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Preparativos

Roteiro pronto, agora é preparar a máquina para pegar a estrada.
Jorge já começou os preparativos, do jeito que ele gosta: desmontando e montando.

 

E como não basta ser garupa, tem que participar: olha aí a Andréa colaborando com a preparação.

 

 

E desta vez o casal irá contar com a ajuda da tecnologia para deixar a viagem mais tranquila, mais divertida e para melhorar ainda mais as imagens que irá compartilhar com os “fãs” destas aventuras.

 

 

 

 

Com a colaboração de alguns amigos e familiares, compraram um GPS Zumo 660 (próprio para uso em motocicletas) e uma filmadora GoPro (muito usada em esportes radicais, em competições e em moto-aventuras).

Mas instalar tudo isso dá um trabalho!

E não poderiam faltar as bandeiras dos países pelos quais o casal já se aventurou e os que ainda vai visitar como o Uruguai.

Mas ops! Acho que Jorge comprou a bandeira errada.
Esta aí é do Paraguai, onde o casal já esteve, mas sem a motoca, então não vale colocar.
Vai ficar faltando a do Chile!

E outro item que não pode faltar é o adesivo do blog, uma forma de divulgar os sonhos e aventuras vividas e que ainda estão por vir.

Não deixe de viajar com eles!!!
A aventura está apenas começando!

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Roteiro de Viagem

Como em toda viagem de moto, o primeiro passo é construir o roteiro da viagem, para se ter a noção do tempo, da quilometragem e para tentar organizar melhor os dias disponíveis.

Depoimento Jorge: “Desta vez a moto vai para São Paulo de caminhão, pois são três dias de sobra para conhecer lugares desconhecidos, já que a viagem Lauro de Freitas – BA a São Paulo – SP já foi realizada outras vezes. É de lá que a nova aventura começa”.Depois de muita pesquisa, de ler alguns relatos (são poucos que viajam ao Uruguai ou que escrevem sobre isso) e de conversar com amigos e outros motociclistas, o casal chegou ao seguinte roteiro:


16/12 – Viagem de avião para SP

17/12 – Preparativos finais e um “oi” pra família

18/12 – 1º. Dia: São Paulo – SP a São José – SC – 704 km
19/12 – 2º. Dia: São José – SC a Criciúma – SC – 352 km – Passeio pela Serra do Rio do Rastro
20/12 – 3º. Dia: Criciúma – SC ao Chuí – RS – 748 km
21/12 – 4º Dia: Chuí – RS a Montevidéu – UR – 397 km – Passeio por Cabo Polonio e Punta del Leste
22/12 – 5º. Dia: Montevidéu – UR (passeios)
23/12 – 6º. Dia: Uruguai (passeios)
24/12 – 7º. Dia: Uruguai (passeios)
25/12 – 8º. Dia: Montevidéu – Colonia del Sacramento – UR – 200 Km
26/12 – 9º. Dia: Colonia del Sacramento – UR a Santana do Livramento – RS – 525 km
27/12 – 10º. Dia: Santana do Livramento – RS a Gramado – RS (com direito ao Natal Luz) – 618 Km
28/12 – 11º. Gramado e Canela (passeios)
29/12 – 12º. Dia: Gramado – RS a Joinville – SC – 573 Km
30/12 – 12º. Dia: Joinville – SC a Santos – SP (para passar o Ano Novo) – 514 Km


E como não poderia faltar este comentário, “este roteiro poderá ser alterado no decorrer da viagem…” rsrs…
E seguem os preparativos.
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Sonhando com novas aventuras!

Aqui estão eles novamente: Jorge e Andréa se preparando para mais uma viagem de moto.
Depois de passar pela enorme experiência que é uma grande viagem de moto, Jorge começou a pensar em pegar a estrada novamente, mas em função do tempo disponível tinha que ser algo que não fosse tão grande como ir a Machu Picchu, o grande sonho que vai ficar mais para a frente, mas que tivesse aquele ar de conhecer novos lugares, outras culturas, e aproveitar as férias de fim de ano.

Eis que surgiu a ideia de conhecer outro vizinho: o Uruguay. Um país “pequeño”, que aparentemente parece ter pouco, mas, ao contrario, é repleto de belas paisagens, de muita história e de lugares incríveis.
Depoimento Jorge:
“Bem que me avisaram que esse negocio de grandes viagens de moto era um treco viciante e que depois de vencido o medo da primeira, com certeza iria querer fazer outras. Desta vez o escolhido foi o Uruguay, país vizinho e muito simpático. Como desta vez só teremos duas semanas de ferias, achei que esta viagem seria perfeita para este tempo disponível.”
Desta vez a viagem terá participações especiais, Jorge e Andréa contarão com a presença dos pais de Andréa, Fred e Lau, e da irmã Paula com o marido Douglas, que irão acompanhá-los de carro.
Então, aqui vão eles em busca de novos desafios.
Seja bem-vindo a esta nova AVENTURA!
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Uma parceria de sucesso!!

Uma parceria não é apenas a união de duas ou mais pessoas que vão fazer algo juntas, é, acima de tudo, uma troca.
Esta parceria deu certo porque o envolvimento nesta aventura começou desde muito antes, não apenas da preparação da viagem, mas na construção de uma vida juntos, o que se refletiu na realização deste sonho.
Participar desde a elaboração da viagem é essencial para sentir-se parte dela e foi o que ocorreu: muitas conversas, buscas na internet, troca de informações, dicas, imagens encontradas, stress, discussões. Trocar expectativas, receios, idéias foi fundamental para o sucesso desta empreitada.
Durante a viagem, usar o comunicador foi essencial e especial, pois possibilitou falar das experiências, do que era visto e sentido durante o caminho, avisar sobre o que era percebido por um ou por outro, como forma de compartilhar toda a viagem, e também ajudou na troca de informações sobre localização e a direção a seguir, principalmente ao chegar nas cidades onde se hospedariam.
O “não falar” também foi um dos maiores exemplos de união, pois em certos momentos palavras estragariam o encanto, ou prejudicariam a viagem.
COMPARTILHAR (tomar parte em, partilhar com): acreditamos que esta seja a palavra que melhor pode resumir o sentimento que envolveu esta parceria, foi um compartilhar, um compartilhar sonhos, alegrias, esperança e também dificuldades e superações.
Depois desta viagem, com certeza estamos diferentes do que quando saímos para esta aventura e, portanto, nosso relacionamento também não poderá ser mais o mesmo. A realização deste sonho nos mostrou que é possível não apenas sonhar, mas acima de tudo, compartilhar sua realização.
Jorge e Andréa
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Dicas interessantes

 

Neste capítulo iremos dividir com os nossos amigos, seguidores, desconhecidos, algumas dicas interessantes que vivenciamos, que aprendemos e que poderão ser úteis para os que vão iniciar este tipo de viagem, ou outras tantas possíveis neste mundo repleto de muitos lugares incríveis para conhecer.
·         A viagem começa quando você toma a decisão de fazê-la. Todos os passos que vão se seguir a partir desta decisão já fazem parte da aventura, mesmo que você não se dê conta na hora. Desde os passos mais simples, como decidir para onde ir, pesquisar qual é a melhor época do ano para ir para lá (apesar de que para muitos não é quando é bom de ir pra lá e sim quando você vai poder ir, como no meu caso), marcar férias no trabalho, guardar uma grana para a empreitada, pesquisar qual é a moto certa para usar neste desafio, acessórios necessários para tanto, e por aí vai uma longa lista de coisas a se definir, mas uma coisa é certa, a viagem começou!
·         Tão gostoso quanto viajar, é se preparar para a viagem, então, se você já se decidiu para onde ir e quando ir, saboreie todos os momentos da preparação, como definir o roteiro (esse é o mais dificil e o mais legal), o que vai levar, o que tem de fazer na motoca, preparar mapas, programar o GPS (se você não tem, não se preocupe, não é fundamental, mas ajuda), providenciar roupas adequadas, e por aí vai…
·         Viajar pela América do Sul é barato! Sem dúvida nenhuma, a parte mais cara da viagem é enquanto você está rodando no Brasil. Portanto, saia do Brasil o quanto antes! Em qualquer outro país sulamericano a gasolina é boa e barata, com hospedagem e alimentação você também gasta pouco, desde que abra mão de luxos desnecessários. Na minha viagem gastei pouco mais da metade da verba que reservei para ela, isso sem me privar de boas refeições, boas e limpas pousadas para pernoite e fazer todos os passeios possíveis nas cidades turísticas onde paramos.
·         Cerque-se de todos os cuidados necessários para não sofrer perrengues durante a viagem, pois assim você viaja muito mais tranquilo e aproveita muito mais a viagem. Exemplos:
-Revisão da moto: não adianta sair para uma viagem de 13.000 kms sabendo que seus pneus vão durar no maximo mais 5.000kms. Troque logo eles por novos e guarde os usados para usar depois. O mesmo se aplica para todas as peças de desgaste visível, como pastilhas de freio, filtros, velas, kit coroa-corrente-pinhão. Vá com tudo novo e pronto!
Dependendo da moto, talvez não haja peças para ela no país visitado, e isso pode ser um problema sério.
Na viagem para o Atacama eu troquei todas estas peças citadas acima por novas, apesar dos protestos do meu mecânico Augusto, que me deu sua palavra de que o kit de relação original aguentaria a viagem, mas não quis arriscar. De qualquer forma, quando eu voltasse teria de trocar estas peças mesmo, então troquei tudo e guardei as usadas para usar depois, aqui por perto…
-Levei comigo algumas peças. Levei manetes e cabos (acelerador e embreagem), coisa que quebra em qualquer tombinho bobo. Eram peças leves e não ocupariam muito espaço nas malas.
-Levei ferramentas. Alem do kit de ferramentas original da moto, levei mais algumas que julguei necessárias para fazer algum conserto pequeno. Também levei um kit para conserto do pneu em caso de furo. Este é obrigatório de levar em qualquer viagem, diga-se de passagem.
-Documentos: levei comigo todos os documentos possíveis de serem pedidos pelos guardas ou aduanas. Passaporte, carteira de motorista do Brasil, permissão internacional para dirigir (PID), autorização da financeira (a moto estava alienada), seguro Carta Verde, carteirinha e telefones de contato da seguradora da moto, contatos do nosso convênio médico naqueles países e mais um monte de xerox disso tudo. Ah! E não deixe de anotar (em papel ou no celular) os telefones de emergência, caso seja necessário alguém contatar, nós colocamos no nosso celular dois telefones AA(nome), este código é usado em qualquer lugar no mundo para indicar contatos para emergência.
Vale a pena citar aqui que graças a Deus não precisei usar nenhuma ferramenta, nenhuma peça, e de documentos só usei o passaporte e o documento comum da moto. Carreguei tudo aquilo à toa, mas a tranquilidade de saber que eu não seria impedido de entrar na Argentina ou no Chile por causa de um simples pedaço de papel que estava faltando, ou ficando parado na estrada no meio do deserto ou no frio e falta de ar da Cordilheira dos Andes por falta de um cabo de acelerador que resolveu quebrar justo ali; tudo isso me faz ter a certeza que vale a pena se preparar corretamente e se for pecar, que seja por excesso. Leve tudo e fique tranquilo. Se precisar, vai estar lá. Se não precisar, melhor ainda. Guarde pra próxima viagem…
-Mapas com o roteiro diário. Mesmo que você faça uso de um gps, leve um mapa para cada dia da viagem mostrando as estradas que você irá seguir. Também é bom fazer um mapa da cidade em que você vai pernoitar (em zoom) e melhor ainda se estiver mostrando onde fica o hotel que você previamente pesquisou na internet, pra não ficar completamente perdido quando chegar à cidade de pernoite. Como já disse antes, um gps pode te ajudar bastante nessas horas, mas mesmo assim leve os mapas. Eles não dão pau, nem se perdem!
-Vestuário correto é muito importante!
Aprendi nesta viagem que é extremamente importante estar preparado para todos os climas que se vai enfrentar. Fazer uma pesquisa do clima nas regiões a serem percorridas, levando em consideração a estação do ano em que a viagem será realizada, pode te ajudar a escolher o vestuário correto e evitar que voce carregue um monte de coisas que não vai usar, economizando peso e espaço precioso nas malas. Leve poucas roupas, mas boas. Para o Atacama levamos um monte de agasalhos que não usamos, porém faltou uma roupa mais leve e confortável para andar de moto no calor (com as proteções necessárias).
Andar debaixo do sol na região do Chaco Argentino usando roupa de cordura, ninguém merece!
-Viaje devagar! Mais uma vez a pesquisa se mostra fundamental antes de iniciar a viagem. Se você sabe que vai passar por uma região muito bonita num determinado dia da viagem, ou vai atravessar a cordilheira, programe-se para rodar pouco neste dia (coisa de uns 400 km, no maximo) para que você possa ir devagar e apreciar a paisagem, fazer inúmeras paradas para tirar fotos e contemplar a beleza do lugar.
Se estiver na neura de rodar 750km justamente naquele dia em que você vai passar por lugares fantásticos, terá de “enrolar o cabo” para chegar ao destino do dia e a concentração na estrada fará com que você nem perceba a beleza do lugar. Desfrute do passeio!
-Converse com uma ou mais pessoas que já fizeram esta mesma viagem! Procure na internet e faça contato com alguém que já fez uma viagem de moto para o mesmo destino que o seu. Peça dicas sobre o melhor roteiro a seguir, hotéis, restaurantes, cuidados a se tomar, passeios a se fazer nas cidades, etc…
Eu tive a sorte de encontrar amigos motociclistas que me deram um monte de dicas preciosas e que me levaram a fazer uma viagem muito melhor do que aquela que eu teria feito sem a ajuda deles. Isso sem falar do apoio e das palavras de incentivo na realização da viagem dos sonhos, que só quem já fez uma viagem de moto dessas pode dizer.
Bem, acho que estas são as dicas que eu queria passar para todos que estejam acompanhando o blog. Espero que ajudem!
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Com a palavra o motociclista: Jorge

Sempre fui um apaixonado por motos. Fazer passeios e até pequenas viagens sempre foi um grande prazer em minha vida. E à medida que a cilindrada da moto ia aumentando, estes passeios e viagens também aumentavam.
Com estas viagens que fiz fui adquirindo experiência, não apenas no sentido da pilotagem (visto que saber pilotar uma moto muito bem é um pressuposto fundamental para querer viajar de moto), mas no sentido de saber que é necessário escolher a moto certa para o uso que você quer fazer dela, encontrar seu próprio ritmo de viagem como velocidade de cruzeiro agradável, distância das paradas para descanso, distância total a ser rodada naquele determinado dia de viagem, o que levar, o que vestir, e por aí vai…
E como bom motociclista que sou (na minha propria opinião, claro, rs), o desejo de fazer aventuras cada vez maiores e mais desafiadoras era como uma evolução natural da espécie (ou você conhece algum “motociclista” que sonhe em viajar cada vez menos e para lugares mais próximos???)
Até que num belo dia encontrei um site na internet com um monte de “relatos” de vários motociclistas que ali contavam suas viagens, a maioria internacionais, alguns mais detalhados que outros, alguns com mais fotos que outros, mas com certeza todos eram fantásticos. Aquilo bateu na minha mente como uma droga irresistível e viciante. Eu não conseguia parar de ler aquelas histórias e ver aquelas fotos maravilhosas de lugares e paisagens surreais. Sentia-me como se tivesse acabado de tomar a pílula vermelha do Matrix! Um novo mundo de aventuras se abria para mim!…
Então pensei: por que não fazer uma grande viagem, uma viagem por outros países, saindo daqui, da porta da minha casa e retornando até a mesma?
Acho que neste momento o projeto Atacama 2010 teve início!
No começo ele se chamava projeto Machu Picchu 2010, mas como já foi explicado no inicio deste blog, por diversos fatores a viagem que no início era pra ser para Machu Picchu acabou sendo para o Atacama. Diga-se de passagem: uma decisão acertada. Mas não vou adentrar neste assunto, pois isso já foi explicado nos preparativos para a viagem, láááááá atrás…
Viajar é muito bom. Viajar de moto é muito melhor. Viajar de moto pela America do Sul então foi algo tão sensacional que vai ficar na minha lembrança para o resto da vida, com certeza.
E a vontade de começar a preparar a próxima viagem é inevitável.
Falando nisso, preciso parar de escrever agora porque tenho um assunto pendente a resolver. Um tal de Macchu Picchu…
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Garupa ou Co-piloto? Com a palavra Andréa

Minha história com motos é interessante. Nunca tive medo, na verdade sempre foi pavor mesmo rsrsrsrsrsrsrsrs
Meu primeiro contato com moto foi quando Jorge decidiu comprar uma moto para levar na viagem de fim de ano para Peruíbe, isso mesmo, para levar, pois desmontou a moto, colocou no porta-malas da Caravam que tínhamos na época (que coisa antiga, alguém lembra deste carro??? rrsrsrsrsrsr) e montou quando chegamos na praia para podermos passear, andar nas trilhas da Juréia, “azarar” pela praia (outra coisa antiga heheheh). A coisa de que mais tenho lembrança até hoje é do cheiro de óleo dois tempos que levei dias para tirar do cabelo e da roupa!
Tempos depois, Jorge decidiu comprar uma moto para trabalhar, pensei: Sairei ilesa desta história, ele vai usar só pra trabalhar mesmo!!! Mas esqueci que quem gosta de moto, gosta TODOS os dias e pra tudo, principalmente para passear nos fins de semana. Foi o que aconteceu: primeiro, viagens bem curtas a Santos, litoral paulista, cerca de 80 km, com inúmeras paradas para descansar a dor intensa nos glúteos!!!!! E para eu me recuperar, descia da moto quase uma tábua, de tão dura!!!! Um pouco antes de vir para Bahia, decidimos fazer a viagem mais longa da minha história: ir para Caraguatatuba (180 km)… foi lindo, pela Serra do Mar, realmente lindo, mas nada relaxante! e achei que seria o mais longe que conseguiria ir….
Quando chegamos na Bahia, logo entramos para o Motoclube Rota99 (um sonho antigo de Jorge: participar de um motoclube), começamos a viajar para interiores próximos e não conseguia imaginar como minhas amigas da Associação das Garupas conseguiam dormir enquanto viajavam… eu brincava que se me vissem de olhos fechados podiam parar, pois eu havia morrido rsrsrsrsrsrsrsrsrs era um Dorflex antes e um depois da viagem, para relaxar heheheheheheheheheh. Às vezes tinha a sensação de que um dia iam me tirar imóvel de cima da moto, de tanto que meus músculos se contraíam!
Mas o tempo foi passando, os kms aumentando, até que bati meu recorde, ir para Arraial d´Ajuda, mais de 700 kms, sozinha com o Jorge, na ida tudo tranqüilo, paramos em Itacaré, foi ótimo… já a volta, feita de uma vez, quase me matou, levamos 12 horas, quando chegamos ao Ferry Boat, eu pensava: acho que vou de ônibus até em casa!!! Mas o problema era o banco da moto, descobri depois, um pouco tarde. Fizemos viagens para Aracaju e Maceió, lugares mais distantes até então.
Quanto Jorge começou a falar na “grande aventura”, fiquei meio receosa, principalmente porque era para Machu Pichu e, como já contado por ele, com muitas dificuldades, não vou mentir que não me animei em nada. Ele, vendo meu desânimo, mudou o rumo para o Chile, aí sim comecei a participar ativamente, fiquei responsável pelas estadias e suas localizaçãos, pela lista do que levar de bagagem e por criar o blog. Me animei tanto que em poucos dias tudo estava pronto, estava começando nossa aventura e a realização de um sonho, mais dele do que meu, confesso rsrsrsrsrsrsrsr mas isso ia mudar……………
Quando a viagem começou eu nem acreditava que estava acontecendo e que eu ia participar daquilo, as pessoas que nos conhecem sempre perguntavam: mas a Andréa vai mesmo??? Todos tinham dúvidas!!! Também, pudera, pra quem não queria nem subir em uma moto, andar quase 10.000 km….
Em pouco tempo eu já estava fotografando, vendo o GPS (Dieter, obrigada), vendo mapas, e até cochilando em cima da moto…. não concordo com uma ex-garupa (da qual li o relato), que vemos apenas um capacete preto na frente e por isso ela mudou para piloto, AMEI estar na garupa e nela vou continuar sempre, pois consegui ver tudo, aproveitar tudo, mas concordo com outro relato, de um motociclita, que hoje sei que não sou apenas uma garupa, mas sou a co-piloto.
Com certeza, esta viagem foi muito mais que um passeio, foi uma prova de superação de medos, de frescuras, de desafios e, com certeza, de alegrias, de muitas alegrias, pois trouxe uma sensação de felicidade indescritível. Vivenciar e experimentar as sensações a que tive acesso, foi algo que JAMAIS me esquecerei durante toda minha vida, mesmo que faça outras (como agora espero fazer sempre), com certeza não irão superar tudo que senti durante estes dias de viagem.
Foi cansativo, sem dúvida, mas valeu cada segundo de cansaço em virtude dos kms rodados, valeu cada dificuldade, pois estas eram sempre superadas por algo maior, maravilhoso que vinha ao nosso encontro. Imagens impressionantes, surreais, lugares incrivelmente lindos e magníficos, pessoas especiais ao longo do caminho, enfim, tudo que só se pode conhecer através da experiência.
Digo a todos que conheço: Façam esta viagem!!! Seja de moto, de carro, de avião, a pé, a cavalo, de buzu, mas não deixem de fazer porque é tudo muito diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, é algo único.
Para que todos tenham uma idéia do que representou esta viagem pra mim, ao chegar de volta a Foz do Iguaçu, falei a Jorge que se ele, naquele momento, sugerisse começar tudo de novo, eu o faria, sem pestanejar!!!! Agora era meu sonho também!!!
Enquanto fazia o blog, pude vivenciar tudo novamente, e espero fazê-lo cada vez que ler estas palavras e ver estas imagens, mas acima de tudo, cada vez que minhas lembranças me levarem por todos os espaços onde estivemos. Minha avó Dircéia nos ensinou que o dinheiro mais bem gasto é com viagens, ela dizia que com a chegada da idade, sempre teríamos como “viajar” novamente por onde passamos, mesmo que sentados em nosso sofá. Sempre acreditei nisso, mas agora, tenho mais certeza. Minha avó Maria, que tinha alguns probleminhas de saúde, estava sempre pronta e arrumada quando o assunto era passear, dizia que isso fazia bem pra saúde. Não tenho dúvidas!
Meu lema é que o que levamos conosco, sempre, é o que VIVENCIAMOS, seja nossa família, nossos amigos, nossos prazeres, livros que lemos, lugares que conhecemos, mas acima de tudo, sentimentos que experimentamos pela estrada chamada VIDA; e eu decidi só carregar o que me faz bem!!! Claro que nem tudo na vida são flores, mas se ficarmos olhando os espinhos, podemos perder a chance de ver o florescer e sentir seu perfume.
O mês de Dezembro para os Incas chama-se Qapaq Raymi, que significa “Festival Magnífico”, acho que esta frase define exatamente o que vivenciamos neste dezembro, foi um festival magnífico de novas emoções, de lugares fantásticos, de imagens impressionantes, de pessoas especiais, enfim, uma realização acima de qualquer sonho.
Campo Adentro foi escrita por um poeta Argentino, sobre a Cordilheira dos Andes, e quero compartilhar com vocês:
Campo Adentro
Para el que mira sin ver,
(Para aqueles que olham sem ver,)la tierra es tierra, nomás.
(a terra é terra, e nada mais.)
Nada le dice la pampa,
(Nada diz os pampas)
ni el arroyo, ni el sauzal.
(ou o fluxo, ou o salgueiro.)
Pero la pampa es guitarra
(Mas o pampa é uma guitarra)
que tiene un hondo cantar.
(que tem um canto profundo.)
Hay que escucharla de adentro,
(Você tem que ouví-la de dentro,)
donde nace el manantial.
(de onde nasce a primavera.)
En el silbo de los montes
(No apito das montanhas)
lecciones toma el zorzal.
(sapinho faz aulas.)
El cardo es como un pañuelo:
(O cardo (uma flor das rochas) é como um lenço)
dice adiós… y no se va.
(diz adeus … e não se vai.)
Campo adentro y cielo limpio.
(Campo adentro e céu claro.)
¡Cha que es lindo galopear!
(É lindo galopear Cha!)
Y sentir que adentro de uno
(E sintir que dentro de um)
se agranda la inmensidad…
(se amplia a imensidão…)
Un mundo en cada gramilla…
(Um mundo em cada grama…)
Adioses en el cardal…
(Adeus aos cardos…)
¡Y pensar que para muchos
(E pensar que para muitos)
la tierra es tierra, nomás!
(a terra é terra, nada mais!)
Atahualpa Yupanqui
Estas foram as imagens que escolhi como as mais marcantes!

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Arrumando as malas!!!

A arrumação das malas é uma parte essencial, por vários motivos: primeiro porque dela depende você conseguir levar tudo que deseja (e realmente precisa); segundo pois a divisão de peso é importante para a estabilidade da moto; terceiro porque os espaços precisam ser utilizados de maneira a permitir que você traga “lembrancinhas” caso as encontre e esta parte é mais importante para a ala feminina da viagem.
O primeiro passo é listar o que levar, quais os itens essenciais, a quantidade ideal (sempre lembrando que você está de moto e que, neste caso, o ideal é bem menos que o “normal”), separando o que é de um e de outro. Colocar tudo em cima de uma cama é uma boa opção para visualizar e perceber o que de fato é prioridade, começando por ela a arrumação.
Sacos que permitem a retirada do ar podem ajudar, mesmo que você não utilize o aspirador (até porque não podemos contar com ter acesso a um). Sacos zip são ótimos para carregar documentos, pois os mantém secos; pode-se usá-los também para carregar itens líquidos, isso pode evitar que suas roupas se sujem caso algo vaze. Jorge e Andréa decidiram colocar toda a bagagem em um saco plástico grande, evitando que molhem caso entre água de chuva nas malas laterais.
Usar pequenas embalagens de produtos de higiene pessoal é essencial e colocá-los em necessaries também compactas é melhor que em uma grande, pois fica mais fácil colocá-las em espaços vazios entre as peças de roupa.
Pense sempre em arrumar os itens mais importantes em locais de fácil acesso; pode parecer uma mera bobagem dar esta dica, mas imagine precisar de lenços umedecidos para uma emergência e eles estarem no fundo da mala! Ou o Kit de primeiros socorros! Depois de arrumadas, fica mais difícil refazer as bagagens. Enfim, malas prontas, agora é contar as horas para o inicio da “aventura”.
Depoimento Jorge:
“Arrumar as malas foi mais ou menos como colocar um búfalo dentro de de uma caixa de sapatos. Na verdade, tres caixas de sapato. Uma de cada lado e uma sobre a traseira.
Os sacos VacBag (aqueles que vc pode tirar o ar de dentro com um aspirador de pó ou sentando sobre ele, o que foi o caso) foram essenciais para acomodar uma grande quantidade de roupas de frio num pequeno espaço. Concentrei o maior peso das peças sobressalentes e tranqueiras em geral na mala traseira, e as ferramentas sob o banco.
Achei que o peso ficou bem distribuído. Durante a viagem terei de ficar atento ao comportamento da moto. No fim das contas, conseguimos levar tudo o que tínhamos programado. Agora é pau na máquina!!!!  hehehehe…”
Depoimento Andréa:
“Bem, esta fala de que estamos levando tudo é um comentário machista hehehehe. Para nós, mulheres, levar “tudo” é levar quase nada, mas quem viaja de moto tem que se acostumar a uma sandália rasteira, algumas camisetas e um tênis… é difícil, mas valerá a pena!!! Ainda bem que consegui um espacinho para um perfuminho (mini) e um hidratante, afinal vou para o Deserto, uma secura danada! Brincadeiras a parte, realmente conseguimos colocar tudo que listamos e isto mostra nossa organização rsrsrsrsr Agora é torcer para conseguir colocar “o mesmo tudo” na volta!!!!!!!!”
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Preparando a Motoca

Uma das fases mais importantes da preparação de uma viagem, seja ela de moto, de carro, de avião ou navio, ou mesmo de bicicleta ou a pé, é cuidar do meio de locomoção!!! É fundamental uma boa revisão, a troca de peças que estejam desgastadas ou em tempo de reposição, por isso, Jorge teve todo cuidado em verificar quais as peças e os ajustes necessários para evitar contra-tempos durante a viagem.

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Além das peças a serem trocadas antes da viagem, Jorge também se preocupou em levar aquelas peças sobressalentes (já descritas em outra postagem), para o caso de ser necessária a troca durante o percurso. Nesta hora, vale agradecer ao Guimarães, da Guimarães Motos, que cedeu, em caráter de consignação, muitos destes itens.

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A moto foi colocada na revisão em 16.11, Augusto foi o responsável pela troca das peças, pela preparação da “máquina” para encarar a viagem.

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Depoimento Jorge:
“Moto revisada, rolamentos engraxados, peças substituídas, tudo regulado, agora é hora de fechar as malas e botar o pé, digo, a roda na estrada e ganhar o mundo!!!
Só falta chegar a bendita da Carta Verde da seguradora. Aliás, fica aqui a dica: não deixe isso para a última hora. É garantia de dor de cabeça. Estou pedindo ela para o corretor há mais de 1 mes, e é claro que ela só vai chegar aos 44min. do segundo tempo…    Eita coisinha embassada de sair…
A boa notícia é que ela custou muito mais barato do que eu imaginava. Fiz pela Porto Seguro pois a moto já está assegurada por ela. Talvez por isso tenha saído barato. Mai demora, viu?!?…  rs”
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Roteiro

Finalmente, o ROTEIRO!
Elaborar um roteiro de viagem é algo que requer muito trabalho, precisa se aliar tempo hábil, boas estradas e belas paisagens, e um mínimo de infra-estrutura, buscando-se evitar transtornos indesejáveis, mesmo quando o objetivo é “aventurar-se”.
Neste momento surge um fator determinante: conversar com moto-aventureiros experientes e que já fizeram esta viagem. Jorge conheceu alguns que lhe ajudaram muito a chegar neste roteiro final, entre os mais “procurados” estão Chinaf (MG) e Laurindo (BA), motociclistas que, além de “viajados”, estão sempre prontos a ajudar, a dar boas dicas, a compartilhar suas experiências e, mais importante, prontos a incentivar a realização desta aventura.
Jorge sairá sozinho de moto de Lauro de Freitas-BA em direção a São Paulo-SP, onde ficará aguardando a chegada de Andréa, que irá de avião dias depois.
A seguir temos o roteiro detalhado:
28/11 = 1º dia: Lauro de Freitas BA – Governador Valadares MG (Jorge viajando sozinho pra SP)
29/11 = 2º dia: Governador Valadares – São Paulo SP
30/11 = São Paulo
01/12 = São Paulo
02/12 = São Paulo
03/12 = São Paulo (chegada da Andréa a SP)
04/12 = 3º dia: São Paulo SP – Foz do Iguaçu PR (aqui começa mesmo a grande aventura!)
05/12 = 4º dia: Foz do Iguaçu PR – Corrientes AR
06/12 = 5º dia: Corrientes AR – Santiago Del Estero AR
07/12 = 6º dia: Santiago Del Estero AR – Salta AR
08/12 = 7º dia: Salta AR – Purmamarca AR
09/12 = 8º dia: Purmamarca AR – San Pedro de Atacama CL (Travessia do Paso de Jama)
10/12 = 9º dia: San Pedro de Atacama CL (passeios)
11/12 = 10º dia: San Pedro de Atacama CL (muitos passeios)
12/12 = 11º dia: San Pedro de Atacama CL (+ passeios e se preparando para a volta)
13/12 = 12º dia: San Pedro de Atacama CL – Antofagasta CL
14/12 = 13º dia: Antofagasta CL – Copiapó CL
15/12 = 14º dia: Copiapó CL – Fiambalá AR (travessia do Paso San Francisco)
16/12 = 15º dia: Fiambalá AR – San Fernando Del Valle de Catamarca AR
17/12 = 16º dia: S.F.V.Catamarca AR – Santiago Del Estero AR
18/12 = 17º dia: Santiago Del Estero AR – Corrientes AR
19/12 = 18º dia: ???
20/12 = 19º dia: Corrientes AR – Foz do Iguaçu PR (de volta ao Brasil!)
21/12 = 20º dia: Foz do Iguaçu (passeios)
22/12 = 21º dia: Foz do Iguaçu PR – Curitiba PR
23/12 = 22º dia: Curitiba PR – São Paulo SP

 

Depoimento Jorge:
“Entre Copiapó e Corrientes ficaremos 1 dia parados em alguma cidade para descansar. Não ficou determinado qual seria esta cidade, mas quando encontrarmos uma que valha a pena conhecer melhor, ficaremos nela. Se estivermos atrasados em relação ao roteiro, faremos de Foz a SP num único dia na volta. A partir de São Paulo serão 14 dias rodando e 5 de parada para descanso e passeios. É claro que durante a viagem esses planos podem mudar, mas a princípio esse é o roteiro que tentaremos praticar. Queremos chegar de volta a SP no máximo até 23/12 para passar o Natal com os familiares, voltando para casa dia 28/12. Talvez a moto fique em SP e eu volte de avião com a Andréa. deixando para ir buscá-la num próximo feriado prolongado.”

Depoimento Andréa:
“Fiquei responsável em pesquisar onde ficar em cada cidade e em montar o MapSource, mas de tanto olhar, de tanto mudar, estou ficando “craque”, pelo menos em viagens virtuais rsrsrsrsrsr… posso até ser guia turística sem nem ter viajado ainda hehehehe.”

Roteiro finalizado, embora seja possível mudanças durante o percurso de acordo com necessidades que surjam no decorrer da viagem, agora vamos falar dos últimos preparativos da motoca.

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Listas, intermináveis listas!!!

Neste momento da preparação se fez necessária a elaboração daquelas listas intermináveis, sempre visando “una viaje” com menos imprevistos possíveis e com maior tranquilidade para que o casal não esquecesse nada que pudesse transformar a aventura em desventura.
Depoimento Andréa: “No início achei uma bobagem tantas listas, com o tempo e as leituras, percebi serem essenciais para o bom andamento da viagem, já que podemos, entre tantas informações e a ansiedade de um momento como este, esquecer coisas importantes… já estou fazendo a minha de “coisinhas” a levar”.
A lista principal, da Rota a ser utilizada, ainda encontra-se em fase final de elaboração. Ainda estão acontecendo tantas mudanças ao longo destes preparativos, que algumas alterações estão sendo feitas no trajeto inicial, mas em breve, o roteiro será postado.
Com a palavra o “homem das listas”: Jorge.
  • Lista de documentos a levar (alguns a serem providenciados):
  • RG e CPF
  • Passaporte (não é obrigatório, mas facilita as coisas nas Aduanas)
  • Carteirinha do convenio medico (onde será contratado seguro saúde)
  • Documento da moto
  • Seguro Carta Verde (obrigatório)
  • PID (Permissão Internacional para Dirigir)
  • Autorização da financeira
Um monte de Xerox de tudo isso…
Lista de revisão da moto, peças a serem substituídas e peças sobressalentes:
Aproveitando a revisão de 12.000 km, a motoca vai para o estaleiro para dar uma geral caprichada, engraxar a caixa de direção, os rolamentos de roda, re-aperto geral, etc.
Pretendo iniciar a viagem com algumas peças 0 km, como pneus, coroa-corrente-pinhão, pastilhas de freio dos 03 discos,  filtros de óleo e de ar.
Levo comigo: Manete e cabo de acelerador, manete e cabo de embreagem, lâmpadas de farol  e de pisca, um pisca completo, velas e retentores de bengala. Tomara que não precise usar nada disso, mas se precisar é melhor tê-los comigo.
Quanto às ferramentas, levo chaves suficientes para desmontar praticamente a moto toda, o que não significa que sejam muitas. Basicamente é o kit original da moto e mais alguns soquetes e uma chave catraca, um alicate e uma chave de boca regulável.
Para o caso de um pneu furado terei 02 opções de conserto: 02 latas de TyreRepair, aquelas latas que “prometem” tapar o furo e encher o pneu. Nunca usei, mas dizem que não é 100% confiável. De qualquer forma, precisaria parar no primeiro borracheiro que encontrar para fazer um remendo de verdade. E é por isso que darei preferência para a segunda opção: comprei aquelas ferramentas que o borracheiro usa para consertar pneus sem câmera, conhecidas como “tarugo”.  Como o pneu da Strom também é sem câmera, acho que dará certo.  Consertar o pneu com o tarugo vai ser fácil… Quero ver mesmo é encher ele com a bomba de bicicleta, que também vai…  rsrsrsrsrs.   Depois eu lhes digo se deu certo…
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A nova “Grande Viagem”

Já que as condições para fazer a viagem para Machu Picchu não eram as mais propícias este ano, Jorge resolveu partir para o plano B.  B de Atacama!!!  (heim?!?)
Uma das viagens que ele também sonhava realizar de moto era para o Deserto do Atacama,  começou, então, a pesquisar sobre este novo destino, dando início ao planejamento desta nova grande viagem.
Depoimento de Jorge: “Já lí inúmeros relatos de viagens para este lugar fantástico, e outros tantos em que passar pelo deserto era apenas um caminho para se chegar a outros destinos, como Machu Picchu ou o Salar de Uyuni, na Bolivia.
Assim que o trabalho de pesquisa começou já percebi que esta era uma decisão acertada. Já que a viagem seria feita solo, ou seja, sem a companhia de outros motociclistas e com a esposa na garupa, o melhor a fazer era “pegar leve”. Não que esta viagem seja muito mais fácil do que a outra, mas me pareceu que viajar pela Argentina e Chile seria mais “tranquilo” do que encarar a Bolivia logo na primeira viagem internacional.
Alem disso, poderíamos planejar a viagem de forma que estaríamos de volta a São Paulo às vésperas do Natal, podendo passar esta data tão especial junto de nossas familias e matando as saudades antes de regressarmos para casa.”
Depoimento Andréa: “Não vou mentir que foi um alívio… estava preocupada em viajar pela Bolívia, todos os relatos levavam a aventuras demais para uma primeira viagem, confesso que não estava animada. Com a mudança do destino comecei a me envolver de fato nesta aventura… fiquei com a parte de Comunicação rsrsrsrsrsrsrsr e estou super empolgada, embora as pessoas digam que sou “louca” hehehehehe”, só ainda não sei onde vou carregar minhas roupas e as lembrancinhas da viagem hehehehehehehehe E também tinha as festas com a família, minha irmã chegando de viagem, a outra querendo a festa em sua casa nova, tudo estava se encaixando e estaríamos em Sampa para o Natal, afinal o universo conspira a nosso favor quando estamos no caminho de nossos sonhos”.
Então estava decidido: o projeto “Salvador-Atacama 2010″ tinha início!
A partir daí foi um tal de preparar listas que não acabavam mais:-lista das estradas e cidades por onde iriam passar (ou seja, definir ROTEIRO),-lista de documentos a levar,

-lista de documentos a providenciar,

-lista de revisão da moto,

-lista de acessórios a serem colocados na moto,

-lista de peças a serem substituídas na moto,

-lista de peças a serem levavas sobressalentes, no caso de quebra,

-lista de ferramentas para a moto,

-lista de “tranqueiras” necessárias, como reparo de pneu, corda, silver tape, arame, etc,

-lista de remédios para montar um kit “de sobrevivência nas alturas”,

-lista de vestuário e acessórios pessoais, como jaquetas e calças de cordura, luvas, 2ª pele, etc,

-lista do planejamento diário da viagem, com kms e previsão de despesas com combustível, alimentação e hospedagem,

-lista dos contatos que deveriam ser feitos (seguradora, assist.médica, financeira, operadora de celular…),

-lista de assuntos “aleatórios”, relacionados à divulgação, como montar blog, criar um logo, fazer adesivos do logo, etc,

-lista de listas, pra não esquecer de nenhuma delas!!!

Agora só faltava colocar “mãos a obra” e começar os preparativos, já que toda viagem deste porte requer uma boa dose de organização e praparação, inclusive a física e psicológica.
Da psicológica, a Andréa ficou de cuidar rsrsrsr, e para a física, ambos decidiram retomar algo que a anos não faziam: Academia!
Outro tipo de preparação é a realização de viagens rápidas, do tipo bate-volta, que permitam treinar diante da quantidade de kms que serão rodados nos dias de aventura e também testar os equipamentos instalados na moto, assim como o vestuário.
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