Conhecendo Mucugê

1º. Dia – 07.09.2012
 
Mucugê
 
Chegaram ao hotel Alpina, na cidade de Mucugê por volta 13h30m. O hotel fica a cerca de 8 km do centro da cidade, em um espaço privilegiado, com uma vista espetacular.
Porém, seu preço não condiz com sua estrutura, bastante degradada pelo tempo e sem a manutenção necessária. 
 
 
Ele vale pela beleza externa, pelas áreas comuns e pelo bom banho depois de uma viagem de moto.  

 

 
Mucugê é uma cidadezinha cravada na cordilheira do Sincorá, de uma beleza ímpar e com ares de cidade que manteve suas raízes e seu encanto natural. Foi a primeira cidade baiana onde foram encontrados diamantes de real valor. O primeiro foi descoberto por Cazuza do Prado, no leito do Rio Mucugê, sendo que em meados do século XIX, em junho de 1844, deu-se início as lavras de diamante em seus sítios, tornando-se importante ponto de referência econômica do Estado da Bahia, devido aos grandes garimpos da pedra preciosa e do metal dourado. A cidade de Mucugê é uma das mais antigas da região da Chapada Diamantina, fundada no fim do século XVIII.
 
O nome Mucugê vem de uma fruta silvestre (Couma rígida), nativa da região. Possui uma área de 2491,82 km², localizada a uma altitude aproximada de 1.000m acima do nível do mar e sua temperatura varia entre 7º a 20º no inverno e 22º a 30º graus no  verão. Faz parte do Circuito do Diamante, foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1980, por seu conjunto arquitetônico de estilo colonial português, destacando-se o Prédio da Prefeitura, o Centro de Cultura, a Igreja Matriz de Santa Isabel, o cemitério em estilo Bizantino e o belo casario, construído pelos jesuítas. Mucugê é, ainda, dona de um grande patrimônio Natural, abrigando 52% de todo Parque Nacional da Chapada Diamantina e o Parque Municipal de Mucugê.
 
Destaca-se a vastidão da Serra do Capa Bode, onde a vista se perde ao longo do horizonte, descortinando um belíssimo panorama com os mais variados matizes de azul – o céu, à noite, no ar rarefeito, pontilhado por incontáveis estrelas -, tornando esse local imantado, o que propicia os mais diversos relatos sobre “aparições” de Ovnis, foco crescente de interesse de pesquisadores, ufólogos e curiosos.
 
 
Entre suas maiores atrações turísticas, destaca-se o exótico Cemitério de Santa Isabel, em estilo bizantino – o único das Américas nesse estilo -, construído e encravado sobre a rocha, na encosta do Morro do Cruzeiro, nos arredores da cidade. Esse conjunto artístico, de espetacular beleza, pode ser visto também à noite, com efeitos de iluminação sobre o branco de suas tumbas, contrastando com o fundo negro da serra, o que proporciona aos visitantes uma cena impressionante e inesquecível, permeada de enigmático e profundo silêncio.
 
 

Com o declínio do Ciclo Diamantífero, também surge a coleta das sempre vivas exportadas principalmente para o Japão, Estados Unidos e Europa, tornou-se a principal atividade econômica das populações carentes de Mucugê e de seu entorno, que durou por mais de trinta anos. Devido a uma atividade de extração sem controle, a espécie foi dizimada em muitos campos, pondo em risco de extinção esta planta.  Assim, o Projeto Sempre Viva veio com o propósito de proporcionar uma atividade de reprodução, suficiente para criar uma alternativa na geração de renda para a população carente, através do artesanato com caráter sustentável, econômica e ambientalmente, garantindo a sobrevivência da espécie, repovoando os campos onde a espécie quase que desapareceu.

O Projeto Sempre Viva ocupa uma área de 270 há e trabalha em parceria com a Universidade Estadual de Feira de Santana e com a Universidade Católica do Salvador, na preservação da sempre viva de Mucugê (syngonanthus mucugensis giulietti).  O herbário do Parque conta com mais de 1000 plantas catalogadas e identificadas. A área de preservação do Parque também é estratégica para o abastecimento hídrico do Estado da Bahia, constituindo a principal área de mananciais. O parque ainda abriga diversos registros históricos do período diamantífero da região.
 
 
As cachoeiras do  Tiburtino  e  Piabinha formam o restante do cenário e representam atualmente grandes atrativos eco turísticos.
 
 
 
A Cachoeira do Tiburtino está localizada dentro do Parque Municipal Projeto Sempre Viva e pode ser visitada diariamente. Possui várias quedas d´água do rio Cumbuca e culmina num poço conhecido como Zé Leandro, que é
fantástico para banho. O rio Cumbuca faz parte da história da cidade, pois foi o primeiro local onde diamantes foram encontrados no século XIX, dando origem ao garimpo que originou as cidades de Lençóis, Mucugê e Igatu, além de outras áreas ligadas ao Rio de Contas.
 

Depois de um dia repleto de belíssimas imagens e muito passeio, não poderiam terminar sem contemplar o pôr do sol e estar no alto da serra foi essencial para poder desfrutar deste inesquecível momento.

 
Depoimento Andréa: “Caminhar pelas trilhas do Projeto Sempre Viva, que levam a estas belas cachoeiras, é uma experiência fantástica e deliciosa, pois as trilhas são tranquilas e é possível ouvir o barulho das águas caindo pelas pedras, enquanto se pode ver imagens belíssimas ao longo da caminhada. Visitar o projeto e ver aquele mundo de florzinhas coloridas foi incrível. Daqueles passeios que eu adoro!!!”

 

 

Mucugê em Imagens!!! 

Para saber mais:

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