32 Antofagasta a Copiapó (11)

La Mano del Desierto!!!

15.12.2010
Antofagasta – Copiapó
O casal acordou cedo, mas para variar só conseguiu tomar café depois das 8h, e como não tinha no Hotel tiveram que procurar um lugar, a principio foram até o MacDonalds, que ainda estava fechado para o café da manhã (detalhe curioso: ontem o casal jantou neste fast-food e perceberam que a maioria dos lanches vem com abacate!!!).
Decidiram ir ao Mercado Municipal, por indicação da recepcionista do hotel, encontraram vários restaurantes, que circundam o mercado e servem café da manhã, refeições e à noite são o ponto de encontro de turistas e moradores. Infelizmente o cansaço do dia não está permitindo que eles curtam a noite.
Saíram de Antofagasta por volta das 10h, em direção a Copiapó. Sabiam que iriam encarar novamente a secura do deserto chileno e os ventos da Cordilheira e do Pacífico. Mas não esperavam tantas emoções!!!
A saída é em direção a região mais seca de Antofagasta, por onde andam apenas algumas centenas de quilômetros, a paisagem fica cada vez mais árida, tinham duas opções de caminho, uma mais a beira do Pacífico, mas escolheram seguir por dentro do deserto, pela Estrada Panamericana, em direção a Chañaral, pois queriam conhecer a tão famosa Mano Del Desierto.
A Mão do Deserto (Mano del Desierto, em espanhol) é uma escultura de uma mão, feita em fibra de vidro, em uma base de ferro e cimento, tem 11 metros de altura, localizada no Chile, a 75 km ao sul da cidade de Antofagasta, na Rodovia Pan-americana. Foi construída pelo escultor chileno Mario Irarrázabal e inaugurada em 1992. Localiza-se a uma altitude de 1100 metros acima do mar.
Depoimento Jorge: “Esta foto com a moto parada em frente “Mão do Deserto” é uma marca registrada para todos os moto-viajantes que passam por estas bandas. Pode-se dizer que é uma foto obrigatória para quem saiu do Brasil no lombo de uma motoca e foi até o Chile. Sonhei por mais de um ano com o dia em que eu seria fotografado em frente a esta escultura, e este dia chegou, finalmente!”

 

Depoimento Andréa: “Você está andando pela estrada e, de repente, vê ao longe uma imagem, que mais parece uma miragem em meio ao deserto, e lá está ela: La Mano del Desierto. Como que saudando e dando sua proteção aos viajantes que passam, paisagem fantástica”.
Outra grande emoção, que já haviam sentido, mas que desta vez ficaram mais próximos, foi o contato com os redemoinhos. Novamente, devido clima árido, falta de umidade e altas temperaturas, eles surgiram na estrada em vários momentos. Conseguiram até filmar um que atravessou a estrada na frente da moto. Inclusive o casal chegou a passar de moto pelo meio de um deles!!!

 

Depoimento Jorge: “Estava numa reta sem fim e vi um redemoinho se formar próximo da estrada, alguns quilômetros à nossa frente. Percebi que pela direção que ele seguia, iria cruzar a estrada bem à nossa frente. Continuei tocando firme sem alterar minha velocidade e não deu outra: ele cruzou a estrada exatamente no momento em que eu iria passar. Segurei firme o guidão e atravessei o bicho bem no meio, sem saber o que aconteceria (estávamos a uns 130 km/h +/-). Foi um verdadeiro jato de areia na moto, nas mãos, na cara e em tudo. Entrou areia até no capacete. Nem preciso dizer como ficou a bolha da moto depois deste repente de esperteza minha…   hehehe…”

 

A estrada continuou deserta e linda… com imagens inesquecíveis, de um visual que somente o Deserto é capaz de compartilhar com aqueles que correm o risco de conhecê-lo.
E surgem novamente os “oratórios” repletos de flores, que dão um colorido especial ao tom de cinza e marrom que imperam na paisagem.
Decidiram parar para almoçar em um Posto na Cidade de Chañaral, já beirando o Pacífico. Enquanto almoçavam, chegaram duas motos, eram uma família venezuelana (Juan Carlos e Andréa, que pilotavam e o filho Kevin). Estavam viajando fazia 8 meses, tinham se programado ficar 1 anos viajando pela América do Sul, querem chegar ao Ushuaia, mas já estão a 8 meses e nem chegaram na metade do caminho.

 

Ele, Empresário da área de Propaganda e Marketing, ela Estudante de Medicina e o filho de 15 anos, estudante, deixaram para trás a comodidade do dia-a-dia para se aventurar pelos países da América do Sul, seu maior objetivo é conhecer não apenas as paisagens, mas as pessoas, a cultura, possuem o blog http://www.encuentroconelsur.com/encuentro/.Ficaram por mais de uma hora, conversando, trocando experiências, idéias e dicas, além, é claro, adesivos e contatos.

Eles ficam hospedados em camping ou na casa (ou quintal) dos moradores das vilas, olhem o tamanho da bagagem deles!!!
Eles contaram que às vezes trabalham nos “pueblos” como forma da ganhar dinheiro para continuar viajando, nestes últimos dias, estavam nos povoados à beira do Pacífico, pelos quais Jorge e Andréa passaram, trabalhando na pesca de algas, explicaram que estas algas são totalmente exportadas para a China e utilizadas na confecção de plásticos, do shampoo e outros cremes que usamos. Sua espécie é típica desta região do Chile e praticamente única no mundo.
Depoimento Jorge e Andréa: “E a gente se achando aventureiro!!! Rsrsrsr Foi um encontro incrível, daqueles inesquecíveis, ficamos fãs de imediato desta família, imagine, viajar tanto tempo, sem frescura, sem medo, desbravando lugares novos, culturas novas! Quem sabe um dia conseguimos este desprendimento!!!”.
Após o maravilhoso encontro, seguiram viagem, agora beirando novamente o Pacífico por longos quilômetros, até voltar ao deserto em direção a Copiapó, que fica a alguns quilômetros do mar.
Ao se aproximar da região que circunda Copiapó, a paisagem começa a se modificar e é possível ver grandes plantações, com florescimento e arborização e muitas flores, esta região é considerada o único deserto florido do mundo. Este fenômeno ocorre apenas de tempos em tempos, e dura alguns meses, normalmente até Novembra, fazia 10 anos que isso não ocorria, e os viajantes, mesmo em Dezembro, foram brindados com uma das mais pelas paisagens do Deserto do Atacama (que poderá ser vista ainda mais no próximo capítulo).
O Deserto do Atacama no Chile é considerado o mais seco do mundo. São milhares de quilômetros quadrados de areia, pedras, salares e pouca vida selvagem. Porém foi este lugar agressivo e inóspito, que a natureza escolheu para realizar um dos seus mais lindos milagres, o Deserto Florido.

A cada 5 anos, em média, quando o inverno é especialmente chuvoso, a região árida entre as cidades de Copiapó e Vallenar fica repleta de flores multicoloridas. São quilômetros e quilômetros cobertos por várias espécies, cada região com uma cor específica. São tantas, que é impossível caminhar sem pisar nas plantas. O mais interessante, porém é que debaixo das flores, não existe grama ou qualquer planta rasteira, somente a terra nua. É uma visão fantástica. Este fenômeno só ocorre porque as sementes ficam protegidas das altas temperaturas debaixo de uma camada de terra seca. Às vezes, passam-se 10 anos até que surjam as condições ideais para que elas brotem. Quando nascem, porém, duram apenas algumas semanas. Durantes estes dias o deserto é invadido por uma legião de turistas que vem de todas as partes testemunhar o deserto florido.
Chegaram a Copiapó por volta das 19:15h. Decidiram procurar, antes mesmo do hotel, uma Lavanderia, já que não tinham mais roupas limpas para vestir após o banho. Encontraram um HiperMercado (se lembram do Jumbo??? Era ele!!). Por sorte havia uma 5àSec. Os viajantes viraram atração da lavanderia e do supermercado, já que abriram as bagagens todas, tiraram as roupas todas, mas o ápice foi quando Jorge tirou a camiseta que vestia para aproveitar a lavagem.
Depoimento Jorge: “Todos ao redor olhavam e sorriam, as recepcionistas não conseguiam parar de rir, mas foram super gentis e simpáticas conosco. Acho que elas estavam pensando: tomara que ele não resolva lavar também a cueca que está usando… Combinamos pegar as roupas duas horas depois, aliás, antes do fechamento da loja, senão não poderíamos seguir viajem no dia seguinte”.
Saíram à procura de um Hotel, como não conseguiam localizar o que haviam programado, foram em outros, que estavam na Avenida principal, facilitando a saída no dia seguinte. Encontraram o Hotel Del Rey, sendo atendidos por José, um rapaz super gentil, muito simpático, que não sabia o que fazer para agradar o casal. Acomodaram as coisas no quarto e saíram para buscar as roupas lavadas, nem adiantava tomar banho: não tinham o que vestir!!! Jantaram no próprio hotel, uma comida simples, mas deliciosa.
Copiapó é uma comuna da província de Copiapó, localizada na Região de Atacama, Chile. Possui uma área de 16.681,3 km² e uma população de 129.091 habitantes (censo de 2002). Copiapó é a capital da província de Copiapó e da Região do Atacama. A cidade e seus arredores possuem uma grande riqueza mineral e agroindustrial.
O grande desenvolvimento da agricultura se deve a aplicações de técnicas de uso eficiente da água, como a irrigação por gotejamento. Isto faz com que uma região árida produza uma das melhores uvas do mercado mundial. A cidade ficou mundialmente conhecida pelo Acidente na mina San José em 2010.
Depoimento Jorge: “Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte teríamos o trecho mais complicado de toda a viagem, aguardado com muita ansiedade por mim.  Seria o dia de voltar à Argentina pelo maravilhoso, porém arriscado, Paso de San Francisco!!!
Eu sabia que não seria fácil. Só não imaginava que seria tão difícil!”.
Desfrutem um pouco mais deste trecho da viagem:

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 580
Abastecimento: 42 litros
Hospedagem: Hotel Del Rey
Valor da diária: $ 32.000 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã (pena tivemos que sair antes), ótima localização e bom preço
Gasto total (com alimentação): R$ 250,00
facebookyoutubemail

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>