Todos os post de Aventuras em duas rodas

Jorge e Andréa são Paulistas da Capital, casados há mais de 20 anos, residem em Lauro de Freitas, Cidade próxima a Salvador, Bahia, fazem 13 anos. Ele, 48 anos, Design Automotivo; ela, 44 anos, Psicóloga e Professora Universitária. Este site irá contar suas histórias, sonhos e aventuras sobre duas rodas, suas emoções, os lugares desbravados e por desbravar, através de textos e imagens.

Chegando à Bahia de todos os Santos!!!

27.12.2010
São Paulo – Ipatinga – MG
Ficaram dos dias 23 a 26 com a família, comemorando o Natal junto às pessoas queridas e contando as emoções pelas quais passaram e jamais irão esquecer.
Dia 27 Jorge decidiu sair de São Paulo rumo à Bahia, mas como a ida em apenas dois dias foi muito cansativa, resolveu fazer a volta em três dias, com uma parada a mais nestes 2.000 km que ainda restavam para chegar a casa. Andréa iria voltar nesta mesma data, porém à noite e de avião.
Depoimento Andréa: “Ver Jorge sair sozinho, de manhã, rumo a ultima parte da viagem deu uma vontade enorme de ir com ele, engraçado como tinha um sentimento de quero mais, um desejo de continuar em cima de duas rodas, sensação estranha”.
Andréa aproveitou o dia para rever suas grandes amigas, irmãs de coração: Marilene e Fabíola, as amigas passaram o dia juntas, conversando, passeando e colocando as fofocas em dia! As amigas a levaram ao Aeroporto de Congonhas, onde pegou seu vôo de volta para casa.
Depoimento Jorge:
“A viagem rendeu bem, feita em pista dupla pela Fernão Dias até Betim. Depois disso pista simples, e com ela a triste constatação de que no Brasil os motoristas não têm um pingo de educação e respeito para com os outros veículos. A comparação com as estradas e os motoristas argentinos é inevitável. Começa novamente um verdadeiro show de horrores, com acidentes gravíssimos, ultrapassagens absurdas feitas em curvas e todo o tipo de irresponsabilidades que colocam todos que por ali estão passando em perigo de morte. Não há dúvidas, estou no Brasil!”
Jorge chegou a Ipatinga por volta das 18h.
Depoimento Jorge:
“Não há muito que falar desta parte da viagem. A partir da saída de São Paulo até a chegada na Bahia é só rodar com cuidado e procurar chegar são e salvo ao destino do dia. Agora sou só eu, a motoca e Deus (sempre).
A parceira de viagem, que encarou com tanta bravura o calor, o frio, o cansaço e o temor do desconhecido, não está na garupa. Não tem nenhum amigo te acompanhando na moto ao lado. É estranho.
Boa hora para refletir sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias.
Apesar de toda a alegria de ter feito uma viagem maravilhosa, da sensação de realização de um sonho, da felicidade de tudo ter corrido conforme o planejado (e bote planejamento aí) e da gratidão a Deus por tudo ter dado absolutamente certo, é impossível não sentir certa tristeza por saber que a aventura está nos quilômetros finais. Como diria o Rei Roberto, são tantas emoções… É nessa hora, sobre uma moto, sozinho e com muitos quilômetros à frente numa estrada, que o motociclista pensa na vida.”
Total de Km Rodados: 800
Abastecimento: 37 litros
Hospedagem: Hotel Abrantes
Valor da diária: R$ 50,00
2 Estrelas: Simples, bom exclusivamente para tomar banho e dormir para seguir viagem. Café da manhã razoável.
Gasto total (com alimentação): R$ 195,00

 

28.12.2010
Ipatinga – MG – Jequié – BA
Jorge saiu de Ipatinga por volta das 7h., e chegou a Jequié por volta das 17h.
Depoimento Jorge:
“Dia sem novidades, apenas rodar e passar muuuito calor. Chegando a Jequié tratei logo de encontrar um hotel para tomar um merecido (e necessário) banho. Feito isso, fui procurar um lugar para jantar e descobri que vários restaurantes estavam fechados por se tratar de uma terça feira. Me recomendaram procurar um tal de Sabores da Terra. Assim que cheguei nele, percebi que não tinha ninguém comendo, mas como ainda era um pouco cedo, achei normal. Pedi uma merecida cerveja. Depois de 5 longos minutos o rapaz garçom veio meio sem graça e disse que não tinha nenhuma gelada. Pensei, putz, um restaurante que não tem uma cerveja gelada? –Tá bom, então me traz uma coca cola mesmo. Passaram-se mais 3 minutos e ele voltou e disse que não tinha também. Finalmente entendi por que não tinha nenhum cliente…  Que tipo de restaurante não teria cerveja nem coca cola??? Caí fora dali e depois de andar por mais meia hora encontrei um lugar super aconchegante, o restaurante Casa Della Mamma onde fui muito bem atendido. Depois de matar a fome que estava me matando, voltei para o hotel e fui dormir para acordar cedo no dia seguinte e encarar o último dia desta grande viagem”.
Total de Km Rodados: 800
Abastecimento: 52 litros
Hospedagem: Hotel Real Jequié
Valor da diária: R$ 80,00
04 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 220,00
29.12.2010
Jequié – Lauro de Freitas
Jorge saiu de Jequié por volta das 8h., este sim seria o último trecho antes de chegar definitivamente a sua casa.
Chegou a Lauro de Freitas por volta das 12:30, Andréa tinha ido buscar sua família no Aeroporto, que chegava para passar o Ano Novo na Bahia, e não pode fotografar o retorno triunfal de Jorge, após percorrer mais de 13.200 kms. Realmente uma aventura sem precedentes para o casal.
Total de Km Rodados: 420
Abastecimento: 18 litros
Hospedagem: NOSSA CASA
Valor da diária: NÃO TEM PREÇO!!!
10 Estrelas: melhor lugar do mundo para chegar após mais de 13.000 kms de estrada
Gasto total (com alimentação): R$ 55,00
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Voltando para a família!!!

21.12.2010
Foz do Iguaçu – Curitiba
Saíram de Foz do Iguaçu por volta das 8:15h, através de estradas bem sinalizadas e bem cuidadas, podendo retornar às paisagens tropicais, repletas de vegetação, característica desta região e da maior parte do país, além das infinitas plantações de milho e soja que podem ser vistas por campos que se perdem à vista.
A parada em Curitiba foi uma alternativa ao trajeto da ida que, além de ter sido muito cansativo, foi realizado por outra estrada. Realizar este trecho possibilitou ao casal percorrer um caminho diferente e ser “recebido” por dois grandes amigos, que fizeram questão de “escoltar” os viajantes em seu último trecho de volta.
Ao chegarem a Curitiba, se dirigiram ao Hotel Ibis, onde já estavam hospedados Sandro e Alexandre, os “amigos de estrada” que se propuseram a ir encontrar o casal e realizar este percurso. Mas surpresa e fato engraçado: os amigos estavam dando uma volta pela cidade e não havia mais quartos disponíveis, o hotel estava lotado e foram informados que não havia qualquer reserva em nome de Padovani. Começaram então a buscar alternativas. Andréa decidiu retornar à recepção e pedir auxílio para localizar outros hotéis, sendo prontamente atendida pela recepcionista.
Logo os meninos chegaram e era momento de colocar as novidades em dia! Mas eram muitas, decidiram então tomar um bom banho e ir para um barzinho, indicação de Sandro, para bater papo e matar saudades.
Depoimento Andréa: “Enquanto eu falava mal dos meninos e buscava onde ficar, outra funcionária chegou e vendo minha roupa tipicamente “motociclística”, perguntou se eu era a Andréa, esposa de Jorge, pois os nossos “espertos” amigos haviam deixado um quarto reservado, porém com nossos primeiros nomes e não sobrenome como é de costume e como eu havia perguntado. Ufa!!! Ficamos felizes e aliviados, umas das partes mais difíceis da viagem é chegar em uma cidade, cansado e louco por um banho e ter que conseguir hotel. Depois pedi desculpas por ter “xingado” nossos amigos rsrsrsrsrsr”.

Foram ao Mustang Sally, um lugar super aconchegante, temático, que serve comida americana e mexicana de muita qualidade, possui cervejas de vários lugares, tem um pessoal animado e gente muito bonita. Ao chegarem descobriram que era dia de tudo dobrado até as 20h., aproveitaram para comer e beber, sem economia rsrsrsr
Depois de uma ótima conversa, ver um pouco das fotos da viagem, os amigos decidiram descansar… A viagem estava acabando, mas ainda faltava chegar a São Paulo.
Total de Km Rodados: 650
Abastecimento: 25 litros
Hospedagem: Hotel Ibis – http://www.ibis.com.br/
Valor da diária: R$ 119,00
04 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, café da manhã a parte
Gasto total (com alimentação): R$ 255,00

 22.12.2010
Curitiba – São Paulo

Combinaram saída para cerca de 8h., como o hotel não oferecia café da manhã, acertaram tomar café em uma parada na estrada. Saíram de Curitiba as 8:15h. na companhia dos amigos que deram uma emoção a mais ao final da viagem de volta.

Saíram de Curitiba as 8:15h. na companhia dos amigos que deram uma emoção a mais ao final da viagem de volta.

 

Depoimento Jorge: “Sandro já tinha feito parte de toda essa aventura quando junto de sua esposa, a Paty, nos acompanhou entre São Paulo e Foz no caminho de ida.
Já que participou da ida, queria participar também da volta, e tratou de nos buscar em Curitiba, mas como a Paty não poderia acompanhá-lo neste “passeio”, ele trouxe mais um parceiro para esta aventura, o Alexandre com sua Sporster novinha.
Mais uma feliz surpresa para nós, e ter a companhia dos amigos neste último trecho da viagem foi realmente muito gratificante e divertido. Último trecho é maneira de dizer, pois faremos uma parada para o Natal, já que ainda faltará voltar à Bahia, coisa que farei sozinho, pois minha esposa/parceira/co-pilota/navegadora/ fotografa/tradutora e assessora para assuntos aleatórios em geral, voltaria de avião”.

 

Chegaram a São Paulo por volta das 14:30h., ligaram para os familiares avisando da chegada, já que aproveitaram para conhecer a casa de Sandro e Paty e decidiram almoçar com os amigos no Shopping Plaza Sul. Chegaram à casa dos pais de Jorge por volta das 17h. Enfim estavam voltando ao conhecido, mas ainda faltava um bom trecho para chegar em casa.
O vídeo é nossa homenagem aos “companheiros de viagem”.

 

Total de Km Rodados: 444

Abastecimento: 28 litros
Hospedagem: Casa da Familia
Valor da diária: Grátis
06 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã e muito carinho com os viajantes
Gasto total (com alimentação): R$ 120,00
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Mais belezas de Foz do Iguaçu

20.12.2010
Foz do Iguaçu
Já na ida o casal planejou uma nova parada em Foz do Iguaçu na volta, pois gostariam de conhecer um pouco mais desta cidade e dos seus pontos turísticos, prestigiando o que o Brasil tem de beleza e atrativos. E seria bom descansar depois de 7 dias contínuos andando cerca de 600 km diários.
Acordaram cedo para aproveitar bem o dia, tinham planos de voltar a Ciudad Del Leste, Paraguai para aquisição de umas coisinhas, e conhecer o Parque das Aves, que não foi possível da outra vez.
O hotel sempre indica um taxista para levar os seus hóspedes ao Paraguai, acreditam ser mais seguro, porém o valor é sempre caro, contudo a experiência da ida não foi boa, já que o taxista deixou seu carro no lado brasileiro da Ponte da Amizade e fez o grupo atravessar andando, o que o casal descobriu que é terminantemente proibido. Voltaram à terra do jeitinho, do ganhar fácil, do levar vantagem.
Depoimento Andréa: “Enquanto estávamos discutindo na recepção sobre o que fazer, como ir, fomos abordados por um casal (Daniele e Júnior) que deu a dica de irmos até uma rua próxima tomar um táxi, que seria muito mais em conta do que optar pelo do hotel. Percebi um sotaque conhecido e como o mundo é pequeno, descobrimos que somos praticamente vizinhos, moramos no mesmo bairro, imaginem, e nos encontramos em Foz!”.
Decidiram seguir a dica do casal e procurar um taxi na rua ao lado, porém outra opção era ir de ônibus “internacional”. Enquanto negociavam com o taxista, que também queria cobrar uma “fortuna” para levá-los ao outro lado da fronteira, viram o ônibus Ciudad Del Leste se aproximar, não tiveram dúvidas, correram para pegá-lo. Andaram pelas ruas repletas de comércio, muita gente de fora e muitos camelôs, fizeram uma pesquisa de preço do que desejavam e acabaram comprando na mesma loja que visitaram na ida.
Para voltar decidiram se aventurar novamente, mas agora com uma “muambinha” a tira-colo. Pegaram o ônibus novamente, e desta vez puderam sentir o gostinho de serem “sacoleiros”, pois o ônibus era uma lata de sardinha, repleta de gente e sacolas de todos os tamanhos e andando para todos os lados. Realmente a cara da Andréa, que adora momentos como este rsrsrsrsr. A fronteira foi ultrapassada sem qualquer dificuldade e a aduana sequer fez qualquer menção de parar aquele transporte lotado! Muitas pessoas falam do perigo de atravessar a pé e de ônibus, sobre o risco de assalto, bem o casal conseguiu realizar as duas coisas mais perigosas sem qualquer dificuldade ou iminência de transtorno. Ainda bem!!! Após “arriscar-se” no Paraguai, retornaram ao hotel e almoçaram em um restaurante por quilo em frente ao mesmo, uma comida caseira, barata e gostosa. Ainda tinham mais passeio pela frente.
Depoimento Jorge e Andréa: “Aventura total, atravessar a fronteira de ônibus, esperamos para ver o que iria acontecer, mas foi tão tranqüilo e tão rápido, que valeu a pena, até porque o gasto é quase 10 vezes menor”.

 

Chegaram ao Parque das Aves, de ônibus, por volta das 14h, após uma chuva torrencial e um abrir de sol repentino, que trouxe um a mais ao passeio, já que as aves estavam todas se enxugando da chuva e, para isso, saíram de seus abrigos em busca do sol.

 

O parque das aves possui uma área de 16,5 hectares, quatro dos quais abrigam viveiros e suas instalações. A área restante é de proteção ambiental. Uma trilha percorre os viveiros de pássaros nativos, em sua maioria, da América do Sul. Os viveiros denominados “floresta e pantanal” têm uma área de 630 metros quadrados e oito metros de altura, e representa o habitat natural destes ecossistemas e proporcionam aos visitantes a possibilidade de entrar e experimentar como é a vida nestes ambientes. O parque fica localizado a 8 km do centro de Foz e abriga mais de 500 aves, entre as brasileiras e de outros continentes, além de jacarés, sagüis, cobras e outros animais florestais, além de um borboletário onde é possível estar entre borboletas e beija-flores.

Depoimento Andréa: “Este passeio também é imperdível, conhecer aves que nunca vimos, de coloridos exuberantes, sendo possível estar entre elas é realmente incrível. Com certeza, a cada momento uma nova emoção e novas experiências que iremos carregar em nossas lembranças e na alma”.

Mas a melhor forma compartilhar isto será através do vídeo abaixo.

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 0
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br)
Valor da diária: R$ 130,00
3 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 250,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Parque das Aves: R$ 18,00 por pessoa
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Chegando à Terra Brasilis!!!

19.12.2010
Corrientes – Ar – Foz do Iguaçu – Br
Último dia de viagem em território estrangeiro, hoje é dia de chegar “em casa”, após 15 dias fora do Brasil. A saída de Corrientes foi às 9:45h. O casal pretendia chegar cedo à fronteira, para ter tempo de passar no Duty Free Argentino.
No primeiro posto que pararam para abastecer aproveitaram para tirar foto de um “objeto” interessante, encontrado em praticamente todos os postos de serviço nas estradas: uma máquina de água quente, onde se coloca uma moeda para aquisição de água para preparar chá, utilizado por inúmeros viajantes como forma de se aquecer no inverno, mas que também é bastante utilizada no verão.
As estradas sempre em perfeitas condições e bem sinalizadas. Por todas as estradas da Argentina é possível ver esta placa que sinaliza o perigo de incêndio, tudo isso devido às altas temperaturas climáticas que podem ocasionar incêndios nas poucas áreas florestais.
Outras placas de sinalização nunca tinham sido vistas pelos viajantes em estradas brasileiras, como esta que demonstra a quantidade de faixas.
Definitivamente pode-se dizer que as estradas argentinas e chilenas são muito bem sinalizadas e sempre bem pavimentadas, em nada lembram a maioria das estradas brasileiras, e o imposto pago pelos cidadãos é bem menor que o nosso, mas estas diferenças merecem outro capítulo nesta história.
Pararam para almoçar em Ituzaingó, em um posto de abastecimento, comeram uma comida caseira e muito gostosa, por um precinho melhor ainda.
A paisagem logo trouxe água, através dos grandes rios que cercam esta região, água em abundância que há tempos não eram vistas pelos viajantes.
Como as do Rio Paraná que anuncia a chegada à fronteira com o Brasil.
Chegaram ao Duty Free por volta das 17:30, ao entrarem na loja, com a roupa imunda, capacetes e jaquetas, logo foram abordados por um segurança que indicou armários onde deveriam guardar as coisas, tudo com muita educação, mas certa desconfiança.
Enquanto andavam pelas pouquíssimas lojas, perceberam que TODAS as pessoas, super bem vestidas, os olhavam com muita estranheza e iam se afastando quando passavam! Não compraram nada, decepção total: poucas opções, preços altos e muitos produtos chineses!
Logo após o Duty Free fica a ponte da Fraternidade, que é dividida ao meio, do lado brasileiro é verde e amarela e do lado argentino é azul e branca.
Ao chegar à Aduana Brasileira já sabiam que estavam perto de casa, olhem a fila de carros para ultrapassar a fronteira. Como estavam de moto, cortaram pela direita, chegaram a um funcionário aduaneiro que informou que poderiam passar direto, que estavam parando somente estrangeiros. Mas como o casal havia carimbado o passaporte com a data de saída (lembram da idéia da atendente de colocar o primeiro carimbo) precisavam passar pela aduana para carimbar o retorno ao país. Ainda bem que as motos têm preferência.
O dia estava quase no fim quando chegaram à terra Brasilis….
As 19h. estavam em Foz do Iguaçu, no mesmo hotel que ficaram na ida. Foram super bem recebidos por Adelino, gerente do hotel, que resolveu fazer um agrado e os colocou na suíte máster pelo preço da comum.
Jorge e Andréa decidiram jantar no restaurante em frente, aquele da feijoada na ida… comeram pizza para matar a saudade!
Veja o vídeo deste trecho da viagem.

Total de Km Rodados: 648
Abastecimento: 59 litros
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br)
Valor da diária: R$ 130,00
03 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 313,00
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Mais perto da fronteira!

18.12.2010
Santiago Del Estero – Corrientes
Jorge e Andréa saíram de Santiago às 09h, agora a estrada já era familiar e os caminhos conhecidos, a sensação de volta, de realmente fim de viajem, já se tornava mais evidente, deixando aquele gostinho que quero mais.
Acreditavam que nada iria lhes chamar a atenção, já que tinham passado por aqueles lugares, conheciam suas belezas e dificuldades, como este caminho de cimento, que dividiram com carros e caminhões, lembram????
Mas outro engano!
Primeiro um susto, ao chegar a Quimili para abastecer, o posto da estrada não tinha combustível, conversaram com alguns caminheiros que informaram a possibilidade de um atraso na reposição e que o ideal seria tentar abastecer o mais rápido possível, pois correriam o risco de não encontrar postos abastecidos pelo caminho.
Novamente entraram em Quimili (aquele cidadezinha onde experimentaram Lomito pela primeira vez….) e o único posto da cidade tinha uma fila enorme de motos e carros tentando abastecer, os viajantes entraram na fila e logo perceberam que a maior moto era a deles, todos olhavam, vinham conversar, perguntar sobre a viagem, as outras, motos dos moradores, todas de baixas cilindradas.
Após o susto, seguiram viagem, iriam passar novamente pelos belos campos de girassóis… outra surpresa!!!

Muitos dos campos já não existiam mais, eram vales gigantes, sem qualquer vestígio dos grandes girassóis… eles haviam sido colhidos! Os que ainda estavam por lá, estavam murchos, com suas flores caídas, talvez aguardando a colheita e todos virados para o lado contrário da estrada… como que se despedindo dos viajantes que passavam por ali!

Depoimento Andréa: “Foi interessante, mas ao mesmo tempo triste ver aquilo, na ida os girassóis estavam lindos, floridos, “olhando para nós”, vê-los caídos, ver os campos limpos, foi uma sensação estranha, não consegui nem fotografar… Sabemos que faz parte da natureza, mas parecia que estavam demonstrando a mesma sensação que tínhamos de que a aventura estava acabando, comentei com Jorge: eles também estão tristes!!! Rsrsrsrsr Ainda bem que na vida, como na plantação, sempre há o recomeço!”.
Chegaram a Corrientes por volta das 17:30h, ficaram no mesmo hotel da ida, afinal o melhor de todos eles. Aproveitaram para mandar lavar a roupa, já que havia uma lavanderia próxima. Como chegaram mais cedo, após um bom banho e já com o dia terminando, foram dar uma volta na cidade, conhecer um pouco mais e tiveram novamente a certeza de que adorariam viver ali.
Procuraram onde jantar e encontraram o Restaurante La Fiorela, mas outro fato engraçado: enquanto estavam parados na porta do restaurante (carregando um saco gigante de roupas lavadas) verificando se estava aberto ou não, afinal “ainda” eram 19h. um rapaz chegou e entrou, então o casal entrou atrás dele, acreditando que seria outro cliente, mas não, era um dos funcionários do restaurante. Ao entrarem, perceberam que TODOS os funcionários os olhavam intrigados, mas ninguém falou nada, logo os viajantes notaram que, na verdade, o estabelecimento ainda não tinha aberto para os clientes e inclusive acontecia uma reunião e o pagamento dos funcionários. Mas isso, em momento algum, impossibilitou de serem bem e prontamente atendidos.
Outro fato engraçado e comum: ao perceberam tratar-se de brasileiros, logo colocaram “nossa música” para tocar, no início MPB, mas não podia faltar o principal grupo de música brasileira: “É o tchan”, exatamente, de novo tiveram que ouvir este grupo “fantástico”, agora jantavam embalados pela boquinha da garrafa. Por que será que os argentinos insistem em colocar este grupo para tocar, será que acreditam mesmo que a música é boa?????
Para comemorar a parte final da viagem tomaram cerveja Argentina e, como não poderia faltar, um bom vinho!
Acompanhem um pouco mais deste trecho:

Total de Km Rodados: 646
Abastecimento: 52 litros
Hospedagem: Hotel Confianza
Valor da diária: $ 185,00 pesos
05 Estrelas: bonito, limpo, excelente localização, melhor hotel da viagem
Gasto total (com alimentação): R$ 234,00
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Encontrando o caminho de volta…

17.12.2010
Fiambalá – Santiago Del Estero

 

Acordaram por volta das 07h., Jorge aproveitou para lavar a moto que estava em situação catastrófica de tanta areia, e também para trocar os pesos chilenos por argentinos. Enquanto isso, Andréa procurava uma lan house para dar notícias à família, mas a única existente na cidade só abriria após as 10h, então ela saiu em busca de outros pontos, que na cidade se resumem a dois, como ela logo descobriria.
A hosteria onde ficaram já não é mais como está nesta foto retirada da internet, sofreu reformas e agora conta com uma varanda em toda a sua lateral, inclusive seu interior ainda está sendo reformado para melhorar o atendimento aos turistas.
Enquanto caminhava em busca de informações sobre onde acessar a internet, perguntou para um senhor em frente a um prédio antigo, este senhor convidou-a a entrar, levando até uma sala, explicou que ali “na secretaria” ela poderia usar o computador e acessar a internet, pediu que uma senhora a auxiliasse.
Depoimento Andréa: “Entrei no prédio, sem saber ao certo o que era, mas logo percebi que estava na prefeitura de Fiambalá e o senhor, muito gentil, tinha me levado até a secretária do prefeito, que também muito gentil, saiu da mesa e me deixou usar o computador. Enquanto estava ali, num entra e sai de gente, sai um senhor de dentro da sala, me cumprimenta e então percebo que é o mesmo que está na foto da parede: era o prefeito rsrsrsrsrsrsrsrrs. Imaginem minha cara, foi muito engraçado… como o acesso estava mmmuuiiittttooo lento, decidi deixar pra depois. Agradeci a ajuda e todos que estavam na sala, falando de “coisas da prefeitura” desejaram “buena suerte e buen viaje”. Fui até a praça principal, onde me informaram que o único lugar fora a lan house e prefeitura que tinha internet na cidade era a agência de turismo. Fui até lá e me emprestaram o computador, sem cobrar nada…fiquei tão sem graça que acabei comprando um livrinho de informações turísticas da cidade…o guia, escrito por Walter Bustamante, é ótimo!!!”.

 

Fiambalá é uma cidadezinha encravada no final da Cordilheira dos Andes e da Cordilheira de San Buenaventura, fica a 320 km da capital de Catamarca, San Fernando Del Valle, fica a 1.550 m.s.n.m., é cercada de altas montanhas que dão a impressão de estarem guardando aquele povoado, onde a areia se mistura com o ar puro. Tem cerca de 5.000 habitantes que vivem em harmonia com a natureza e em uma atmosfera de tranqüilidade e paz. Seus antigos habitantes eram Cacan (população nativa da alta altitude), que batizaram a área de Pianwallá, que significa que “astúcia da alta montanha”. Foi palco do Dakar de 2009 e 2010, orgulho de seus moradores que exibem os adesivos das equipes participantes por todos os vidros da cidade.
Saíram de Fiambalá às 11h, em direção a Santiago Del Estero, sem levar consigo sequer uma foto do hotel ou da cidade, o cansaço começava a fazer estragos… começavam a ir em direção a lugares já conhecidos, mas tinha que ultrapassar a Cordilheira San Buenaventura, através de outra serra, com curvas fechadas, mas bem menos animais na pista.

Pararam para almoçar em Aimogasta, no restaurante Don Jaime, ótima comida caseira, a quilo e bom preço. Lá foram abordados por um cliente do restaurante e então conheceram Salim, filho de mãe brasileira e pai libanês, contou adorar o Brasil e sonhar em viver no país, disse que está fazendo planos para se mudar em 2011, acredita no crescimento do país com a Copa e Olimpíadas e que não vê futuro na Argentina. Foi super atencioso em ver o mapa, traçar rota. Em minutos, o restaurante todo participava da elaboração do caminho até Santiago. Cada um dizia para fazer um caminho diferente, caminho este que já estava definido pelos viajantes.

Na estrada, quase chegando a Santiago Del Estero, puderam reencontrar com os famosos Los Cardones, floridos e gigantes, tomavam conta de vários trechos do caminho, se perdendo nas montanhas.

A moto, em determinado trecho da viagem começou a não querer ligar. Apresentou defeito no botão de partida, em alguns momentos tiveram que empurrar (Andréa teve) ou fazê-la pegar embalada em descidas. Chegaram a Santiago Del Estero às 19h., e Jorge, logo na chegada, já procurou uma mecânica para tentar solucionar o problema da partida, foi indicada uma oficina que ficava na avenida de chegada na cidade, mas precisam ver a cara do rapaz ao sair de dentro da mecânica e ver o tamanho da moto, já que todas as que estavam na oficina não passavam de 150 cilindradas. O dono da mecânica indicou uma oficina maior, que ficava a algumas quadras.
Encontraram a oficina, cujo responsável era Pablo, um argentino simpático, atencioso e que já foi logo avisando não conhecer muito bem de motos Suzuki, visto que aquela era uma oficina credenciada da Honda, mas se prontificou de imediato a tentar solucionar o problema.
Chegou a pedir o manual da moto, o que deixou Jorge um pouco apreensivo. Aproveitaram para tomar um lanche em um posto próximo da oficina, pois o trabalho dava sinais de que ia demorar.
Depoimento Jorge:
“Chegando à Santiago Del Estero, a primeira coisa que quis fazer foi consertar a partida da moto, pois não era nada fácil fazê-la pegar “no tranco” quando não havia nenhuma descida por perto, alem de ser extremamente desaconselhável para o motor esta prática. Chegamos à oficina (Motogar: Av. Saenz Peña 111 – Teléfono: 0385-4240588/4218269) pouco antes dela fechar, com uma moto de outra marca, e precisávamos que o serviço fosse realizado de imediato, pois no dia seguinte iríamos seguir viagem para outra cidade. O que vocês acham que aconteceu???? ………………
Expliquei a situação para o Pablo, o chefe da oficina, e ele prontamente mandou colocar a moto pra dentro da oficina. Parou o que estava fazendo, tirou a outra moto em que estava trabalhando de cima do elevador (que era o maior da oficina e o único que agüentaria levantar aquela moto com malas e tudo) e começou a procurar o defeito, que parecia ser um mau-contato no motor de arranque. Recomendou que fôssemos comer e beber alguma coisa na loja Select do posto Petrobras logo ali na esquina, e foi o que fizemos. Lá não demorou muito e já havia dois senhores nos ajudando a encontrar um hotel ali por perto. Depois de duas horas a moto estava pronta. Era um defeito numa peça de plástico dentro do botão de partida, e Pablo teve de refazer a peça que teve desgaste prematuro. Aproveitei e troquei o óleo do motor.
Na hora de pagar, pensei que iria receber uma facada, dado todo o contexto da situação. Pablo me cobrou o equivalente a 2 horas de serviço de oficina, além do valor do óleo. O equivalente a 20 reais, aproximadamente. É ou não é igualzinho ao Brasil???”
Moto arrumada, problema resolvido; foram procurar os hotéis indicados na lojinha. Encontraram alguns, bem simples, bem diferentes da parada de ida, acabaram escolhendo o Hotel Santa Rita. Saíram para comer e encontraram um fast food (Sr. Lomo), onde era servido o tão adorado LOMITO!! Na TV um programa de calouros e dançarinas… que mais queriam mostrar o corpo do que dançar!!! E todas as pessoas paralisadas assistindo, era a final do programa!
Curta um pouco mais deste trecho da viagem…

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 494
Abastecimento: 38 litros
Hospedagem: Hotel Santa Rita
Valor da diária: $ 140,00 pesos
01 Estrela: bom para dormir e tomar banho depois de um dia cansativo, sem café da manhã
Gasto Total (com alimentação): R$ 190,00
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O maior desafio da Cordilheira…. Paso San Francisco!!!

16.12.2010
Copiapó – Ch – Fiambalá – Ar
Paso San Francisco

O dia amanhecia em Copiapó quando Jorge e Andréa já se preparavam para a parte mais arriscada e o trecho mais difícil da viagem. No dia anterior haviam comprado, no supermercado, as guloseimas do café da manhã, já que, como em todos os hotéis, o café é servido após as 7:30h e tinham programado a saída para as 7h. O que ocorreu conforme planejado.
Jorge estudou e leu muito a respeito do Paso San Francisco, antes de decidir atravessar a Cordilheira por ele, mas é melhor deixar ele mesmo explicar…
Depoimento Jorge:
“Ao menos para mim, este era o dia mais aguardado de toda a viagem. Seria minha primeira experiência no temido “rípio”.
Li vários relatos de outros motociclistas que passaram pelo fantástico Paso de San Francisco, e um em especial me encorajou a fazer este caminho. Nele, um motociclista que fez a viagem completamente sozinho, dizia ser mamão com açúcar este rípio, por ele ser bem compactado.]
Mas havia um outro probleminha a ser resolvido: como percorrer a distancia de 470 km entre o ultimo posto de abastecimento em Copiapó (no Chile) e o próximo posto, em Fiambalá, já na Argentina? Não sei se pelo peso, ou pela resistência que as malas laterais exerciam ao vento forte que enfrentamos nos últimos dias, ou até se era pela gasolina que era muito boa e a injeção eletrônica da moto não estava regulada para esta gasolina e sim para a porcaria da nossa gasolina misturada a álcool e todo tipo de solventes que colocam nela, mas a verdade é que a moto estava fazendo uns 14 km/L na média, o que me dava uma autonomia de uns 300 km no máximo. O jeito foi comprar um galão de plástico de 10 lts da Copec, facilmente encontrado em qualquer posto de abastecimento desta marca, e amarrar onde fosse possível na moto.
Como já não havia muito espaço disponível para bagagens, o jeito foi amarrá-lo sobre uma das malas laterais e rezar muito para o suporte desta mala não quebrar, visto que elas já estavam trabalhando muito além do peso máximo recomendado pelo fabricante desde o inicio da viagem. Como podem ver na foto, a moto mais parecia um caminhão de mudança… rsrsrsrsrsrsr”

 

O Paso começa na cidade de Copiapó, onde se encontra o último posto de abastecimento antes de sua passagem, por isso, os motociclistas devem se prevenir levando um galão extra para evitar ficar sem combustível durante a travessia, o que não seria nada interessante se pensarmos que a altitude, o frio e a ausência quase total de pessoas podem ocasionar um “desastre” durante a viagem.
O início do Paso San Francisco leva a uma mineradora, que fica a cerca de 80 km de Copiapó, o que ocasiona o encontro com diversos caminhões, picapes e outros veículos. Este trecho tem um rípio bem compactado, que possibilitou uma velocidade média de 90 km/h, sem grandes dificuldades e que animou o casal, que acreditava que a estrada iria transcorrer desta forma durante todo o percurso.
O Paso San Franciso é uma das passagens mais importantes da Cordilheira dos Andes, liga a região do Atacama no Chile à província de Catamarca, na Argentina, e atravessa cumes nevados e de grande beleza e altura. O ponto mais alto da passagem chega a 4.750 m.s.n.m., contudo conta com vulcões que chegam a mais de 6.800 m.s.n.m.
Durante o início da passagem, puderam apreciar o Deserto Florido, do qual falamos no capítulo anterior, campos de flores coloridas; mas ainda era só o começo da beleza que os aguardava.
Depoimento Jorge:
“Até chegar à entrada da mineradora o rípio estava muito compactado mesmo, acho que pelo peso dos caminhões que circulavam por ali, mas depois que passamos dela a coisa foi ficando complicada. O tal rípio foi se transformando num areião misturado a pedras e já não era possível desenvolver uma boa velocidade. Vez ou outra a moto escapava de frente e era difícil controlá-la. O perigo de uma queda estava aumentando consideravelmente. Lembrei-me do tal mamão com açúcar e pensava: acho que aquele cara não gosta de mamão…”

 

Historicamente estas colinas sempre tiveram um papel de protagonista já que foram usadas como vínculo entre os povos diaguitas de um lado e outro da Cordilheira dos Andes, em 1479 o Paso San Francisco foi utilizado pelo inca Túpac Yupanqui para invadir o território chileno e em 1536 foi atravessado por Diego de Almagro para passar de Tucumán ao Chile. Somente após 1898 que se definiram os limites argentino-chileno no Paso San Francisco.
Conta-se que os aborígenes que viveram na região antes dos Incas, já utilizavam esta rota em seus movimentos migratórios, a cerca de 10 séculos atrás.
É possível ver algumas ruínas incas durante o trajeto, que dão ainda mais emoção à aventura. Dizem que são ruínas das mineradoras incas.

Foram necessárias algumas paradas para relaxar e apreciar as paisagens. No início era possível Jorge descer da moto e se esticar, mas a partir do trecho onde o rípio começa a se soltar e se misturar à areia, as paradas passam a ser apenas para descansar da pilotagem, pois ficava impossível descer da motoca, não tinha terreno firme para apoiá-la.

Novamente o casal teve que fazer suas necessidades fisiológicas no deserto, torcendo, de novo, para ali nascer uma plantinha.

O Paso é de uma paisagem excepcional devido aos seus grandes vulcões, cobertos de neve, mesmo no verão, e as lagunas que se escondem em suas curvas. Incluem, ainda, refúgios de vida animal, principalmente as vicunhas, que são vistas por seus vales floridos.

Ao chegar à Aduana Chilena, que fica isolada no meio da Cordilheira, se pode avistar a chamada Laguna Azul, Laguna Santa Rosa, no Salar de Maricunga que possui 8300 hectares e fica a uma altitude de 3.700 m.s.n.m., é um dos maiores produtores de lítio do Chile, perdendo apenas para o Salar de Atacama.

O frio era intenso, então pararam para comer e beber água sob o sol, que ajudava a aquecer, principalmente as mãos sem luvas.

Passaram pela Aduana Chilena sem qualquer dificuldade, mas foi preciso esforço para não desmaiar quando um dos funcionários informou que a aduana Argentina, onde começaria o asfalto, ainda estava a cerca de 200 km à frente… O casal se entreolhou e não sabiam se riam ou choravam, de fato não sabiam se iam conseguir superar mais este trecho, Jorge estava exausto e Andréa muito preocupada, mas não deixou de filmar e fotografar!!! Afinal, as paisagens compensavam tamanha inquietação.

O Salar faz parte do parque Nevado Tres Cruces, nome do vulcão que domina a paisagem. O parque é um maciço montanhoso da Cordilheira dos Andes, que fica na fronteira entre Argentina e Chile, localiza-se entre os 3.800 e 4.100 ms.m.n.m. Seus principais cumes são, o Internacional ou Cume Sul de 6.749 m, o Cume Central de 6.008 m, o Cume Norte, de 6.629 m e um quarto cume, ao norte do terceiro, com cerca de 6.300 m.

Seguiram viagem, mal sabendo eles que paisagens mais belas e surreais ainda estavam por vir.

Depoimento Andréa: “O azul do céu, a vegetação rasteira em amarelo, misturado ao cinza escuro dos vulcões, com seus cumes brancos pela neve, dão a sensação de que estamos em outro planeta, outra dimensão, em certos momentos parece que estamos olhando um livro, uma imagem que não existe, parece um sonho daqueles em que as cores se confundem, é algo impressionante. Nem o medo de não chegar conseguiu ofuscar tamanha beleza. O Jorge ia pilotando com cuidado, às vezes parecia que íamos cair, mas eu não conseguia parar de fotografar, nem sei onde encontrei coragem e força para isto!”.

Após passar a aduana Chilena, se está fora do mundo, isto mesmo, não estão nem no Chile, nem na Argentina, já que se viaja em uma zona “sem lei”, pois a aduana Argentina fica a mais de 200 km. Andaram cerca de 170 km por uma estrada horrível, onde o rípio estava mais que solto entre um piso de areia, trazendo enorme dificuldade de manter a moto em pé e com a probabilidade de inúmeras quedas, inclusive com um grande susto, que Jorge irá relatar melhor.

 

Depoimento Jorge:
“A estrada se transformou num areião fofo que escondia pedras de todos os tamanhos. A pilotagem da moto estava ficando extremamente difícil, e eu já estava no limite das minhas forças. A velocidade agora era de 25 kms/h e nesta velocidade eu não fazia idéia de como estava o consumo de gasolina e se o galão seria suficiente para completarmos o percurso até o próximo posto de serviços. Ah, e ainda tinha o frio cada vez mais intenso e a preocupação com os suportes das malas laterais não agüentarem o peso e a vibração das batidas da suspensão contra as pedras da estrada. Eu só lembrava do maldito mamão com açúcar… Num determinado momento a moto saiu completamente com a roda dianteira e eu tentando a todo custo controlar a situação e reduzir a velocidade para diminuir o impacto da queda, que parecia iminente. Balançamos várias vezes pra os dois lados e consegui parar a moto Deus sabe como, mas ela parou inclinada a 45 graus e eu não tinha forças para levantá-la. Gritei para a Andrea sair da moto para aliviar o peso e vi ela se jogando no chão e rolando para o lado. Rapidamente ela levantou-se e me ajudou a levantar a moto para a posição em pé. Se a moto tombasse de vez não teríamos forças para levantá-la e como não passava ninguém por ali, estaríamos em sérios apuros. Tudo o que eu queria naquela hora era descer da moto e poder deitar no chão para descansar um pouco, mas o piso era tão fofo que o pezinho da moto afundava, me obrigando a ficar sobre ela. A falta de ar que senti devido ao esforço extremo me fez pensar que talvez eu fosse apagar ali mesmo, em cima da moto, e tive de me contentar em deitar sobre o tanque dela e ficar ali quieto até recuperar as forças para prosseguir.”
33 Copiapó a Fiambalá Paso San Francisco (53)
Diante de todas as dificuldades contadas, em meio a uma paisagem cinza, característica do deserto, eis que surge um oásis, uma lagoa de um verde inexplicável.
A Laguna Verde, localizada a 265 km da cidade de Copiapó, na Província de Catamarca, fica aos pés do maior vulcão do mundo, Pissis (foto ao lado e abaixo), que chega a 6.882 m.s.n.m., é uma lagoa hiper salgada no meio das montanhas, suas águas encontram-se a 4350 m.s.n.m.

 

Este lago é aparentemente desprovido de vida, por causa de sua extrema salinidade, que são caracterizados por uma bela cor verde cerúleo. Encontra-se em um vale profundo, quase circular, cercado por sete dos 12 maiores vulcões do mundo, cujos picos são cobertos de neve, mesmo no verão, entre eles estão o Ojos Del Salado (na foto abaixo) (6.879 m.s.n.m.), o Incahuasi Nevado (6.610 m.s.n.m.), El Muerto (6.488 m.s.n.m.), Ata (6.501 m.s.n.m.), Os Nascimentos (6.669 m.s.n.m.), o Cerro Bayo (6.436 m.s.n.m.), Solo (6.205 m.s.n.m.) e Nevado Tres Cruces (6.749 m.s.n.m.), este pode ser visto desde o início do paso. Neste ponto do paso as temperaturas registradas já foram de 20º.negativos.

Cerca de 10 km depois de passar por esta beleza monumental, chegaram ao Limite Internacional, enfim ASFALTO!!
Depoimento Jorge:
“Agora eu entendi porque nos relatos de vários motociclistas que enfrentaram o Paso de San Francisco eles param sob esta placa da foto ao lado e beijam o inicio do asfalto. Só não fiz o mesmo porque se eu descesse da moto não teria forças para subir nela novamente, hehehe…”

 

As paisagens continuaram, por todo o caminho, com uma beleza que impressiona.

 

Chegaram à Aduana Argentina exaustos, Jorge não conseguia nem falar, desceu da moto e se jogou no chão, funcionários e carabineros saíram para saber se os viajantes estavam bem. Ficaram preocupados com a situação em que o piloto se encontrava. Andréa foi quem conversou, entregou documentos solicitados e adiantou os trâmites para passagem, sem qualquer dificuldade.

 

Depoimento Andréa:
“Continuamos pela estrada, agora bem asfaltada, pensando que o visual se tornaria comum, puro engano, mais imagens belíssimas, como que retiradas de um quadro surgiam a cada curva de uma serra esplêndida, criada para completar a passagem do Paso San Francisco pela Cordilheira dos Andes, que ia ficando para trás e já deixava saudades. A cor dourada que cobria os vales, à beira dos vulcões gigantes, misturada ao branco da neve e ao céu de um azul incansável, criaram imagens que tenho certeza que não conseguirei esquecer jamais!”.
Nas belas e pavimentadas estradas após a aduana Argentina podem ser vistos vários refúgios, como se fossem pequenas casas, com rádio de emergência, lugar para fazer fogo.
Chegaram a Fiambalá por volta das 19h, após transpor 300 km de ripio em 7 horas, estavam mais que exaustos, não tinham forças nem para pensar. Ficaram na Hosteria Municipal. Jantaram no único restaurante local, com cara de restaurante, como estavam com muita fome, decidiram pedir dois pratos de filé a parmegiana e purê de “papas”, mas tinham esquecido da fartura dos pratos na Argentina, quando os pratos chegaram só tinham força para rir do tamanho do bife que teriam que encarar… e comeram quase tudo!!!
Ao deitar na cama, o casal não acreditava no dia que havia tido, nas emoções, imagens, situações críticas que vivenciaram. Só então perceberam que haviam feito um pacto silencioso durante o trajeto, não conversando sobre nada, relaxados (e a salvo!) falaram sobre o percurso; assumindo o quanto de medo sentiram durante a travessia do belo, mas perigoso, Paso San Francisco.
Aproveite um pouco mais desta beleza….

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 490
Abastecimento: 24 litros
Hospedagem: Hosteria Municipal
Valor da diária: $ 150,00 pesos
03 Estrelas: arrumado, limpo, excelente localização, sem café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 160,00
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La Mano del Desierto!!!

15.12.2010
Antofagasta – Copiapó
O casal acordou cedo, mas para variar só conseguiu tomar café depois das 8h, e como não tinha no Hotel tiveram que procurar um lugar, a principio foram até o MacDonalds, que ainda estava fechado para o café da manhã (detalhe curioso: ontem o casal jantou neste fast-food e perceberam que a maioria dos lanches vem com abacate!!!).
Decidiram ir ao Mercado Municipal, por indicação da recepcionista do hotel, encontraram vários restaurantes, que circundam o mercado e servem café da manhã, refeições e à noite são o ponto de encontro de turistas e moradores. Infelizmente o cansaço do dia não está permitindo que eles curtam a noite.
Saíram de Antofagasta por volta das 10h, em direção a Copiapó. Sabiam que iriam encarar novamente a secura do deserto chileno e os ventos da Cordilheira e do Pacífico. Mas não esperavam tantas emoções!!!
A saída é em direção a região mais seca de Antofagasta, por onde andam apenas algumas centenas de quilômetros, a paisagem fica cada vez mais árida, tinham duas opções de caminho, uma mais a beira do Pacífico, mas escolheram seguir por dentro do deserto, pela Estrada Panamericana, em direção a Chañaral, pois queriam conhecer a tão famosa Mano Del Desierto.
A Mão do Deserto (Mano del Desierto, em espanhol) é uma escultura de uma mão, feita em fibra de vidro, em uma base de ferro e cimento, tem 11 metros de altura, localizada no Chile, a 75 km ao sul da cidade de Antofagasta, na Rodovia Pan-americana. Foi construída pelo escultor chileno Mario Irarrázabal e inaugurada em 1992. Localiza-se a uma altitude de 1100 metros acima do mar.
Depoimento Jorge: “Esta foto com a moto parada em frente “Mão do Deserto” é uma marca registrada para todos os moto-viajantes que passam por estas bandas. Pode-se dizer que é uma foto obrigatória para quem saiu do Brasil no lombo de uma motoca e foi até o Chile. Sonhei por mais de um ano com o dia em que eu seria fotografado em frente a esta escultura, e este dia chegou, finalmente!”

 

Depoimento Andréa: “Você está andando pela estrada e, de repente, vê ao longe uma imagem, que mais parece uma miragem em meio ao deserto, e lá está ela: La Mano del Desierto. Como que saudando e dando sua proteção aos viajantes que passam, paisagem fantástica”.
Outra grande emoção, que já haviam sentido, mas que desta vez ficaram mais próximos, foi o contato com os redemoinhos. Novamente, devido clima árido, falta de umidade e altas temperaturas, eles surgiram na estrada em vários momentos. Conseguiram até filmar um que atravessou a estrada na frente da moto. Inclusive o casal chegou a passar de moto pelo meio de um deles!!!

 

Depoimento Jorge: “Estava numa reta sem fim e vi um redemoinho se formar próximo da estrada, alguns quilômetros à nossa frente. Percebi que pela direção que ele seguia, iria cruzar a estrada bem à nossa frente. Continuei tocando firme sem alterar minha velocidade e não deu outra: ele cruzou a estrada exatamente no momento em que eu iria passar. Segurei firme o guidão e atravessei o bicho bem no meio, sem saber o que aconteceria (estávamos a uns 130 km/h +/-). Foi um verdadeiro jato de areia na moto, nas mãos, na cara e em tudo. Entrou areia até no capacete. Nem preciso dizer como ficou a bolha da moto depois deste repente de esperteza minha…   hehehe…”

 

A estrada continuou deserta e linda… com imagens inesquecíveis, de um visual que somente o Deserto é capaz de compartilhar com aqueles que correm o risco de conhecê-lo.
E surgem novamente os “oratórios” repletos de flores, que dão um colorido especial ao tom de cinza e marrom que imperam na paisagem.
Decidiram parar para almoçar em um Posto na Cidade de Chañaral, já beirando o Pacífico. Enquanto almoçavam, chegaram duas motos, eram uma família venezuelana (Juan Carlos e Andréa, que pilotavam e o filho Kevin). Estavam viajando fazia 8 meses, tinham se programado ficar 1 anos viajando pela América do Sul, querem chegar ao Ushuaia, mas já estão a 8 meses e nem chegaram na metade do caminho.

 

Ele, Empresário da área de Propaganda e Marketing, ela Estudante de Medicina e o filho de 15 anos, estudante, deixaram para trás a comodidade do dia-a-dia para se aventurar pelos países da América do Sul, seu maior objetivo é conhecer não apenas as paisagens, mas as pessoas, a cultura, possuem o blog http://www.encuentroconelsur.com/encuentro/.Ficaram por mais de uma hora, conversando, trocando experiências, idéias e dicas, além, é claro, adesivos e contatos.

Eles ficam hospedados em camping ou na casa (ou quintal) dos moradores das vilas, olhem o tamanho da bagagem deles!!!
Eles contaram que às vezes trabalham nos “pueblos” como forma da ganhar dinheiro para continuar viajando, nestes últimos dias, estavam nos povoados à beira do Pacífico, pelos quais Jorge e Andréa passaram, trabalhando na pesca de algas, explicaram que estas algas são totalmente exportadas para a China e utilizadas na confecção de plásticos, do shampoo e outros cremes que usamos. Sua espécie é típica desta região do Chile e praticamente única no mundo.
Depoimento Jorge e Andréa: “E a gente se achando aventureiro!!! Rsrsrsr Foi um encontro incrível, daqueles inesquecíveis, ficamos fãs de imediato desta família, imagine, viajar tanto tempo, sem frescura, sem medo, desbravando lugares novos, culturas novas! Quem sabe um dia conseguimos este desprendimento!!!”.
Após o maravilhoso encontro, seguiram viagem, agora beirando novamente o Pacífico por longos quilômetros, até voltar ao deserto em direção a Copiapó, que fica a alguns quilômetros do mar.
Ao se aproximar da região que circunda Copiapó, a paisagem começa a se modificar e é possível ver grandes plantações, com florescimento e arborização e muitas flores, esta região é considerada o único deserto florido do mundo. Este fenômeno ocorre apenas de tempos em tempos, e dura alguns meses, normalmente até Novembra, fazia 10 anos que isso não ocorria, e os viajantes, mesmo em Dezembro, foram brindados com uma das mais pelas paisagens do Deserto do Atacama (que poderá ser vista ainda mais no próximo capítulo).
O Deserto do Atacama no Chile é considerado o mais seco do mundo. São milhares de quilômetros quadrados de areia, pedras, salares e pouca vida selvagem. Porém foi este lugar agressivo e inóspito, que a natureza escolheu para realizar um dos seus mais lindos milagres, o Deserto Florido.

A cada 5 anos, em média, quando o inverno é especialmente chuvoso, a região árida entre as cidades de Copiapó e Vallenar fica repleta de flores multicoloridas. São quilômetros e quilômetros cobertos por várias espécies, cada região com uma cor específica. São tantas, que é impossível caminhar sem pisar nas plantas. O mais interessante, porém é que debaixo das flores, não existe grama ou qualquer planta rasteira, somente a terra nua. É uma visão fantástica. Este fenômeno só ocorre porque as sementes ficam protegidas das altas temperaturas debaixo de uma camada de terra seca. Às vezes, passam-se 10 anos até que surjam as condições ideais para que elas brotem. Quando nascem, porém, duram apenas algumas semanas. Durantes estes dias o deserto é invadido por uma legião de turistas que vem de todas as partes testemunhar o deserto florido.
Chegaram a Copiapó por volta das 19:15h. Decidiram procurar, antes mesmo do hotel, uma Lavanderia, já que não tinham mais roupas limpas para vestir após o banho. Encontraram um HiperMercado (se lembram do Jumbo??? Era ele!!). Por sorte havia uma 5àSec. Os viajantes viraram atração da lavanderia e do supermercado, já que abriram as bagagens todas, tiraram as roupas todas, mas o ápice foi quando Jorge tirou a camiseta que vestia para aproveitar a lavagem.
Depoimento Jorge: “Todos ao redor olhavam e sorriam, as recepcionistas não conseguiam parar de rir, mas foram super gentis e simpáticas conosco. Acho que elas estavam pensando: tomara que ele não resolva lavar também a cueca que está usando… Combinamos pegar as roupas duas horas depois, aliás, antes do fechamento da loja, senão não poderíamos seguir viajem no dia seguinte”.
Saíram à procura de um Hotel, como não conseguiam localizar o que haviam programado, foram em outros, que estavam na Avenida principal, facilitando a saída no dia seguinte. Encontraram o Hotel Del Rey, sendo atendidos por José, um rapaz super gentil, muito simpático, que não sabia o que fazer para agradar o casal. Acomodaram as coisas no quarto e saíram para buscar as roupas lavadas, nem adiantava tomar banho: não tinham o que vestir!!! Jantaram no próprio hotel, uma comida simples, mas deliciosa.
Copiapó é uma comuna da província de Copiapó, localizada na Região de Atacama, Chile. Possui uma área de 16.681,3 km² e uma população de 129.091 habitantes (censo de 2002). Copiapó é a capital da província de Copiapó e da Região do Atacama. A cidade e seus arredores possuem uma grande riqueza mineral e agroindustrial.
O grande desenvolvimento da agricultura se deve a aplicações de técnicas de uso eficiente da água, como a irrigação por gotejamento. Isto faz com que uma região árida produza uma das melhores uvas do mercado mundial. A cidade ficou mundialmente conhecida pelo Acidente na mina San José em 2010.
Depoimento Jorge: “Fomos dormir cedo, pois no dia seguinte teríamos o trecho mais complicado de toda a viagem, aguardado com muita ansiedade por mim.  Seria o dia de voltar à Argentina pelo maravilhoso, porém arriscado, Paso de San Francisco!!!
Eu sabia que não seria fácil. Só não imaginava que seria tão difícil!”.
Desfrutem um pouco mais deste trecho da viagem:

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 580
Abastecimento: 42 litros
Hospedagem: Hotel Del Rey
Valor da diária: $ 32.000 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã (pena tivemos que sair antes), ótima localização e bom preço
Gasto total (com alimentação): R$ 250,00
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Beirando o Pacífico!

14.12.2010
Iquique – Antofagasta
Jorge e Andréa acordaram cedo para ir às compras, mas outro furo: as lojas abrem somente depois das 11h. Tiveram que procurar o que fazer, aproveitaram para andar um pouco pelo centro, que tinha apenas comércio, nada interessante, os pontos turísticos ficavam distantes. E tomar um bom café da manhã, já que o da pousada se limitou a um copo de café com leite e umas torradas e mais nada.
O rapaz dono da pousada indicou que fossem de taxi, pois gastariam menos e seria mais tranqüilo e rápido. Pagaram 500 pesos por pessoa, menos de R$2,00. E o mais importante: não foram enganados, foi cobrado exatamente o mesmo que dos outros passageiros. Isso mesmo, tanto na Argentina como no Chile, os taxis são coletivos, os motoristas param perguntam para onde os passageiros querem ir, tem um itinerário mais ou menos determinado e levam até 4 pessoas, o que permite que a tarifa seja mais em conta e que as pessoas andem sempre de taxi, já que na maioria dos percursos o valor não ultrapassa R$2,00, mais barato que o transporte coletivo no Brasil.
Iquique possui um dos maiores centros de duty-free (ou Zona Franca) da América do Sul, perdendo apenas para Cidade del Leste, no Paraguai, tem sido tradicionalmente chamado Zofri (http://www.zofri.cl/). São cerca de 2,4 quilômetros quadrados de armazéns, lojas, agências bancárias e restaurantes. Mas os preços??? nem de longe se aproximam de Cidade del Leste, o que decepcionou o casal que saiu deste “harén de consumo” com quase nada, quase porque Andréa aproveitou o preço para presentear Jorge com um canivete suiço, única peça adquirida pelo casal.

Retornaram para a pousada, arrumaram as malas e voltaram para a estrada em direção a Antofagasta, retomando os planos iniciais. Saíram de Iquique por volta das 13:30h, e programaram parar para comer no restaurante da Aduana, pois se a pegassem fechada novamente, utilizariam o tempo de espera para um bom almoço.

Mas não foi o que aconteceu, passaram rapidamente pela Aduana, que ainda estava em “paro”, mas que no momento em que os viajantes passavam, funcionava normalmente. Mesmo assim, decidiram parar para almoçar, já que estavam apenas com o café da manhã. Aproveitaram para conhecer outro prato típico, um pastel de loco, um tipo de molusco encontrado na região, de sabor forte e muito gostoso.
Situação engraçada: Enquanto almoçavam, assistiam a uma novela chilena, começaram a ouvir “É o tchan, segura o tchan, amarra o tchan!” e demoraram a perceber que a música, na verdade, vinha da novela, os jovens na novela estavam ouvindo esta música. Este fato rendeu boas risadas!!!!!
Depois de se alimentar bem, seguiram viagem, este caminho era de mais de 400 km por uma estrada em curva, beirando o Pacífico. Realmente imagens muito bonitas os acompanhavam.
Curiosidades: Durante a viagem é possível ver coisas bem diferentes, como este cemitério, todo com cruzes em madeira, que pode ser visto em diversos povoados que beiram a estrada, as cruzes são feitas do material disponível e normalmente enfeitada, como já falado anteriormente, com flores artificiais, que dão um colorido ao lugar. Este se encontra à beira do Pacífico!
“Que lugar maravilhoso para findar a vida, isto sim acho que é o paraíso!” (Andréa).
Este outro “monumento”, também pode ser visto por todas as estradas da Argentina e do Chile e, a princípio, causam estranheza, pois são muitos, em diversos pontos das estradas. Este estava de frente para o Pacífico.
Depoimento Andréa: “Como no Brasil se usa muito colocar uma cruz na estrada onde houve alguma morte, fiquei preocupada, pensando se tudo isso seriam acidentes. Em determinada estrada, paramos e fui olhar de perto e percebi que havia nomes e data de nascimento e morte, escritas nas pedras, tudo muito enfeitado, arrumado, perguntei para algumas pessoas e me explicaram que se trata de “covas”, as pessoas são enterradas nestes lugares, no meio do deserto, na beira do Pacífico, em lindos lugares, normalmente locais que as pessoas gostavam quando vivas, como faziam os Incas, que colocavam seus mortos em locais lindos, altos, para que pudessem contemplar o visual, não é fantástico. Acho que já escolhi onde quero ficar, quer dizer, onde quero minhas cinzas!!!”.
Depoimento Jorge:
“Hoje eu estava rodando no sentido contrário do dia anterior, então, moto inclinada para a direita por uns 350 kms…   Dia de gastar o lado direito do a pneu…  hehehe…  Oceano de um azul incomparável de um lado, pedras e montanhas do outro. E tome vento… Mas o mais interessante de tudo isso é que estamos acostumados a viajar de norte a sul com o mar sempre do lado esquerdo e hoje estávamos indo do norte para o sul mas com o mar do lado direito… é bem esquisita esta sensação!”
Chegaram a Antofagasta por volta das 19h, o sol já começava se pôr, e tiveram uma dificuldade enorme em encontrar hotel, os que tinham anotado estavam lotados, logo ficaram sabendo que isto era comum em dias de semana, devido aos funcionários das mineradoras, que lotavam a cidade. Depois de tentar mais de cinco hotéis, pararam em uma esquina e Andréa foi tentar encontrar um banheiro, já que estava super apertada. Enquanto isso Jorge ficou esperando, quando um senhor, dono de um comércio no local, se ofereceu para ajudá-lo, ligando para os hotéis que conhecia para localizar vagas.
Situação engraçada: “Após tentar ir ao banheiro em dois hotéis que não tinham banheiro na recepção, um supermercado que também não tinha banheiro para clientes, vi uma “choperia” do outro lado da rua, pensei: é ali mesmo, não vou conseguir esperar mais. A “choperia” tinha uma porta de madeira, daquelas que a gente entra pelo lado, entrei e perguntei para uma senhora que estava no caixa se podia usar o banheiro, ela pediu que eu aguardasse e veio até mim, pedindo que a acompanhasse, achei um pouco estranho, mas… só tinha olhos para o banheiro que ficava no final do lugar… Pediu que eu não encostasse em nada, novamente estranhei, mas só pensava em me aliviar rsrsrsrsrsr Nossa que alívio mesmo!!! Mas qual não foi minha surpresa ao abrir a porta do banheiro para sair e dar de cara com algumas “garotas”, isso mesmo, “prostitutas” com uma tanguinha minúscula e um bustiê menor ainda, isso mesmo: eu estava num prostíbulo!!!!!!!!!! Elas me olhavam não sei se com pena, com admiração, ou exclamação hehehehehehe Parte mais engraçada: os homens, que eram únicos nas mesas, fato que também só percebi ao sair, começaram a assobiar enquanto eu passava… aí lembrei que quando entrei, TODOS pararam de falar!!!!!!!!!!! Será que eles pensaram que era um show temático: MOTOQUEIRA!!!!! KKKKKKKKKKKKKKK”.
O hotel indicado pelo comerciante e único que tinha vaga, ficava na mesma rua em que estavam, inclusive o casal já tinha passado por ele, mas Andréa nem quis olhar, já que por fora estava todo sem pintura, com jeito de abandono, ficou preocupada, mas fazer o quê? Outra surpresa, agora agradável: o hotel Puerto Mayor era uma graça, todo arrumado, quartos e banheiro bem equipado e limpo. Como pode alguém deixar o lado de fora tão abandonado e dentro tão bem cuidado?? Imagino que todos que passem pensem como Andréa e nem cheguem a entrar…
Antofagasta é uma comuna e cidade do norte de Chile. É capital provincial da Província de Antofagasta e capital regional da Região de Antofagasta. A cidade de Antofagasta se encontra a 1.371,48 km de Santiago, capital de Chile. Limita ao norte com Serra Gorda, Mejillones e San Pedro de Atacama, ao sul com Taltal, ao oeste com o Oceano Pacífico e ao este com o Departamento dos Andes da Argentina. É a quinta cidade mais povoada do país, e é conhecida popularmente no Chile como a Pérola do Norte.
Há uma série de teorias para explicar a origem da palavra Antofagasta, provavelmente trata-se de uma palavra composta que provém do diaguita ou kakán meridional “anto” (ou hattun, que significa grande), “faya” (ou tenha, que significa salgar) e “gasta” (que significa povo), sendo um topônimo que significa “Povo do Salgar Grande”.Segundo outra teoria, pode ser uma palavra composta que provém do quechua “anta” (que significa cobre) e “pakai” (que significa esconder), sendo um topônimo que significa “Esconderijo de Cobre”. Outra teoria a relaciona com o chango “Antofagasti” (que significa Porta do Sol), forma em que os changos chamavam ao atual Monumento Natural La Portada. Diz-se também que o nome Antofagasta se deve a uma decisão de Manuel Mariano Melgarejo, quem renomeou a cidade em honra a uma estância que possuía em Antofagasta da Serra, por volta do ano 1870.
Segundo registros arqueológicos, Antofagasta foi habitada em primeiro lugar pelos changos, recolhedores marinhos. A cidade de Antofagasta foi fundada pelo governo boliviano em 1868, e já se encontrava previamente povoada como porto de desembarque e como um lugar de refúgio e descanso sobre a costa boliviana para os exploradores chilenos. Por isso, a fundação é algo que ainda não foi estabelecido e aceitado oficialmente.

Antofagasta é uma cidade linda, bem organizada, com uma orla arrumada, arborizada e muito limpa, aliás, consenso em todas as cidades até aqui. Consegue combinar antigos prédios com a modernidade de forma harmônica.
Depoimento Andréa: “Ficamos encantados em esta cidade, é linda, se não tivéssemos ido a Iquique teríamos ficado mais um dia nela, para conhecer melhor. Infelizmente não conseguimos nem colocar os pés na água gelada do Pacífico. Único arrependimento desta parte da viagem! Mas viajar beirando o mar do Pacífico é fantástico, mesmo sem entrar nele; a mistura da cordilheira, repleta de pedras e o azul forte do mar é algo fascinante”.

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 434
Abastecimento: 33 litros
Hospedagem: Puerto Mayor Hotel
Valor da diária: $ 25.000 pesos
3 Estrelas: Arrumado, limpo, excelente banho, mas sem café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 190,00
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Encontro com o Pacífico!!!

13.12.2010
Calama – Iquique
O casal acordou cedo para resolver logo as questões da moto, pois queriam seguir viagem para Iquique no mesmo dia. Mas esqueceram que, assim como na Argentina, no Chile tudo começa a funcionar mais tarde. Acredito que realmente só o Brasil adotou uma cultura diferente em relação a isso.
Ao saírem do hotel, com um mapa na mão, enquanto se dirigiam para a moto, foram abordados por uma moça que questionou se estavam perdidos, se precisavam de ajuda para encontrar algum lugar. A princípio, estranharam, mas perceberam que realmente ela queria ajudar. Ressaltando que ela estava do outro lado da rua e ao perceber que os viajantes consultavam um mapa, atravessou a rua e se aproximou simplesmente para ajudar. O casal passou por situações como essa diversas vezes, tanto na Argentina como no Chile. População educada, prestativa e solícita.
Aproveitaram que precisavam aguardar a abertura do comércio para tentar resolver a questão dos saques bancários, já que, ao contrário do Brasil, os bancos abrem e fecham cedo, e foram super bem atendidos pelo segurança da agência, que os ajudou, encaminhou para a gerência, indicou outras agências. Finalmente conseguiram sacar dinheiro, sem transtornos.
Procuraram pela mecânica indicada por Javier, a Calama Firma Motos (http://www.motonet.cl/empresas/calama-firma-motos), onde foram atendidos por Roberto Cabello, o proprietário, que foi muito gentil e simpático, além de prestarem um serviço de qualidade. Andréa ganhou uma luva nova, comprada na lojinha da revenda, após experimentar um monte de luvas, que o atendente mostrava com paciência e bom humor.
Após resolverem todas as questões da moto, decidiram se arrumar e por o pé, quer dizer, as rodas na estrada, mas não antes de experimentar o Lomito que viram em uma foto no Restaurante Bavaria (http://www.bavaria.cl/), enquanto tomavam um café no dia anterior.
Mais um fato engraçado: “A foto do lanche era linda, um lanche enorme, estilo “lomito gigante”, e repleto de “alface”. Pedimos dois, já que este seria o almoço do dia, mas ao chegar, o verde da foto não era alface, era abacate, isso mesmo, o lanche estava repleto de abacate, foi engraçado!!! Fica estranho, mas gostoso, só que tinha muito, então íamos tirando o excesso… mais uma para contar depois!!”.
Saíram de Calama por volta 13:45h, em direção a Iquique, cidade que nunca esteve nos planos da viagem, pois daqui tinham planejado ir direto para Antofagasta, a idéia de viajar até Iquique surgiu após uma conversa com a guia em San Pedro, Angela, que falou sobre a zona franca e os excelentes preços de importados, como o casal tinha interesse em comprar um netbook e dias sobrando na agenda, decidiram ir conferir. Se arrependimento matasse…..
A estrada que leva em direção a Tocopilla é excelente, bem sinalizada e bem pavimentada, ela atravessa a Cordilheira de Domeiko, formada por cadeias montanhosas, com as características do deserto.

 

Ao chegar a Tocopilla se tem o primeiro contato com o Oceano Pacífico.

Depoimento Andréa: “Você está andando por uma estrada onde só se vê areia, pedra, muita pedra… de repente, faz uma curva e lá está ele: o Pacífico!!! É emocionante, ainda mais para quem sai do Atlântico, é a sensação de ter atravessado o mundo rsrsrsrsrsrsr!”.
Tocopilla é uma cidade pequena, à beira do pacífico, que tem como principal atração sua rede portuária, responsável pela exportação do salitre retirado das minas chilenas e do cobre de Chuquicamata, que é transportado por trens que serpenteiam as grandes montanhas da região. Também tem um porto pesqueiro e indústrias de conserva e fábricas de farinha de pescado.

 

Após alguns quilômetros de Tocopilla, em uma viagem que beira o Pacífico o tempo todo, os viajantes se depararam com uma Aduana Chilena, que sequer sabiam que ela existia, mas a surpresa maior foi que os funcionários estavam em “paro” (greve) há dois dias e estavam atendendo aos poucos. Foi sair do roteiro para “coisas estranhas” começarem a acontecer!

 

Para “alegria” do casal, a aduana tinha acabado de fechar, eram o primeiro da fila, só iriam abrir após duas horas. Jorge tentou conversar, argumentar a dificuldade de pilotar a noite e o desconhecimento do trajeto, mas nada adiantou, os funcionários, educados, gentis, explicaram os motivos do “paro” e que não poderiam abrir mão da manifestação e que outras aduanas estavam totalmente fechadas.

 

Esta aduana existe, principalmente, para verificação de veículos, já que na zona franca de Iquique existe um grande comércio de automóveis, portanto, seu principal objetivo é verificar a documentação dos veículos que passam de um lado a outro.
O tempo sem atendimento foi suficiente para formar uma fila gigante de carros, caminhões, ônibus de turismo, inclusive um com uma turma enorme da terceira idade, que invadiu o único restaurante do lugar, onde o casal teve que ficar e tentar se alimentar, ele estava lotado de gente querendo beber e comer; a única atendente não dava conta de tantos pedidos, ainda bem que tinham tempo para esperar!

 

Depoimento Jorge: “Com o tempo foi se formando uma bagunça com cara de fila na frente da cabine e ficamos pensando, vai ser uma desorganização só, o pessoal vai sair “no tapa” e vão dificultar nossa passagem e somos os primeiros… vamos ver!!! Quando a Aduana voltou a funcionar foi uma festa, e ficamos felizes quando fomos chamados por todos que estavam na fila, deixando que os motociclistas fossem atendidos antes de todo mundo, por sermos os primeiros da fila e por termos preferência em seguir viagem… todos desejando “Buen viaje”. A fila também nos serviu para pegar referência de um hotel no centro de Iquique. Demoramos duas horas esperando para a funcionária olhar a documentação da moto, colocar um carimbo e em menos de dois minutos tínhamos permissão para circular legalmente no Chile”.

 

Voltaram para a estrada, já com o início do entardecer, torcendo para chegar antes do anoitecer. A estrada beira a Cordilheira de Domeiko, o que permite ter de um lado montanhas gigantes de pedra, areia e do outro o Oceano, um visual interessante e contrastante. As curvas e o vento foram outro atrativo.
Depoimento Jorge:
“Novamente o vento foi o grande vilão do dia. A paisagem, a mais improvável posssível: de um lado um oceano de um azul intenso, do outro um deserto de pedras e montanhas altíssimas, sem vegetação nenhuma. Esta é a paisagem que se vê por 250kms, seguindo em direção ao norte.
O vento é constante, não dá trégua, e é bem mais gelado do que o vento do deserto. Andei por 250 kms vendo sempre a mesma paisagem e andando com o moto inclinada para a esquerda. Foi o dia de gastar o lado esquerdo do pneu. Já nem estava estranhando tanto fazer uma leve curva para a direita com a moto inclinada para a esquerda. Das primeiras vezes em que isso aconteceu, no deserto, fazer curva para um lado com a moto inclinada para o outro gerava um verdadeiro nó no cérebro, mas agora já estava até acostumado, hehehe…”
Não conseguiram chegar antes da noite, mas puderam presenciar o pôr do sol no Pacífico, o que foi interessante depois de já terem assistidos a tantos no Oceano Atlântico.
Infelizmente estava nublado, aliás, nuvens que não viam havia dias, o que não permitiu uma visibilidade das melhores.
Chegaram a Iquique por volta das 21h, procuraram pelo Hotel Fontana, indicação de um senhor na Aduana; o encontraram após atravessar a cidade, já que o hotel fica no Centro e a entrada da cidade é pelo litoral.

Iquique tem uma orla arrumada, repleta de prédios de alto padrão, ruas organizadas, largas avenidas, e que lembra cidades litorâneas brasileiras, (Santos, litoral paulista, por exemplo) pois tem um calçadão bem iluminado, cheio de praças, ciclovias, parques, quadras de esporte, e muita gente passeando.

Suas grandes ondas chamam a atenção e devem ser o paraíso dos surfistas que gostam de se arriscar em meio as pedras.
Já o Centro da cidade é mais antigo, com prédios e construções com jeito de abandono, embora a limpeza faça parte de todos os lugares por onde passaram.

Iquique é capital da província de Iquique e da Região de Tarapacá. Possui uma área de 2.262,4 km² e uma população de 166.204 habitantes (2002). Pertenceu ao Peru até 1883, quando foi dado ao Chile pelo Tratado de Ancón após a Guerra do Pacífico. Iquique (pronúncia espanhola: [ikike]) é uma cidade portuária, encontra-se na costa do Pacífico, a oeste do deserto de Atacama e do Pampa del Tamarugal.
Iquique se destaca por seus Monumentos Nacionais e suas praias. Entre as mais belas se encontram: Primeras Piedras, Brava, Cavancha e Huayquique. A cidade é muito freqüentada por turistas atraídos, não apenas pelas praias, mas também pelos Cassinos, Museu Regional, Naval e Antropológico, assim como pelos edifícios históricos, como o Palácio Astoreca e o Teatro Municipal. Próximo a Iquique é possível encontrar o Parque Nacional Volcán Isluga, com abundante flora e fauna e povos de culturas ancestrais.
Além do comércio, a mineração de cobre é a principal responsável pelo desenvolvimento econômico da cidade e de sua riqueza.
Após tomar um banho, um tanto precário, colocar as roupas do avesso, pra variar, decidiram sair para comer. Fizeram a pergunta de sempre: sobre os perigos do lugar, devido ao avançar do horário, e foram novamente informados da inexistência destes “perigos”. Estavam próximos ao centro comercial, formado por ruas “peatonais”, ruas fechadas somente para circulação de pedestres, havia muita gente circulando e já passava das 22h.


Encontraram um restaurante temático, super diferente, onde filmes, músicas, artistas, atletas,  fazem parte do cenário e são sevidos, em sistema fast-food, pratos deliciosos (http://www.schopdog.cl/inicioN_.html), infelizmente as fotos são da internet porque a máquina estava carregando novamente!

Comeram este prato formado por carne, linguiça, “papas”, ovos e um delicioso tempero. Nada saudável, mas muito gostoso!!!
Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 412
Abastecimento: 10 litros
Hospedagem: Hotel Fontana
Valor da diária: $ 18.000 pesos
1 Estrela: barato, bom para dormir após um dia cansativo, banho precário, café da manhã quase inexistente
Gasto Total (com alimentação): R$ 105,00
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A volta com cara de continuidade!!!

12.12.2010
San Pedro de Atacama – Calama
Chegaram de volta a San Pedro por volta das 11:30h e receberam a notícia que teriam que sair da pousada até as 12h, ou pagariam outra diária, e como pretendiam ir para Calama, ainda nesta data, correram para se arrumar… Ponto negativo para “Don Raul”. Conseguiram sair da pousada por volta de 13h., após um bom banho e arrumação rápida da bagagem. Acho que neste momento foi quando esqueceram as folhas de coca encomendadas por um amigo (que eles não citarão o nome para não criar constrangimentos rsrsrsrs).
Depois de muito ler, estudar e pensar sobre esta viagem, Jorge aprendeu algo importante e interessante com os “viajeiros” de plantão: NUNCA VOLTE PELO MESMO LUGAR!!!
Depoimento Jorge: “Voltando pela mesma estrada, você verá os mesmos lugares e estará fazendo uma viagem, se fizer um caminho diferente para voltar, a viagem parecerá duas, pois você irá conhecer lugares diferentes… Foi o que fizemos, traçamos um percurso que iria nos levar a novas aventuras. Bem diferentes das que tivemos até aqui, posso garantir!!!!”.

Decidiram ir embora um dia antes do programado após Jorge saber que havia apenas uma mecânica para trocar o óleo da moto e que o óleo existente não era muito confiável. Calama é uma cidade próxima, bem maior, que iria atender as necessidades dos viajantes quanto ao assunto segurança e cuidados com o meio de transporte.

 

De volta à estrada, deixaram San Pedro por volta das 13h, sabendo que muito ainda havia por conhecer e com a certeza de que um dia irão retornar. Durante muito tempo na estrada em direção a Calama tiveram o Licancabur como companhia e proteção.
A estrada se manteve bem sinalizada, bem cuidada e com as paisagens desérticas, formada por grandes campos de areia e pedra, que se perdiam de vista, estavam na Cordilheira de Sal.
Em meio a esta secura toda, Andréa fez sua primeira parada na estrada para necessidades fisiológicas, já que não havia nada, nenhum lugar onde pudesse usar o banheiro. A seca era tanta que Andréa e Jorge acreditam que irá nascer uma planta no local usado!!!
Nesta estrada o casal teve seu primeiro contato com estes “seres estranhos”, são redemoinhos… mas por enquanto eles estavam distantes… embora alguns bem grandes!
Os redemoinhos, torvelinhos, redemoinhos-de-poeira, pés-de-vento ou diabos de poeira (em inglês: dust devil) são ventos em espiral formados pela convecção do ar, em dias quentes, sem ventos e de muito sol.
Em relação ao vento, acho que Jorge pode falar melhor!!
Depoimento Jorge:
“A partir deste trecho pudemos sentir a força do vento no deserto. Andávamos por uma planície enorme, pedras e areia para todos os lados, a perder de vista. O vento me fazia andar com a moto muito inclinada, muito mesmo!
O primeiro caminhão que fui ultrapassar nesta estrada me fez tomar um susto e tanto. Até me aproximar dele, estava com a moto inclinada para a direita, e a uma velocidade não muito maior que a dele. Quase a moto entra debaixo da carroceria, pois como ela estava muito inclinada para a direita e o vento cessou de repente assim que entrei ao lado dele, ela jogou de uma vez na direção dele e precisei fazer uma manobra brusca para corrigir a trajetória.
Acelerei pra passar logo aproveitando a “proteção” contra o vento que o caminhão proporcionava, mas quando estava acabando de passar pela cabine o vento veio de uma vez e muito mais forte, pois além do vento havia a massa de ar que o caminhão deslocava para os lados. A moto foi deslocada uns 3 metros para a esquerda e quase fui parar fora da pista…   Nova manobra radical para corrigir a trajetória e acelerador pra que te quero, pois o caminhão estava logo atrás…
Nas próximas ultrapassagens fiquei mais esperto até que dominei a técnica de ultrapassar caminhões com vento lateral forte.
A técnica consistia em aumentar bem a velocidade antes de ultrapassar o caminhão. Um instante antes de entrar no vácuo da carroceria, eu levantava a moto na posição correta e deixava o vento me empurrar um pouco pra esquerda, me afastando do caminhão enquanto eu passo pela carroceria, e quando estou quase terminando de ultrapassar a cabine eu jogo a moto com tudo na frente do caminhão, como se fosse dar uma fechada bem forte nele, inclinando a moto para a direita. O momento da “fechada” coincide com o retorno do vento lateral aumentado pelo deslocamento do caminhão, e apesar de ter inclinado muito a moto, ela não vai nem um centímetro para a direita e continua andando em  linha reta…
Ah, pra dar uma ideia de quanto o vento do deserto é forte, ora de lado, ora de frente (e nessa hora é bom ter motor…): a bolha da moto trincou!!!”
Os redemoinhos ocorrem quando o solo se aquece em determinado ponto, transferindo esse calor à porção de ar que está parada logo acima dele. Quando atinge uma determinada temperatura, esse ar sofre rápida elevação, subindo em espiral e cria um mini centro de baixa pressão. Devido ao princípio da conservação do momento angular esse redemoinho ganha velocidade e acaba levantando a poeira do solo, fazendo com que um funil de ‘sujeira’ seja visível. Ele pode apresentar desde alguns centímetros até muitos metros de altura.
Frequentemente esse fenômeno é confundido com um tornado, porém vale salientar que, ao contrário dos tornados, os redemoinhos de poeira somente se formam em dias sem nuvens, sob muito sol e calor e baixa umidade do ar. Além disso, a velocidade dos ventos desse fenômeno raramente ultrapassa os 100 km/h, podendo causar apenas pequenos estragos, tais como destelhamentos leves.
Outra curiosidade é a quantidade de antenas de transmissão que os viajantes viram pelo caminho, quase todas as estradas por onde passaram, elas estavam lá… gigantes e em milhares, que se perdiam das vistas.
E ao fundo é possível ver a Cordilheira de Domeiko, que divide o Deserto do Pacífico, mas isto faz parte do próximo capítulo.
Durante todo o percurso, puderam ver inúmeras picapes, em sua maioria vermelhas, que circulam por toda esta área. Andréa deu o nome de carrinho Playmobil (quem não se lembra???), pois todas são exatamente iguais, possuem antenas gigantes, números enormes nas portas e um radar no teto.

De longe é possível avistá-las, andando de um lado pro outro em meio à secura do deserto.

Chegaram a Calama por volta das 15:30h, após algumas buscas, já que não tinham se programado para ficar nesta cidade, encontraram um bom hotel, Hotel Alfa, onde puderam tomar um banho.

Calama é uma cidade no deserto de Atacama, no norte do Chile. É a capital da província de El Loa, parte da Região de Antofagasta. Calama é uma das cidades mais secas do mundo, com precipitação média anual de apenas 5 mm (0,20 in). O rio Loa é o mais longo do Chile e atravessa a cidade. Calama tem uma população de 143.000, segundo o Censo de 2005. O município também abrange as comunidades quéchuas Estación de San Pedro, Toconce e Cupo, e as comunidades Lickan-Antay de Taira, Viejo Conchi, Lasana, São Francisco de Chiu Chiu, Aiquina-Turi, e Caspana. Encontra-se a uma altitude de 2.260 m, Calama é a porta de entrada para as maravilhas geológicas e arqueológicas do deserto do Chile Central.

Há uma variedade de hipóteses no que diz respeito à origem do nome “Calama,” mas as duas principais afirmam que sua origem vem da língua Kunza, falada no passado pela Antay-Lickan, um grupo étnico que até hoje reside na província de El Loa.

Enquanto procuravam o hotel notaram que a cidade é bastante organizada, limpa e tem um bom centro comercial, tem um ar de cidade de interior, possui até um shopping, o Shopping Plaza, que se encontra em ampliação. Também em Calama está o Aeroporto de onde chegam vôos de todo lugar, lotados de turistas que vêm conhecer San Pedro de Atacama.

Animaram-se em ver um pouco de cidade grande e decidiram ir até o shopping para almoçar, já que estavam apenas com o churrasquinho de lhama no estômago. Após almoçar, Andréa, que não é de ferro, decidiu dar uma volta e olhar um pouco as lojas, ver a moda chilena (muito parecida com a brasileira, mas bem mais colorida e mais barata).
Enquanto Jorge a aguardava na frente da loja, foi abordado por um casal que perguntou se ele era dono da moto parada na garagem. Vale ressaltar que não há estacionamento próprio para motos, depois o casal percebeu que ela era a única moto estacionada no shopping (aliás, as vagas estavam lotadas de carrinhos playmobil) e que Jorge era o único a carregar capacetes, o que facilitou ser encontrado rsrsrsrsr. Também pouco se vê motos pelo trânsito, possivelmente devido ao clima não muito propício ao seu uso.
O casal era Javier, um brasileiro do sul e Mabel, uma chilena adorável. Ele veio para Calama e trabalha adivinhem aonde?? Isso mesmo, em Chuquicamata. Explicou que tem muita gente que veio de fora para trabalhar na mineradora que é a base da sustentabilidade da região. Ambos estão programando fazer a mesma viagem que fizemos, porém inversa, em 2011 e ao verem a placa do Brasil, e encontrar o Jorge com capacetes, decidiram parar para conversar. Trocaram várias idéias, telefones e emails, inclusive Javier indicou uma mecânica, já que Jorge explicou que a passagem por Calama se deve a necessidade de trocar o óleo da moto e fazer uma revisão rápida para a volta.
Javier também tirou todas as dúvidas da Andréa, sobre os Playmobil!! São vermelhos para serem vistos facilmente em casos de emergência, de se perderem no deserto, já que se destacam em meio ao cinza, sua antena gigante, que fica a maior parte do tempo dobrada e presa, é para serem usadas dentro das minas e que facilita serem vistas pelos ainda mais gigantes tratores que andam pelas minas, os números identificam as empresas e o funcionário, para facilitar a entrada nas minas e o radar no teto é o GPS e o rádio comunicador. Infelizmente não tiveram ideia de tirar uma foto, mas aí vai uma encontrada na internet.
A cidade de Chuquicamata, que fica a 15 km do centro de Calama, em direção a Tocopilla, é um dos locais interessantes para visitação e é onde se encontra a maior mina a céu aberto de cobre do mundo, porém a cidade sofreu com o avanço das mineradores, que estão devastando seus arredores, fazendo com que moradores antigos abandonassem suas residências e se mudassem para Calama. A mineração tem sido benéfica, no sentido de desenvolvimento para a região, Calama já conta com inúmeros bons hotéis e andando pela cidade é possível ver um enorme canteiro de obras, já que por todos os lados para onde se olha, se vê construções de condomínios, shoppings, cassinos e outros grandes empreendimentos.
Durante muitos anos esta foi considerada a maior mina de exploração do mundo em produção anual, mas recentemente foi superada pela Mina Escondida. Todavia, Chuqui permanece como a maior em produção total e tamanho totalizando 29 milhões de toneladas de cobre em 2007. A Chuqui têm sido um fator importante da exportação chilena e ainda hoje continua representando 1/3 do comércio nacional já tendo sido responsável por 8% do PIB.
Apesar de 90 anos de intensa exploração, esta ainda permanece como um dos maiores reservatórios do planeta. Também é a maior mina do planeta com 4,3 km de comprimento, 3 km de extensão e 850 metros de profundidade, além de ser uma referência mundial na produção de Molibdênio.
Infelizmente não foi possível para o casal realizar a visita à Chuquicamata, que estava nos planos da viagem, pois é necessário agendar com antecedência e têm dias e horários certos de visitação, que não incluía o dia em que estariam em Calama.
Segundo o casal que conhecemos, a cidade, antes da mineradora, era apenas uma pacata cidade de interior, perdida no deserto, atualmente é conhecida mundialmente e tem gente de todo lugar que vem para trabalhar com a mineração. Para os moradores mais antigos e conservadores, a cidade perdeu seu ar de tranquilidade e com o desenvolvimento também surgiram suas mazelas.

Depoimento Jorge:
“Este brasileiro que mora no Chile há 6 anos e me abordou no shopping, o Javier, tem uma Honda Transalp, e está em fase de preparação para a viagem dos sonhos dele. Pretende sair de Calama e fazer o mesmo caminho que fizemos de Foz do Iguaçu até aqui, atravessando a cordilheira pelo Paso de Jama. Depois disso ele segue em direção a Florianópolis, se não estou enganado.
Neste momento me senti um destes moto-aventureiros super experientes, como tantos que eu conversei quando estava montando o roteiro da minha viagem, para dar um monte de dicas interessantes para ele que faria sua primeira grande viagem de moto com a esposa na garupa. Falei da Quebrada de Cafayate, Tafi Del Valle, evitar a região do Chaco argentino por seu calor insuportável, e mais um monte de dicas que recebi e que estava agora tendo a oportunidade de passar adiante para que mais alguém pudesse realizar seus sonhos de fazer uma viagem fantástica sobre uma moto, assim como eu estava realizando o meu.”
Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 114
Abastecimento: 10 litros
Hospedagem: Hotel Alfa – http://www.hosteriacalama.cl/
Valor da diária: $ 33.800 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 170,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Complexo Turístico Tatio: $ 5.000 por pessoa
(Câmbio do dia: 288 pesos = 1 real)
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Em cima de um vulcão!!!

25 Geiser del Tatio (26)
12.12.2010
Gêisers Del Tatio
A saída para o passeio aos Gêisers é as 4h., a Van passa nas pousadas pegando os turistas por volta deste horário. O casal acordou as 3:30 e o café da manhã já os aguardava, as pousadas têm o costume de preparar um lanche para ser levado pelos turistas, já que o passeio é longo e com certeza a fome vai surgir. Mas algo diferente os aguardava.
25 Geiser del Tatio (17)
O frio é absurdo, não o subestime, se agasalhe muito!! A noite do deserto é linda, mas gelada!!

A viagem leva cerca de 2h30m, realizada por estradas de terra e sob as estrelas, que, aliás, é uma beleza a parte. O céu totalmente repleto de luzes cintilantes, mais parece um mar esbranquiçado. Alguns aproveitam para dormir, principalmente aqueles que curtiram a noite de San Pedro.

25 Geiser del Tatio (21)Os Gêiseres de Tatio estão localizados na bacia geotérmica que leva o mesmo nome, na base do Vulcão Tatio, a 129 quilômetros ao leste da cidade de Calama e a 90 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama, a cerca de 4.320 metros de altitude. São considerados um dos mais importantes do mundo. Formados por dezenas de buracos de onde são expelidas fumaça, lama e água fervente que chegam a 10 metros de altura.

25 Geiser del Tatio (7)

Um géiser ou gêiser é uma nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar. O nome gêiser provém de Geysir, o nome de uma nascente eruptiva em Haukadalur, na Islândia; este nome deriva por sua vez do verbo gjósa, “jorrar”.
25 Geiser del Tatio (16)Seu processo de formação se dá quando a água subterrânea que se encontra nas fissuras, cavidades e lençóis freáticos, em contacto com rochas e principalmente a lava vulcânica encontrada abaixo, à elevada temperatura, vai aquecendo a água gradualmente.
25 Geiser del Tatio (3)
A elevada pressão a que a água se encontra faz aumentar o ponto de ebulição da água e, quando a temperatura da água atinge um ponto crítico, entra rapidamente em ebulição. O vapor de água obriga então a água a subir de forma violenta, em forma de jacto, dando origem a esta manifestação de vulcanismo. Esses jactos podem atingir cerca de 80 metros de altura e apresentar temperaturas de 70 °C a 100 °C.
25 Geiser del Tatio (30)
Devido ao seu processo de formação, o melhor horário para assistir a este espetáculo da natureza é entre as 6:30 e 9h, quando a pressão atmosférica gera enormes colunas de vapor, as águas quentes do fundo da terra (85º.C), em ebulição, saem através de fissuras na crosta terrestre, se encontram com as pedras frias da superfície, devido à temperatura da noite no deserto,  formando nuvens de fumaça que chegam a 10 metros.
25 Geiser del Tatio (20)Para deleite dos turistas, é servido um café da manhã ali mesmo, no meio dos gêiseres, que inclusive são utilizados para aquecer o leite, cozinhar os ovos, é algo muito divertido e diferente.
25 Geiser del Tatio (22)
Após o café coletivo e muitas perguntas sobre o fenômeno, o grupo é levado a outro campo de gêiseres, onde a atividade ainda é intensa, onde se encontram os mais altos jatos de água e onde existe uma piscina, isto mesmo, uma piscina, de água quente, cerca de 33º.C, onde os mais corajosos aproveitam para se banhar.
25 Geiser del Tatio (9)

A mistura do azul do céu, das nuvens de fumaça, das montanhas, do sol nascendo, traz um ar de surrealidade a este momento, levando o casal a pensar que poderia estar em Marte ou qualquer outro planeta distinto da Terra.

25 Geiser del Tatio (12)

Todo cuidado é pouco neste passeio, o guia Salvador, foi muito enfático em falar do perigo de estar em cima de buracos que jorram água fervendo, principalmente no segundo campo, onde os gêiseres são grandes, porém tudo é muito bem demarcado e sinalizado, basta seguir as indicações e ter cautela. Contam que a alguns anos uma pessoa morreu ao cair dentro de uma das crateras.
25 Geiser del Tatio (2)Depoimento Andréa: “É um espetáculo fascinante, imperdível, mas o frio é de congelar. No dia em que estivemos por lá estava menos 5º.C. Foi o maior frio de toda a viagem!!!! Mas valeu a pena! A piscina é um atrativo, mas e a coragem para sair dela??? O melhor foi nem entrar hehehehehehehe Este é o tipo de passeio que é difícil explicar, aliás a maioria dos passeios por aqui precisam ser vivenciados para serem eternizados na memória”.
25 Geiser del Tatio (44)Saindo dos Gêisers, retomaram a estrada de volta, e paisagens fantásticas surgem no meio de um mundo de pedras e seca: um oásis repleto de água doce, vegetação e uma família de vicunhas, inclusive puderam assistir a um macho lutando com outros por território. Momentos únicos da natureza, presenciados por poucos!
25 Geiser del Tatio (42)
Também puderam ver inúmeros flamingos, agora fora da Reserva, que aproveitavam a água para se banhar e alimentar.
25 Geiser del Tatio (40)Uma visão, ao mesmo tempo, estarrecedora e bela, é a do Vulcão Lascar, único vulcão ativo atualmente na região. Localizado a uma altitude de 5.592 m.s.n.m., possui uma cratera com 750 metros de diâmetro e 300 de profundidade e sua última erupção foi em 18 de Abril de 2006 e esta fumaça que aparece na foto é permanente, demonstrando que está vivo. Muitos aventureiros arriscam sua escalada. Um terço dos vulcões do mundo se encontram no Chile, 160 encontram-se ativos, porém só o Lascar está em plena atividade atualmente.
26 Machuca (3)
No caminho de volta, pararam para conhecer o povoado de Machuca, que está a mais de 4.000 m.s.n.m., a 80 km al norte de San Pedro de Atacama. Devido a altitude, caminhar pelo “pueblo” é uma missão que requer muita calma, com movimentos lentos e sem mudanças bruscas, evitando o mal de soroche.
26 Machuca (2)
Este povoado tem cerca de 20 casas e uma igreja, as poucas famílias que viviam em Machuca foram deixando o local para garantir uma vida melhor nas cidades maiores, atualmente apenas 6 habitantes moram de fato em Machuca e vivem da pecuária (principalmente criação de lhamas) e da visita de turistas, já que faz parte da maioria dos pacotes turísticos que levam ao Gêiseres.
26 Machuca (25)Nas orelhas das lhamas é possível ver diversos enfeites coloridos, que são colocados como forma de agradecimento pela sua serventia ao povo, por servir de alimento, de agasalho e manter as pessoas vivas.
26 Machuca (16)Os turistas aproveitam para conhecer o local e experimentar a empanada de queijo de cabra e o famoso “churrasquinho” de lhama, feito ali, na hora, por um típico atacamenho.
26 Machuca (12)
A Igreja é bem pequena, mas jeitosa e bem arrumada. Difícil mesmo é chegar até ela, já que fica em um morro e subir morros na altitude não é uma tarefa fácil para os menos atletas.
26 Machuca (13)
A energia é conseguida através de painéis solares, energia tão desejada pela sociedade moderna. Ainda conta com hospedagem rústica, que agrada os turistas mais aventureiros.
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Todas as casas possuem uma cruz em seu telhado, que simboliza um pedido de proteção aos deuses e uma forma de evitar a entrada dos demônios.
Desfrute um pouco mais deste passeio….

Para conhecer mais:
CONTINUA………
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De volta a San Pedro de Atacama

15 San Pedro de Atacama (34)Retornaram para San Pedro por volta das 16h. e foram para a Praça Central aguardar o casal Lilian e Mauricio, pois combinaram de jantar juntos para se despedir, já que os amigos iriam embora no dia seguinte, mas antes aproveitaram para conhecer um pouco mais de San Pedro, principalmente sua igreja, que ainda não tinham entrado.
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A Igreja de San Pedro do início do século XVI, uma bonita contrução legada pelos antigos colonizadores espanhóis, restaurada, com telhado feito de cactos e um muro branco típico.

 

A visita à igreja de San Pedro é imperdível, considerada a mais charmosa igreja do Norte do Chile.

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Embora tenha requerido de várias reparações, suas paredes datam de 1744 e, desde então, é o centro das principais festividades do povoado, como o carnaval que se comemora nos últimos dias de fevereiro com danças, comidas e bebidas típicas. No dia 29 de junho também se reúnem as companhias de dança de todos os vilarejos próximos e no dia 25 de dezembro se realiza a adoração ao menino Deus que se festeja com danças religiosas.
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Seu interior tem a beleza e simplicidade característica do povoado, mas tudo muito bem cuidado e sempre colorido, com suas flores artificiais. Somente as portas de madeira, por serem mantidas as originais, demonstram o desgaste do tempo.
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San Pedro tem, na maioria, construções de adobe (barro) com o interior voltado para dentro, fazendo com que a cidade pareça vazia e murada: são paredes e mais paredes com poucas janelas, pequenas portas e distantes umas das outras, mas se adentradas, revelam interiores arborizados, com varandas, caramanchões e canteiros, cheios de “algarobos” – árvores frondosas cujas folhas servem para cobrir os telhados, a vagem serve de alimento para o gado e, atualmente, é transformada em uma rica farinha, que vem fazendo a novidade exótica das sobremesas de San Pedro.
15 San Pedro de Atacama (20)

Depoimento Andréa: “Acredito que o principal ganho em realizar uma viagem como essa é poder conhecer um pouco a cultura local, conhecer os costumes, tradições, nos coloca mais próximo desta realidade tão diversa da nossa… passar por lugares como este merece uma entrega não apenas física, mas da alma”.

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Jorge aproveitou para beber um chopp tipicamente chileno…

 

Jantaram no Bendito Disierto (mas não puderam tirar fotos pois novamente a bateria da máquina havia acabado. Dica: leve uma bateria sobressalente!) com os novos amigos, e nesta noite, Mauricio falou uma “pérola” da qual o casal riu durante toda a viagem e ainda hoje, ao lembrar.
Lilian e Mauricio haviam ganho um voucher para jantar neste restaurante e, como toda promoção, apenas alguns pratos do menu podiam ser pedidos. No momento da sobremesa, foram oferecidas duas opções, porém com nomes super estranhos que não diziam do que eram feitas e ninguém conseguiu compreender, Maurício não teve dúvidas, pediu uma de cada para experimentar, dizendo: “Mande logo as duas, este tipo de coisa é igual saquinho de Cosme e Damião, a gente nunca sabe o que tem dentro, mas o que vale é a surpresa……!!!!!!!!”.
Depoimento Jorge: “Nós rimos tanto, foi tão bem colocado, que até agora, quando a gente lembra, não conseguimos parar de rir!”.
Assista ao vídeo com as imagens destes passeios!!!

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 0
Abastecimento: 0
Hospedagem: Pousada Don Raul – http://www.donraul.cl/
Valor da diária: $ 38.000 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã (primeiro no estilo brasileiro de buffet)
Gasto total (com alimentação): R$ 180,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Reserva Nacional Los Flamencos: $ 2.500 por pessoa
Socaire: $ 4.000 pesos por pessoa
(Câmbio do dia: 288 pesos = 1 real)
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Imagens Mágicas…e MAGNÍFICAS!!!!

22 Lagunas AltiplanicasDeixaram o Salar em direção às Lagunas Altiplânicas, estas Lagoas estão a cerca de 90 km de San Pedro, e a mais de 4.000 m.s.n.m., são as Lagunas Miscanti e Miñiques, que são alimentadas pelas fontes de água que vêem da superfície da terra e atraem uma grande variedade de animais. Estas lagoas têm esta denominação por se encontrarem nos altiplanos, um planalto localizado entre duas cadeias de montanhas, ou no cume destas.

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Para causar mais impacto, a van para a alguns metros da Laguna, de um ponto onde ainda não se pode avistá-la, os turistas vão caminhando e eis que ela surge, a água de um azul que chega a doer as vistas, rodeada de um branco (sulfra), o mesmo que está no cume dos vulcões e que lhe confere um charme e uma beleza inexplicáveis.

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A paisagem ao redor das lagunas é caracterizada por vulcões e relevos montanhosos, se destacando os Vulcões Miscanti (5.622 m.s.n.m.) e Miñiques (5.910 m.s.n.m.), que dão nome às lagoas, fazem parte da Reserva Nacional e estão situadas na comunidade atacamenha de Socaire, a 110 km ao sul de San Pedro de Atacama.

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O passeio, como já mencionado, é realizado em fila indiana, por demarcações que não podem ser ultrapassadas. Eles preservam muito suas belezas naturais, cuidando para que não se acabem. Em nenhum destes espaços é permitido fumar, mesmo que você cuide da “bituca”, pois acreditam que até mesmo as cinzas que voam do cigarro podem prejudicar a vida das espécies que habitam estas bandas, e como a “casa” é delas, todos respeitam.

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Nesta lagoa várias espécies são encontradas, cerca de 94 espécies de vertebrados, 18 de mamíferos, seis de répteis e uma de anfíbio, além de 69 de aves, como a parina chica, caitó, playero de baird, chorlo de La puna, pato juarjual e a guallata, mas a que chama a atenção é a Tagua Cornuda, ou Wári, na língua kunza, espécie em extinção, cujos ninhos são feitos pelas aves na água.

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A flora é composta principalmente pela llareta, que é uma pequena planta de florescimento entre 3200 e 4500 metros de altitude, que tem folha todo o ano e prefere os solos arenosos, estando bem adaptada às altas taxas de insolação, não podendo crescer na sombra. É uma planta compacta, a fim de reduzir o calor, as perdas e para estar mais próximo ao solo, onde a temperatura é cerca de dois graus superior. Seu crescimento foi estimado em cerca de 1,5 cm por ano e muitas tem mais de 3.000 anos de idade. Outra planta é a palha brava, que tem característica muito parecidas com a llareta.

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A Laguna Miñiques, cuja superfície tem 1,5 km quadrados e se encontra a uma altitude de mais de 4.100 mts, recebe água subterrânea de sua vizinha Miscanti.

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Antigamente a paisagem era diferente, pois as águas provenientes do degelo dos vulcões  escorriam livremente até o Salar de Atacama, no entanto, devido a uma erupção do vulcão Meñiques (alguns escrevem com “e” outros com “i”) ocorrida a 1 milhão de anos, se originou o estancamento das águas, criando as lagoas. Um fluxo de lava da erupção separou as Lagunas Miscanti e Miñiques.

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Em certos lugares, ao redor das lagos, é possível encontrar vertentes de água doce que é utilizada para consumo humano e também é aproveitada para ‘bebedouro’ dos animais existentes na região. Nas áreas altas da bacia se encontram algumas espécies de plantas medicinais como: senecio (chachacoma), mulinum (susurco) , phacelia, artemísia (copa) e acantholippia (pingo-pingo). Também se pode observar mamíferos como guanacos, vicunhas, alpacas e lhamas.

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No fundo das lagoas se encontram algas aquáticas, que são parte fundamental do alimento de alguns animais invertebrados que são, por sua vez, alimentos das aves que utilizam as lagoas. A área toda forma parte dos campos de pastoreio de Socaire.

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Nesta região se encontram sítios arqueológicos dados por fragmentos de cerâmica, pontas de flecha e 40 construções circulares de pedra, o que demonstra a ocupação deste lugar a cerca de 4.000 – 3.000 anos A.C..

22 Lagunas Altiplanicas (13)

Depoimento Andréa: “A cada passo, surgem imagens mais deslumbrantes… as lagoas, naquela altitude, rodeada de vulcões que um dia estiveram ativos e contribuíram para criar aquela paisagem… pensar em tudo isso é ao mesmo tempo amedrontador e fantástico. A sensação de frio e calor causada pelo deserto e pela altitude é nova para brasileiros acostumados a temperaturas estáveis e baixa altitude”.

22 Lagunas Altiplanicas (23)

Depoimento Jorge: “Não se deixem enganar pelo sol e pelo céu limpo: estava frio pra caramba! É muito legal estar em lugares maravilhosos como estes e perceber que ainda existe locais onde a natureza esta absolutamente intocada.”

23 Socaire (11)

Depois de conhecer as Lagunas, a turma foi almoçar em Socaire (que significa quebrada do vento), uma vilazinha com vista para o Salar do Atacama, localizada a cerca de 100 km de San Pedro, a 3.500 m.s.n.m. A cidade foi construída em pedra, terra e coberta de palha, madeira de cactos, é fantástica, onde vivem seus cerca de 380 habitantes.

23 Socaire (9)

A cerca de 3.000 a 4.000 anos atrás, viviam nesta área cerca de 5 mil pessoas, os atacamenhos, que praticavam a agricultura como forma de sobrevivência.

23 Socaire

A economia local é dominada pela agricultura e mineração não-metálico, principalmente de sal, também por seu artesanato, como os de tecidos tradicionais de lã de ovinos e camelídeos.

23 Socaire (5)

Socaire é o último povoado que se despede do turista que sai de San Pedro pelo paso Sico (sem asfalto). Antigamente foi importante por suas minas de ouro que ficavam próximas à fronteira da Argentina.

23 Socaire (2)

Nesta vila retirada dos livros, se pode conhecer os terraços agrícolas incas, milenares, que fazem parte da paisagem. Seu clima desértico contrasta com o verde das plantações de quinua. Sua temperatura é marcada pela oscilação entre o dia e a noite, com temperatura ao meio do dia que variam de uma máxima de 25º.C e mínimas de 17º.C, chegando abaixo de Oo.C na noite.

23 Socaire (6)

Hoje Socaire é conhecida por sua cozinha típica atacamenha, por isso a escolha de se almoçar neste “pueblo” tão diferente.

Almoçaram na Cocinera Santa Bárbara, comeram uma sopa deliciosa de entrada, que mais parecia prato principal, mas o principal foi Lhama ensopada com salada  e quinua.

23 Socaire (12)

Aproveitaram para conhecer a Igreja do povoado,  mas que estava fechada. A igreja foi construída na época da chegada dos espanhóis, pois acreditavam que desta forma estariam abençoando a agricultura realizada na região.

A igreja é o principal patrimônio histórico do povoado, oferece uma mostra artística da temática religiosa, que conta com obras do período colonial. É rodeada por um perímêtro de cerca de 16 metros profundidade e 8 mts de largura, construído de pedra com barro argiloso que contém palha de trigo.

23 Socaire (3)

Seu pórtico mede 2 mts de altura e 1 mt de largura, sendo que os muros tem a largura de 1 metro. A largura da nave é de 4 metros e a igreja conta com suportes anti-sismicos, que evitam que seus muros desabem tanto para dentro da igreja como para seus lados. Cada suporte tem altura de 2 mt e largura de 1 metro e meio, com profundidade superior a 30 cm. Seus teto é coberto de palha com barro, e as vigas são de algarrobo e chañaar, duas árvores locais. Seu piso é de pedra. O campanário, separado da igreja por dois pisos, foi construído com pedra vulcãnica e conta com dois sinos de bronze.

23 Socaire (14)

E fotografar, conversar, perguntar sobre os costumes, tradições e a história local.

Como o costume de usar flores artificiais para enfeitar os cemitérios, as igrejas (veja a cruz no alto), os túmulos (como este da foto), templos, devido a escassez de flores naturais, o que confere um colorido fantástico, já que as “flores de plástico não morrem”, vão se juntando, e ficando tudo cada vez mais colorido.

23 Socaire (4)

De Socaire, com o Salar do Atacama os acompanhando, se despedem deste pueblo tão único em meio ao deserto, e seguem para Toconao.

24 Toconao (7)

Toconao é um oásis de água doce localizado a cerca de 38 km de San Pedro, encontra-se a uma altitude de 2.485 m.s.n.m., perto da margem nordeste do Salar de Atacama. Os atacamenhos habitaram esta região há aproximadamente 11.000 anos atrás. Sua população atual constitui 550 habitantes, que conservam as tradições antigas, assim como atividades próprias que se realizam pelo sentimento de união ao ambiente que os rodeia: animais, vegetação, água, terra, sol e montanhas.

24 Toconao (3)

A proximidade com a Quebrada de Jere e suas abundantes águas doces dos Andes, permite ao povoado viver do cultivo de peras, damascos, ameixas entre outras frutas cultivadas, além das esculturas em pedra vulcânica. Durante uma época este povo foi um respeitado produtor de frutas, mas atualmente sua principal fonte de renda é a extração e comercialização de lítio.

24 Toconao (12)

É chamado do povo da Pedra Branca, em virtude das pedras liparitas utilizadas, não apenas no artesanato, mas, principalmente, nas suas construções em quase sua totalidade, estas sempre quadradas, em blocos artesanais realizados manualmente, com as pedras dispostas de uma maneira que resulta em uma assimetria completa.

24 Toconao (4)

Os tetos são de cana, colocadas muito juntas sobre troncos de árvores (cactus, algarrobo, tamarugo) rusticamente polidos.

Entre a flora existente no local, predominam as “Colas de Zorro” e as “Cactáceas”. A fauna é constituída em sua maioria por lhamas, guanacos, alpacas e vicunhas. Na entrada de Toconao é encontrada uma região chamada “La Banda”.

24 Toconao (11)

Toconao faz parte da cultura Lickan-Antay, com origem que data de 9.000 A.C., tendo perdurado pelo tempo, respeitando e perpetuando o ancestral vínculo com a Mãe Natureza e conservando vivos, os Costumes e Tradições.

24 Toconao (14)

Toconao também se destaca pelo seu símbolo turístico, a Torre Campanário que data de 1750, separada da estrutura de sua Igreja San Lucas, datada de 1744, a torre foi construída em três corpos de barro e pedra com sua cúpula e porta de madeira de cactos, que entrega à praça do povo um grande valor estético e arquitetônico.

24 Toconao (19)

Neste povoado também foi possível visitar um nativo, comer a pêra da região, ver o artesanato, e dar comida às lhamas que são criadas no quintal.

24 Toconao (17)

Curiosidades: O uso da madeira de Cactos é muito comum na região, devido a sua abundância, com ela se fazem, além da cobertura das casas, as portas, cujas amarrações são de couro de lhama, utensílios domésticos e até a escada da igreja foi feita com este tipo de madeira.

24 Toconao (6)

Vocês estão vendo este Jesus aí, cabeludo, esta é uma tradição local, onde nesta época as pessoas colocam mechas de cabelo em Jesus Cristo, como pedido de saúde e vida longa. Em todas as igrejas da região se pode encontrar Jesus Cristo com uma vasta cabeleira, de vários tons.

CONTINUA…………….

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