San Francisco (73)

Encontrando o caminho de volta…

17.12.2010
Fiambalá – Santiago Del Estero

 

Acordaram por volta das 07h., Jorge aproveitou para lavar a moto que estava em situação catastrófica de tanta areia, e também para trocar os pesos chilenos por argentinos. Enquanto isso, Andréa procurava uma lan house para dar notícias à família, mas a única existente na cidade só abriria após as 10h, então ela saiu em busca de outros pontos, que na cidade se resumem a dois, como ela logo descobriria.
A hosteria onde ficaram já não é mais como está nesta foto retirada da internet, sofreu reformas e agora conta com uma varanda em toda a sua lateral, inclusive seu interior ainda está sendo reformado para melhorar o atendimento aos turistas.
Enquanto caminhava em busca de informações sobre onde acessar a internet, perguntou para um senhor em frente a um prédio antigo, este senhor convidou-a a entrar, levando até uma sala, explicou que ali “na secretaria” ela poderia usar o computador e acessar a internet, pediu que uma senhora a auxiliasse.
Depoimento Andréa: “Entrei no prédio, sem saber ao certo o que era, mas logo percebi que estava na prefeitura de Fiambalá e o senhor, muito gentil, tinha me levado até a secretária do prefeito, que também muito gentil, saiu da mesa e me deixou usar o computador. Enquanto estava ali, num entra e sai de gente, sai um senhor de dentro da sala, me cumprimenta e então percebo que é o mesmo que está na foto da parede: era o prefeito rsrsrsrsrsrsrsrrs. Imaginem minha cara, foi muito engraçado… como o acesso estava mmmuuiiittttooo lento, decidi deixar pra depois. Agradeci a ajuda e todos que estavam na sala, falando de “coisas da prefeitura” desejaram “buena suerte e buen viaje”. Fui até a praça principal, onde me informaram que o único lugar fora a lan house e prefeitura que tinha internet na cidade era a agência de turismo. Fui até lá e me emprestaram o computador, sem cobrar nada…fiquei tão sem graça que acabei comprando um livrinho de informações turísticas da cidade…o guia, escrito por Walter Bustamante, é ótimo!!!”.

 

Fiambalá é uma cidadezinha encravada no final da Cordilheira dos Andes e da Cordilheira de San Buenaventura, fica a 320 km da capital de Catamarca, San Fernando Del Valle, fica a 1.550 m.s.n.m., é cercada de altas montanhas que dão a impressão de estarem guardando aquele povoado, onde a areia se mistura com o ar puro. Tem cerca de 5.000 habitantes que vivem em harmonia com a natureza e em uma atmosfera de tranqüilidade e paz. Seus antigos habitantes eram Cacan (população nativa da alta altitude), que batizaram a área de Pianwallá, que significa que “astúcia da alta montanha”. Foi palco do Dakar de 2009 e 2010, orgulho de seus moradores que exibem os adesivos das equipes participantes por todos os vidros da cidade.
Saíram de Fiambalá às 11h, em direção a Santiago Del Estero, sem levar consigo sequer uma foto do hotel ou da cidade, o cansaço começava a fazer estragos… começavam a ir em direção a lugares já conhecidos, mas tinha que ultrapassar a Cordilheira San Buenaventura, através de outra serra, com curvas fechadas, mas bem menos animais na pista.

Pararam para almoçar em Aimogasta, no restaurante Don Jaime, ótima comida caseira, a quilo e bom preço. Lá foram abordados por um cliente do restaurante e então conheceram Salim, filho de mãe brasileira e pai libanês, contou adorar o Brasil e sonhar em viver no país, disse que está fazendo planos para se mudar em 2011, acredita no crescimento do país com a Copa e Olimpíadas e que não vê futuro na Argentina. Foi super atencioso em ver o mapa, traçar rota. Em minutos, o restaurante todo participava da elaboração do caminho até Santiago. Cada um dizia para fazer um caminho diferente, caminho este que já estava definido pelos viajantes.

Na estrada, quase chegando a Santiago Del Estero, puderam reencontrar com os famosos Los Cardones, floridos e gigantes, tomavam conta de vários trechos do caminho, se perdendo nas montanhas.

A moto, em determinado trecho da viagem começou a não querer ligar. Apresentou defeito no botão de partida, em alguns momentos tiveram que empurrar (Andréa teve) ou fazê-la pegar embalada em descidas. Chegaram a Santiago Del Estero às 19h., e Jorge, logo na chegada, já procurou uma mecânica para tentar solucionar o problema da partida, foi indicada uma oficina que ficava na avenida de chegada na cidade, mas precisam ver a cara do rapaz ao sair de dentro da mecânica e ver o tamanho da moto, já que todas as que estavam na oficina não passavam de 150 cilindradas. O dono da mecânica indicou uma oficina maior, que ficava a algumas quadras.
Encontraram a oficina, cujo responsável era Pablo, um argentino simpático, atencioso e que já foi logo avisando não conhecer muito bem de motos Suzuki, visto que aquela era uma oficina credenciada da Honda, mas se prontificou de imediato a tentar solucionar o problema.
Chegou a pedir o manual da moto, o que deixou Jorge um pouco apreensivo. Aproveitaram para tomar um lanche em um posto próximo da oficina, pois o trabalho dava sinais de que ia demorar.
Depoimento Jorge:
“Chegando à Santiago Del Estero, a primeira coisa que quis fazer foi consertar a partida da moto, pois não era nada fácil fazê-la pegar “no tranco” quando não havia nenhuma descida por perto, alem de ser extremamente desaconselhável para o motor esta prática. Chegamos à oficina (Motogar: Av. Saenz Peña 111 – Teléfono: 0385-4240588/4218269) pouco antes dela fechar, com uma moto de outra marca, e precisávamos que o serviço fosse realizado de imediato, pois no dia seguinte iríamos seguir viagem para outra cidade. O que vocês acham que aconteceu???? ………………
Expliquei a situação para o Pablo, o chefe da oficina, e ele prontamente mandou colocar a moto pra dentro da oficina. Parou o que estava fazendo, tirou a outra moto em que estava trabalhando de cima do elevador (que era o maior da oficina e o único que agüentaria levantar aquela moto com malas e tudo) e começou a procurar o defeito, que parecia ser um mau-contato no motor de arranque. Recomendou que fôssemos comer e beber alguma coisa na loja Select do posto Petrobras logo ali na esquina, e foi o que fizemos. Lá não demorou muito e já havia dois senhores nos ajudando a encontrar um hotel ali por perto. Depois de duas horas a moto estava pronta. Era um defeito numa peça de plástico dentro do botão de partida, e Pablo teve de refazer a peça que teve desgaste prematuro. Aproveitei e troquei o óleo do motor.
Na hora de pagar, pensei que iria receber uma facada, dado todo o contexto da situação. Pablo me cobrou o equivalente a 2 horas de serviço de oficina, além do valor do óleo. O equivalente a 20 reais, aproximadamente. É ou não é igualzinho ao Brasil???”
Moto arrumada, problema resolvido; foram procurar os hotéis indicados na lojinha. Encontraram alguns, bem simples, bem diferentes da parada de ida, acabaram escolhendo o Hotel Santa Rita. Saíram para comer e encontraram um fast food (Sr. Lomo), onde era servido o tão adorado LOMITO!! Na TV um programa de calouros e dançarinas… que mais queriam mostrar o corpo do que dançar!!! E todas as pessoas paralisadas assistindo, era a final do programa!
Curta um pouco mais deste trecho da viagem…

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 494
Abastecimento: 38 litros
Hospedagem: Hotel Santa Rita
Valor da diária: $ 140,00 pesos
01 Estrela: bom para dormir e tomar banho depois de um dia cansativo, sem café da manhã
Gasto Total (com alimentação): R$ 190,00
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