Arquivo da categoria: Deserto do Atacama

A volta com cara de continuidade!!!

12.12.2010
San Pedro de Atacama – Calama
Chegaram de volta a San Pedro por volta das 11:30h e receberam a notícia que teriam que sair da pousada até as 12h, ou pagariam outra diária, e como pretendiam ir para Calama, ainda nesta data, correram para se arrumar… Ponto negativo para “Don Raul”. Conseguiram sair da pousada por volta de 13h., após um bom banho e arrumação rápida da bagagem. Acho que neste momento foi quando esqueceram as folhas de coca encomendadas por um amigo (que eles não citarão o nome para não criar constrangimentos rsrsrsrs).
Depois de muito ler, estudar e pensar sobre esta viagem, Jorge aprendeu algo importante e interessante com os “viajeiros” de plantão: NUNCA VOLTE PELO MESMO LUGAR!!!
Depoimento Jorge: “Voltando pela mesma estrada, você verá os mesmos lugares e estará fazendo uma viagem, se fizer um caminho diferente para voltar, a viagem parecerá duas, pois você irá conhecer lugares diferentes… Foi o que fizemos, traçamos um percurso que iria nos levar a novas aventuras. Bem diferentes das que tivemos até aqui, posso garantir!!!!”.

Decidiram ir embora um dia antes do programado após Jorge saber que havia apenas uma mecânica para trocar o óleo da moto e que o óleo existente não era muito confiável. Calama é uma cidade próxima, bem maior, que iria atender as necessidades dos viajantes quanto ao assunto segurança e cuidados com o meio de transporte.

 

De volta à estrada, deixaram San Pedro por volta das 13h, sabendo que muito ainda havia por conhecer e com a certeza de que um dia irão retornar. Durante muito tempo na estrada em direção a Calama tiveram o Licancabur como companhia e proteção.
A estrada se manteve bem sinalizada, bem cuidada e com as paisagens desérticas, formada por grandes campos de areia e pedra, que se perdiam de vista, estavam na Cordilheira de Sal.
Em meio a esta secura toda, Andréa fez sua primeira parada na estrada para necessidades fisiológicas, já que não havia nada, nenhum lugar onde pudesse usar o banheiro. A seca era tanta que Andréa e Jorge acreditam que irá nascer uma planta no local usado!!!
Nesta estrada o casal teve seu primeiro contato com estes “seres estranhos”, são redemoinhos… mas por enquanto eles estavam distantes… embora alguns bem grandes!
Os redemoinhos, torvelinhos, redemoinhos-de-poeira, pés-de-vento ou diabos de poeira (em inglês: dust devil) são ventos em espiral formados pela convecção do ar, em dias quentes, sem ventos e de muito sol.
Em relação ao vento, acho que Jorge pode falar melhor!!
Depoimento Jorge:
“A partir deste trecho pudemos sentir a força do vento no deserto. Andávamos por uma planície enorme, pedras e areia para todos os lados, a perder de vista. O vento me fazia andar com a moto muito inclinada, muito mesmo!
O primeiro caminhão que fui ultrapassar nesta estrada me fez tomar um susto e tanto. Até me aproximar dele, estava com a moto inclinada para a direita, e a uma velocidade não muito maior que a dele. Quase a moto entra debaixo da carroceria, pois como ela estava muito inclinada para a direita e o vento cessou de repente assim que entrei ao lado dele, ela jogou de uma vez na direção dele e precisei fazer uma manobra brusca para corrigir a trajetória.
Acelerei pra passar logo aproveitando a “proteção” contra o vento que o caminhão proporcionava, mas quando estava acabando de passar pela cabine o vento veio de uma vez e muito mais forte, pois além do vento havia a massa de ar que o caminhão deslocava para os lados. A moto foi deslocada uns 3 metros para a esquerda e quase fui parar fora da pista…   Nova manobra radical para corrigir a trajetória e acelerador pra que te quero, pois o caminhão estava logo atrás…
Nas próximas ultrapassagens fiquei mais esperto até que dominei a técnica de ultrapassar caminhões com vento lateral forte.
A técnica consistia em aumentar bem a velocidade antes de ultrapassar o caminhão. Um instante antes de entrar no vácuo da carroceria, eu levantava a moto na posição correta e deixava o vento me empurrar um pouco pra esquerda, me afastando do caminhão enquanto eu passo pela carroceria, e quando estou quase terminando de ultrapassar a cabine eu jogo a moto com tudo na frente do caminhão, como se fosse dar uma fechada bem forte nele, inclinando a moto para a direita. O momento da “fechada” coincide com o retorno do vento lateral aumentado pelo deslocamento do caminhão, e apesar de ter inclinado muito a moto, ela não vai nem um centímetro para a direita e continua andando em  linha reta…
Ah, pra dar uma ideia de quanto o vento do deserto é forte, ora de lado, ora de frente (e nessa hora é bom ter motor…): a bolha da moto trincou!!!”
Os redemoinhos ocorrem quando o solo se aquece em determinado ponto, transferindo esse calor à porção de ar que está parada logo acima dele. Quando atinge uma determinada temperatura, esse ar sofre rápida elevação, subindo em espiral e cria um mini centro de baixa pressão. Devido ao princípio da conservação do momento angular esse redemoinho ganha velocidade e acaba levantando a poeira do solo, fazendo com que um funil de ‘sujeira’ seja visível. Ele pode apresentar desde alguns centímetros até muitos metros de altura.
Frequentemente esse fenômeno é confundido com um tornado, porém vale salientar que, ao contrário dos tornados, os redemoinhos de poeira somente se formam em dias sem nuvens, sob muito sol e calor e baixa umidade do ar. Além disso, a velocidade dos ventos desse fenômeno raramente ultrapassa os 100 km/h, podendo causar apenas pequenos estragos, tais como destelhamentos leves.
Outra curiosidade é a quantidade de antenas de transmissão que os viajantes viram pelo caminho, quase todas as estradas por onde passaram, elas estavam lá… gigantes e em milhares, que se perdiam das vistas.
E ao fundo é possível ver a Cordilheira de Domeiko, que divide o Deserto do Pacífico, mas isto faz parte do próximo capítulo.
Durante todo o percurso, puderam ver inúmeras picapes, em sua maioria vermelhas, que circulam por toda esta área. Andréa deu o nome de carrinho Playmobil (quem não se lembra???), pois todas são exatamente iguais, possuem antenas gigantes, números enormes nas portas e um radar no teto.

De longe é possível avistá-las, andando de um lado pro outro em meio à secura do deserto.

Chegaram a Calama por volta das 15:30h, após algumas buscas, já que não tinham se programado para ficar nesta cidade, encontraram um bom hotel, Hotel Alfa, onde puderam tomar um banho.

Calama é uma cidade no deserto de Atacama, no norte do Chile. É a capital da província de El Loa, parte da Região de Antofagasta. Calama é uma das cidades mais secas do mundo, com precipitação média anual de apenas 5 mm (0,20 in). O rio Loa é o mais longo do Chile e atravessa a cidade. Calama tem uma população de 143.000, segundo o Censo de 2005. O município também abrange as comunidades quéchuas Estación de San Pedro, Toconce e Cupo, e as comunidades Lickan-Antay de Taira, Viejo Conchi, Lasana, São Francisco de Chiu Chiu, Aiquina-Turi, e Caspana. Encontra-se a uma altitude de 2.260 m, Calama é a porta de entrada para as maravilhas geológicas e arqueológicas do deserto do Chile Central.

Há uma variedade de hipóteses no que diz respeito à origem do nome “Calama,” mas as duas principais afirmam que sua origem vem da língua Kunza, falada no passado pela Antay-Lickan, um grupo étnico que até hoje reside na província de El Loa.

Enquanto procuravam o hotel notaram que a cidade é bastante organizada, limpa e tem um bom centro comercial, tem um ar de cidade de interior, possui até um shopping, o Shopping Plaza, que se encontra em ampliação. Também em Calama está o Aeroporto de onde chegam vôos de todo lugar, lotados de turistas que vêm conhecer San Pedro de Atacama.

Animaram-se em ver um pouco de cidade grande e decidiram ir até o shopping para almoçar, já que estavam apenas com o churrasquinho de lhama no estômago. Após almoçar, Andréa, que não é de ferro, decidiu dar uma volta e olhar um pouco as lojas, ver a moda chilena (muito parecida com a brasileira, mas bem mais colorida e mais barata).
Enquanto Jorge a aguardava na frente da loja, foi abordado por um casal que perguntou se ele era dono da moto parada na garagem. Vale ressaltar que não há estacionamento próprio para motos, depois o casal percebeu que ela era a única moto estacionada no shopping (aliás, as vagas estavam lotadas de carrinhos playmobil) e que Jorge era o único a carregar capacetes, o que facilitou ser encontrado rsrsrsrsr. Também pouco se vê motos pelo trânsito, possivelmente devido ao clima não muito propício ao seu uso.
O casal era Javier, um brasileiro do sul e Mabel, uma chilena adorável. Ele veio para Calama e trabalha adivinhem aonde?? Isso mesmo, em Chuquicamata. Explicou que tem muita gente que veio de fora para trabalhar na mineradora que é a base da sustentabilidade da região. Ambos estão programando fazer a mesma viagem que fizemos, porém inversa, em 2011 e ao verem a placa do Brasil, e encontrar o Jorge com capacetes, decidiram parar para conversar. Trocaram várias idéias, telefones e emails, inclusive Javier indicou uma mecânica, já que Jorge explicou que a passagem por Calama se deve a necessidade de trocar o óleo da moto e fazer uma revisão rápida para a volta.
Javier também tirou todas as dúvidas da Andréa, sobre os Playmobil!! São vermelhos para serem vistos facilmente em casos de emergência, de se perderem no deserto, já que se destacam em meio ao cinza, sua antena gigante, que fica a maior parte do tempo dobrada e presa, é para serem usadas dentro das minas e que facilita serem vistas pelos ainda mais gigantes tratores que andam pelas minas, os números identificam as empresas e o funcionário, para facilitar a entrada nas minas e o radar no teto é o GPS e o rádio comunicador. Infelizmente não tiveram ideia de tirar uma foto, mas aí vai uma encontrada na internet.
A cidade de Chuquicamata, que fica a 15 km do centro de Calama, em direção a Tocopilla, é um dos locais interessantes para visitação e é onde se encontra a maior mina a céu aberto de cobre do mundo, porém a cidade sofreu com o avanço das mineradores, que estão devastando seus arredores, fazendo com que moradores antigos abandonassem suas residências e se mudassem para Calama. A mineração tem sido benéfica, no sentido de desenvolvimento para a região, Calama já conta com inúmeros bons hotéis e andando pela cidade é possível ver um enorme canteiro de obras, já que por todos os lados para onde se olha, se vê construções de condomínios, shoppings, cassinos e outros grandes empreendimentos.
Durante muitos anos esta foi considerada a maior mina de exploração do mundo em produção anual, mas recentemente foi superada pela Mina Escondida. Todavia, Chuqui permanece como a maior em produção total e tamanho totalizando 29 milhões de toneladas de cobre em 2007. A Chuqui têm sido um fator importante da exportação chilena e ainda hoje continua representando 1/3 do comércio nacional já tendo sido responsável por 8% do PIB.
Apesar de 90 anos de intensa exploração, esta ainda permanece como um dos maiores reservatórios do planeta. Também é a maior mina do planeta com 4,3 km de comprimento, 3 km de extensão e 850 metros de profundidade, além de ser uma referência mundial na produção de Molibdênio.
Infelizmente não foi possível para o casal realizar a visita à Chuquicamata, que estava nos planos da viagem, pois é necessário agendar com antecedência e têm dias e horários certos de visitação, que não incluía o dia em que estariam em Calama.
Segundo o casal que conhecemos, a cidade, antes da mineradora, era apenas uma pacata cidade de interior, perdida no deserto, atualmente é conhecida mundialmente e tem gente de todo lugar que vem para trabalhar com a mineração. Para os moradores mais antigos e conservadores, a cidade perdeu seu ar de tranquilidade e com o desenvolvimento também surgiram suas mazelas.

Depoimento Jorge:
“Este brasileiro que mora no Chile há 6 anos e me abordou no shopping, o Javier, tem uma Honda Transalp, e está em fase de preparação para a viagem dos sonhos dele. Pretende sair de Calama e fazer o mesmo caminho que fizemos de Foz do Iguaçu até aqui, atravessando a cordilheira pelo Paso de Jama. Depois disso ele segue em direção a Florianópolis, se não estou enganado.
Neste momento me senti um destes moto-aventureiros super experientes, como tantos que eu conversei quando estava montando o roteiro da minha viagem, para dar um monte de dicas interessantes para ele que faria sua primeira grande viagem de moto com a esposa na garupa. Falei da Quebrada de Cafayate, Tafi Del Valle, evitar a região do Chaco argentino por seu calor insuportável, e mais um monte de dicas que recebi e que estava agora tendo a oportunidade de passar adiante para que mais alguém pudesse realizar seus sonhos de fazer uma viagem fantástica sobre uma moto, assim como eu estava realizando o meu.”
Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 114
Abastecimento: 10 litros
Hospedagem: Hotel Alfa – http://www.hosteriacalama.cl/
Valor da diária: $ 33.800 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã
Gasto total (com alimentação): R$ 170,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Complexo Turístico Tatio: $ 5.000 por pessoa
(Câmbio do dia: 288 pesos = 1 real)
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Em cima de um vulcão!!!

25 Geiser del Tatio (26)
12.12.2010
Gêisers Del Tatio
A saída para o passeio aos Gêisers é as 4h., a Van passa nas pousadas pegando os turistas por volta deste horário. O casal acordou as 3:30 e o café da manhã já os aguardava, as pousadas têm o costume de preparar um lanche para ser levado pelos turistas, já que o passeio é longo e com certeza a fome vai surgir. Mas algo diferente os aguardava.
25 Geiser del Tatio (17)
O frio é absurdo, não o subestime, se agasalhe muito!! A noite do deserto é linda, mas gelada!!

A viagem leva cerca de 2h30m, realizada por estradas de terra e sob as estrelas, que, aliás, é uma beleza a parte. O céu totalmente repleto de luzes cintilantes, mais parece um mar esbranquiçado. Alguns aproveitam para dormir, principalmente aqueles que curtiram a noite de San Pedro.

25 Geiser del Tatio (21)Os Gêiseres de Tatio estão localizados na bacia geotérmica que leva o mesmo nome, na base do Vulcão Tatio, a 129 quilômetros ao leste da cidade de Calama e a 90 quilômetros ao norte de San Pedro de Atacama, a cerca de 4.320 metros de altitude. São considerados um dos mais importantes do mundo. Formados por dezenas de buracos de onde são expelidas fumaça, lama e água fervente que chegam a 10 metros de altura.

25 Geiser del Tatio (7)

Um géiser ou gêiser é uma nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar. O nome gêiser provém de Geysir, o nome de uma nascente eruptiva em Haukadalur, na Islândia; este nome deriva por sua vez do verbo gjósa, “jorrar”.
25 Geiser del Tatio (16)Seu processo de formação se dá quando a água subterrânea que se encontra nas fissuras, cavidades e lençóis freáticos, em contacto com rochas e principalmente a lava vulcânica encontrada abaixo, à elevada temperatura, vai aquecendo a água gradualmente.
25 Geiser del Tatio (3)
A elevada pressão a que a água se encontra faz aumentar o ponto de ebulição da água e, quando a temperatura da água atinge um ponto crítico, entra rapidamente em ebulição. O vapor de água obriga então a água a subir de forma violenta, em forma de jacto, dando origem a esta manifestação de vulcanismo. Esses jactos podem atingir cerca de 80 metros de altura e apresentar temperaturas de 70 °C a 100 °C.
25 Geiser del Tatio (30)
Devido ao seu processo de formação, o melhor horário para assistir a este espetáculo da natureza é entre as 6:30 e 9h, quando a pressão atmosférica gera enormes colunas de vapor, as águas quentes do fundo da terra (85º.C), em ebulição, saem através de fissuras na crosta terrestre, se encontram com as pedras frias da superfície, devido à temperatura da noite no deserto,  formando nuvens de fumaça que chegam a 10 metros.
25 Geiser del Tatio (20)Para deleite dos turistas, é servido um café da manhã ali mesmo, no meio dos gêiseres, que inclusive são utilizados para aquecer o leite, cozinhar os ovos, é algo muito divertido e diferente.
25 Geiser del Tatio (22)
Após o café coletivo e muitas perguntas sobre o fenômeno, o grupo é levado a outro campo de gêiseres, onde a atividade ainda é intensa, onde se encontram os mais altos jatos de água e onde existe uma piscina, isto mesmo, uma piscina, de água quente, cerca de 33º.C, onde os mais corajosos aproveitam para se banhar.
25 Geiser del Tatio (9)

A mistura do azul do céu, das nuvens de fumaça, das montanhas, do sol nascendo, traz um ar de surrealidade a este momento, levando o casal a pensar que poderia estar em Marte ou qualquer outro planeta distinto da Terra.

25 Geiser del Tatio (12)

Todo cuidado é pouco neste passeio, o guia Salvador, foi muito enfático em falar do perigo de estar em cima de buracos que jorram água fervendo, principalmente no segundo campo, onde os gêiseres são grandes, porém tudo é muito bem demarcado e sinalizado, basta seguir as indicações e ter cautela. Contam que a alguns anos uma pessoa morreu ao cair dentro de uma das crateras.
25 Geiser del Tatio (2)Depoimento Andréa: “É um espetáculo fascinante, imperdível, mas o frio é de congelar. No dia em que estivemos por lá estava menos 5º.C. Foi o maior frio de toda a viagem!!!! Mas valeu a pena! A piscina é um atrativo, mas e a coragem para sair dela??? O melhor foi nem entrar hehehehehehehe Este é o tipo de passeio que é difícil explicar, aliás a maioria dos passeios por aqui precisam ser vivenciados para serem eternizados na memória”.
25 Geiser del Tatio (44)Saindo dos Gêisers, retomaram a estrada de volta, e paisagens fantásticas surgem no meio de um mundo de pedras e seca: um oásis repleto de água doce, vegetação e uma família de vicunhas, inclusive puderam assistir a um macho lutando com outros por território. Momentos únicos da natureza, presenciados por poucos!
25 Geiser del Tatio (42)
Também puderam ver inúmeros flamingos, agora fora da Reserva, que aproveitavam a água para se banhar e alimentar.
25 Geiser del Tatio (40)Uma visão, ao mesmo tempo, estarrecedora e bela, é a do Vulcão Lascar, único vulcão ativo atualmente na região. Localizado a uma altitude de 5.592 m.s.n.m., possui uma cratera com 750 metros de diâmetro e 300 de profundidade e sua última erupção foi em 18 de Abril de 2006 e esta fumaça que aparece na foto é permanente, demonstrando que está vivo. Muitos aventureiros arriscam sua escalada. Um terço dos vulcões do mundo se encontram no Chile, 160 encontram-se ativos, porém só o Lascar está em plena atividade atualmente.
26 Machuca (3)
No caminho de volta, pararam para conhecer o povoado de Machuca, que está a mais de 4.000 m.s.n.m., a 80 km al norte de San Pedro de Atacama. Devido a altitude, caminhar pelo “pueblo” é uma missão que requer muita calma, com movimentos lentos e sem mudanças bruscas, evitando o mal de soroche.
26 Machuca (2)
Este povoado tem cerca de 20 casas e uma igreja, as poucas famílias que viviam em Machuca foram deixando o local para garantir uma vida melhor nas cidades maiores, atualmente apenas 6 habitantes moram de fato em Machuca e vivem da pecuária (principalmente criação de lhamas) e da visita de turistas, já que faz parte da maioria dos pacotes turísticos que levam ao Gêiseres.
26 Machuca (25)Nas orelhas das lhamas é possível ver diversos enfeites coloridos, que são colocados como forma de agradecimento pela sua serventia ao povo, por servir de alimento, de agasalho e manter as pessoas vivas.
26 Machuca (16)Os turistas aproveitam para conhecer o local e experimentar a empanada de queijo de cabra e o famoso “churrasquinho” de lhama, feito ali, na hora, por um típico atacamenho.
26 Machuca (12)
A Igreja é bem pequena, mas jeitosa e bem arrumada. Difícil mesmo é chegar até ela, já que fica em um morro e subir morros na altitude não é uma tarefa fácil para os menos atletas.
26 Machuca (13)
A energia é conseguida através de painéis solares, energia tão desejada pela sociedade moderna. Ainda conta com hospedagem rústica, que agrada os turistas mais aventureiros.
26 Machuca (21)
Todas as casas possuem uma cruz em seu telhado, que simboliza um pedido de proteção aos deuses e uma forma de evitar a entrada dos demônios.
Desfrute um pouco mais deste passeio….

Para conhecer mais:
CONTINUA………
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De volta a San Pedro de Atacama

15 San Pedro de Atacama (34)Retornaram para San Pedro por volta das 16h. e foram para a Praça Central aguardar o casal Lilian e Mauricio, pois combinaram de jantar juntos para se despedir, já que os amigos iriam embora no dia seguinte, mas antes aproveitaram para conhecer um pouco mais de San Pedro, principalmente sua igreja, que ainda não tinham entrado.
15 San Pedro de Atacama (6)
A Igreja de San Pedro do início do século XVI, uma bonita contrução legada pelos antigos colonizadores espanhóis, restaurada, com telhado feito de cactos e um muro branco típico.

 

A visita à igreja de San Pedro é imperdível, considerada a mais charmosa igreja do Norte do Chile.

15 San Pedro de Atacama (26)
Embora tenha requerido de várias reparações, suas paredes datam de 1744 e, desde então, é o centro das principais festividades do povoado, como o carnaval que se comemora nos últimos dias de fevereiro com danças, comidas e bebidas típicas. No dia 29 de junho também se reúnem as companhias de dança de todos os vilarejos próximos e no dia 25 de dezembro se realiza a adoração ao menino Deus que se festeja com danças religiosas.
15 San Pedro de Atacama (27)
Seu interior tem a beleza e simplicidade característica do povoado, mas tudo muito bem cuidado e sempre colorido, com suas flores artificiais. Somente as portas de madeira, por serem mantidas as originais, demonstram o desgaste do tempo.
15 San Pedro de Atacama (28)
San Pedro tem, na maioria, construções de adobe (barro) com o interior voltado para dentro, fazendo com que a cidade pareça vazia e murada: são paredes e mais paredes com poucas janelas, pequenas portas e distantes umas das outras, mas se adentradas, revelam interiores arborizados, com varandas, caramanchões e canteiros, cheios de “algarobos” – árvores frondosas cujas folhas servem para cobrir os telhados, a vagem serve de alimento para o gado e, atualmente, é transformada em uma rica farinha, que vem fazendo a novidade exótica das sobremesas de San Pedro.
15 San Pedro de Atacama (20)

Depoimento Andréa: “Acredito que o principal ganho em realizar uma viagem como essa é poder conhecer um pouco a cultura local, conhecer os costumes, tradições, nos coloca mais próximo desta realidade tão diversa da nossa… passar por lugares como este merece uma entrega não apenas física, mas da alma”.

15 San Pedro de Atacama (38)
Jorge aproveitou para beber um chopp tipicamente chileno…

 

Jantaram no Bendito Disierto (mas não puderam tirar fotos pois novamente a bateria da máquina havia acabado. Dica: leve uma bateria sobressalente!) com os novos amigos, e nesta noite, Mauricio falou uma “pérola” da qual o casal riu durante toda a viagem e ainda hoje, ao lembrar.
Lilian e Mauricio haviam ganho um voucher para jantar neste restaurante e, como toda promoção, apenas alguns pratos do menu podiam ser pedidos. No momento da sobremesa, foram oferecidas duas opções, porém com nomes super estranhos que não diziam do que eram feitas e ninguém conseguiu compreender, Maurício não teve dúvidas, pediu uma de cada para experimentar, dizendo: “Mande logo as duas, este tipo de coisa é igual saquinho de Cosme e Damião, a gente nunca sabe o que tem dentro, mas o que vale é a surpresa……!!!!!!!!”.
Depoimento Jorge: “Nós rimos tanto, foi tão bem colocado, que até agora, quando a gente lembra, não conseguimos parar de rir!”.
Assista ao vídeo com as imagens destes passeios!!!

Para conhecer mais:
Total de Km Rodados: 0
Abastecimento: 0
Hospedagem: Pousada Don Raul – http://www.donraul.cl/
Valor da diária: $ 38.000 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã (primeiro no estilo brasileiro de buffet)
Gasto total (com alimentação): R$ 180,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Reserva Nacional Los Flamencos: $ 2.500 por pessoa
Socaire: $ 4.000 pesos por pessoa
(Câmbio do dia: 288 pesos = 1 real)
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Imagens Mágicas…e MAGNÍFICAS!!!!

22 Lagunas AltiplanicasDeixaram o Salar em direção às Lagunas Altiplânicas, estas Lagoas estão a cerca de 90 km de San Pedro, e a mais de 4.000 m.s.n.m., são as Lagunas Miscanti e Miñiques, que são alimentadas pelas fontes de água que vêem da superfície da terra e atraem uma grande variedade de animais. Estas lagoas têm esta denominação por se encontrarem nos altiplanos, um planalto localizado entre duas cadeias de montanhas, ou no cume destas.

22 Lagunas Altiplanicas (3)

Para causar mais impacto, a van para a alguns metros da Laguna, de um ponto onde ainda não se pode avistá-la, os turistas vão caminhando e eis que ela surge, a água de um azul que chega a doer as vistas, rodeada de um branco (sulfra), o mesmo que está no cume dos vulcões e que lhe confere um charme e uma beleza inexplicáveis.

22 Lagunas Altiplanicas (4)

A paisagem ao redor das lagunas é caracterizada por vulcões e relevos montanhosos, se destacando os Vulcões Miscanti (5.622 m.s.n.m.) e Miñiques (5.910 m.s.n.m.), que dão nome às lagoas, fazem parte da Reserva Nacional e estão situadas na comunidade atacamenha de Socaire, a 110 km ao sul de San Pedro de Atacama.

22 Lagunas Altiplanicas (10)

O passeio, como já mencionado, é realizado em fila indiana, por demarcações que não podem ser ultrapassadas. Eles preservam muito suas belezas naturais, cuidando para que não se acabem. Em nenhum destes espaços é permitido fumar, mesmo que você cuide da “bituca”, pois acreditam que até mesmo as cinzas que voam do cigarro podem prejudicar a vida das espécies que habitam estas bandas, e como a “casa” é delas, todos respeitam.

22 Lagunas Altiplanicas (11)

Nesta lagoa várias espécies são encontradas, cerca de 94 espécies de vertebrados, 18 de mamíferos, seis de répteis e uma de anfíbio, além de 69 de aves, como a parina chica, caitó, playero de baird, chorlo de La puna, pato juarjual e a guallata, mas a que chama a atenção é a Tagua Cornuda, ou Wári, na língua kunza, espécie em extinção, cujos ninhos são feitos pelas aves na água.

22 Lagunas Altiplanicas (5)

A flora é composta principalmente pela llareta, que é uma pequena planta de florescimento entre 3200 e 4500 metros de altitude, que tem folha todo o ano e prefere os solos arenosos, estando bem adaptada às altas taxas de insolação, não podendo crescer na sombra. É uma planta compacta, a fim de reduzir o calor, as perdas e para estar mais próximo ao solo, onde a temperatura é cerca de dois graus superior. Seu crescimento foi estimado em cerca de 1,5 cm por ano e muitas tem mais de 3.000 anos de idade. Outra planta é a palha brava, que tem característica muito parecidas com a llareta.

22 Lagunas Altiplanicas (15)

A Laguna Miñiques, cuja superfície tem 1,5 km quadrados e se encontra a uma altitude de mais de 4.100 mts, recebe água subterrânea de sua vizinha Miscanti.

22 Lagunas Altiplanicas (17)

Antigamente a paisagem era diferente, pois as águas provenientes do degelo dos vulcões  escorriam livremente até o Salar de Atacama, no entanto, devido a uma erupção do vulcão Meñiques (alguns escrevem com “e” outros com “i”) ocorrida a 1 milhão de anos, se originou o estancamento das águas, criando as lagoas. Um fluxo de lava da erupção separou as Lagunas Miscanti e Miñiques.

22 Lagunas Altiplanicas (19)

Em certos lugares, ao redor das lagos, é possível encontrar vertentes de água doce que é utilizada para consumo humano e também é aproveitada para ‘bebedouro’ dos animais existentes na região. Nas áreas altas da bacia se encontram algumas espécies de plantas medicinais como: senecio (chachacoma), mulinum (susurco) , phacelia, artemísia (copa) e acantholippia (pingo-pingo). Também se pode observar mamíferos como guanacos, vicunhas, alpacas e lhamas.

22 Lagunas Altiplanicas (6)

No fundo das lagoas se encontram algas aquáticas, que são parte fundamental do alimento de alguns animais invertebrados que são, por sua vez, alimentos das aves que utilizam as lagoas. A área toda forma parte dos campos de pastoreio de Socaire.

22 Lagunas Altiplanicas (14)

Nesta região se encontram sítios arqueológicos dados por fragmentos de cerâmica, pontas de flecha e 40 construções circulares de pedra, o que demonstra a ocupação deste lugar a cerca de 4.000 – 3.000 anos A.C..

22 Lagunas Altiplanicas (13)

Depoimento Andréa: “A cada passo, surgem imagens mais deslumbrantes… as lagoas, naquela altitude, rodeada de vulcões que um dia estiveram ativos e contribuíram para criar aquela paisagem… pensar em tudo isso é ao mesmo tempo amedrontador e fantástico. A sensação de frio e calor causada pelo deserto e pela altitude é nova para brasileiros acostumados a temperaturas estáveis e baixa altitude”.

22 Lagunas Altiplanicas (23)

Depoimento Jorge: “Não se deixem enganar pelo sol e pelo céu limpo: estava frio pra caramba! É muito legal estar em lugares maravilhosos como estes e perceber que ainda existe locais onde a natureza esta absolutamente intocada.”

23 Socaire (11)

Depois de conhecer as Lagunas, a turma foi almoçar em Socaire (que significa quebrada do vento), uma vilazinha com vista para o Salar do Atacama, localizada a cerca de 100 km de San Pedro, a 3.500 m.s.n.m. A cidade foi construída em pedra, terra e coberta de palha, madeira de cactos, é fantástica, onde vivem seus cerca de 380 habitantes.

23 Socaire (9)

A cerca de 3.000 a 4.000 anos atrás, viviam nesta área cerca de 5 mil pessoas, os atacamenhos, que praticavam a agricultura como forma de sobrevivência.

23 Socaire

A economia local é dominada pela agricultura e mineração não-metálico, principalmente de sal, também por seu artesanato, como os de tecidos tradicionais de lã de ovinos e camelídeos.

23 Socaire (5)

Socaire é o último povoado que se despede do turista que sai de San Pedro pelo paso Sico (sem asfalto). Antigamente foi importante por suas minas de ouro que ficavam próximas à fronteira da Argentina.

23 Socaire (2)

Nesta vila retirada dos livros, se pode conhecer os terraços agrícolas incas, milenares, que fazem parte da paisagem. Seu clima desértico contrasta com o verde das plantações de quinua. Sua temperatura é marcada pela oscilação entre o dia e a noite, com temperatura ao meio do dia que variam de uma máxima de 25º.C e mínimas de 17º.C, chegando abaixo de Oo.C na noite.

23 Socaire (6)

Hoje Socaire é conhecida por sua cozinha típica atacamenha, por isso a escolha de se almoçar neste “pueblo” tão diferente.

Almoçaram na Cocinera Santa Bárbara, comeram uma sopa deliciosa de entrada, que mais parecia prato principal, mas o principal foi Lhama ensopada com salada  e quinua.

23 Socaire (12)

Aproveitaram para conhecer a Igreja do povoado,  mas que estava fechada. A igreja foi construída na época da chegada dos espanhóis, pois acreditavam que desta forma estariam abençoando a agricultura realizada na região.

A igreja é o principal patrimônio histórico do povoado, oferece uma mostra artística da temática religiosa, que conta com obras do período colonial. É rodeada por um perímêtro de cerca de 16 metros profundidade e 8 mts de largura, construído de pedra com barro argiloso que contém palha de trigo.

23 Socaire (3)

Seu pórtico mede 2 mts de altura e 1 mt de largura, sendo que os muros tem a largura de 1 metro. A largura da nave é de 4 metros e a igreja conta com suportes anti-sismicos, que evitam que seus muros desabem tanto para dentro da igreja como para seus lados. Cada suporte tem altura de 2 mt e largura de 1 metro e meio, com profundidade superior a 30 cm. Seus teto é coberto de palha com barro, e as vigas são de algarrobo e chañaar, duas árvores locais. Seu piso é de pedra. O campanário, separado da igreja por dois pisos, foi construído com pedra vulcãnica e conta com dois sinos de bronze.

23 Socaire (14)

E fotografar, conversar, perguntar sobre os costumes, tradições e a história local.

Como o costume de usar flores artificiais para enfeitar os cemitérios, as igrejas (veja a cruz no alto), os túmulos (como este da foto), templos, devido a escassez de flores naturais, o que confere um colorido fantástico, já que as “flores de plástico não morrem”, vão se juntando, e ficando tudo cada vez mais colorido.

23 Socaire (4)

De Socaire, com o Salar do Atacama os acompanhando, se despedem deste pueblo tão único em meio ao deserto, e seguem para Toconao.

24 Toconao (7)

Toconao é um oásis de água doce localizado a cerca de 38 km de San Pedro, encontra-se a uma altitude de 2.485 m.s.n.m., perto da margem nordeste do Salar de Atacama. Os atacamenhos habitaram esta região há aproximadamente 11.000 anos atrás. Sua população atual constitui 550 habitantes, que conservam as tradições antigas, assim como atividades próprias que se realizam pelo sentimento de união ao ambiente que os rodeia: animais, vegetação, água, terra, sol e montanhas.

24 Toconao (3)

A proximidade com a Quebrada de Jere e suas abundantes águas doces dos Andes, permite ao povoado viver do cultivo de peras, damascos, ameixas entre outras frutas cultivadas, além das esculturas em pedra vulcânica. Durante uma época este povo foi um respeitado produtor de frutas, mas atualmente sua principal fonte de renda é a extração e comercialização de lítio.

24 Toconao (12)

É chamado do povo da Pedra Branca, em virtude das pedras liparitas utilizadas, não apenas no artesanato, mas, principalmente, nas suas construções em quase sua totalidade, estas sempre quadradas, em blocos artesanais realizados manualmente, com as pedras dispostas de uma maneira que resulta em uma assimetria completa.

24 Toconao (4)

Os tetos são de cana, colocadas muito juntas sobre troncos de árvores (cactus, algarrobo, tamarugo) rusticamente polidos.

Entre a flora existente no local, predominam as “Colas de Zorro” e as “Cactáceas”. A fauna é constituída em sua maioria por lhamas, guanacos, alpacas e vicunhas. Na entrada de Toconao é encontrada uma região chamada “La Banda”.

24 Toconao (11)

Toconao faz parte da cultura Lickan-Antay, com origem que data de 9.000 A.C., tendo perdurado pelo tempo, respeitando e perpetuando o ancestral vínculo com a Mãe Natureza e conservando vivos, os Costumes e Tradições.

24 Toconao (14)

Toconao também se destaca pelo seu símbolo turístico, a Torre Campanário que data de 1750, separada da estrutura de sua Igreja San Lucas, datada de 1744, a torre foi construída em três corpos de barro e pedra com sua cúpula e porta de madeira de cactos, que entrega à praça do povo um grande valor estético e arquitetônico.

24 Toconao (19)

Neste povoado também foi possível visitar um nativo, comer a pêra da região, ver o artesanato, e dar comida às lhamas que são criadas no quintal.

24 Toconao (17)

Curiosidades: O uso da madeira de Cactos é muito comum na região, devido a sua abundância, com ela se fazem, além da cobertura das casas, as portas, cujas amarrações são de couro de lhama, utensílios domésticos e até a escada da igreja foi feita com este tipo de madeira.

24 Toconao (6)

Vocês estão vendo este Jesus aí, cabeludo, esta é uma tradição local, onde nesta época as pessoas colocam mechas de cabelo em Jesus Cristo, como pedido de saúde e vida longa. Em todas as igrejas da região se pode encontrar Jesus Cristo com uma vasta cabeleira, de vários tons.

CONTINUA…………….

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Imagens Mágicas…

11.12.2010
Imagens Mágicas

O casal realizou nesta data o passeio que inclui a visita ao Valle de Jere, o Salar de Atacama, onde se encontra a Laguna Chaxa e a Reserva Nacional “Los Flamencos”, visita às lagunas Altiplânicas Miscanti e Miñiques, almoço no povoado de Socaire e passagem pelo povoado de Toconao. A saída é por volta das 08h e a guia que acompanhou o passeio foi Angela, uma garota muito simpática, agradável, gentil e animada, que deu graça ao turismo.

20 Valle Jere (3)
Saíram de San Pedro e a Van foi em direção ao Valle ou Quebrada de Jeré, oásis em meio a seca do deserto, localizada ao redor de Toconao, aos pés de uma pedreira, é uma grande “caixa” de pedra vulcânica (liparita) rodeada por vegetação, que possui um “micro” clima especial, já que consegue florescer em meio as pedras.

20 Valle Jere (16)

Possui água doce, do Rio Toconao, que corre livremente, proveniente dos Andes, do degelo das montanhas andinas, que permite o cultivo de frutas (como a “pera de pascua”), hortaliças, através de um sistema de irrigação herdado dos incas, que permite direcionar a água, de forma a atender a todo o plantio uniformemente e de acordo com suas necessidades, através de placas que podem ser retiradas e alteradas, mudando a direção das águas.

20 Valle Jere (15)
Um sistema super interessante e que tem como objetivo que todos os agricultores possam ter uma boa colheita, aliás, na cultura Inca (herdada pelos atacamenhos) tudo deve ser dividido visando que todos prosperem conjuntamente e que a comunidade possa crescer.

20 Valle Jere (13)
Neste vale, outro fato interessante, herdado dos ancestrais atacamenhos, são as “cavernas” (como esta da foto) que eram utilizadas para armazenamento da colheita, protegendo-a do clima e possibilitando sua maior durabilidade.

20 Valle Jere (7)
A pedra liparita (também chamada de palomita) é utilizada na maioria das construções de San Pedro e região, é uma pedra vulcânica, branca e mole (e bem leve rsrsrsrsrsrsrs), que tem a propriedade de manter o ambiente aquecido à noite retendo o calor do sol recebido durante o dia.

20 Valle Jere (5)
20 Valle Jere (4)
A cobertura é feita com madeira de cactos ou cana, coberta com tamarugo, uma árvore que pode chegar a 25 mts, exclusiva do Chile, que cresce em condições desérticas, em solos salgados e sem a necessidade de chuva, utilizando-se do orvalho para se umidificar, seus ramos e frutos são usados como forração e sua madeira como lenha e carbono, além de poder ser utilizada como combustível natural.

Nesta Quebrada também puderam conhecer a Arte Rupestre.

20 Valle Jere (18)A arte, pintura ou gravura rupestre são termos usados para as mais antigas representações pictóricas conhecidas, sendo uma das manifestações mais importantes da arte pré-hispânica de Atacama. Utilizada, principalmente, como forma para indicar rotas e caminhos, áreas de caça, setores de água, delimitação de territórios ou simplesmente para desejar uma boa viagem. Os desenhos eram principalmente naturalistas como, por exemplo, camelideos, ou figuras abstratas. As técnicas mais utilizadas eram o Petróglifo, a gravação direta na pedra ou rocha, batendo ou raspando com outra pedra ou elemento mais duro. Pictografia: pintura nas pedras com misturas de pigmentos de terra com óleos animais, aplicada com os dedos das mãos. Pintura-gravação, mistura das duas técnicas, ou seja, incisões na pedra delineadas com pintura. Geoglifos, que são figuras de grandes dimensões feitas com o acúmulo de pequenas pedras sobre declives de colinas e riachos.

20 Valle Jere (19)
Em todo norte do Chile se encontram gigantescas e estilizadas manifestações de arte pré-histórica que adornam as altas ladeiras das  montanhas. Geralmente se encontram ao longo das antigas rotas do deserto e podem representar camelideos, serpentes, figuras humanas e desenhos geométricos.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (2)
Saíram do Valle de Jeré para o Salar de Atacama, que se localiza a 62 km ao sul de San Pedro, em uma altitude de 2.300 m.s.n.m., onde fica a Laguna Chaxa e a Reserva Nacional “Los Flamencos”.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (9)
O Salar do Atacama é o mais extenso em área, com cerca de 100 km de comprimento e 80 km de largura, abrangendo uma área de 3.000 km2, o maior depósito de sal do Chile, onde se localiza 40% das reservas mundiais de Lítio. Este salar é um grande lago de águas salinas, formado por águas da chuva do altiplano e das altas montanhas que não conseguem ultrapassar a barreira colocada pela Cordilheira de Domeiko e ficam estancadas nas bacias hidrográficas, que forma uma cortina branca e rugosa, de sal e outros sedimentos, e que são transportadas pela água e pelo vento. Algumas áreas da salina fazem parte da Reserva ecológica “Los Flamencos”, que concentra espécies de flamingos e outras aves, como nhandús, gansos, patos. O Salar faz parte do Sector Soncor, que é um sistema de lagoas e vales férteis.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (3)
Na superfície do Salar é possível observar crostas de sal, que são geradas pela constante acumulação de cristais produzidos pela evaporação das águas subterrâneas de intensa carga salina. Esses processos de evaporação resultam em diversos contrastes: Costas de cloreto constituem grande rugosidade com florações de até 70 centímetros de altura; crostas de transição de cloretos formam estruturas poligonais e crostas de sulfato originam superfícies lisas e secas.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (6)
A Reserva Nacional “Los Flamencos” foi criado em 1990 pelo CONAF (Corporação Nacional Florestal), esta reserva está dividida em sete setores localizados a diferentes alturas, com condições climáticas particulares, o que possibilita diferentes populações vegetais e animais. Alguns lugares da reserva possuem importância arqueológica já que neles se encontram vestígios de povos pré-colombianos, como a Aldea de Tulor, e o povoado de Toconao.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (7)
No meio da reserva se encontra a Laguna Chaxa, onde os Flamingos aproveitam para se alimentar, já que nela existe água proveniente dos Andes, que originam sistemas hídricos formados por um conjunto de corpos lacustres de baixa profundidade unidos por canais naturais.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (15)
No Soncor os sistemas lacustres podem se unir em épocas invernais, estes sistemas possuem escassa profundidade e a camada de fungos possibilita a vida de abundantes formas microscópicas de algas unicelulares e micro invertebrados. São eles que constituem a dieta dos flamingos do Sector.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (13)

A cor avermelhada de alguns locais da reserva, é graças ao betacaroteno, que confere as penas vermelhas aos flamingos.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (16)
A população de Flamencos Chilenos ultrapassa os 100.000 que se dividem em pequenas colônias pelo Salar de Atacama e Salar de Pujsa, além do Salar de Poopo, seu sítio reprodutivo de maior importância, no Salar de Atacama, a máxima abundância foi registrada no inverno, alcançando o número de 1060.

21 Reserva Nacional Los Flamencos (8)
Depoimento Andréa: “As imagens são maravilhosas, estar tão próximo de uma natureza praticamente intocada e que conta a história da evolução da terra, é algo fantástico. O Valle de Jere é a personificação do que é um oásis, que em meio ao deserto consegue sobreviver e ter áreas verdes, é realmente magnífico. O Salar é extraordinário, são paisagens incríveis que não é possível descrever com palavras!”.

CONTINUA…………….
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Imagens de outro planeta: Valles de San Pedro de Atacama

10.12.2010 (tarde)
Valle de La Luna e Valle de La Muerte: Outro planeta na terra

Às 16h Jorge e Andréa estavam na porta da agência, e saíram em uma van, em direção ao Valle de La Luna, que está localizado a 19 km de San Pedro, foi declarado Santuário da Natureza. Conversaram e firmaram amizade com o casal carioca, Maurício e Lilian, e como eles tinham quebrado a máquina fotográfica, combinaram de tirar as fotos e trocá-las, após os passeios. Foi uma amizade instantânea, eles super animados, educados e gentis, logo faziam parte dos personagens desta aventura. O guia Salvador ia contando a história do lugar e fazendo todos vivenciar aquele outro mundo.

O Vale de La Luna é formado por uma depressa, de origem vulcânica, rodeada de pequenos cerros com impressionantes picos afiados modelados pelo vento, como Las Tres Marias, formação que é testemunha dos intensos processos de erosão e desgaste das rochas, sua composição é de cascalho, argila, sal, gema e quartzo. A idade desta formação é de cerca de um milhão de anos.

O Anfiteatro é uma formação geológica deformada pela ação do vento e da água e por movimentos da crosta terrestre e que deu origem a uma sequência de morros que se assemelham a um fole de acordeom.


Este vale charmoso por sua formação parecida com o vale Lunar (por isso leva este nome), se encontra em plena Cordilheira de Sal e na borda do Salar de Atacama. É um surpreendente espetáculo geológico de grande beleza, localizado a 2550 m.s.n.m., formado a cerca de 22 milhões de anos, quando se originaram as formações e dobras de camadas de sedimentos horizontais de um antigo salar, que converge em forma horizontal devido a constantes movimentos e dobras da crosta terrestre.

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Constitui um valiosíssimo reservatório de vestígios fósseis animais e vegetais, além de um âmbito onde a natureza tem formado, no terreno, estranhas formações que surpreendem ao visitante. Ali, os raios solares transformam em figuras fantasmagóricas as formações rochosas, enquanto o vento desenha na areia, nas rochas e nos minerais. O local recebe em torno de 15 mil turistas por ano.

Depoimento Andréa: “Olhando este visual você se sente, literalmente, em outro planeta. Parece algo tirado de Jornada nas Estrelas, é impressionante”.

Depoimento Jorge: “Fico até chateado de saber que tem um monte de viajantes que passam por aqui e ficam apenas uma noite, o suficiente apenas para descansar uma boa noite de sono e no dia seguinte seguem viagem, as vezes para Machu Picchu, as vezes para o sul do Chile ou até para Santiago. Acredito que 3 dias e 3 noites são o mínimo que todo turista deveria reservar para este lugar fantástico.”

 

A Cordilheira de Sal é um cânion de cerca de 7 km que possui pequenas cavernas onde se pode observar, e experimentar, o sal “gema” (cristal de sal), basta passar o dedo por estas rochas e você sentirá o gosto salgado das montanhas, os caminhos brancos são cobertos por sal. As curvas levam ao Valle de La Muerte, que tem esse nome porque nele foi encontrada pelos mineiros da região, uma quantidade enorme de corpos.

17-Valle-de-La-Muerte-%2820%29Durante o passeio passam pelo “Gran Pabellos” (Grandes Pavilhões), uma espécie de caverna onde se pode escutar o som da montanha, se ouve os barulhos dos cristais de sal se acomodando nas montanhas, estas se movimentam com a mudança brusca de temperatura entre o dia e a noite.

Depoimento Andréa: “A sensação é incrível, você escuta o deserto!!! Escuta a natureza! Aliás, esta é a grande maravilha de estar aqui: sentir o deserto!”.
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O Valle de La Muerte está localizado a cerca de 4 km de San Pedro e sua origem geológica é de um lago emergido, onde as antigas camadas horizontais de sedimento e rocha, datadas de 23 milhões de anos, tendo sido empurradas e dobradas pelo movimento da crosta terrestre que levantou a Cordilheira dos Andes, ficando algumas camadas em posição vertical. Nele, os aventureiros de plantão aproveitam para fazer “sandboard ou snowboard” nas montanhas de areia.

 

17-Valle-de-La-Muerte-%287%29Depoimento Jorge: “Li num monte de relatos que alguns viajantes não usam o serviço de agencia de turismo para ir até o Vale de la Luna por causa da pouca distancia até a cidade (19 kms +-). Grande erro! A quantidade de informação que é passada pelo guia enriquece demais o passeio. Se não estivéssemos usando o serviço do guia, nem saberíamos que estas formações rochosas eram de sal.
Aprendi uma lição nesta viagem: o gasto com serviço de guia de turismo não é uma despesa, um gasto. É um investimento, na sua viagem e no seu conhecimento.”

 

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Por estas montanhas um dia já passou um rio!

 

Este aí do lado é o guia Salvador!

 

17-Valle-deSobre as dobras se depositaram frações de rochas e cinzas devido a atividades vulcânicas do passado, fato que confere as montanhas uma variação de cores, cujas camadas são provas da ação da natureza durante os séculos. Hoje em dia estão constituídas por rochas sedimentárias com intercalações de sal, gesso, clorato, borato e argila que afloram nas montanhas.

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O vento e a ação de outros agentes atmosféricos talharam formas esculturais com picos, montes e cavidades que transformam o vale em uma paisagem extraordinária, única no país. A ausência de animal e vegetal, a falta de umidade, o faz ser o canto mais inóspito da terra.
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O casal também visitou um Observatório ao ar livre, afinal o Deserto do Atacama é um dos melhores lugares no mundo para se observar o céu, como dizem : “são abençoados por Deus”. A falta de umidade impede a formação de nuvens, o que possibilita um céu sempre limpo, favorecendo o posicionamento dos observatórios, por este motivo é que neste lugar estão instalados os melhores telescópios do hemisfério e o projeto mais ambicioso da história da observação do espaço na terra, o Atacama Large Millimeter Array (ALMA) (“não é incrível a sigla ser esta palavra tão profunda” Andréa), que terá 64 antenas que, somadas, formarão um radiotelescópio gigante.

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Este megaprojeto é fruto da parceria de países europeus, americanos e asiáticos e será instalado a cerca de 50 km a este de San Pedro, será um observatório espacial de alto padrão a fim de estudar e conhecer o universo, a origem dos corpos celestes, as estrelas e a formação das galáxias. O projeto buscará captar ondas de rádio e luz do universo por meio das antenas que terão de sete a 12 metros de diâmetro e poderão ser movimentadas e distanciadas umas das outras em até 16 km, proporcionando um poderoso zoom variável.
O complexo “Alma” será instalado em uma região de mais de cinco mil metros de altitude, pois segundo estudos, os lugares altos e secos propiciam melhores condições de observação. Acredita-se que o telescópio terá visão até dez vezes mais precisa do que a do Hubble, a primeira missão da NASA pertencente aos Grandes Observatórios Espaciais. O observatório do ALMA decifrará comprimentos de ondas de luz desde seu brilho em nuvens frias no espaço. O telescópio ainda se destaca por investigar o universo a comprimentos de onda milimétricos e submilimétricos com precisão e resolução sem precedentes.

 

19-Puesta-del-Sol-em-Valle-de-La-Luna-%282%29Depoimento Andréa: “Após andar por todo este “planeta surreal”, fomos levados a subir em uma grande duna de areia, cerca de 300 mts andando na areia fofa, sob um vento forte, que faz um atleta se cansar, tudo isso para assistir a um pôr-do-sol, mas não é apenas isto, é um MARAVILHOSO pôr-do-sol, daqueles inesquecíveis pelo resto da vida, as pessoas se acomodam onde tem espaço, porque são muitas pessoas, alguns mais corajosos e com mais disposição ainda sobem por mais montanhas de areia. O que vale mais do que ver o sol indo embora, são as imagens do lado oposto ao poente. As montanhas mudam de cor e tomam um tom avermelhado, que as deixa com um visual MAGNÍFICO! A emoção novamente faz parte deste outro momento mágico! Talvez as imagens consigam mostrar um pouquinho do que vimos!”.

 

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O sol se põe na Cordilheira de Domeiko, cuja maior altitude é o Cerro Quimal, de 4278 m.

 

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Um mundo de gente sobe por um caminho demarcado (aliás em todos os passeios isso fica bem explicado e é TERMINANTEMENTE PROIBIDO sair desta demarcação), subindo numa fila indiana, alguns mais rápido, outros nem tanto, chegam ao topo da duna e vão se acomodando onde é possível para assistir a este espetáculo da natureza.
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E olhem quem está aí, ao fundo da paisagem cuidando do anoitecer no Deserto!!! O Licancabur!!!

 

Chegaram de volta a San Pedro as 20h, tomaram um bom banho e saíram para jantar, por indicação dos amigos cariocas, foram conhecer o Restaurante Delicias da Carmen, que já estava quase fechando, por ser um dos poucos restaurantes que fecham cedo (pois trata-se de um local para os atacamenhos comerem, mas que os turistas adoram).

 

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D. Carmen carinhosamente aceitou atender o casal, onde comeram pastel de choclo (foto demaladamenina.blogspot.com, já que a máquina do casal estava carregando a bateria), que nada tem a ver com o pastel brasileiro, pois é uma mistura de carne, frango, presunto, muito milho, cebola e temperos variados.
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Veja as imagens dos passeios do dia!!!

Para conhecer mais:

Total de Km Rodados: 0
Abastecimento: 0
Hospedagem: Pousada Don Raul – http://www.donraul.cl/
Valor da diária: $ 38.000 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã (primeiro no estilo brasileiro de Buffet)
Gasto total (com alimentação): R$ 210,00*
*Não incluso valor das entradas dos passeios:
Instituto de Investigacones Arqueológicas y Museo Le Paige: $ 2.500 por pessoa
Valle de la Luna: $ 4.000 pesos por pessoa
(obs: cotação do dia: 288 pesos = 1 real)
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Lugar INESQUECÍVEL!!!!

10.12.2010
Conhecendo San Pedro de Atacama

O casal acordou por volta das 7h., tinham muito o que conhecer… O café da manhã da Pousada era excelente, estilo Buffet (coisa rara tanto no Chile como na Argentina). Decidiram levar as roupas para lavar, já que estavam ficando sem roupas limpas, devido à quantidade possível de carregar em uma viagem de moto. Encontraram a Lavanderia Loma Sanchez, gastaram mais de $5.000 pesos e a roupa pareceu que sequer foi lavada, isto mesmo, ao retirarem as peças, viram que a sujeira estava exatamente no mesmo lugar, acreditam que apenas foi passado água, mas sabão, nem de longe.

Tiveram alguns problemas com o saque de dinheiro, nenhum dos dois bancos 24 horas existentes em San Pedro estava autorizando o saque do Bradesco, o que foi resolvido trocando-se os dólares levados para emergências (como esta), já que tudo é mais bem negociado em San Pedro, quando se tem “dinero em las manos”.

Toda a cidade é protegida pelo Vulcão Licancabur, que cuida do povoado de dia e de noite e pode ser visto de vários pontos.

O Licancabur é um vulcão localizado entre o Chile e a Bolívia, está a 5930 a.s.n.m., dominando a paisagem do Salar do Atacama, e a seus pés se encontra a Laguna Verde; é possível avistá-lo o tempo todo. É considerado um vulcão semi-ativo, mas não há registro oficial de sua última erupção.

15-San-Pedro-de-Atacama-%288%29San Pedro de Atacama é uma província, da região de Antofagasta, que se encontra na bacia do Grande Salar de Atacama, na zona andina do Deserto, rodeado por três cordões montanhosos que impedem a passagem de ventos úmidos. Possui uma área de 23.438 km quadrados e uma população de cerca de 5.000 habitantes. Está a 2.400 m.s.n.m., por ser bem isolada é considerada um oásis no meio do deserto e o principal ponto de encontro de viajantes do mundo inteiro. O verde das plantas que crescem sobre este oásis constitui uma interrupção e um descanso na aridez do deserto. Este é alimentado pelos rios San Pedro e Vilama, que nascem na montanha, e cujas cheias estão relacionadas ao desgelo do verão.

Esta cidade oferece temperaturas muito agradáveis, céu límpido e sol radiante durante 90% dos dias do ano. A água é um elemento escasso e as cadeias montanhosas da região impedem a penetração de ventos úmidos, o que lhe confere uma aridez. As temperaturas oscilam, podendo chegar a 40º.C durante o dia e vários graus abaixo de zero à noite. Em San Pedro, registra-se uma média que vai de 8º.C a 23º.C no inverno e de 12º.C a 25º.C no verão, com máximas que podem ultrapassar os 30º.C. As chuvas podem alcançar entre 50 e 100 mm por ano, e são ocasionais.

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Os moradores de San Pedro contam que em 2009 choveu um dia, por cinco minutos, em 2008, foram três dias, por cerca de 45 minutos, no total. A umidade relativa do ar é de cerca de 20%, porém neste período estava 10%. Só para se ter uma comparação em Salvador, no mês de Julho de 2010 choveu nos dois primeiros dias o equivalente a 120 mm (mais do que a máxima possível em Atacama). A umidade do ar em Lauro de Freitas oscila entre 70 e 95%, cerca de cinco vezes mais que em San Pedro.

A leste se encontra a Cordilheira do Andes, formada por uma grande quantidade de vulcões com altitudes que oscilam entre 4.500 e 6.000 m.s.n.m, se destacando os vulcões Licancabur, Lascar, Sairecabur e Putana, que provocam as atividades vulcânicas que se refletem nos geysers e nas lagunas altiplânicas (mas estes serão outros capítulos desta história).

A oeste se encontra a Cordilheira de Domeyko, com uma altitude de 3.300 m.s.n.m., e ao seu lado se encontra a Cordilheira de La Sal, com seus 2.500 m.s.n.m., formada por dobras de cortes terrestres e modelada pela erosão dos ventos e das águas, onde está localizado o Valle de La Luna (também um outro capítulo).

O sistema hidrográfico da região é endorréico: a água não chega ao mar, evapora-se antes, dissolvendo os sais do solo. Quando a evaporação é maior que a afluência da água, são formadas grandes concentrações de sal, como é o caso do Salar de Atacama (que também vai ser contado em outro momento), que se encontra ao sul de San Pedro.

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Apesar de isolada no coração do deserto mais árido do mundo, San Pedro tem uma vida agitada, principalmente à noite, onde bares e restaurantes ficam lotados de pessoas de toda parte do planeta, você se sente na Torre de Babel e as diversas línguas se confundem com a música atacameña tocada em todos os cantinhos da cidade.

15-San-Pedro-de-Atacama-%2817%29Acredita-se que a chegada dos primeiros habitantes nesta terra tenha sido entre 10.000 e 1.500 A.C., este povo vivia nas “quebradas” entre a bacia do Salar e a puna, em busca de vegetais e animais que garantiam seu sustento. Surgem os caçadores de camelos, se desenvolvem os instrumentos de pedra e as lanças de caça.

Por volta de 1.500-200 A.C., se começa a viver em aldeias e surge a vida familiar e comunitária, surge uma nova forma de convivência social que dá lugar a uma nova ordem política e econômica, se fortalecem as crenças e cosmovisões. Através da domesticação do guanaco, se cria a lhama. Introduz-se o cultivo do milho e da quinua e o tear e a cestaria. As crianças são vistas como mensageiros, começam as caravanas de interação com outros povos e a construção das aldeias (principalmente a de Tulor).

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Entre 200 A.C. – 500 D.C. se consolida a identidade da cultura atacamenha, começando pelo idioma kunza (que significa “nosso”), e baseada na criação de objetos cuja presença de características como as formas, cores, desenhos, se diferenciam de outras culturas vizinhas. Começa uma vida definitivamente sedentária, sustentada pela integração do pastoreio com o cultivo e no gado de lhamas e alpacas, das quais se aproveitam a carne e a lã, além de serem meio de transporte que auxilia no intercâmbio com outros povoados. Intensifica-se a atividade de criar rede de integração com outros povos de puna meridional, facilitando o acesso a uma gama de bens. A cerimônia funerária adquire relevância e surgem as primeiras tábuas para inalar alucinógenos. Cria-se a ordem hierárquica: nasce os chefes cujo símbolo de poder é o machado.

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Nos anos 500 – 900 D.C., Tiawanaku se converte no primeiro estado Sudamericano, influenciando fortemente a cultura atacamenha e toda região andina. Esta nova cultura chega através das sedes local, que estavam na esfera Shamânica, que adotaram novas crenças e novos deuses em sua cosmo visão. Ao ser adaptada pelos atacamenhos, surgem algumas modificações importantes, que levam uma maior complexidade a esta cultura, como a complementaridade e a reciprocidade.

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Surgem os sacrifícios humanos, se consolida o uso da folha de coca, facilitando seu acesso. Acreditam na vida depois da morte, enterrando seus mortos com vestuário e alimento para sua viajem além da vida, adoram distintas forças da natureza. Os pilares Tiawanaku eram sua cosmovisão e a rede de interação comercial com a puna, culminando com a queda do estado Tiawanaku, devido, aparentemente, às mudanças climáticas que originaram uma forte seque na região. Fortalecem-se os senhores atacamenhos, que cada vez contam com objetos de maior valor.

Entre os anos 1.000 – 1.540 D.C. ocorre a queda do estado Tiawanaku, levando a consolidação do senhor atacamenho, havendo uma mudança no mando político que teve um caráter mais guerreiro que shamântico. Se constrói PuKarás (fortalezas), pela necessidade de se defender.  Quando os atacamenhos se organizaram em um moderno sistema sócio-político, chegou o Império Inca, que impôs de forma pacífica um novo modelo de estado. Criação dos santuários das Alturas: Licancabur, Pili, Chilques, Llullaillaco e Cerro Quimal. Desenvolve-se a mineração e metalurgia.

15-San-Pedro-de-Atacama-%2816%29Começa a incorporação do império Inca através do novo senhor Pachacuti Inka. Assim, o povo atacamenho se incorporo ao Tawantisuyo, ajustando-se novamente a uma nova ordem de estado, com dimensões que abarcaram muito mais do que a região andina.

A conquista espanhola se dá entre os anos 1540 – 1590 D.C., pouco tempo após a chegada dos incas (cerca de 100 anos), os espanhóis chegam na América e com sua implacável conquista, terminaram por engolir a cultura atacamenha. Tomaram Pulcará de Quitor e decapitaram 300 cabeças que foram exibidas como forma de amedrontar o povo.

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Logo depois da tomada de pukará de Quitor, houve uma resistência que durou 50 anos, quando foram construídas a “Casa de San Pedro de Valdivia”, localizada na praça central de San Pedro de Atacama.

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Nesta época, também é construída a Igreja de San Pedro de Atacama, até que os espanhóis conseguiram submeter os atacamenhos ao seu sistema sociopolítico e cultural da colônia. Os atacamenhos chegaram a ser o povo mais desenvolvido do Chile.

15-San-Pedro-de-Atacama-%286%291 Atualmente San Pedro é considerada a capital arqueológica do Chile, e um principal ponto turístico do país, por agregar paisagens charmosas, céu azul e impressionantes cenários que a cercam e possibilitam excursões para os visitantes aventureiros.

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Aproveitaram a manhã para andar pela vila e conhecer alguns pontos turísticos, como a Municipalidad, localizada em frente a Praça Central (e única) da cidade, a Feira de “Artesanias” (muito cara, mas com coisas lindíssimas), e o Instituto de Investigaciones Arqueológicas y Museo R.P. Gustavo Le Paige, parte integrante da Unversidad Católica Del Norte.

 

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O Instituto foi criado em 1984 com a finalidade de dar continuidade ao importante legado do sacerdote belga, cuja transcendência excedeu as fronteiras nacionais. É por ele que o instituto se fortaleceu na área de investigação e docência, incrementando e projetando o conhecimento em temas ligados a arqueologia e antropologia, inseridos na região por Le Paige na década de 1950.

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Museu é um depósito e guardião das coleções arqueológicas e etnográficas recuperadas por Padre Le Paige, que radicou-se em San Pedro em 1955, começando, em paralelo ao seu trabalho pastoral, um estudo e a busca de restos do passado atacamenho. Em 1957 inauguro, junto com seus colaboradores, o primeiro museu em sua casa paroquial. Em 1963, com o apoio da Universidad Católica Del Norte, deu o primeiro passo para o primeiro pavilhão do atual museu, localizado no centro de San Pedro.
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De formação recente, a área museológica conta com quatro unidades especializadas supervisionam a devida conservação, documentação, exibição e difusão de mais de 300.000 peças da coleção. Busca adequar as necessidades atuais com a herança de Le Paige, em especial sua larga inserção dentro da comunidade atacamenha.

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E notem o Licancabur (que significa proteção ao povo) ao fundo olhando pelo “pueblo”. Muitos estudos indicam que as cidades foram construídas, não por acaso, próximo a estes gigantes, como forma de proteção, já que suas crenças adoravam o Sol, outros deuses e as manifestações da natureza, como algo importante na vida humana.

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Andaram por toda Rua Caracoles e escolheram o Restaurante “Sairi” para almoçar, comeram “pollo con mostaza” ao som do Rappa, colocado assim que perceberam que o casal era brasileiro. Eram os únicos no restaurante, afinal, ainda era muito cedo (por volta das 13h.) para o almoço em San Pedro, já que o pessoal fica até altas horas nos bares da cidade, que começa a se movimentar depois das 11h da manhã. Jorge quis jogar Taca-taca (totó/pebolim) com os funcionários, mas quando acabaram de almoçar já chegavam clientes no restaurante.
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Agora a cerveja era chilena, mas o molho pebre (que conhecemos na Argentina) continuava a ser servido com pães deliciosos.

 

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Muitas são as opções de agências de turismo que realiza os passeios pelo deserto, e uma dica: não deixem de contratá-las, o preço não é baixo, mas vale a pena pelas explicações, lugares visitados, e para evitar o desgaste do veículo próprio, que no caso da moto, não passaria por muitos lugares devido ao tipo de solo. O casal escolheu a Desert Adventure (Rua Caracoles esquina com Tocopilla) para realização dos passeios turísticos, fecharam um pacote no valor de $ 40.000 por pessoa (exceto as entradas dos parques) para conhecer o Valle de La Luna e Valle de La Muerte, com o pôr do sol incluso, o Salar do Atacama, com a Reserva Nacional dos Flamencos e as Lagunas Altiplânicas e Gêiser Del Tatio. Na agência fizeram o primeiro contato com um casal de brasileiros, que viriam a reencontrar mais tarde.

Combinaram realizar o passeio ao Valle de La Luna e de La Muerte para o mesmo dia, a saída foi marcada para as 16h. O guia turístico foi Salvador, um cara super animado, muito simpático e carismático. Na van, conheceram um casal carioca, que também estava conhecendo o Chile e San Pedro de Atacama, foi uma amizade instantânea, daquelas que parecem se conhecer a tempos!

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Bienvenidos a San Pedro do Atacama

09.12.2010
Bienvenidos a San Pedro de Atacama

15-San-Pedro-de-Atacama-%2840%29Chegaram a San Pedro de Atacama por volta das 18h. e se hopedaram na Pousada Don Raúl, uma pousada aconchegante, na rua principal de San Pedro.

Os quartos são feitos de adobe e terra, o que lhe confere, como em Purmamarca, um ambiente agradável tanto de dia como a noite, e a moto em frente à porta, novamente para felicidade e tranquilidade de Jorge.

 

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Após um ótimo banho, saíram para conhecer um pouco daquela cidade que mais parecia saída de um sonho, ou de um filme de faroeste. As ruas de areia, as construções de adobe, e cercada por enormes montanhas. Pararam para jantar no restaurante La Casona, onde a comida foi servida de forma exótica e com um aroma delicioso. Andréa experimentou a quinua, uma planta nativa da Colombia, Peru e Chile, grão indispensável na alimentação e à vida do homem no altiplano andino, conservadas por quéchuas e aymarás, é servida em saladas, pratos quentes, feita como o arroz. Gasto: $ 11.000 pesos.

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Situações engraçadas: “Como a maioria dos pratos no Chile, e na Argentina, não são acompanhados por nada além da carne e algumas verduras, decidimos pedir uma porção de arroz. Perguntamos então para a garçonete, que fazia esforço em nos entender e nos ajudar na escolha do prato, se tinha uma porção de arroz, ela questionou se era cru ou cozido, o que nos causou estranheza, mas informamos ser cozido. Depois de um tempo, decidimos perguntar novamente, pois ficamos com aquela sensação de não compreensão rsrsrsrsr Dito e certo, ela tinha entendido ajo, que significa alho!!!!!!!!!!! Ficamos só imaginando ela fazendo o pedido na cozinha e o povo dizendo: “nossa estes brasileiros tem cada gosto, querem uma porção de alho, mas quanto será uma porção de alho cozido??!!!!!!!!!!!!!!” Kkkkkkkkkkkkkk demos muita risada!”.

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Neste restaurante Andréa e Jorge puderam reencontrar os viajantes do sul e trocar emails, informações sobre a viagem, dicas e dar boas risadas juntos, comentando sobre as aventuras de ultrapassar a cordilheira.

 

Outro fato engraçado: “Em dado momento entrou no restaurante um grupo musical, tocou algumas músicas, ofereceu seu CD e, de repente, muito de repente, pegou os instrumentos e foi saindo do salão, meio correndo. Ficamos sem saber se fazia parte da apresentação ou se eram ilegais rsrsrsrsrsrsrsr e estavam fugindo de alguma fiscalização!”.

Aliás bons restaurantes, inúmeras pousadas, lojas de artesanato e agências de turismo é o que não falta nas poucas ruas de San Pedro. Contam os chilenos que San Pedro tem os melhores e mais caros hotéis do Chile e que este turismo é o mais caro do país. Em San Pedro se encontram os melhores resorts do Chile, que têm até Spa, entre eles o Kunza Hotel & Spa, o Hotel de Larache e o Tierra Atacama Hotel & Spa.

Depoimento Andréa: “Atravessar a Cordilheira foi maravilhoso, mas chegar em San Pedro de Atacama é inesquecível… é uma cidadezinha no meio do Deserto do Atacama, com cerca de 15 ruas onde circula gente do mundo inteiro pelas lojinhas, restaurantes e pelas ruas cheias de areia, isso, muita areia, e uma secura que está nos rendendo cabelos, pele, lábios e nariz ressecados e rachados, mas imaginem: muito ressecados. Vou dar um exemplo: enquanto estou passando hidratante nos braços, ao chegar nos ombros, o que estava próximo das mãos já secou!!! E os cabelos, que ficam todos espetados, é engraçado… Mas tudo isso vale a pena quando começamos a conhecer San Pedro. Porém não basta apenas vê-la, é necessário senti-la para se ter uma idéia do que tudo isto representa!”.

Após uma volta na cidade, o casal preferiu descansar… afinal, muita coisa os aguardava nos dias seguintes.

Para conhecer mais:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Pisco_(licor)

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Superando La Cordillera de los Andes!!!!!!

9º. Dias – 09.12.2010

  Purmamarca – AR – San Pedro de Atacama – CH

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Saíram de Purmamarca às 09h. Sabiam que este seria o dia do desafio mais importante: Ultrapassar a Cordilheira dos Andes. Enfim, chegou o momento mais esperado e, provavelmente o mais difícil.

Como sabiam que iriam passar frio, decidiram já sair agasalhados, até porque em Purmamarca já sentiam os ares mais gelados dos Andes, embora não usando ainda toda a roupa trazida para a ocasião.

Por indicação do amigo Dieter, Jorge e Andréa tomaram Diamox ontem e hoje pela manhã, e segundo sugestão de outros viajantes e do dono da Hosteria, Sr. Bilbo, deveriam parar em Susques e comprar folhas de coca para mascar durante a subida e não comer muito, para evitar os enjôos comuns na altitude.

Saíram confiantes, embora com certo “frio na barriga”, como disse Jorge ao ver a grande muralha…

A última imagem de Purmamarca, ao sair da cidade, é o “Cerro de los Sete Colores”, e assim se despediram deste “pueblo encantador”.

A estrada agora os levaria ao objetivo maior da viagem : San Pedro de Atacama, através do Paso de Jama, ponto mais alto do percurso.

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Alto em todos os sentidos: de altitude mesmo, de frio, de emoção, de superação e de algo que eles nunca tiveram contato na vida: o deserto mais árido do mundo.

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Novamente puderam ver os “Los Cardones”, agora em tamanhos menores, mas não menos bonitos.

 

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Jorge fez questão da foto com a Cordilheira ao fundo… lembrando que a do blog foi uma montagem, queria ter uma foto de verdade.

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Uma das coisas interessantes de andar pelo deserto é que em meio a tanta pedra, tanta secura e tanto isolamento, surgem “Oasis”, pequenas plantações e casinhas em meio ao nada.
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A estrada construída para ultrapassar esta barreira gigante não poderia ser com mais curvas. Viagem emocionante não apenas pelas paisagens, mas, principalmente, pelo trajeto realizado, serpenteando as grandes montanhas.
Pareciam estar no topo do mundo, mas ainda não tinham chegado nem perto dele.
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Olhem “La Cordilheira” a frente da estrada… o topo do mundo ainda estava a alguns kms de distância e a paisagem ficava cada vez mais “desértica”…

…com vegetação rasteira e os animais donos das alturas: vicunhas, guanacos e lhamas.Estes animais fazem parte das imagens do deserto, assim como a vegetação cada vez mais rasteira e em tons de amarelo, chamada de xerófila, vegetação adaptada à aridez.
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A vegetação possui raízes compridas, aprofundando-se bastante no solo para buscar água.  Apresenta folhas pequenas e muitas vezes cobertas de ceras, para diminuir a evaporação (perda de água). Possuem também, folhas em forma de espinhos para diminuir a evaporação.

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O Atacama é um deserto costeiro, é o mais alto e seco da Terra. Nele, uma chuva possível de ser medida – isto é, de um milímetro ou mais – pode ocorrer uma vez a cada cinco ou até a cada vinte anos.

De acordo com estudos realizados sobre o Deserto do Atacama, nele ficou sem chover mais de 400 anos, o que lhe conferiu a aridez hoje vista.
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E imaginem: o Deserto do Atacama um dia foi mar, após inumeros vulcões entrarem em erupção, provocando abalos sísmicos e estruturais, a Cordilheira dos Andes surgiu de um lado e a Cordilheira de Domeiko de outro, suas águas, então represadas, foram evaporando, restando inúmeros Salares, como as Salinas Grandes (este tom de branco visto ao pé da Cordilheira). Mas restaram algumas lagunas…. que logo vocês vão poder conferir!

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As Salinas Grandes estão a 3600 mts de altitude e seu contorno se destaca no horizonte a muitos quilômetros de distância. Quem chega a Salinas fica extasiado diante do mar de sal. A beleza do salar se une ao céu azul, refletindo uma luz muito especial.

Esta salina é um sedimento químico de evaporação, que se divide em três tipos de zonas dentro do salar: “La salina poligonal”, “las eflorescências salinas” e “La limosa”.
“Las Salinas Grandes” tem o silencia, o prazer do ar puro, e seus 524 mil metros quadrados, fazem dela um marco de notável beleza natural.
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Após atravessar o ínicio do deserto, chegaram a Susques, a última cidade antes de chegar ao Paso de Jama, antes de começar a subir a Cordilheira.

Aproveitaram para comprar as folhas de coca, que nesta região são vendidas em qualquer comércio, como folhas de louro ficam em sacos enormes e são cobradas por peso.

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Também aproveitaram para abastecer, já que acreditavam ser este o último posto antes de da Cordilheira, mas não é!!!

Posto de uma única bomba, que tem tanto adesivo que Jorge teve dificuldade de encontrar um espacinho para deixar o do seu Moto Clube Rota 99.

Você consegue encontrar??
Junto ao posto havia o Hotel e Restaurante Pastos Chicos, de um pessoal super receptivo e simpático. A galera da foto é o dono do Hotel e os jovens são aprendizes de hotelaria e 13-Purmamarca-Susques-%2824%29restaurante, ele cede o espaço para que esta turma possa apreender a empreender e monte seu próprio negócio em Susques, para melhor atender o turista.
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Este pessoal adorou ouvir os viajantes falar português e fizeram várias perguntar para Andréa sobre a pronúncia das palavras.

Depoimento Andréa: “Foi uma conversa divertida e que marcou nossa passagem por Susques, com certeza não iremos esquecê-los e esperamos reencontrá-los um dia”.

13-Purmamarca-Susques-%2822%29O casal aproveitou a hospitalidade para comer uma “media luna”, tomar um café quentinho e colocar mais roupas. A Andréa usou tudo de frio que tinha direito, já que estava sentindo o frio das alturas e ainda iam subir muito.

Jorge e Andréa retornaram a estrada, deixando prá trás uma torcida especial pelo sucesso de sua aventura.

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Enfim… estavam atravessando a Cordilheira dos Andes, pelo famoso Paso de Jama.

 

 

 

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Pouco antes de chegar a Aduana Argentina, fizeram uma parada em um último posto de abastecimento, para beber água e esticar as pernas. Neste posto encontraram outros aventureiros brasileiros, o Clemir e Neréia e o Cláudio, que estavam vindo do Rio Grande do Sul em direção a San Pedro.

14-Susques-San-Pedro-Paso-de-Jama-%285%29Passaram pela Aduana Argentina sem qualquer dificuldade, inclusive nos passando na frente de um ônibus lotado de turistas argentinos que seguiam em direção ao Chile.

Logo estariam em solo Chileno…

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Após passar o limite Internacional, começaram a subir cada vez mais alto… e ver imagens que se pode chamar de surreais.

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A flora é composta por ervas e flores como a llareta, a grama salgada e o tomilho, por árvores como o chañar, o pimiento e o algarrobo, característicos por sua frondosidade e o agradável remanso oferecido pela sua sombra.

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Mais sal pelo caminho… passaram pelo Salar de Tara. Em 1996, Salar de Tara foi designado a Wetland de importância internacional pela Convenção de Ramsar. Caracteriza lagos permanentes e seasonal. Entre eles, o principal é o Lago Tara, que é alimentado pelo rio de Zapaleri.

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O Salar de Tara fornece o habitat para várias e raras espécies animais selvagens que estão em perigo. Viscacha da montanha, Vicunha, a Alpaca, além do Ganso Andean, a Puna Tinamou e as três espécies de flamingo que habitam o Chile e são consideradas vulneráveis.

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Quando acreditavam já ter visto algo magnífico, outra visão extraordinária se apresentava aos olhos admirados diante de imagens tão deslumbrantes e diferentes, como as lagunas altiplânicas, águas rodeadas de sal, que surgem em meio ao deserto.

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Na estrada, super bem sinalizada, bem asfaltada e limpíssima, algumas placas como esta,  os acompanharam e lembraram todas as serras por onde passaram, estas placas indicavam a queda de pedras… também, com tantas, seria difícil que elas não caíssem morro abaixo…

 

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Em dado momento da viagem, Andréa pediu para Jorge parar um pouco a moto para descansar, porém ao descer da moto, percebeu que estava passando mal. Jorge aproveitou para fotografar a cena… e para mostrar a altitude: 4704 acima do nível do mar.
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Mas o GPS indicava que já haviam chegado a 4804 mts, agora começavam a descer…

Depoimento Jorge: “Lembram que há dois dias atrás eu dizia que a primeira imagem da cordilheira era perturbadora e que bateu um certo medo de passar mal ao subi-la? Pois é. A surpresa que nos aguardava foi que ao invés do fumante passar mal, quem passou mal foi a Andréa!!!

Ficamos uns 15 minutos parados a 4700 metros de a.s.n.m. esperando ela se recompor. Eu aproveitei e assumi a maquina fotográfica para registrar aquela “cena improvável”. Apesar de eu estar me sentindo bem, a falta de ar era impressionante. Tudo tinha de ser feito bem devagar, em câmera lenta. Meu medo era se ela desmaiasse ali. Aí a coisa iria ficar complicada.
Se já não estivéssemos alto o suficiente, depois que começamos a rodar novamente ainda subimos um bom tanto, mas não registramos porque o GPS foi desligado por falta de bateria.”

Depoimento Andréa: “Não sei o que aconteceu, comecei a ficar com moleza no corpo, precisei sentar… precisam ver a cara do Jorge quando disse que ia deitar um pouco… aí ele é que quase desmaiou de susto hehehehe Dizia: não, por favor, tente não deitar… Não tinha dor de cabeça, ou enjôo, apenas fraqueza, acho que o comer pouco foi muito pouco pra mim… o pior é que suei frio e suar frio no frio, de moto, não é nada agradável… quando voltamos a andar achei que ia congelar… rsrsrsrsrsrsrs”.

 

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Após Andréa melhorar e conseguir subir na moto, seguiram caminho, Andréa ficou tão bem que conseguiu até dar continuidade às fotos, ainda bem, pois pode fotografar uma visão MARAVILHOSA: o Vulcão Lincancabur, marca registrada de San Pedro de Atacama, dá as boas vindas aos viajantes… estavam quase chegando…

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Enfim, depois de muito subir, desceram super rápido, cerca  de 2000 metros em 40 km…

Chegaram a San Pedro de Atacama por volta das 18h.

 

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Eis a Aduana Chilena, pela qual também passaram sem qualquer problema e onde encontraram outros viajantes, alguns chegando, outros indo embora.

Depoimento Andréa: “Saímos de Purmamarca rumo a Cordilheira. Ver a Cordilheira no horizonte é emocionante, quase inacreditável, imaginar superá-la é algo que dá um frio na barriga rsrsrsrs, mas a encaramos de frente rumo ao objetivo maior da viagem, chegar a San Pedro de Atacama. Com a subida surgem imagens inacreditáveis, mas também chega o frio, não temos idéia de quantos graus atingimos, mas podemos garantir: fazia muito frio. Começamos a ver as lhamas, vicunhas e guanacos, ainda não sabíamos diferenciar direito um do outro, depois aprendemos rsrsrsr e continuamos subindo!!!!!! A Cordilheira è GIGANTESCA!!!!!!!!!!!!!! As imagens são de outro planeta!!!!!!!!!! Não tem como explicar, palavras não vão conseguir expressar tamanha beleza e grandeza, tampouco o que sentimos em estar ali, vendo tudo aquilo como se fosse um sonho… Água em um deserto já é incrível, imagine então saber que este branco em volta delas é sal…..Subimos tanto que passei mal… também chegamos a 4804 mts de altitude… para quem saiu de 0 a beira mar, é ALTO DEMAIS!!!!!!!!! Mas valeu a pena cada segundo!!! A hora que vi o Vulcão Lincancabur, foi uma emoção incrível… estávamos no Deserto do Atacama”.

Depoimento Jorge: “Depois que passamos a aduana argentina a 4230 metros de altitude, ainda fomos subindo, subindo, uns retões enormes, mais subida, e quando parecia que já tínhamos subido tudo o que era possível, subia-se mais um pouco. O legal é que esta cordilheira não é como uma montanha em que você sobe de um lado e quando chega-se ao cume você começa a descer do outro. Ficamos andando pelo “altiplano” por uns 100 kms ou mais, vendo paisagens inacreditaveis. Eu que fiquei por mais de um ano pesquisando informações e lí uma centena de relatos de outros moto-aventureiros que já fizeram esta viagem, já estava até familiarizado com as fotos desta travessia pelo Passo de Jama. Mas como já foi dito neste blog tantas vezes, as fotos não conseguem transmitir a grandeza e a beleza deste lugar. Bateu uma emoção forte nesta parte da viagem. Ainda nem tínhamos chegado à metade da viagem e o sentimento de superação e sonho realizado já era forte.

Mas se a subida foi feita aos poucos, a descida foi vertiginosa. Estávamos a aproximadamente 5000 metros de altitude e num retão de 40 kms estávamos em San Pedro de Atacama, a 2400 metros de a.s.n.m.
Os ouvidos pipocavam sem parar e a cada km rodado parecia que tinha um pouquinho mais de ar para respirar. Imagino que quem faz o caminho inverso e pega essa subida logo ao sair de San Pedro deve sofrer um bocado. Principalmente a moto deve sofrer!!!
A sensação de calor ao chegarmos em San Pedro era absurda. Vinte minutos atráz estavamos a alguns graus abaixo de zero. Paramos em frente à aduana chilena, que fica na entrada da cidade de San Pedro, sob um sol escaldante e uns 30 graus à sombra, vestidos com um monte de blusas por baixo da jaqueta de cordura, luva de lã por baixo da de couro, 2 balaclavas, 2 calças, 2 meias de lã bem grossas, etc…
As blusas, balaclavas e luvas foram fáceis de tirar. Já as calças e meias teriam de esperar até acharmos uma pousada, coisa que demorou uma hora mais ou menos. A primeira coisa que fizemos quando pegamos o nosso quarto na pousada foi tomar um bom banho. A roupa de cordura fedia mais que uma lhama…”

Acompanhe nossa viagem no vídeo abaixo…

Total de Km Rodados: 435
Abastecimento: 30 litros
Hospedagem: Pousada Don Raul – http://www.donraul.cl/
Valor da diária: $ 38.000 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, aconchegante, excelente café da manhã (primeiro no estilo brasileiro de Buffet)
Gasto total (com alimentação): R$ 260,00
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A Incrível Purmamarca!

8º  Dia –08.12.2010
Salta – Purmamarca – AR
Decidiram sair de Salta por volta das 15:30h rumo a Purmamarca, assim ganhariam um dia de viagem, que poderiam usar em outra ocasião.
Por indicação de Hector fizeram um caminho através de uma serra, linda, porém estreita e bastante movimentada de animais na pista, mostrada no vídeo…

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Chegaram a Purmamarca, por volta das 19h, trata-se de uma cidade pequena cercada por gigantescas montanhas.
Pequena mesmo, a vilazinha é formada por praticamente 12 quarteirões.
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O povoado de Purmamarca é uma pequena aldeia, circundada pelo Rio Purmamarca e por dois cerros, se encontra a 3 km da Rota Nacional no.9, a 65 km de San Salvador de Jujuy e seu nome significa “Pueblo de La Tierra Virgen” na língua aymará. Sua origem é pré-hispânica, do início do século XVII, está localizada a cerca de 2300 mts de altitude. O clima da região é temperado, com máximas de 25ºC e mínimas de 2ºC.
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Seu traçado urbano de construções de adobe e tetos de cordão, palha e barro, foi realizado em torno da igreja datada de 1648, consagrada a Santa Rosa de Lima, em estilo clássico Quebradeño (da região das Quebradas), de nave única e angosta, com muros externos de adobe e uma típica carpintaria de cardón em seu interior, onde se encontram imagens e pinturas do século XVIII. Foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.
Persiste entre este12-Purmamarca-%286%29 povo, costumes pré-hispânicos importantes como as celebrações comunitárias com a participação do povo. Também é importante o culto a Pachamama e outros ritos anteriores a colonização, podendo se observar como vivem os cultos indígenas com as igrejas coloniais.

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A música também é protagonista principal nesta área, onde é executada com instrumentos próprios como: sikuris, quena, cajá, erque, erquencho e charango.

12-Purmamarca-%2826%29A pequena localidade adquire relevância na região por sua admirável paisagem montanhosa e por contar com excelente infra-estrutura de alojamento, gastronomia e passeios.

O pequeno povoado é uma atração especial porque se encontra localizada na base dos majestosos cerros multicolores. A imponente Quebrada de Humahuaca, declarada Patrimônio da Humanidade, é o eixo desta área por onde corre o Rio Grande. Ao transitar nas ruas do pequeno povoado, se pode observar os vistosos cerros, entre eles se destaca o “Cerro de los Siete Colores”, de origem sedimentária e formado por material do período cretáceo, cerca de 65 milhões de anos atrás.

O “Cerro de Siete Colores” é um marco natural de Purmamarca, é o única na região e no resto do país. A combinação se suas cores se manifestam com deleite aos olhos de quem o observa. Conhecido também como Formação Yacoraite, que se localizam na Quebrada de las Conchas e Quebrada Del Toro.

As capas sedimentares de diferentes tonalidades como o colorado, o ocre, o violeta, complementam a beleza da Quebrada de Purmamarca, juntamente com a Quebrada de Humahuaca. De vários pontos se pode apreciar a policromia que irradia do cerro.

Neste “pueblo” viveu o famoso cacique Viltipoco, do povo de Los Omaguacas, que eram compostos por grupos como los Purmamarca, los Tilcara, los Ocloyas, entre outros, população originária da Quebrada de Humahuaca, habitaram os púcaras, tipo de construção que ainda hoje está em pé, testemunhando a força de um povo que luto para defender seus territórios dos conquistadores coloniais. Sua estratégia é produto de um notável intercâmbio e comunicação entre o Império Inca e as particularidades indígenas de La Puna. Dentro de sua organização social se destaca a presença do cacique, que além de ser um chefe político-militar, também tem caráter religioso. Viltipoco se descatou por guiar a luta de seu povo para impedir a fundação espanhola na região, seu povoado foi Purmamarca, de onde dirigiu as operações para defender seu território. A história conta que em 1954 ele foi capturado pelos homens de Argañaráz que o mataram em Santiago Del Estero.

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A principal atração o vilarejo é uma feira de artesanato ao redor da praça central, onde se encontra objetos de artesanato, lembranças, muito tecido colorido, malhas produzidas com lã de lhama e ponchos (uma delícia ao toque e super quentinhas), ervas medicinais, enfim, artigos típicos da região andina e que dão um toque especial a este vilarejo.
Com excelentes preços, este é o melhor local para quem quer comprar artigos típicos.
A feira funciona até as 20h (percebam que ainda é dia claro). Mas Jorge e Andréa chegaram em cima da hora do término da feira e tiveram que ser rápidos para olhar tudo em meio ao desmonte de algumas barracas, foram com as roupas de andar de moto e tudo, não dava tempo de se arrumar…
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Acabaram comprando o que desejavam em uma loja, de um argentino muito simpático e com bons preços, chamada Regionales Purmamarca.
Depoimento Andréa: “Ainda bem que chegamos tarde, a Feira de Artesanias estava fechando, quero dizer sorte para o Jorge e para a moto!!! Pois não consegui comprar quase nada… Que saudade do meu carrinho com porta malas”.
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Após se alojar na Hosteria Bebo Vilte, tomar um bom banho e vestir roupas confortáveis e quentes, já que a temperatura estava bem mais baixa, afinal já estavam beirando as Cordilheiras, decidiram ir jantar e andar pela cidade.
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Os quartos da hosteria são feitos, como todas as casas de Purmamarca, de adobe, o que lhe garante estar fresca durante o dia e bem quentinha à noite, fato que chama a atenção, e prova a inteligência dos Incas, que perceberam neste tipo de material (pedra e barro) uma forma natural de manter o ambiente agradável.
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À noite não se vê viva alma nas ruas, a não ser os turistas que vêm do mundo todo e que perambulam por lá. Exceto a praça da igreja, as demais ruas da cidade não têm iluminação, sendo que o que se destaca são apenas as luzinhas na entrada dos inúmeros restaurantes e hosterias, que chamam a atenção por sua decoração típica e por muita música.

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Decidiram jantar no Restaurante Rincón de Claudia Vilte (mesmo sobrenome do dono da Hosteria), uma música desde a infância, que representa seu povo, através de suas canções e que atualmente é professora da Universidade de Salta.

O local tem estilo de taberna, com boa música e uma decoração incrivelmente diferente, exótica e muito cultural. Nas paredes existem altares, cultuando os ancestrais (Abuelos de Claudia), fato comum na cultura Inca, já que graças à existência deles é que nós existimos na atualidade. Tão óbvio e tão distante da cultura ocidental. Nestes altares são colocadas fotos, flores, objetos pessoais e presentes.
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“Quando interpreto canções, trato de colocar nelas alguma mensagem, pois com esta atitude transcendental se conscientizam as mentes, pois considero que não canto para um grupo de gente, mas para o ser humano”. Claudia Vilte
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O casal decidiu experimentar a carne de lhama, pediram empanadas de charque de lhama, um tipo de pastel de forno, delicioso, recheado com carne seca de lhama, com um bom vinho da região de Salta.
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Este molhinho vermelho na foto se chama “pebre”, é feito de tomate bem maduro, temperado com sal e bem apimentado. Todos os restaurantes da Argentina e do Chile servem este molho com pão de entrada.
Depoimento Andréa: “Quando acho que já vi tudo de lindo e diferente, eis que surge Purmamarca… gente, é uma cidadezinha no meio do nada, entre montanhas gigantescas por todos os lados e é LINDA!!!! Muito diferente de tudo que conhecemos, andando pelas suas ruas escuras, não temos idéia do que vamos encontrar,  embora pequena tem infra-estrutura excelente, com boa comida, bom atendimento, bons vinhos, bons hotéis, inclusive até um SPA… tudo aqui é lindo demais, só estando neste lugar para compreender a sensação de estar entre este povo, espero poder voltar aqui mais vezes!!!”.
Depoimento Jorge:
“Sair de Salta no meio da tarde foi uma estratégia acertada. A estrada que leva de Salta a Purmamarca é uma delí12-Purmamarca-%2818%29cia, uma serrinha cheia de curvas e paisagens lindas. A estrada é um tapete, porém é tão estreita que em algumas curvas só passa um carro de cada vez.
Devido ao pequeno trecho percorrido neste dia, pudemos ir devagar, passeando e curtindo a estradinha. Neste trecho também tem muuuitos animais soltos à beira da pista, e alguns bem no meio dela. Assistam ao vídeo e vão entender o que digo…
Esta parada em Purmamarca também era um tanto quanto estratégica. Localizada aos pés da Cordilheira dos Andes e a 2.300 a.s.n.m. (altitude sobre o nível do mar) é um bom lugar para passar a noite que antecede a travessia da cordilheira e dar uma “aclimatada”. Além disso, é um vilarejo muito pequeno e pitoresco, onde você encontra três coisas: Pousadas/hotéis, bares/restaurantes e feira de artesanato. Nada mais! Pra terem uma idéia, não tem nem posto de gasolina em Purmamarca.
Pra minha sorte chegamos na hora em que a feira de “artesanias” estava acabando, porque senão eu teria de jogar fora as ferramentas e peças sobressalentes que carregava nas malas para enchê-las de tapetes, colchas e artesanatos em geral…”

Aproveitem Purmamarca…

 

Para conhecer mais:

Total de Km Rodados: 158
Abastecimento: 16 litros
Hospedagem: Hosteria Bebo Vilte
Valor da diária: $ 120,00 pesos
3 Estrelas: Arrumado, limpo, simples, bom para banho e para dormir, café da manhã bem simples.
Gasto total (com alimentação): R$ 125,00
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Descobrindo LA LINDA!!!

8º. Dia –08.12.2010
Salta – Argentina
Pela manhã, o casal decidiu ir conhecer as Igrejas e Museus da cidade, enquanto decidiam se ficavam mais um dia ou saiam rumo a Purmamarca.
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Salta é a capital da província de Salta e uma das mais importantes cidades do noroeste do país. Se encontra localizada ao leste da cordilheira dos Andes, no fértil Vale de Lerma, a cerca de 1 187 m acima do nível do mar. Nas últimas décadas a área urbana estendeu-se até alcançar localidades vizinhas, compondo a região que se denomina Grande Salta.
É uma sede episcopal. Conta com duas universidades (uma delas é a Universidade Nacional de Salta), e numerosas instituições educativas de nível superior, incluindo vários museus e bibliotecas.
Famosa por sua arquitetura colonial, em anos recentes se converteu em um importante centro de turismo. Por seus atrativos recebeu o apelido de Salta, la Linda (“Salta, a linda”). De acordo com os estudiosos, a palavra salta foi produto de uma deformação da palavra aimará (os indígenas originais) sagta, que significa la hermosa (“a formosa”), e por fim finalmente permaneceu “Salta, a formosa” ou “linda”, como se diz atualmente.
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A cidade foi fundada em 16 de abril de 1582 pelo espanhol Hernando de Lerma, cumprindo ordens do vice-rei do Peru, Francisco de Toledo, que tinha o objetivo de criar uma escala na rota entre Lima e Buenos Aires. Durante o período colonial a população cresceu rapidamente pois era abastecedora de matéria-prima para a opulenta Potosí. Fez parte do vice-reinato do Peru até 1776, quando a Coroa espanhola criou o vice-reinato do Rio da Prata. Em 1783 foi designada capital da Intendência de Salta del Tucumán.
Após a independência em 1816, Salta foi arruinada economicamente e submergiu num período de decadência por boa parte do século XIX. A retomada começou na década de 1890, com a chegada da ferrovia e a radicação de numerosos imigrantes espanhóis, italianos e árabes (sírios e libaneses em particular), e a economia local ganhou novo vigor.
Desde meados do século XX a cidade experimenta um acelerado crescimento demográfico, passando de 115 mil habitantes em 1960 a quase 1.000.000 na atualidade.
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Em volta do jardim da Praça 9 de Julho, que marca o centro, perfilam-se uma Câmara Municipal do século XVIII, a catedral e o edifício do museu de Arqueologia de Alta Montanha, onde uma importante coleção. Concentra os mais significativos edifícios da cidade e é a única praça rodeada por árcades. Destaca-se o “Monumento ao General José Antonio Alvarez de Arenales, que acompanhou San Martín na luta libertadora. Ao redor do monumento se pode observar quatorze musas que representam as províncias Unidas do Rio de La Plata que existiam no começo do século XIX.
Salta é uma das cidades que mais preservou sua arquitetura colonial em toda a Argentina. Desta época preserva o Cabildo colonial (século XVIII), a Igreja e Convento de São Bernardo (séculos XVII-XVIII) e várias casas do século XVIII. Possui ainda importantes construções neoclássicas e ecléticas, como a Catedral e a Igreja e Convento de São Francisco.
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O Cabildo é o edifício colonial mais antigo da cidade. As obras da construção se iniciaram em 1780 sob a direção de Antonio de Figueras e se concretizou no mesmo dia da fundação de Salta. Sua torre foi levantada vários anos depois. Mais adiante foi parcialmente demolido: desapareceram a sala capitular, três arcos da planta baixa e quatro da planta alta. Em 1676 se decidiu melhorar a edificação e em 1783 se realizou sua reconstrução. Em 1945 foi restaurado pelo arquiteto Mario Buschiazzo. É o cabildo mais completo e melhor conservado da Argentina. Foi declarado Monumento Histórico Nacional em 1941.

Cabildo colonial é o nome dado às corporações municipais instituídas na América Espanhola durante o período colonial que se encarregavam da administração geral das cidades coloniais. Era o órgão que dava representatividade legal à cidade, através do qual os habitantes resolviam os problemas administrativos, econômicos e políticos do município.

O cabildo é derivado de instituições similares da Espanha medieval, transplantadas à América pelos primeiros conquistadores já no século XVI. Abrigou o governo de Virreynato desde o século XVI até o início do século XIX.
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A Igreja Catedral de Salta foi construída onde estava a primeira catedral da cidade. A edificação é da segunda metade do século XIX. É um Monumento Histórico Nacional; na parte posterior funciona o Museu Catedralício.
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A partir de 1858 se constrói a antiga Catedral danificada por um incêndio, finalizando em 1882. Sua fachada tem um estilo italiano clássico, com frisos e colunas muito trabalhadas sobre as quais se assentam os campanários com arcos que arrematam uma cruz de ferro forjado. É um dos ambientes religiosos de maior suntuosidade no país.
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Foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1947.

Em seu interior, possue três naves e um cruzeiro con cúpula, destacando-se por sua ornamentação em cores ocre, verde e azul, além do dourado que ressalta a observação do altar maior, uma manifestação do barroco, obra do arquiteto franciscano Luis Giorgi.

 

 

Procissão do Milagre10-Salta-%2850%29

Se veneram as imagens del Señor e da Virgem del Milagro, patronos tutelares de Salta desde 1962. A cada 15 de setembro, realiza-se na cidade de Salta, a tradicional procissão de agradecimento aos protetores da cidade, O Senhor e a Virgem do Milagre.

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Este fato marca o final da Festa do Milagre, que lembra os terremotos que arrasaram a província no dia 13 de setembro de 1692. Os sismos estremeceram a cidade e destruíram a próspera vila de Esteco. Conforme a história, os tremores não pararam até que as sagradas imagens não foram exibidas pelas ruas da capital em procissão.

 

 

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A Igreja de São Francisco de Salta é um dos mais belos edifícios de estilo neoclássico do século XIX na Argentina. Sua fachada e seus muros vermelhos aparecem em muitos cartões-postais da cidade.

Esta igreja pertence a ordem franciscana e teve várias reconstrucões. A primeira etapa foi concluída em 1625 e posteriomente se contruiu o segundo tempo, em 1674, que foi destruído por um incêndio em meados do século XVIII, dando início a construção da igreja atual, sobre a direção do espanhol Fray Vicente Muñoz, nascido em Sevilla.

10-Salta-%2813%29Foi também decorada pelo arquiteto Luiz Giorgi em sua reforma de 1870, quando se levantou a esbelta torre que acompanha o templo. Com seu campanário separado da nave central, de cinqüenta e três metros de altura, se converte na mais alta da América do Sul, chamada “Campana de La Patria”, foi realizada mediante a fundação dos canhões utilizados na batalha de Salta de 1813, em início do século XIX, foi realizada uma missa fúnebre em memória dos vencedores e vencidos desta batalha.

Na praça da entrada se encontra uma estátua dedicada a San Francisco, o fundador da ordem religiosa, que foi inaugurada em 1926, doada pelo governo italiano de Mussolini.

Foi declarada Monumento Histórico Nacional em 1941.
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O edifício do Centro Cultural América foi construído em 1913, sobre terrenos que pertenciam a igreja de La Compañia de Jesús, e desde 1950 funcionou como Casa de Gobierno, até que em 1987 se transformou no atual Centro Cultural. Foi projetado pelo Arquiteto Arturo Prins e realizado pelos engenheiros Cornejo e Correa.

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Sua fachada é divida em três níveis correspondentes ao ingresso, a planta nobre e a trapeira, conciliando as linhas do acedmicismo francês nos níveis superiores, com o árcade inferior, constituída por três grandes arcos neo-renascentista que dão harmonia ao conjunto e integram com seu entorno circundante.

 

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O interior é notável pela interessante sequência de suas escaldarias, em torno do vazio do hall principal, localizado na primeira planta. A tecnologia da construção com o uso de colunas e perfilados de ferro e bronze, foram vanguarda em sua época. Se destacam os pisos plicromados do tipo veneziano e os vitrais importados de Milão.

Em 1994, foi declarado Monumento Histórico Nacional.

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O Museu de Arqueologia de Alta Montanha (MAAM) é um destino iniludível por exibir elementos de um Santuário de Altura da cultura inca, incluindo as múmias de três crianças indígenas. Os corpos destas três crianças incas mantêm-se em um estado de conservação incrível, com mais de quinhentos anos foram encontradas no cimo do vulcão Llullaillac – onde se situava esta civilização, de cujo império esta zona chegou a fazer parte.
O museu nasceu da vontade do Governo da Província de Salta de resguardar, estudar e difundir os achados dos “Niños Del Llullaillaco”, sem dúvida um dos descobrimentos arqueológicos mais importantes dos últimos tempos. Estas três crianças foram encontradas em Março de 1999, conservados pelo frio, em cima do vulcão Llullaillaco, a 6700 mts de altitude, junto a cento e quarenta objetos que compunham sua bagagem: um particular mundo em miniatura que os acompanhava em sua viagem. Os estudos realizados permitiram supor que viveram a mais de 500 anos, no apogeu do estado inca, pouco antes da chegada dos espanhóis.O MAAM ocupa um histórico e antigo edifício de meados do século XIX, sua fachada, restaurada, se inscreve dentro do estilo neo-gótico da era victoriana. Seu interior foi remodelado, conservando estruturas históricas, a fim de adaptar-lo a sua nova função. Equipado com a mais moderna tecnologia, desenvolve diversas atividades que convergem em torno da conservação, estudo e difusão das valiosas coleções que nele se exibem.
Para assegurar um bom estado de conservação de sua coleção, o ambiente nas salas de exposição estão controlados automaticamente, mantendo o ar filtrado e desbacterizado, a uma temperatura constante de 18º.C e uma umidade relativa de 45%. Também conta com um sofisticado sistema de iluminação controlada que varia sua intensidade nas vitrines na presença do público. As salas de exposição estão equipadas com sons que buscam recriar os cantos, música e sons pré-colombianos. A isto se somam quatro vídeos, documentários de formato moderno. O museu se apresenta de maneira didática, e ao mesmo tempo com uma visão científica, sobre este maravilhoso achado que permite ver e compreender uma cultura que ainda hoje permanece viva em grande parte da América andina.
Infelizmente não se podem tirar fotos dentro do museu, mas para conhecer mais todos podem acessar o site, que apresenta uma visita virtual: http://maam.culturasalta.gov.ar/. Valor de entrada: $ 30,00 pesos por pessoa.
Depoimento Andréa: “Ver as crianças encontradas no vulcão é fantástico, uma sensação de perpetuação da história, e é incrível o estado de conservação em que se encontram. Realmente maravilhoso!”.
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As ruas de Salta são divididas em quarteirões do mesmo tamanho, de tal maneira que alguém habituado às excitantes ruas portuguesas que sobem, descem, estreitam e alargam, se perde em menos de dois minutos. As construções mais altas parecem ser as torres dos campanários das igrejas, pintadas de branco e tons creme que lembram suspiros e gelados – com a escandalosa exceção da Igreja de S. Francisco, cor de tijolo com colunas brancas e rebordos amarelo-dourado.

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A região de Salta consegue combinar zonas andinas áridas com vales férteis e verdes. Os índios Diaguita-Calchaquies viviam nestes vales, e renderam-se à influência inca bem antes da conquista espanhola. A província salteña tem um território variado, com vales temperados, selvas tropicais e desertos andinos. Todas estas regiões têm algo para oferecer do ponto de vista turístico: pitorescos povoados moldurados em paragens solitárias, adegas de vinho e estâncias rurais, artesanato ou paisagens cordilheiranas cheias de colorido. Em Salta também há uma forte cultura musical. Destacam grupos folclóricos como Los Chalchaleros, Los Nocheros e o Duo Salteño.

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Economia

Os cultivos industriais são o tabaco, a cana de açucar, a uva, os cítricos, feijão, pimentão, batata e o algodão. Um promissório cultivo é a quinoa. Em Salta há criação de bovinos, ovinos, suínos, caprinos, asnos e mulas. A atividade de criação de caprinos se complementa com a elaboração de queijos. A criação de camélideos permite a obtenção de lã ou fibra para a confecção de artesanatos e roupa ecológica. Em relação aos minérios, o território apresenta interessantes perspectivas para a descoberta de minérios metalíferos, não metalíferos e rochas de aplicação. Nas minas de produção destacam-se os minerais de boro e de seus produtos derivados, como ácido bórico, bórax anidro e bórax penta.

Quanto à vitivinicultura, 99% da superfície total dos vinhedos salteños produz uvas para vinhos finos, um índice único no país. Atualmente exportam-se desde Salta 1.200.000 garrafas de vinhos Premium a 30 países de todo o mundo. Embora a participação de Salta na produção nacional seja de 15, ressalta a exportação dos vinhos do Vale Calchaquí, com 15% do volume total de envios ao exterios. A intenção oficial é que as adegas salteñas participem de todos os eventos onde puderem mostrar-se e difundir a bondades dos vinhos das alturas.

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Depois do passeio turístico, Jorge e Andréa decidiram almoçar no Restaurante e Pizzaria Paso Del Rey, próximo ao hostel, e como gostaram muito, comeram novamente o tão gostoso Lomito, agora acompanhado com “papas” fritas.

Depoimento Andréa: “Salta é uma cidade linda, muito arrumada, bem cuidada e com um povo muito acolhedor, educado. Realmente estou encantada com esta região da Argentina. A cidade tem muitos pontos turísticos, mas seria preciso mais alguns dias para conhecer todos, aliás, em todo lugar que passamos precisaríamos de mais alguns dias rsrsrsrsrsr O povo desta região cuida muito de sua história e demonstra sentir orgulho de sua cultura. É fantástico estar aqui e isto é apenas o caminho de ida até Atacama, imaginem!!!”.

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Chegando em Salta

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Chegaram a Salta (La Linda) por volta das 19h., um pouco cansados, mas extasiados com tanta beleza. Procuraram pelo hostel indicado por um viajante e logo o encontraram. Uma graça de hospedagem, com um pessoal muito alegre, receptivo e gentil. Como não havia estacionamento próximo, adivinhem o que aconteceu???

Este é o Hostel Yatasto, de Hector, chileno, e sua família, esposa brasileira e filha (adotiva) também brasileira, para alegria do Jorge a moto passou por este corredor estreito, entre bancos e a linda decoração e ficou na porta do quarto.
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Depoimento Andréa: “LLEGAMOS a Salta!!!!!!!!!!!!!!! A parte mais bonita e mais emocionante da viagem até aqui, IMAGENS FANTÁSTICAS,  acho que a palavra ideal é IMPRESSIONANTE, as fotos não mostrarão o que realmente sentimos diante da grandeza da natureza neste trecho da viagem!!! Vimos as lhamas pela primeira vez, cactos gigantes e montanhas, montanhas gigantescas, realmente foi de EMOCIONAR, chegamos na maior altitude até aqui: 2990 mts, foi tudo tranqüilo, nem percebemos, o que foi bom sinal. A viagem foi tranqüila, tudo está ótimo, as cidades, as estradas excelentes, até as mais “exóticas” são arrumadas, cuidadas, estamos adorando a Argentina, estou pensando até em viver por aqui hehehehehehehe”.

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Depoimento Jorge: “Laurindo, seu índio maluco, bem que você me falou que eu iria agradecer por me tirar do Chaco Argentino e me mandar para estas bandas…    Você tinha toda a razão: muito obrigado por ter mudado todo o meu roteiro e aumentado a viagem de ida em dois dias. Valeu demais a pena. Quem sai de Santiago Del Estero e segue para Salta direto pela Ruta 9 não faz idéia do que está perdendo. Somente pelo Anfiteatro já valeria a pena. Mas ainda tinha a serra que sobe para Tafi Del Vale, a quebrada de Cafayate, os Cardones, a cidade de Cafayate…

Se até chegar à cidade de Santiago Del Estero a viagem estava um pouco monótona, mas agora sim ela estava ficando muito divertida e fantástica. Era tanta curva em seqüência que a moto só não andava de pé, era sempre inclinada para algum lado. Foi bom para arredondar os pneus novamente… hehehe.”
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Depois de um bom banho, novamente virar as roupas do avesso (agora chegou a um ponto crítico) e pegar os mapas turísticos da cidade, o casal decidiu sair para jantar e andar um pouco para conhecer La Linda a noite. Como em todas as cidades até ali, a noite agitada, repleta de pessoas andando na rua, nas praças, restaurantes e bares. Andréa questionou sobre a existência de perigos em caminhar à noite pelas ruas. Hector e a esposa não conseguiram compreender a pergunta, não entenderam o que queriam dizer com perigo. Após a explicação de risco de assalto, roubo ou algo parecido, riram, dizendo que nunca ouviram falar, nem na TV, de cenas deste tipo. Fato que já haviam percebido e que veriam pelo resto do caminho.

Precisamos conhecer um pouco mais desta cultura e educação, quem sabe iremos aprender algo…mas este será um capítulo a parte no final dos relatos!

Jantaram a famosa “Parrillada” (um prato típico de variadas carnes e miúdos na grelha – http://www.parrillargentina.com.br) e beberam um bom vinho da região de Cafayate, no restaurante El Charrúa (www.parrillaelcharrua.com.ar) um ambiente agradável, comida e atendimento excelentes e um pessoal super simpático. Vale conferir!

Após o jantar foram dar uma volta e conhecer as belezas de Salta a noite, tudo muito iluminado em uma cidade organizada, limpa e muito arrumada.

Total de Km Rodados: 553
Abastecimento: 29 litros
Hospedagem: Hostel Yatasto – http://www.hotelyatasto.todowebsalta.com.ar/
Valor da diária: $ 160,00 pesos
4 Estrelas: Arrumado, limpo, bem decorado, ótimo banho, bom café da manhã, excelente localização, estilo “casa da vó”. Os donos são uma brasileira e um chileno, excelente receptividade.
Gasto total (com alimentação): R$ 202,00
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Seguindo em direção às grandes montanhas…

7º. Dia – 07.12.2010
Santiago Del Estero – Salta – AR
Saída de Santiago Del Estero às 08:15h em direção a Salta, tinham dois caminhos, um mais rápido e simples, sem emoção; e outro, indicado pelos amigos Laurindo-BA e China-MG, passando por Tafi Del Valle, trilhariam uma serra, com emoção. E foi incrivelmente lindo, mas realmente com muita emoção, pois andaram o tempo todo ao lado de um abismo e a estrada, embora bem sinalizada e asfaltada, mal cabia dois carros ao mesmo tempo, além de ser totalmente em curva. Mas valeu a pena, valeu muito a pena!!!
Por uma estrada belíssima e super bem cuidada, o casal seguiu em direção a Tafi Del Valle, passando por Bella Vista, um “pueblo” de onde se pode ter a primeira vista das grandes montanhas. Por volta das 10:30h da manhã, entre os povoados de Bella Vista e Famalla eis que surge ao longe a presença das gigantes montanhas.
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Depoimento Andréa: “Estávamos em uma reta, de repente ao olhar pra frente avistei algo que se confundia com nuvens baixas, falei pra Jorge: amor, aquilo são montanhas??
Ele respondeu: acho que não, parecem nuvens!! Não, acho que são montanhas… Quando nos demos conta, estávamos tendo a primeira visão de grandes, imensas montanhas. Foi uma emoção, impressiona demais, chorei rsrsrsrsr. Uma sensação incrível e super diferente, e ainda nem eram as Cordilheiras…”
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Para chegar em Tafí Del Valle, se passa por uma serra belíssima, as Serras Del Aconquija, com vales na lateral da estrada, que forma ribanceiras e por rios de geleiras, secos no verão e que se encherão de água com os desgelo das cordilheiras ao redor. São rios imensos, que, nesta época, são formados de pedras.

9-Santiago-del-Estero-Salta-%2811%29Depoimento Jorge: “A pista estreita, curvas fechadíssimas (muitas feitas em 1ª marcha) repleta de animais na pista, tinha de tudo: Lhama, vaca, galinha, porco, burro, cavalo… Uma subida impressionante, sempre com uma parede de pedra de um lado e um desfiladeiro do outro. E sabem do pior? Quando chegamos lá em cima a vontade era de descer tudo e subir novamente…  heheh…”

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Antes de chegar a Tafí Del Valle, o casal passou pelo Monumento ao Índio.
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O Chasqui (a palavra chasqui vem do idioma quéchua e significa “mensageiro, agente do correio, transportador), mais popularmente conhecido como Monumento ao Índio, é uma escultura de 6 metros de altura, sobre uma base de 10 metros e localizada a 1000 mts de altitude dentro do Parque Provincial Los Sosa, foi realizada por Enrique Prat Gay e instalada em Janeiro de 1943. Se baseia na obra “Himno al Sol”, quando ao amanhacer um sacerdote indígena se inclina diante do astro e um poeta lhe oferece uma música e canto. Também simboliza o amor maternal, com uma mãe e seu filho. Em seu sentido religioso, representa um casal de devotos, e um guerreiro que deixa sua lança e se apega a cerimônia. Por fim, é a mandinga que cai no abismo, representando a luz do sol dissipando a escuridão.
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Chegaram em Tafi Del Vale, após atravessar uma serra de cerca de 30 km, por enormes vales, muito verde e rios de geleiras, chegando a 2021 mts de altitude. Tafi Del Valle é uma cidadezinha no meio das montanhas, LINDA e muito aconchegante, tiveram vontade de ficar por lá. Toda arrumada, limpíssima e de um povo muito educado.

O nome Tafí del Valle deriva do vocábulo diaguita Taktillakta, que significa “povoado de entrada esplêndida”, na língua aimará quer dizer “lugar onde faz frio”  por causa das características do clima temperado das Sierras del Aconquija. Localiza-se sobre el Vale del Tafí  o que deu origem ao seu nome.
Este povoado se originou a mais de 7 9-Santiago-del-Estero-Salta-%2813%29mil anos e a cerca de 2300 anos se estabeleceram povos agricultores decendentes da cultura Tafí, em meados do século XVI, surge a presença dos realistas, porém com a usurpação espanhola, o vale não puderam se consolidar sobre o vale, devido a forte resistência oferecida pelos diaguitas e calchaquies, povos que viviam sobre o vale.
A cidade se encontra a 107 km de San Miguel de Tucumán, a 2000 mts de altura, entre as Serras Del Aconquija ao sul e Cumbres Calchaquíes ao norte, conjugando paisagens charmosas e um clima ideal para descanso, possui um clima temperado, com um inverno seco, podendo nenvar e uma temperatura que oscila entre -10º. e 20º., podendo chegar a 28º. de dia e 13º. a noite, no verão. Possui uma população de 7000 habitantes.
Depoimento Andréa: “A cidade é uma graça, incrustada em um vale, em meio a montanhas, toda arrumadinha e muito linda… fiquei imaginando uma noite de luar e um belo vinho em uma das cabanas que ficam no alto dos vales que cercam Tafí… valeu a pena andar um pouco mais e conhecer esta beleza!”.
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De beleza espetacular, perfeita para um cartão postal, a cidade é um convite para cavalgadas, caminhadas, excursões até as montanhas e praticar atividades de aventura como parapente, mountain bike ou enduro.
Também se pode simplesmente desfrutar da paz nas alturas, e compartir um lugar sem igual no mundo inteiro. Há variedades arqueológicas, museus vivos, casas de artesanato, e também se pode saborear a deliciosa gastronomia do noroeste argentino.
Neste lugar, se faz artesanato com a pedra nacional que os indígenas usavam e que hoje em dia é chamada rodocrosita ou Rosa do Inca. Pedra que também é usada na construção de casas, igrejas (como desta foto) e monumentos.
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Depois de abastecer e almoçar em Tafí Del Valle, comer novamente um Lomito, seguiram viagem, a paisagem começa a ficar mais árida, o verde mais rasteiro dá lugar ao cinza, o frio começa a ficar mais intenso e o ar rarefeito, chegaram a 2990 mts de altitude.
Depoimento Jorge: “Depois que saímos de S.D.Estero e começamos a nos aproximar de uma cadeia de montanhas muito alta, achamos que estávamos nos aproximando das cordilheiras e ficamos muito empolgados. Depois que passamos por Tafi Del Vale e subimos mais um bocado, chegamos ao topo daquelas montanhas e tivemos uma visão maravilhosa e perturbadora ao mesmo tempo: agora sim estávamos vendo a Cordilheira dos Andes, a algumas centenas de quilômetros à frente!!! As montanhas que acabávamos de subir era a pré-cordilheira…
A primeira visão da Cordilheira que se impõe majestosa à nossa frente mais parecia a de uma muralha intransponível. Chegava a dar um frio na barriga de saber que dali a 2 dias estaríamos subindo aquelas montanhas que se confundiam com o céu no horizonte. Devo confessar que nesse momento bateu um certo medo. Será que a moto iria agüentar aquela subida com todo aquele peso sem chiar? E eu, gordinho, fumante, um tanto sedentário, aguentaria a falta de ar, o soroche (como alguns chamam o mal das alturas)???
Uma surpresa nos aguardavam nas alturas…”

9-Santiago-del-Estero-Salta-%2818%29Vão agora em direção ao Parque Nacional Los Cardones, um parque nacional da Argentina, criado em 1996 com uma área de 65.000 hectares, localizado na Província de Salta.Situa-se numa zona de serrassecas, entre os 2700 e os 5000 metros de altura, sendo o seu nome originário da vegetação característica desta zona. Existem vestígios paleontológicos de importância, como pegadas de dinossauro com 70 milhões de anos, que são objecto de estudos científicos, além de pinturas rupestres. Esta área era importante para as culturas pré-hispânicas, uma vez que aqui os pastores encontravam água e pastagens que providenciavam alimento para os seus rebanhos.

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Neste trecho tiveram o primeiro contato com os cactus gigantes, uma espécie em extinção, natural da região, o tamanho dos cactus impressiona, chegam a mais de 7 metros de altura, demoram 20 anos para florescer e crescem entre um e dois centímetros por ano.

Contam as lendas de povos longícuos, que os indígenas vigiavam os vales e montanhas da presença de estranhos, e que estes se transformaram nos Cardones (Trichocereus pasacana), preciosos vigias do deserto, que dão o nome ao parque.
As montanhas têm tanta pedra que tudo é feito delas, as casas, o comércio; vejam o posto de gasolina e loja de artesanato, no final do caminho de serra, antes de Cafayate. Neste posto, conheceram um casal de americanos, que vivem no Chile e também está indo para o Deserto do Atacama.
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Ao final da serra chegam a Cafayate, passam por inúmeros vinhedos, é a Ruta del Vino de Salta, e por fábricas de Alfajor, pena estarem de moto e sob um calor absurdo, o que não possibilitou nada além de comer um alfajor cada um… deixando a vontade de carregar alguns para comer depois!!!
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Tinha alfajor de todos os recheios das mais diversas frutas, além de tipos diferentes de chocolate e doces caseiros. O que foi possível carregar foi um doce de figo.
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Cafayate ocupa a parte sul do Valle Calchaquí: terra do sol e do bom vinho. Conta com uma superfície de 1820 km quadrados, sendo 1,2% do total da província de Salta.  Tem uma população de cerca de 9400 habitantes e, segundo Samuel Lafone Quevedo, um dos maiores estudiosos de arqueologia do vale, o significado de seu nome deriva da língua cacana dos diaguitas, antigos moradores da região, a tradução literal seria Cahuayti ou cawayati, sendo o verbo caway – observar, e ati – astro lunar. Outros autores falam em outras divisões. O mais provável, segundo Atilio Castillo, é que o nome Cafayate se deve que entre as tribos diaguitas se encontravam os capayanes, que habitavam o sul da Catamarca, podendo derivar de capayan e asta (povo), sendo povo de capayanes.

Saindo de Cafayate, surgem novas montanhas, a Serra Cumbres Calchaquíes e a paisagem muda novamente, e de verde se torna terracota, o frio aumenta e a secura começa a fazer parte da viagem. Tudo em volta se torna imensas montanhas vermelhas, que faz o ser humano sentir sua pequenez diante da natureza.

Chegam a Quebrada de las Conchas, também conhecida como Quebrada de Cafayate, é um obstruído vale ou quebrada muito conhecido pelas suas belas paisagens. É um estreito vale satélite do sistema dos Valles Calchaquíes. Por esta quebrada, segue o Rio de las Conchas, unindo as cidades de Cafayate e Salta. Conta com paisagens de cores variadas, e trata-se de um acidente geologicamente moderno, produzida por movimentos tectônicos que tiveram lugar nos últimos milhões de anos, modificados por erosão.

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Entre estas erosões, se destacam a Garganta Del Diablo, rochas sedimentares avermelhadas, desgastadas pelo fluxo de água concentrada em passados geológicos.

 

Entre outras formas, está o Anfiteatro, recinto circular, a céu aberto, talhado em uma rocha por uma cascata hoje desaparecida. Neste anfiteatro natural, ocorrem espetáculos de música, que são privilegiados pela surpreendente acústica do lugar. Recentes investigações arqueológicas determinaram que a poucos metros da atual rota 68 (por onde passaram o casal), discorre um caminho inca, agregando uma relevância arqueológica ao lugar.
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Neste anfiteatro fica um músico, que recebe os visitantes tocando instrumentos próprios da cultura saltenha e andina, chama-se Catriel e é o responsável pelo fundo musical ouvido em muitos vídeos criados pelo casal de viajantes.Ao ver a moto de Jorge, Catriel quis subir para experimentar. Não podiam perder a chance desta foto.
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Depoimento Andréa: “Ao chegar, ao entrar neste espaço, minha primeira sensação foi de ajoelhar, é algo IMPRESSIONANTE, não tem outra palavra que possa descrever”.
Você consegue ver a Andréa nesta foto? E o Jorge? Imaginem o tamanho desta montanha…

Esta, com certeza, foi uma das partes mais emocionantes da viagem. Paisagens fantásticas, belíssimas e inesquecíveis.

“Obrigada aos ‘viajeiros’ que nos ajudaram no roteiro, sem dúvida, teríamos perdido muito em fazer outro caminho.”
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Conhecendo Santiago del Estero – Argentina

 6º. Dia – 06.12.2010

Conhecendo Santiago Del Estero – AR
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Prefeitura de Santiago del Estero
Santiago del Estero é a capital da província que leva o mesmo nome e que se limita ao Noroeste com Salta, ao Norte e Noreste com Chaco, ao Sudeste com Santa Fe, ao Sul com Córdoba e ao Oeste com Catamarca e Tucumán. Está localizada no norte argentino, a cerca de 1042 km de Buenos Aires, e fica à margem do Rio Dulce, tem uma população de 230.614 habitantes. É a cidade mais antiga da Argentina, foi fundada por colonizadores espanhóis, tendo como apelido “Madre de Ciudades” (Mãe das Cidades).
Santiago del Estero é também o berço do folclore argentino. Através de sua música popular, suas lendas, crenças e tradições foram sendo transmitidas de geração em geração e ainda hoje vivem no espírito santiagueño. 

Vários povos ameríndios moravam na região da Província de Santiago Del Estero: diaguitas, vilelas, tonocotés. Tinham distintos modos de vida, desde a caça e colheita até a agricultura e o comércio. No século XV os incas tentaram conquistar o território, e no século XVI os espanhóis.
Em Santiago você poderá encontrar cerca de 100.000 falantes de uma variante local do Quechua, a língua dos antigos Incas, que habitaram a região, sendo uma dessas variantes, uma das poucas línguas indígenas sobreviventes na Argentina moderna.
Nos últimos anos, a província passou a ser o centro termal e possui o Spa mais importante da América Latina. As águas termais são uma fonte de energia e vida para todo aquele que procura esse momento de relax tão desejado. Suas águas curativas e piscinas estão abertas o ano inteiro oferecendo assim aos turistas a possibilidade de desfrutar do sol tanto no verão como em pleno inverno. O clima é subtropical com uma estação seca, normalmente no inverno e às vezes no outono, e uma precipitação anual de 300 mm, apresenta, na maior parte do tempo, clima seco e quente.
Sua história está cheia de mitos e lendas que fizeram da província um dos centros mais fortes do turismo cultural e religioso do país, possui diversas atrações turísticas e históricas.
8-Santiago-del-Estero-%287%29A Catedral é a mais velha igreja da Argentina, fica em frente a Plaza Libertad, tendo sido residência do Bispo del Tucumán, no começo do Século XVI.
O edifício original foi contruído e restaurado em diversas ocasiões, porém sua primeira construção, com teto de palha e piso de terra pisada, foi erguida em 1591, sendo destruída 20 anos depois, quando foi desgastada pelas interpéries climáticas. Somente em 1611 se decidiu erguer uma nova igreja, com madeiras nobres no norte argentino como Cedro e Nogal, porém só 4 anos depois de sua construção, a igreja foi totalmente destruída por um incêndio.

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Sua terceira construção foi finalizada em 1617, porém repetidas enchentes do Rio Dulce, nos anos 1627, 1628 e 1667 foram destruindo, gradualmente, o templo maior, que desabou totalmente em 1677, com uma nova cheia do rio.
Em 1686 é reinaugurada pela quarta vez e em 1817 sofre vários danos devido a um forte tremor que a cidade sofreu.
A Iglesia Catedral que hoje se aprecia foi reinaugurada em 1877 e foi construída por Nicolás e Agustin Cánepa, com uma marcado estilo Neoclássico, que estava em alta no momento de sua recriação.
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A fachada possui um estilo coríntio marcado por duas torres com campanários e um frontal triangular que representa as cenas evangélicas em que os apóstolos são enviados por Jesus Cristo. Em um altar exterior do templo se ergue a imagem de San Francisco Solano, evangelizador da região de Tucumán.  Desde 1983, em seu exterior também se observa uma réplica da Cruz de Crucificação de Cristo.
Em seu interior, o templo está dividido em três naves. A nave central é em forma da cruz latina e está coroada por uma cúpula revestida com “mayólicas” (tipo de cerâmica de acabamento em vidro especial).
Entre as imagens e detalhes que podemos apreciar nas na8-Santiago-del-Estero-%2810%29ves laterais, se destaca La Capela do Santíssimo precedida por uma antiga imagem do senhor da saúde.
No altar se conserva uma imagem da Virgem que data do início do século XVII, se trata de uma imagem pequena construída com argila de grande valor artístico e religioso.
Em 1953 a igreja foi declarada Monumento Histórico Nacional devido a suas imagens.
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Na Plaza Libertad, onde se encontra o Monumento da Liberdade é onde ficam os principais restaurantes, bares, cafés da cidade. A noite é agitada e as pessoas aproveitam o espaço para conversar, namorar, brincar com as crianças. 
Eram 22h e parecia fim de tarde, de tanta gente circulando. Relamente os argentinos gostam da noite, jantam tarde e também dormem tarde.
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Nesta praça também se encontra Centro Cultural do Bicentenário, se trata de um espaço de produção cultural dos santiguenhos, orientado para o mundo contemporâneo.
Como uma caixa de jogos, contém objetos que se articulam de diversos modos, permitindo revisitar conceitos e conteúdos, dando-lhes uma nova interpretação e facilitando a apropriação de elementos e propostas que cercam a atualidade e o mundo – a região, o país, a América Latina e que também permite aos santiaguenhos mostrar-se ao mundo.
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Sua concepção se baseia na articulação de três organismos que marcam a trajetória histórico-cultural do sistema santiaguenho, que são O Museu Histórico da Província Dr. Orestes Di Lullo, o Museu de Ciências Antropológicas e Naturais Emilio e Duncan Wagner e o Museu de Belas Artes Ramón Gómez Gornet.

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Como uma caixa de ferramentas, o CCB procura ser um instrumento de troca social, promovendo investigações, propostas, estudos e projetos orientados para o reposicionamento dos santiaguenhos no mundo contemporâneo.

 

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A parte mais interessante é que se passa de uma ala antiga para uma ala super moderna, a sensação é de andar no tempo.
Para conhecer mais:
Neste dia, Andréa teve a MARAVILHOSA notícia de sua aprovação no Mestrado, enquanto acessavam a internet para atualizar o blog e mandar notícias, em uma Lan House horrível, de péssima qualidade e atendimento, que fica no subsolo de um prédio em um dos quarteirões da praça central.
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Após conhecer um pouco da cidade, mandar notícias para a família, decidiram jantar e começaram, então, a pedir sugestões a pessoas que encontravam. Um garçom de um bar que só serve bebida (não tem nada para comer, o pessoal senta somente para beber mesmo), sugeriu aos dois o Restaurante, onde o casal pode experimentar o LOMO de Chorizo (uma carne grelhada super, ultra saborosa e macia) e tomar a famosa cerveja argentina.
Depoimento Jorge:
“Lomo de Chorizo. Esse é o nome da melhor carne que eu comi em toda essa viagem. Pelo que eu entendi, lomo seria um belo bife e chorizo me pareceu ser a forma como ele é preparado. Acompanhado de purê de papas (batatas) e esta pequena garrafa de 1 litro de Imperial (pense numa cerveja gostosa!).
Sem dúvida, esta foi a melhor refeição de toda a viagem, ao menos para mim”.
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Rumo a Santiago del Estero

6º. Dia – 06.12.2010

Corrientes – Santiago Del Estero – AR

Antes de sair, tomaram o café da manhã que era servido em uma Padaria e Confeitaria, “Tía Doris”, a cerca de duas “cuadras” do hotel e ficaram maravilhados com a “media luna”, um crossaint, que pode ser doce ou salgado, é que é comum em todo café da manhã na Argentina.

Detalhe engraçado: a atendente perguntou se as medias lunas seriam “dulces o salgadas”, mas não compreendemos bem o que ela quis dizer e pedimos salgada, depois percebemos que poderíamos ter pedido uma de cada… dificuldades da língua.

Saíram de C7-Corrientes-Santiago-del-Esteroorrientes às 8:30h., passando pela Ponte Genereal Belgrano, que liga as cidades de Corrientes e Resistência.

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Na estrada, em meio a muitos campos de plantações, após cerca de 200 km rodados, surgiu a vista mais bela: CAMPOS DE GIRASSÓIS.
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Depoimento Andréa: “Para qualquer lado da estrada que se olhasse, lá estavam eles, nos acompanhando… fiquei encantada, emocionada com tamanha beleza e grandeza. Olhávamos os campos e havia girassóis até onde nossas vistas podiam alcançar!”.

Andaram entre os Girassóis por mais de 200 km, pararam para fotografar, para andar entre e7-Corrientes-Santiago-del-Estero-%284%29les, para aproveitar um pouco mais daquela beleza.

Era uma visão diferente de tudo que tinham visto até ali.

O casal agradece a Laurindo-BA, pela dica, valeu a pena os kms a mais. Explicando melhor: Jorge tinha pensado em realizar este caminho pelo Chaco argentino, conversando com Laurindo, que já realizou esta viagem, este sugeriu que mudassem a rota, evitando passar no Chaco, devido a seu extremo calor e retas intermináveis.
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Depoimento Jorge: ” E eu pensava que na Bahia fazia calor. Nesta região entre Corrientes e Salta, conhecido como Chaco Argentino, o calor chega a ser quase insuportável. Ainda mais se você estiver usando jaqueta e calça pretos, de cordura com forro “impermeável”, aí a coisa fica complicada mesmo. Não é a toa que existe um vilarejo nesta rota chamado : Tampa Del Infierno. E acho que a tampa fica aberta direto…”

Por volta das 12h, decidiram parar para abastecer e comer alguma coisa, porém na estrada não havia opções de onde comer, pois os postos não tinham este serviço.
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Entraram então no “pueblo” de Quinilli. Depois de muito procurar, já que praticamente tudo na cidade estava fechado, encontraram um “comedor” aberto. Ao entrar perceberam que eram os únicos no lugar, os demais faziam parte da família do dono, sua esposa, filhos, netos, todos almoçavam na maior mesa do local. Questionaram o porquê de tudo fechado e então souberam que se tratava da “siesta”, tão comum nos países latinos. (Uma pena o Brasil não seguir esta tradição!!!!)

Depoimento Andréa: “Fomos super bem recebidos, o dono, um senhor super simpático, que infelizmente não me lembro o nome, nos atendeu, nos deu dicas de caminho. O engraçado: ele não enxergava o mapa, então falava e pedia ao filho para localizar as cidades que ela ia dizendo… disse para não deixarmos de passar pela região de Tucunam, contou que sua família toda é de lá e o lugar é um dos mais bonitos da região. Foi uma ótima experiência”.
Decidiram conhecer a comida local, experimentar um lanche chamado Lomito e outro chamado Milanesa, pediram os dois, acreditando que eram lanches como no Brasil. Os lanches eram feitos ali mesmo, em uma cozinha no salão do bar, coisa bem “rústica”. Surpresa: chegaram dois lanches enormes de grande, que poderiam ser comidos por uma família inteira, um com um bife gigante à milanesa e o outro grelhado, com ovos fritos, muita (ensalada) alface, tomate, maionese, queijo, presunto… Vale a pena provar!!!

Depois de uma boa conversa, em portunhol, de ambos os lados, e de conhecer um pouco daquele povo de muita simpatia e pagar um preço irrisório diante de tanta fartura, o casal decidiu seguir viagem. Ao subir na moto, perceberam que toda a família, mesmo sentada ainda lá dentro, acenava e dizia “Buen viaje y Va con Dios! Suerte!”. Frases que ouviram durante toda a viagem, de TODA pessoa com quem trocavam mesmo que apenas uma palavra.

Arrependeram-se de não tirar foto com toda a família!!! Mas levaram a foto do lugar, para guardar na lembrança.

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Ao chegarem a Sancho Curral, sabiam que iriam pegar um atalho, que encurtaria a estrada, porém através de um caminho com mais cara de aventura… E que aventura!!!

Andaram por 33 km em uma estrada de cimento, isto mesmo, placas de cimento, que não cabiam dois carros ao mesmo tempo, e que é passagem de motos, carros e caminhões enormes.
7-Corrientes-Santiago-del-Estero-%2812%29Depoimento Jorge: “Esta estrada é larga, porém de rípio (terra batida e pedrisco por cima) com uma faixa da largura de um caminhão, feita de cimento. Só passa um de cada vez. Nos primeiros quilometros eu fui devagar, preocupado com os carros que cruzariam conosco e me fariam sair para o rípio, e eu tinha de estar bem devagar para não derrapar nesta transição até que pudesse voltar para a “pista”. Grata surpresa: todos os veículos que se aproximavam no sentido contrário, fosse carro, caminhão ou ônibus, diminuíam sua velocidade e saíam da pista para o rípio deixando o caminho de cimento para a moto! Durante todo o percurso, todos que passavam por nós, acenavam, buzinavam e piscavam faróis nos saudando, e nos davam espaço na pista… não passamos nenhum sufoco, só emoção mesmo! É claro que acenávamos de volta, agradecendo a todos. A impressão que passava era de que todos eram amigos, todos eram gentis! Fiquei imaginando como seria se estivesse no Brasil, e lembrei das 5 vezes que os caminhões ou ônibus me jogaram para fora da pista no primeiro dia de viagem, entre Lauro de Freitas e Gov. Valadares. Quando resolviam que queriam ultrapassar algum veículo mais lento que eles, não importava se havia acostamento ou não, saíam para a contra-mão piscando faróis sem parar como que avisando: saia da frente porque eu não estou nem aí!”

Chegaram a Santiago Del Estero por volta das 17h. Após tomar um ótimo banho, colocar as roupas do avesso (o odor piorando!!!) e pegar as indicações de onde encontrar lan house, onde comer, saíram para conhecer a cidade!
Depoimento Jorge:

“Apesar de termos desviado da Ruta 16 (vide mapa no inicio desta postagem) e evitado a parte mais quente do Chaco, até aqui a viagem parecia apenas uma prova de resistência, chegando até a parecer monótona. Retas intermináveis numa planície que parecia não ter mais fim (o pneu chega a ficar quadrado) e um calor absurdo, faziam com que o dia realmente ficasse longo e muito cansativo. Se um dia fizer novamente esta viagem passando por aqui (e espero fazer) lembrarei de trazer roupas leves para pilotar e não apenas as roupas pesadas para o frio”.

Total de Km Rodados: 641
Abastecimento: 31 litros
Hospedagem: Hotel Coventry – http://www.hotelcoventry.com.ar/
Valor da diária: $ 270,00 pesos
5 Estrelas: Muito bonito, limpo, ótimo banho, excelente café da manhã, excelente localização (quatro quadras do centro), porém um pouco caro.
Gasto total (com alimentação): R$ 208,00
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