Arquivo da categoria: Grandes Aventuras

Preparativos

Roteiro pronto, agora é preparar a máquina para pegar a estrada.
Jorge já começou os preparativos, do jeito que ele gosta: desmontando e montando.

 

E como não basta ser garupa, tem que participar: olha aí a Andréa colaborando com a preparação.

 

 

E desta vez o casal irá contar com a ajuda da tecnologia para deixar a viagem mais tranquila, mais divertida e para melhorar ainda mais as imagens que irá compartilhar com os “fãs” destas aventuras.

 

 

 

 

Com a colaboração de alguns amigos e familiares, compraram um GPS Zumo 660 (próprio para uso em motocicletas) e uma filmadora GoPro (muito usada em esportes radicais, em competições e em moto-aventuras).

Mas instalar tudo isso dá um trabalho!

E não poderiam faltar as bandeiras dos países pelos quais o casal já se aventurou e os que ainda vai visitar como o Uruguai.

Mas ops! Acho que Jorge comprou a bandeira errada.
Esta aí é do Paraguai, onde o casal já esteve, mas sem a motoca, então não vale colocar.
Vai ficar faltando a do Chile!

E outro item que não pode faltar é o adesivo do blog, uma forma de divulgar os sonhos e aventuras vividas e que ainda estão por vir.

Não deixe de viajar com eles!!!
A aventura está apenas começando!

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Roteiro de Viagem

Como em toda viagem de moto, o primeiro passo é construir o roteiro da viagem, para se ter a noção do tempo, da quilometragem e para tentar organizar melhor os dias disponíveis.

Depoimento Jorge: “Desta vez a moto vai para São Paulo de caminhão, pois são três dias de sobra para conhecer lugares desconhecidos, já que a viagem Lauro de Freitas – BA a São Paulo – SP já foi realizada outras vezes. É de lá que a nova aventura começa”.Depois de muita pesquisa, de ler alguns relatos (são poucos que viajam ao Uruguai ou que escrevem sobre isso) e de conversar com amigos e outros motociclistas, o casal chegou ao seguinte roteiro:


16/12 – Viagem de avião para SP

17/12 – Preparativos finais e um “oi” pra família

18/12 – 1º. Dia: São Paulo – SP a São José – SC – 704 km
19/12 – 2º. Dia: São José – SC a Criciúma – SC – 352 km – Passeio pela Serra do Rio do Rastro
20/12 – 3º. Dia: Criciúma – SC ao Chuí – RS – 748 km
21/12 – 4º Dia: Chuí – RS a Montevidéu – UR – 397 km – Passeio por Cabo Polonio e Punta del Leste
22/12 – 5º. Dia: Montevidéu – UR (passeios)
23/12 – 6º. Dia: Uruguai (passeios)
24/12 – 7º. Dia: Uruguai (passeios)
25/12 – 8º. Dia: Montevidéu – Colonia del Sacramento – UR – 200 Km
26/12 – 9º. Dia: Colonia del Sacramento – UR a Santana do Livramento – RS – 525 km
27/12 – 10º. Dia: Santana do Livramento – RS a Gramado – RS (com direito ao Natal Luz) – 618 Km
28/12 – 11º. Gramado e Canela (passeios)
29/12 – 12º. Dia: Gramado – RS a Joinville – SC – 573 Km
30/12 – 12º. Dia: Joinville – SC a Santos – SP (para passar o Ano Novo) – 514 Km


E como não poderia faltar este comentário, “este roteiro poderá ser alterado no decorrer da viagem…” rsrs…
E seguem os preparativos.
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Sonhando com novas aventuras!

Aqui estão eles novamente: Jorge e Andréa se preparando para mais uma viagem de moto.
Depois de passar pela enorme experiência que é uma grande viagem de moto, Jorge começou a pensar em pegar a estrada novamente, mas em função do tempo disponível tinha que ser algo que não fosse tão grande como ir a Machu Picchu, o grande sonho que vai ficar mais para a frente, mas que tivesse aquele ar de conhecer novos lugares, outras culturas, e aproveitar as férias de fim de ano.

Eis que surgiu a ideia de conhecer outro vizinho: o Uruguay. Um país “pequeño”, que aparentemente parece ter pouco, mas, ao contrario, é repleto de belas paisagens, de muita história e de lugares incríveis.
Depoimento Jorge:
“Bem que me avisaram que esse negocio de grandes viagens de moto era um treco viciante e que depois de vencido o medo da primeira, com certeza iria querer fazer outras. Desta vez o escolhido foi o Uruguay, país vizinho e muito simpático. Como desta vez só teremos duas semanas de ferias, achei que esta viagem seria perfeita para este tempo disponível.”
Desta vez a viagem terá participações especiais, Jorge e Andréa contarão com a presença dos pais de Andréa, Fred e Lau, e da irmã Paula com o marido Douglas, que irão acompanhá-los de carro.
Então, aqui vão eles em busca de novos desafios.
Seja bem-vindo a esta nova AVENTURA!
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Uma parceria de sucesso!!

Uma parceria não é apenas a união de duas ou mais pessoas que vão fazer algo juntas, é, acima de tudo, uma troca.
Esta parceria deu certo porque o envolvimento nesta aventura começou desde muito antes, não apenas da preparação da viagem, mas na construção de uma vida juntos, o que se refletiu na realização deste sonho.
Participar desde a elaboração da viagem é essencial para sentir-se parte dela e foi o que ocorreu: muitas conversas, buscas na internet, troca de informações, dicas, imagens encontradas, stress, discussões. Trocar expectativas, receios, idéias foi fundamental para o sucesso desta empreitada.
Durante a viagem, usar o comunicador foi essencial e especial, pois possibilitou falar das experiências, do que era visto e sentido durante o caminho, avisar sobre o que era percebido por um ou por outro, como forma de compartilhar toda a viagem, e também ajudou na troca de informações sobre localização e a direção a seguir, principalmente ao chegar nas cidades onde se hospedariam.
O “não falar” também foi um dos maiores exemplos de união, pois em certos momentos palavras estragariam o encanto, ou prejudicariam a viagem.
COMPARTILHAR (tomar parte em, partilhar com): acreditamos que esta seja a palavra que melhor pode resumir o sentimento que envolveu esta parceria, foi um compartilhar, um compartilhar sonhos, alegrias, esperança e também dificuldades e superações.
Depois desta viagem, com certeza estamos diferentes do que quando saímos para esta aventura e, portanto, nosso relacionamento também não poderá ser mais o mesmo. A realização deste sonho nos mostrou que é possível não apenas sonhar, mas acima de tudo, compartilhar sua realização.
Jorge e Andréa
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Dicas interessantes

 

Neste capítulo iremos dividir com os nossos amigos, seguidores, desconhecidos, algumas dicas interessantes que vivenciamos, que aprendemos e que poderão ser úteis para os que vão iniciar este tipo de viagem, ou outras tantas possíveis neste mundo repleto de muitos lugares incríveis para conhecer.
·         A viagem começa quando você toma a decisão de fazê-la. Todos os passos que vão se seguir a partir desta decisão já fazem parte da aventura, mesmo que você não se dê conta na hora. Desde os passos mais simples, como decidir para onde ir, pesquisar qual é a melhor época do ano para ir para lá (apesar de que para muitos não é quando é bom de ir pra lá e sim quando você vai poder ir, como no meu caso), marcar férias no trabalho, guardar uma grana para a empreitada, pesquisar qual é a moto certa para usar neste desafio, acessórios necessários para tanto, e por aí vai uma longa lista de coisas a se definir, mas uma coisa é certa, a viagem começou!
·         Tão gostoso quanto viajar, é se preparar para a viagem, então, se você já se decidiu para onde ir e quando ir, saboreie todos os momentos da preparação, como definir o roteiro (esse é o mais dificil e o mais legal), o que vai levar, o que tem de fazer na motoca, preparar mapas, programar o GPS (se você não tem, não se preocupe, não é fundamental, mas ajuda), providenciar roupas adequadas, e por aí vai…
·         Viajar pela América do Sul é barato! Sem dúvida nenhuma, a parte mais cara da viagem é enquanto você está rodando no Brasil. Portanto, saia do Brasil o quanto antes! Em qualquer outro país sulamericano a gasolina é boa e barata, com hospedagem e alimentação você também gasta pouco, desde que abra mão de luxos desnecessários. Na minha viagem gastei pouco mais da metade da verba que reservei para ela, isso sem me privar de boas refeições, boas e limpas pousadas para pernoite e fazer todos os passeios possíveis nas cidades turísticas onde paramos.
·         Cerque-se de todos os cuidados necessários para não sofrer perrengues durante a viagem, pois assim você viaja muito mais tranquilo e aproveita muito mais a viagem. Exemplos:
-Revisão da moto: não adianta sair para uma viagem de 13.000 kms sabendo que seus pneus vão durar no maximo mais 5.000kms. Troque logo eles por novos e guarde os usados para usar depois. O mesmo se aplica para todas as peças de desgaste visível, como pastilhas de freio, filtros, velas, kit coroa-corrente-pinhão. Vá com tudo novo e pronto!
Dependendo da moto, talvez não haja peças para ela no país visitado, e isso pode ser um problema sério.
Na viagem para o Atacama eu troquei todas estas peças citadas acima por novas, apesar dos protestos do meu mecânico Augusto, que me deu sua palavra de que o kit de relação original aguentaria a viagem, mas não quis arriscar. De qualquer forma, quando eu voltasse teria de trocar estas peças mesmo, então troquei tudo e guardei as usadas para usar depois, aqui por perto…
-Levei comigo algumas peças. Levei manetes e cabos (acelerador e embreagem), coisa que quebra em qualquer tombinho bobo. Eram peças leves e não ocupariam muito espaço nas malas.
-Levei ferramentas. Alem do kit de ferramentas original da moto, levei mais algumas que julguei necessárias para fazer algum conserto pequeno. Também levei um kit para conserto do pneu em caso de furo. Este é obrigatório de levar em qualquer viagem, diga-se de passagem.
-Documentos: levei comigo todos os documentos possíveis de serem pedidos pelos guardas ou aduanas. Passaporte, carteira de motorista do Brasil, permissão internacional para dirigir (PID), autorização da financeira (a moto estava alienada), seguro Carta Verde, carteirinha e telefones de contato da seguradora da moto, contatos do nosso convênio médico naqueles países e mais um monte de xerox disso tudo. Ah! E não deixe de anotar (em papel ou no celular) os telefones de emergência, caso seja necessário alguém contatar, nós colocamos no nosso celular dois telefones AA(nome), este código é usado em qualquer lugar no mundo para indicar contatos para emergência.
Vale a pena citar aqui que graças a Deus não precisei usar nenhuma ferramenta, nenhuma peça, e de documentos só usei o passaporte e o documento comum da moto. Carreguei tudo aquilo à toa, mas a tranquilidade de saber que eu não seria impedido de entrar na Argentina ou no Chile por causa de um simples pedaço de papel que estava faltando, ou ficando parado na estrada no meio do deserto ou no frio e falta de ar da Cordilheira dos Andes por falta de um cabo de acelerador que resolveu quebrar justo ali; tudo isso me faz ter a certeza que vale a pena se preparar corretamente e se for pecar, que seja por excesso. Leve tudo e fique tranquilo. Se precisar, vai estar lá. Se não precisar, melhor ainda. Guarde pra próxima viagem…
-Mapas com o roteiro diário. Mesmo que você faça uso de um gps, leve um mapa para cada dia da viagem mostrando as estradas que você irá seguir. Também é bom fazer um mapa da cidade em que você vai pernoitar (em zoom) e melhor ainda se estiver mostrando onde fica o hotel que você previamente pesquisou na internet, pra não ficar completamente perdido quando chegar à cidade de pernoite. Como já disse antes, um gps pode te ajudar bastante nessas horas, mas mesmo assim leve os mapas. Eles não dão pau, nem se perdem!
-Vestuário correto é muito importante!
Aprendi nesta viagem que é extremamente importante estar preparado para todos os climas que se vai enfrentar. Fazer uma pesquisa do clima nas regiões a serem percorridas, levando em consideração a estação do ano em que a viagem será realizada, pode te ajudar a escolher o vestuário correto e evitar que voce carregue um monte de coisas que não vai usar, economizando peso e espaço precioso nas malas. Leve poucas roupas, mas boas. Para o Atacama levamos um monte de agasalhos que não usamos, porém faltou uma roupa mais leve e confortável para andar de moto no calor (com as proteções necessárias).
Andar debaixo do sol na região do Chaco Argentino usando roupa de cordura, ninguém merece!
-Viaje devagar! Mais uma vez a pesquisa se mostra fundamental antes de iniciar a viagem. Se você sabe que vai passar por uma região muito bonita num determinado dia da viagem, ou vai atravessar a cordilheira, programe-se para rodar pouco neste dia (coisa de uns 400 km, no maximo) para que você possa ir devagar e apreciar a paisagem, fazer inúmeras paradas para tirar fotos e contemplar a beleza do lugar.
Se estiver na neura de rodar 750km justamente naquele dia em que você vai passar por lugares fantásticos, terá de “enrolar o cabo” para chegar ao destino do dia e a concentração na estrada fará com que você nem perceba a beleza do lugar. Desfrute do passeio!
-Converse com uma ou mais pessoas que já fizeram esta mesma viagem! Procure na internet e faça contato com alguém que já fez uma viagem de moto para o mesmo destino que o seu. Peça dicas sobre o melhor roteiro a seguir, hotéis, restaurantes, cuidados a se tomar, passeios a se fazer nas cidades, etc…
Eu tive a sorte de encontrar amigos motociclistas que me deram um monte de dicas preciosas e que me levaram a fazer uma viagem muito melhor do que aquela que eu teria feito sem a ajuda deles. Isso sem falar do apoio e das palavras de incentivo na realização da viagem dos sonhos, que só quem já fez uma viagem de moto dessas pode dizer.
Bem, acho que estas são as dicas que eu queria passar para todos que estejam acompanhando o blog. Espero que ajudem!
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Com a palavra o motociclista: Jorge

Sempre fui um apaixonado por motos. Fazer passeios e até pequenas viagens sempre foi um grande prazer em minha vida. E à medida que a cilindrada da moto ia aumentando, estes passeios e viagens também aumentavam.
Com estas viagens que fiz fui adquirindo experiência, não apenas no sentido da pilotagem (visto que saber pilotar uma moto muito bem é um pressuposto fundamental para querer viajar de moto), mas no sentido de saber que é necessário escolher a moto certa para o uso que você quer fazer dela, encontrar seu próprio ritmo de viagem como velocidade de cruzeiro agradável, distância das paradas para descanso, distância total a ser rodada naquele determinado dia de viagem, o que levar, o que vestir, e por aí vai…
E como bom motociclista que sou (na minha propria opinião, claro, rs), o desejo de fazer aventuras cada vez maiores e mais desafiadoras era como uma evolução natural da espécie (ou você conhece algum “motociclista” que sonhe em viajar cada vez menos e para lugares mais próximos???)
Até que num belo dia encontrei um site na internet com um monte de “relatos” de vários motociclistas que ali contavam suas viagens, a maioria internacionais, alguns mais detalhados que outros, alguns com mais fotos que outros, mas com certeza todos eram fantásticos. Aquilo bateu na minha mente como uma droga irresistível e viciante. Eu não conseguia parar de ler aquelas histórias e ver aquelas fotos maravilhosas de lugares e paisagens surreais. Sentia-me como se tivesse acabado de tomar a pílula vermelha do Matrix! Um novo mundo de aventuras se abria para mim!…
Então pensei: por que não fazer uma grande viagem, uma viagem por outros países, saindo daqui, da porta da minha casa e retornando até a mesma?
Acho que neste momento o projeto Atacama 2010 teve início!
No começo ele se chamava projeto Machu Picchu 2010, mas como já foi explicado no inicio deste blog, por diversos fatores a viagem que no início era pra ser para Machu Picchu acabou sendo para o Atacama. Diga-se de passagem: uma decisão acertada. Mas não vou adentrar neste assunto, pois isso já foi explicado nos preparativos para a viagem, láááááá atrás…
Viajar é muito bom. Viajar de moto é muito melhor. Viajar de moto pela America do Sul então foi algo tão sensacional que vai ficar na minha lembrança para o resto da vida, com certeza.
E a vontade de começar a preparar a próxima viagem é inevitável.
Falando nisso, preciso parar de escrever agora porque tenho um assunto pendente a resolver. Um tal de Macchu Picchu…
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Garupa ou Co-piloto? Com a palavra Andréa

Minha história com motos é interessante. Nunca tive medo, na verdade sempre foi pavor mesmo rsrsrsrsrsrsrsrs
Meu primeiro contato com moto foi quando Jorge decidiu comprar uma moto para levar na viagem de fim de ano para Peruíbe, isso mesmo, para levar, pois desmontou a moto, colocou no porta-malas da Caravam que tínhamos na época (que coisa antiga, alguém lembra deste carro??? rrsrsrsrsrsr) e montou quando chegamos na praia para podermos passear, andar nas trilhas da Juréia, “azarar” pela praia (outra coisa antiga heheheh). A coisa de que mais tenho lembrança até hoje é do cheiro de óleo dois tempos que levei dias para tirar do cabelo e da roupa!
Tempos depois, Jorge decidiu comprar uma moto para trabalhar, pensei: Sairei ilesa desta história, ele vai usar só pra trabalhar mesmo!!! Mas esqueci que quem gosta de moto, gosta TODOS os dias e pra tudo, principalmente para passear nos fins de semana. Foi o que aconteceu: primeiro, viagens bem curtas a Santos, litoral paulista, cerca de 80 km, com inúmeras paradas para descansar a dor intensa nos glúteos!!!!! E para eu me recuperar, descia da moto quase uma tábua, de tão dura!!!! Um pouco antes de vir para Bahia, decidimos fazer a viagem mais longa da minha história: ir para Caraguatatuba (180 km)… foi lindo, pela Serra do Mar, realmente lindo, mas nada relaxante! e achei que seria o mais longe que conseguiria ir….
Quando chegamos na Bahia, logo entramos para o Motoclube Rota99 (um sonho antigo de Jorge: participar de um motoclube), começamos a viajar para interiores próximos e não conseguia imaginar como minhas amigas da Associação das Garupas conseguiam dormir enquanto viajavam… eu brincava que se me vissem de olhos fechados podiam parar, pois eu havia morrido rsrsrsrsrsrsrsrsrs era um Dorflex antes e um depois da viagem, para relaxar heheheheheheheheheh. Às vezes tinha a sensação de que um dia iam me tirar imóvel de cima da moto, de tanto que meus músculos se contraíam!
Mas o tempo foi passando, os kms aumentando, até que bati meu recorde, ir para Arraial d´Ajuda, mais de 700 kms, sozinha com o Jorge, na ida tudo tranqüilo, paramos em Itacaré, foi ótimo… já a volta, feita de uma vez, quase me matou, levamos 12 horas, quando chegamos ao Ferry Boat, eu pensava: acho que vou de ônibus até em casa!!! Mas o problema era o banco da moto, descobri depois, um pouco tarde. Fizemos viagens para Aracaju e Maceió, lugares mais distantes até então.
Quanto Jorge começou a falar na “grande aventura”, fiquei meio receosa, principalmente porque era para Machu Pichu e, como já contado por ele, com muitas dificuldades, não vou mentir que não me animei em nada. Ele, vendo meu desânimo, mudou o rumo para o Chile, aí sim comecei a participar ativamente, fiquei responsável pelas estadias e suas localizaçãos, pela lista do que levar de bagagem e por criar o blog. Me animei tanto que em poucos dias tudo estava pronto, estava começando nossa aventura e a realização de um sonho, mais dele do que meu, confesso rsrsrsrsrsrsrsr mas isso ia mudar……………
Quando a viagem começou eu nem acreditava que estava acontecendo e que eu ia participar daquilo, as pessoas que nos conhecem sempre perguntavam: mas a Andréa vai mesmo??? Todos tinham dúvidas!!! Também, pudera, pra quem não queria nem subir em uma moto, andar quase 10.000 km….
Em pouco tempo eu já estava fotografando, vendo o GPS (Dieter, obrigada), vendo mapas, e até cochilando em cima da moto…. não concordo com uma ex-garupa (da qual li o relato), que vemos apenas um capacete preto na frente e por isso ela mudou para piloto, AMEI estar na garupa e nela vou continuar sempre, pois consegui ver tudo, aproveitar tudo, mas concordo com outro relato, de um motociclita, que hoje sei que não sou apenas uma garupa, mas sou a co-piloto.
Com certeza, esta viagem foi muito mais que um passeio, foi uma prova de superação de medos, de frescuras, de desafios e, com certeza, de alegrias, de muitas alegrias, pois trouxe uma sensação de felicidade indescritível. Vivenciar e experimentar as sensações a que tive acesso, foi algo que JAMAIS me esquecerei durante toda minha vida, mesmo que faça outras (como agora espero fazer sempre), com certeza não irão superar tudo que senti durante estes dias de viagem.
Foi cansativo, sem dúvida, mas valeu cada segundo de cansaço em virtude dos kms rodados, valeu cada dificuldade, pois estas eram sempre superadas por algo maior, maravilhoso que vinha ao nosso encontro. Imagens impressionantes, surreais, lugares incrivelmente lindos e magníficos, pessoas especiais ao longo do caminho, enfim, tudo que só se pode conhecer através da experiência.
Digo a todos que conheço: Façam esta viagem!!! Seja de moto, de carro, de avião, a pé, a cavalo, de buzu, mas não deixem de fazer porque é tudo muito diferente do que estamos acostumados a ver no Brasil, é algo único.
Para que todos tenham uma idéia do que representou esta viagem pra mim, ao chegar de volta a Foz do Iguaçu, falei a Jorge que se ele, naquele momento, sugerisse começar tudo de novo, eu o faria, sem pestanejar!!!! Agora era meu sonho também!!!
Enquanto fazia o blog, pude vivenciar tudo novamente, e espero fazê-lo cada vez que ler estas palavras e ver estas imagens, mas acima de tudo, cada vez que minhas lembranças me levarem por todos os espaços onde estivemos. Minha avó Dircéia nos ensinou que o dinheiro mais bem gasto é com viagens, ela dizia que com a chegada da idade, sempre teríamos como “viajar” novamente por onde passamos, mesmo que sentados em nosso sofá. Sempre acreditei nisso, mas agora, tenho mais certeza. Minha avó Maria, que tinha alguns probleminhas de saúde, estava sempre pronta e arrumada quando o assunto era passear, dizia que isso fazia bem pra saúde. Não tenho dúvidas!
Meu lema é que o que levamos conosco, sempre, é o que VIVENCIAMOS, seja nossa família, nossos amigos, nossos prazeres, livros que lemos, lugares que conhecemos, mas acima de tudo, sentimentos que experimentamos pela estrada chamada VIDA; e eu decidi só carregar o que me faz bem!!! Claro que nem tudo na vida são flores, mas se ficarmos olhando os espinhos, podemos perder a chance de ver o florescer e sentir seu perfume.
O mês de Dezembro para os Incas chama-se Qapaq Raymi, que significa “Festival Magnífico”, acho que esta frase define exatamente o que vivenciamos neste dezembro, foi um festival magnífico de novas emoções, de lugares fantásticos, de imagens impressionantes, de pessoas especiais, enfim, uma realização acima de qualquer sonho.
Campo Adentro foi escrita por um poeta Argentino, sobre a Cordilheira dos Andes, e quero compartilhar com vocês:
Campo Adentro
Para el que mira sin ver,
(Para aqueles que olham sem ver,)la tierra es tierra, nomás.
(a terra é terra, e nada mais.)
Nada le dice la pampa,
(Nada diz os pampas)
ni el arroyo, ni el sauzal.
(ou o fluxo, ou o salgueiro.)
Pero la pampa es guitarra
(Mas o pampa é uma guitarra)
que tiene un hondo cantar.
(que tem um canto profundo.)
Hay que escucharla de adentro,
(Você tem que ouví-la de dentro,)
donde nace el manantial.
(de onde nasce a primavera.)
En el silbo de los montes
(No apito das montanhas)
lecciones toma el zorzal.
(sapinho faz aulas.)
El cardo es como un pañuelo:
(O cardo (uma flor das rochas) é como um lenço)
dice adiós… y no se va.
(diz adeus … e não se vai.)
Campo adentro y cielo limpio.
(Campo adentro e céu claro.)
¡Cha que es lindo galopear!
(É lindo galopear Cha!)
Y sentir que adentro de uno
(E sintir que dentro de um)
se agranda la inmensidad…
(se amplia a imensidão…)
Un mundo en cada gramilla…
(Um mundo em cada grama…)
Adioses en el cardal…
(Adeus aos cardos…)
¡Y pensar que para muchos
(E pensar que para muitos)
la tierra es tierra, nomás!
(a terra é terra, nada mais!)
Atahualpa Yupanqui
Estas foram as imagens que escolhi como as mais marcantes!

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Personagens desta história!!

Muitas foram as participações na construção desta aventura, nossas famílias, muitos amigos, muitos “viajeros de plantão”, inúmeras pessoas encontradas pelo caminho e aqueles que sequer sabem o quanto foram importantes para tudo isto dar certo.
A todos temos muito que agradecer, pois sem estes personagens, com certeza, nossa viagem não teria sido tão perfeita e tão completa. Neste capitulo buscaremos fazer uma homenagem a todas estas figuras importantes e inesquecíveis que fizeram parte do nosso caminho.
Vamos começar por nossa família, pais, irmãos, sobrinhos, cunhados (que no nosso caso fazem parte mesmo da família rsrsrsrsr), tios, entre outros.
Aos nossos amigos, que de perto ou de longe, também acompanharam nosso sonho e compartilharam conosco momentos de alegria e desespero.
Aos novos amigos de viagem, alguns conhecidos pela internet como o China, e Laurindo, apresentado por um amigo em comum, que tiveram participação fundamental em diversos momentos desta aventura e que compartilharam conosco suas experiências, dando dicas importantes sobre caminhos, segurança, entre outros. Não temos como agradecer tamanho apoio e a forma humilde com que nos receberam sempre. Sobre eles temos duas histórias interessantes:
Jorge encontrou o China, que vive em MG, em suas buscas na internet, começaram a se falar via web e passaram a trocar informações. Em um belo dia de Outubro, estávamos andando pelo comércio de artigos para moto, em São Paulo, e para nossa surpresa, quem surge andando pelo mesmo shopping??? Exatamente, o China! Impossível imaginar que duas pessoas, de estados diferentes, iriam se encontrar, sem qualquer combinação anterior, em um espaço enorme, repleto de lojas, shoppings, ruelas. Pois foi o que aconteceu, “coincidência” sem explicações! Obrigado a este aventureiro por compartilhar conosco, sua participação tornou nossa viagem mais interessante.
Um ano atrás Jorge estava tomando café em frente ao Hiper BomPreço (supermercado do bairro), quando encontrou um senhor com uma V-Strom novinha e foi conversar com ele. Queria saber sobre a moto, se era boa mesmo, pois pensava em comprar uma também, para fazer uma grande viagem. Sr. Fausto foi super gentil, explicou que iria fazer uma viagem para o Atacama (ainda não sabíamos que nós também), falou sobre alguns preparativos e deu uma camiseta do projeto, além do endereço do blog. O blog saiu do ar e Jorge ficou sem saber se a viagem tinha sido concretizada. Passado quase um ano, Jorge foi apresentado, por um amigo em comum, ao motociclista Laurindo, outra surpresa: ele foi um dos participantes do Projeto Atacama. Convidou, gentilmente, o casal para ir a sua casa e ver o vídeo da viagem, ajudou na finalização do roteiro com dicas que foram essenciais e trouxeram muitas emoções e lugares fantásticos para a viagem. Nosso muito obrigado a mais este personagem importante em nosso caminho.
Durante a aventura muitos foram os personagens que participaram, de forma incógnita ou conhecida, mas que foram de fundamental importância para que tudo corresse bem e pudéssemos aproveitar ainda mais estes momentos mágicos, NOSSOS AMIGOS de infância e adolescência, amigos de São Paulo, amigos integrantes do ROTA 99, amigos do trabalho, amigos da Bahia, pessoas que encontramos pela viagem, nos hotéis, nas pousadas, nos restaurantes, nos passeios, com sua música, nas estradas, nas ruas das cidadezinhas.
Desta forma queremos agradecer, de coração, a TODOS que ficaram na torcida e acompanharam de perto, ou de longe, todos os momentos de apreensão, dúvidas, animação que antecederam a realização deste sonho e durante sua realização, que seguiram de perto nosso dia a dia na estrada com comentários, incentivos e brincadeiras. Suas palavras e sua existência em nosso caminho foram muito importantes e serviram de estímulo e conforto durante todo o nosso percurso e, pessoas que agora cedem sua paciência para ouvir nossas histórias, ver nossas fotos, que se abrem para que possamos COMPARTILHAR a realização deste enorme sonho.Para homenageá-los, fizemos um vídeo especial para vocês e pedimos desculpas àqueles cuja imagem não temos para mostrar.

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Chegando à Bahia de todos os Santos!!!

27.12.2010
São Paulo – Ipatinga – MG
Ficaram dos dias 23 a 26 com a família, comemorando o Natal junto às pessoas queridas e contando as emoções pelas quais passaram e jamais irão esquecer.
Dia 27 Jorge decidiu sair de São Paulo rumo à Bahia, mas como a ida em apenas dois dias foi muito cansativa, resolveu fazer a volta em três dias, com uma parada a mais nestes 2.000 km que ainda restavam para chegar a casa. Andréa iria voltar nesta mesma data, porém à noite e de avião.
Depoimento Andréa: “Ver Jorge sair sozinho, de manhã, rumo a ultima parte da viagem deu uma vontade enorme de ir com ele, engraçado como tinha um sentimento de quero mais, um desejo de continuar em cima de duas rodas, sensação estranha”.
Andréa aproveitou o dia para rever suas grandes amigas, irmãs de coração: Marilene e Fabíola, as amigas passaram o dia juntas, conversando, passeando e colocando as fofocas em dia! As amigas a levaram ao Aeroporto de Congonhas, onde pegou seu vôo de volta para casa.
Depoimento Jorge:
“A viagem rendeu bem, feita em pista dupla pela Fernão Dias até Betim. Depois disso pista simples, e com ela a triste constatação de que no Brasil os motoristas não têm um pingo de educação e respeito para com os outros veículos. A comparação com as estradas e os motoristas argentinos é inevitável. Começa novamente um verdadeiro show de horrores, com acidentes gravíssimos, ultrapassagens absurdas feitas em curvas e todo o tipo de irresponsabilidades que colocam todos que por ali estão passando em perigo de morte. Não há dúvidas, estou no Brasil!”
Jorge chegou a Ipatinga por volta das 18h.
Depoimento Jorge:
“Não há muito que falar desta parte da viagem. A partir da saída de São Paulo até a chegada na Bahia é só rodar com cuidado e procurar chegar são e salvo ao destino do dia. Agora sou só eu, a motoca e Deus (sempre).
A parceira de viagem, que encarou com tanta bravura o calor, o frio, o cansaço e o temor do desconhecido, não está na garupa. Não tem nenhum amigo te acompanhando na moto ao lado. É estranho.
Boa hora para refletir sobre tudo o que aconteceu nos últimos dias.
Apesar de toda a alegria de ter feito uma viagem maravilhosa, da sensação de realização de um sonho, da felicidade de tudo ter corrido conforme o planejado (e bote planejamento aí) e da gratidão a Deus por tudo ter dado absolutamente certo, é impossível não sentir certa tristeza por saber que a aventura está nos quilômetros finais. Como diria o Rei Roberto, são tantas emoções… É nessa hora, sobre uma moto, sozinho e com muitos quilômetros à frente numa estrada, que o motociclista pensa na vida.”
Total de Km Rodados: 800
Abastecimento: 37 litros
Hospedagem: Hotel Abrantes
Valor da diária: R$ 50,00
2 Estrelas: Simples, bom exclusivamente para tomar banho e dormir para seguir viagem. Café da manhã razoável.
Gasto total (com alimentação): R$ 195,00

 

28.12.2010
Ipatinga – MG – Jequié – BA
Jorge saiu de Ipatinga por volta das 7h., e chegou a Jequié por volta das 17h.
Depoimento Jorge:
“Dia sem novidades, apenas rodar e passar muuuito calor. Chegando a Jequié tratei logo de encontrar um hotel para tomar um merecido (e necessário) banho. Feito isso, fui procurar um lugar para jantar e descobri que vários restaurantes estavam fechados por se tratar de uma terça feira. Me recomendaram procurar um tal de Sabores da Terra. Assim que cheguei nele, percebi que não tinha ninguém comendo, mas como ainda era um pouco cedo, achei normal. Pedi uma merecida cerveja. Depois de 5 longos minutos o rapaz garçom veio meio sem graça e disse que não tinha nenhuma gelada. Pensei, putz, um restaurante que não tem uma cerveja gelada? –Tá bom, então me traz uma coca cola mesmo. Passaram-se mais 3 minutos e ele voltou e disse que não tinha também. Finalmente entendi por que não tinha nenhum cliente…  Que tipo de restaurante não teria cerveja nem coca cola??? Caí fora dali e depois de andar por mais meia hora encontrei um lugar super aconchegante, o restaurante Casa Della Mamma onde fui muito bem atendido. Depois de matar a fome que estava me matando, voltei para o hotel e fui dormir para acordar cedo no dia seguinte e encarar o último dia desta grande viagem”.
Total de Km Rodados: 800
Abastecimento: 52 litros
Hospedagem: Hotel Real Jequié
Valor da diária: R$ 80,00
04 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 220,00
29.12.2010
Jequié – Lauro de Freitas
Jorge saiu de Jequié por volta das 8h., este sim seria o último trecho antes de chegar definitivamente a sua casa.
Chegou a Lauro de Freitas por volta das 12:30, Andréa tinha ido buscar sua família no Aeroporto, que chegava para passar o Ano Novo na Bahia, e não pode fotografar o retorno triunfal de Jorge, após percorrer mais de 13.200 kms. Realmente uma aventura sem precedentes para o casal.
Total de Km Rodados: 420
Abastecimento: 18 litros
Hospedagem: NOSSA CASA
Valor da diária: NÃO TEM PREÇO!!!
10 Estrelas: melhor lugar do mundo para chegar após mais de 13.000 kms de estrada
Gasto total (com alimentação): R$ 55,00
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Voltando para a família!!!

21.12.2010
Foz do Iguaçu – Curitiba
Saíram de Foz do Iguaçu por volta das 8:15h, através de estradas bem sinalizadas e bem cuidadas, podendo retornar às paisagens tropicais, repletas de vegetação, característica desta região e da maior parte do país, além das infinitas plantações de milho e soja que podem ser vistas por campos que se perdem à vista.
A parada em Curitiba foi uma alternativa ao trajeto da ida que, além de ter sido muito cansativo, foi realizado por outra estrada. Realizar este trecho possibilitou ao casal percorrer um caminho diferente e ser “recebido” por dois grandes amigos, que fizeram questão de “escoltar” os viajantes em seu último trecho de volta.
Ao chegarem a Curitiba, se dirigiram ao Hotel Ibis, onde já estavam hospedados Sandro e Alexandre, os “amigos de estrada” que se propuseram a ir encontrar o casal e realizar este percurso. Mas surpresa e fato engraçado: os amigos estavam dando uma volta pela cidade e não havia mais quartos disponíveis, o hotel estava lotado e foram informados que não havia qualquer reserva em nome de Padovani. Começaram então a buscar alternativas. Andréa decidiu retornar à recepção e pedir auxílio para localizar outros hotéis, sendo prontamente atendida pela recepcionista.
Logo os meninos chegaram e era momento de colocar as novidades em dia! Mas eram muitas, decidiram então tomar um bom banho e ir para um barzinho, indicação de Sandro, para bater papo e matar saudades.
Depoimento Andréa: “Enquanto eu falava mal dos meninos e buscava onde ficar, outra funcionária chegou e vendo minha roupa tipicamente “motociclística”, perguntou se eu era a Andréa, esposa de Jorge, pois os nossos “espertos” amigos haviam deixado um quarto reservado, porém com nossos primeiros nomes e não sobrenome como é de costume e como eu havia perguntado. Ufa!!! Ficamos felizes e aliviados, umas das partes mais difíceis da viagem é chegar em uma cidade, cansado e louco por um banho e ter que conseguir hotel. Depois pedi desculpas por ter “xingado” nossos amigos rsrsrsrsrsr”.

Foram ao Mustang Sally, um lugar super aconchegante, temático, que serve comida americana e mexicana de muita qualidade, possui cervejas de vários lugares, tem um pessoal animado e gente muito bonita. Ao chegarem descobriram que era dia de tudo dobrado até as 20h., aproveitaram para comer e beber, sem economia rsrsrsr
Depois de uma ótima conversa, ver um pouco das fotos da viagem, os amigos decidiram descansar… A viagem estava acabando, mas ainda faltava chegar a São Paulo.
Total de Km Rodados: 650
Abastecimento: 25 litros
Hospedagem: Hotel Ibis – http://www.ibis.com.br/
Valor da diária: R$ 119,00
04 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, café da manhã a parte
Gasto total (com alimentação): R$ 255,00

 22.12.2010
Curitiba – São Paulo

Combinaram saída para cerca de 8h., como o hotel não oferecia café da manhã, acertaram tomar café em uma parada na estrada. Saíram de Curitiba as 8:15h. na companhia dos amigos que deram uma emoção a mais ao final da viagem de volta.

Saíram de Curitiba as 8:15h. na companhia dos amigos que deram uma emoção a mais ao final da viagem de volta.

 

Depoimento Jorge: “Sandro já tinha feito parte de toda essa aventura quando junto de sua esposa, a Paty, nos acompanhou entre São Paulo e Foz no caminho de ida.
Já que participou da ida, queria participar também da volta, e tratou de nos buscar em Curitiba, mas como a Paty não poderia acompanhá-lo neste “passeio”, ele trouxe mais um parceiro para esta aventura, o Alexandre com sua Sporster novinha.
Mais uma feliz surpresa para nós, e ter a companhia dos amigos neste último trecho da viagem foi realmente muito gratificante e divertido. Último trecho é maneira de dizer, pois faremos uma parada para o Natal, já que ainda faltará voltar à Bahia, coisa que farei sozinho, pois minha esposa/parceira/co-pilota/navegadora/ fotografa/tradutora e assessora para assuntos aleatórios em geral, voltaria de avião”.

 

Chegaram a São Paulo por volta das 14:30h., ligaram para os familiares avisando da chegada, já que aproveitaram para conhecer a casa de Sandro e Paty e decidiram almoçar com os amigos no Shopping Plaza Sul. Chegaram à casa dos pais de Jorge por volta das 17h. Enfim estavam voltando ao conhecido, mas ainda faltava um bom trecho para chegar em casa.
O vídeo é nossa homenagem aos “companheiros de viagem”.

 

Total de Km Rodados: 444

Abastecimento: 28 litros
Hospedagem: Casa da Familia
Valor da diária: Grátis
06 Estrelas: arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã e muito carinho com os viajantes
Gasto total (com alimentação): R$ 120,00
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Mais belezas de Foz do Iguaçu

20.12.2010
Foz do Iguaçu
Já na ida o casal planejou uma nova parada em Foz do Iguaçu na volta, pois gostariam de conhecer um pouco mais desta cidade e dos seus pontos turísticos, prestigiando o que o Brasil tem de beleza e atrativos. E seria bom descansar depois de 7 dias contínuos andando cerca de 600 km diários.
Acordaram cedo para aproveitar bem o dia, tinham planos de voltar a Ciudad Del Leste, Paraguai para aquisição de umas coisinhas, e conhecer o Parque das Aves, que não foi possível da outra vez.
O hotel sempre indica um taxista para levar os seus hóspedes ao Paraguai, acreditam ser mais seguro, porém o valor é sempre caro, contudo a experiência da ida não foi boa, já que o taxista deixou seu carro no lado brasileiro da Ponte da Amizade e fez o grupo atravessar andando, o que o casal descobriu que é terminantemente proibido. Voltaram à terra do jeitinho, do ganhar fácil, do levar vantagem.
Depoimento Andréa: “Enquanto estávamos discutindo na recepção sobre o que fazer, como ir, fomos abordados por um casal (Daniele e Júnior) que deu a dica de irmos até uma rua próxima tomar um táxi, que seria muito mais em conta do que optar pelo do hotel. Percebi um sotaque conhecido e como o mundo é pequeno, descobrimos que somos praticamente vizinhos, moramos no mesmo bairro, imaginem, e nos encontramos em Foz!”.
Decidiram seguir a dica do casal e procurar um taxi na rua ao lado, porém outra opção era ir de ônibus “internacional”. Enquanto negociavam com o taxista, que também queria cobrar uma “fortuna” para levá-los ao outro lado da fronteira, viram o ônibus Ciudad Del Leste se aproximar, não tiveram dúvidas, correram para pegá-lo. Andaram pelas ruas repletas de comércio, muita gente de fora e muitos camelôs, fizeram uma pesquisa de preço do que desejavam e acabaram comprando na mesma loja que visitaram na ida.
Para voltar decidiram se aventurar novamente, mas agora com uma “muambinha” a tira-colo. Pegaram o ônibus novamente, e desta vez puderam sentir o gostinho de serem “sacoleiros”, pois o ônibus era uma lata de sardinha, repleta de gente e sacolas de todos os tamanhos e andando para todos os lados. Realmente a cara da Andréa, que adora momentos como este rsrsrsrsr. A fronteira foi ultrapassada sem qualquer dificuldade e a aduana sequer fez qualquer menção de parar aquele transporte lotado! Muitas pessoas falam do perigo de atravessar a pé e de ônibus, sobre o risco de assalto, bem o casal conseguiu realizar as duas coisas mais perigosas sem qualquer dificuldade ou iminência de transtorno. Ainda bem!!! Após “arriscar-se” no Paraguai, retornaram ao hotel e almoçaram em um restaurante por quilo em frente ao mesmo, uma comida caseira, barata e gostosa. Ainda tinham mais passeio pela frente.
Depoimento Jorge e Andréa: “Aventura total, atravessar a fronteira de ônibus, esperamos para ver o que iria acontecer, mas foi tão tranqüilo e tão rápido, que valeu a pena, até porque o gasto é quase 10 vezes menor”.

 

Chegaram ao Parque das Aves, de ônibus, por volta das 14h, após uma chuva torrencial e um abrir de sol repentino, que trouxe um a mais ao passeio, já que as aves estavam todas se enxugando da chuva e, para isso, saíram de seus abrigos em busca do sol.

 

O parque das aves possui uma área de 16,5 hectares, quatro dos quais abrigam viveiros e suas instalações. A área restante é de proteção ambiental. Uma trilha percorre os viveiros de pássaros nativos, em sua maioria, da América do Sul. Os viveiros denominados “floresta e pantanal” têm uma área de 630 metros quadrados e oito metros de altura, e representa o habitat natural destes ecossistemas e proporcionam aos visitantes a possibilidade de entrar e experimentar como é a vida nestes ambientes. O parque fica localizado a 8 km do centro de Foz e abriga mais de 500 aves, entre as brasileiras e de outros continentes, além de jacarés, sagüis, cobras e outros animais florestais, além de um borboletário onde é possível estar entre borboletas e beija-flores.

Depoimento Andréa: “Este passeio também é imperdível, conhecer aves que nunca vimos, de coloridos exuberantes, sendo possível estar entre elas é realmente incrível. Com certeza, a cada momento uma nova emoção e novas experiências que iremos carregar em nossas lembranças e na alma”.

Mas a melhor forma compartilhar isto será através do vídeo abaixo.

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 0
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br)
Valor da diária: R$ 130,00
3 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 250,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Parque das Aves: R$ 18,00 por pessoa
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Chegando à Terra Brasilis!!!

19.12.2010
Corrientes – Ar – Foz do Iguaçu – Br
Último dia de viagem em território estrangeiro, hoje é dia de chegar “em casa”, após 15 dias fora do Brasil. A saída de Corrientes foi às 9:45h. O casal pretendia chegar cedo à fronteira, para ter tempo de passar no Duty Free Argentino.
No primeiro posto que pararam para abastecer aproveitaram para tirar foto de um “objeto” interessante, encontrado em praticamente todos os postos de serviço nas estradas: uma máquina de água quente, onde se coloca uma moeda para aquisição de água para preparar chá, utilizado por inúmeros viajantes como forma de se aquecer no inverno, mas que também é bastante utilizada no verão.
As estradas sempre em perfeitas condições e bem sinalizadas. Por todas as estradas da Argentina é possível ver esta placa que sinaliza o perigo de incêndio, tudo isso devido às altas temperaturas climáticas que podem ocasionar incêndios nas poucas áreas florestais.
Outras placas de sinalização nunca tinham sido vistas pelos viajantes em estradas brasileiras, como esta que demonstra a quantidade de faixas.
Definitivamente pode-se dizer que as estradas argentinas e chilenas são muito bem sinalizadas e sempre bem pavimentadas, em nada lembram a maioria das estradas brasileiras, e o imposto pago pelos cidadãos é bem menor que o nosso, mas estas diferenças merecem outro capítulo nesta história.
Pararam para almoçar em Ituzaingó, em um posto de abastecimento, comeram uma comida caseira e muito gostosa, por um precinho melhor ainda.
A paisagem logo trouxe água, através dos grandes rios que cercam esta região, água em abundância que há tempos não eram vistas pelos viajantes.
Como as do Rio Paraná que anuncia a chegada à fronteira com o Brasil.
Chegaram ao Duty Free por volta das 17:30, ao entrarem na loja, com a roupa imunda, capacetes e jaquetas, logo foram abordados por um segurança que indicou armários onde deveriam guardar as coisas, tudo com muita educação, mas certa desconfiança.
Enquanto andavam pelas pouquíssimas lojas, perceberam que TODAS as pessoas, super bem vestidas, os olhavam com muita estranheza e iam se afastando quando passavam! Não compraram nada, decepção total: poucas opções, preços altos e muitos produtos chineses!
Logo após o Duty Free fica a ponte da Fraternidade, que é dividida ao meio, do lado brasileiro é verde e amarela e do lado argentino é azul e branca.
Ao chegar à Aduana Brasileira já sabiam que estavam perto de casa, olhem a fila de carros para ultrapassar a fronteira. Como estavam de moto, cortaram pela direita, chegaram a um funcionário aduaneiro que informou que poderiam passar direto, que estavam parando somente estrangeiros. Mas como o casal havia carimbado o passaporte com a data de saída (lembram da idéia da atendente de colocar o primeiro carimbo) precisavam passar pela aduana para carimbar o retorno ao país. Ainda bem que as motos têm preferência.
O dia estava quase no fim quando chegaram à terra Brasilis….
As 19h. estavam em Foz do Iguaçu, no mesmo hotel que ficaram na ida. Foram super bem recebidos por Adelino, gerente do hotel, que resolveu fazer um agrado e os colocou na suíte máster pelo preço da comum.
Jorge e Andréa decidiram jantar no restaurante em frente, aquele da feijoada na ida… comeram pizza para matar a saudade!
Veja o vídeo deste trecho da viagem.

Total de Km Rodados: 648
Abastecimento: 59 litros
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br)
Valor da diária: R$ 130,00
03 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 313,00
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Mais perto da fronteira!

18.12.2010
Santiago Del Estero – Corrientes
Jorge e Andréa saíram de Santiago às 09h, agora a estrada já era familiar e os caminhos conhecidos, a sensação de volta, de realmente fim de viajem, já se tornava mais evidente, deixando aquele gostinho que quero mais.
Acreditavam que nada iria lhes chamar a atenção, já que tinham passado por aqueles lugares, conheciam suas belezas e dificuldades, como este caminho de cimento, que dividiram com carros e caminhões, lembram????
Mas outro engano!
Primeiro um susto, ao chegar a Quimili para abastecer, o posto da estrada não tinha combustível, conversaram com alguns caminheiros que informaram a possibilidade de um atraso na reposição e que o ideal seria tentar abastecer o mais rápido possível, pois correriam o risco de não encontrar postos abastecidos pelo caminho.
Novamente entraram em Quimili (aquele cidadezinha onde experimentaram Lomito pela primeira vez….) e o único posto da cidade tinha uma fila enorme de motos e carros tentando abastecer, os viajantes entraram na fila e logo perceberam que a maior moto era a deles, todos olhavam, vinham conversar, perguntar sobre a viagem, as outras, motos dos moradores, todas de baixas cilindradas.
Após o susto, seguiram viagem, iriam passar novamente pelos belos campos de girassóis… outra surpresa!!!

Muitos dos campos já não existiam mais, eram vales gigantes, sem qualquer vestígio dos grandes girassóis… eles haviam sido colhidos! Os que ainda estavam por lá, estavam murchos, com suas flores caídas, talvez aguardando a colheita e todos virados para o lado contrário da estrada… como que se despedindo dos viajantes que passavam por ali!

Depoimento Andréa: “Foi interessante, mas ao mesmo tempo triste ver aquilo, na ida os girassóis estavam lindos, floridos, “olhando para nós”, vê-los caídos, ver os campos limpos, foi uma sensação estranha, não consegui nem fotografar… Sabemos que faz parte da natureza, mas parecia que estavam demonstrando a mesma sensação que tínhamos de que a aventura estava acabando, comentei com Jorge: eles também estão tristes!!! Rsrsrsrsr Ainda bem que na vida, como na plantação, sempre há o recomeço!”.
Chegaram a Corrientes por volta das 17:30h, ficaram no mesmo hotel da ida, afinal o melhor de todos eles. Aproveitaram para mandar lavar a roupa, já que havia uma lavanderia próxima. Como chegaram mais cedo, após um bom banho e já com o dia terminando, foram dar uma volta na cidade, conhecer um pouco mais e tiveram novamente a certeza de que adorariam viver ali.
Procuraram onde jantar e encontraram o Restaurante La Fiorela, mas outro fato engraçado: enquanto estavam parados na porta do restaurante (carregando um saco gigante de roupas lavadas) verificando se estava aberto ou não, afinal “ainda” eram 19h. um rapaz chegou e entrou, então o casal entrou atrás dele, acreditando que seria outro cliente, mas não, era um dos funcionários do restaurante. Ao entrarem, perceberam que TODOS os funcionários os olhavam intrigados, mas ninguém falou nada, logo os viajantes notaram que, na verdade, o estabelecimento ainda não tinha aberto para os clientes e inclusive acontecia uma reunião e o pagamento dos funcionários. Mas isso, em momento algum, impossibilitou de serem bem e prontamente atendidos.
Outro fato engraçado e comum: ao perceberam tratar-se de brasileiros, logo colocaram “nossa música” para tocar, no início MPB, mas não podia faltar o principal grupo de música brasileira: “É o tchan”, exatamente, de novo tiveram que ouvir este grupo “fantástico”, agora jantavam embalados pela boquinha da garrafa. Por que será que os argentinos insistem em colocar este grupo para tocar, será que acreditam mesmo que a música é boa?????
Para comemorar a parte final da viagem tomaram cerveja Argentina e, como não poderia faltar, um bom vinho!
Acompanhem um pouco mais deste trecho:

Total de Km Rodados: 646
Abastecimento: 52 litros
Hospedagem: Hotel Confianza
Valor da diária: $ 185,00 pesos
05 Estrelas: bonito, limpo, excelente localização, melhor hotel da viagem
Gasto total (com alimentação): R$ 234,00
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Encontrando o caminho de volta…

17.12.2010
Fiambalá – Santiago Del Estero

 

Acordaram por volta das 07h., Jorge aproveitou para lavar a moto que estava em situação catastrófica de tanta areia, e também para trocar os pesos chilenos por argentinos. Enquanto isso, Andréa procurava uma lan house para dar notícias à família, mas a única existente na cidade só abriria após as 10h, então ela saiu em busca de outros pontos, que na cidade se resumem a dois, como ela logo descobriria.
A hosteria onde ficaram já não é mais como está nesta foto retirada da internet, sofreu reformas e agora conta com uma varanda em toda a sua lateral, inclusive seu interior ainda está sendo reformado para melhorar o atendimento aos turistas.
Enquanto caminhava em busca de informações sobre onde acessar a internet, perguntou para um senhor em frente a um prédio antigo, este senhor convidou-a a entrar, levando até uma sala, explicou que ali “na secretaria” ela poderia usar o computador e acessar a internet, pediu que uma senhora a auxiliasse.
Depoimento Andréa: “Entrei no prédio, sem saber ao certo o que era, mas logo percebi que estava na prefeitura de Fiambalá e o senhor, muito gentil, tinha me levado até a secretária do prefeito, que também muito gentil, saiu da mesa e me deixou usar o computador. Enquanto estava ali, num entra e sai de gente, sai um senhor de dentro da sala, me cumprimenta e então percebo que é o mesmo que está na foto da parede: era o prefeito rsrsrsrsrsrsrsrrs. Imaginem minha cara, foi muito engraçado… como o acesso estava mmmuuiiittttooo lento, decidi deixar pra depois. Agradeci a ajuda e todos que estavam na sala, falando de “coisas da prefeitura” desejaram “buena suerte e buen viaje”. Fui até a praça principal, onde me informaram que o único lugar fora a lan house e prefeitura que tinha internet na cidade era a agência de turismo. Fui até lá e me emprestaram o computador, sem cobrar nada…fiquei tão sem graça que acabei comprando um livrinho de informações turísticas da cidade…o guia, escrito por Walter Bustamante, é ótimo!!!”.

 

Fiambalá é uma cidadezinha encravada no final da Cordilheira dos Andes e da Cordilheira de San Buenaventura, fica a 320 km da capital de Catamarca, San Fernando Del Valle, fica a 1.550 m.s.n.m., é cercada de altas montanhas que dão a impressão de estarem guardando aquele povoado, onde a areia se mistura com o ar puro. Tem cerca de 5.000 habitantes que vivem em harmonia com a natureza e em uma atmosfera de tranqüilidade e paz. Seus antigos habitantes eram Cacan (população nativa da alta altitude), que batizaram a área de Pianwallá, que significa que “astúcia da alta montanha”. Foi palco do Dakar de 2009 e 2010, orgulho de seus moradores que exibem os adesivos das equipes participantes por todos os vidros da cidade.
Saíram de Fiambalá às 11h, em direção a Santiago Del Estero, sem levar consigo sequer uma foto do hotel ou da cidade, o cansaço começava a fazer estragos… começavam a ir em direção a lugares já conhecidos, mas tinha que ultrapassar a Cordilheira San Buenaventura, através de outra serra, com curvas fechadas, mas bem menos animais na pista.

Pararam para almoçar em Aimogasta, no restaurante Don Jaime, ótima comida caseira, a quilo e bom preço. Lá foram abordados por um cliente do restaurante e então conheceram Salim, filho de mãe brasileira e pai libanês, contou adorar o Brasil e sonhar em viver no país, disse que está fazendo planos para se mudar em 2011, acredita no crescimento do país com a Copa e Olimpíadas e que não vê futuro na Argentina. Foi super atencioso em ver o mapa, traçar rota. Em minutos, o restaurante todo participava da elaboração do caminho até Santiago. Cada um dizia para fazer um caminho diferente, caminho este que já estava definido pelos viajantes.

Na estrada, quase chegando a Santiago Del Estero, puderam reencontrar com os famosos Los Cardones, floridos e gigantes, tomavam conta de vários trechos do caminho, se perdendo nas montanhas.

A moto, em determinado trecho da viagem começou a não querer ligar. Apresentou defeito no botão de partida, em alguns momentos tiveram que empurrar (Andréa teve) ou fazê-la pegar embalada em descidas. Chegaram a Santiago Del Estero às 19h., e Jorge, logo na chegada, já procurou uma mecânica para tentar solucionar o problema da partida, foi indicada uma oficina que ficava na avenida de chegada na cidade, mas precisam ver a cara do rapaz ao sair de dentro da mecânica e ver o tamanho da moto, já que todas as que estavam na oficina não passavam de 150 cilindradas. O dono da mecânica indicou uma oficina maior, que ficava a algumas quadras.
Encontraram a oficina, cujo responsável era Pablo, um argentino simpático, atencioso e que já foi logo avisando não conhecer muito bem de motos Suzuki, visto que aquela era uma oficina credenciada da Honda, mas se prontificou de imediato a tentar solucionar o problema.
Chegou a pedir o manual da moto, o que deixou Jorge um pouco apreensivo. Aproveitaram para tomar um lanche em um posto próximo da oficina, pois o trabalho dava sinais de que ia demorar.
Depoimento Jorge:
“Chegando à Santiago Del Estero, a primeira coisa que quis fazer foi consertar a partida da moto, pois não era nada fácil fazê-la pegar “no tranco” quando não havia nenhuma descida por perto, alem de ser extremamente desaconselhável para o motor esta prática. Chegamos à oficina (Motogar: Av. Saenz Peña 111 – Teléfono: 0385-4240588/4218269) pouco antes dela fechar, com uma moto de outra marca, e precisávamos que o serviço fosse realizado de imediato, pois no dia seguinte iríamos seguir viagem para outra cidade. O que vocês acham que aconteceu???? ………………
Expliquei a situação para o Pablo, o chefe da oficina, e ele prontamente mandou colocar a moto pra dentro da oficina. Parou o que estava fazendo, tirou a outra moto em que estava trabalhando de cima do elevador (que era o maior da oficina e o único que agüentaria levantar aquela moto com malas e tudo) e começou a procurar o defeito, que parecia ser um mau-contato no motor de arranque. Recomendou que fôssemos comer e beber alguma coisa na loja Select do posto Petrobras logo ali na esquina, e foi o que fizemos. Lá não demorou muito e já havia dois senhores nos ajudando a encontrar um hotel ali por perto. Depois de duas horas a moto estava pronta. Era um defeito numa peça de plástico dentro do botão de partida, e Pablo teve de refazer a peça que teve desgaste prematuro. Aproveitei e troquei o óleo do motor.
Na hora de pagar, pensei que iria receber uma facada, dado todo o contexto da situação. Pablo me cobrou o equivalente a 2 horas de serviço de oficina, além do valor do óleo. O equivalente a 20 reais, aproximadamente. É ou não é igualzinho ao Brasil???”
Moto arrumada, problema resolvido; foram procurar os hotéis indicados na lojinha. Encontraram alguns, bem simples, bem diferentes da parada de ida, acabaram escolhendo o Hotel Santa Rita. Saíram para comer e encontraram um fast food (Sr. Lomo), onde era servido o tão adorado LOMITO!! Na TV um programa de calouros e dançarinas… que mais queriam mostrar o corpo do que dançar!!! E todas as pessoas paralisadas assistindo, era a final do programa!
Curta um pouco mais deste trecho da viagem…

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 494
Abastecimento: 38 litros
Hospedagem: Hotel Santa Rita
Valor da diária: $ 140,00 pesos
01 Estrela: bom para dormir e tomar banho depois de um dia cansativo, sem café da manhã
Gasto Total (com alimentação): R$ 190,00
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