Arquivo da categoria: Deserto do Atacama

Ultrapassando a fronteira… rumo a Corrientes – Argentina

5º. Dia – 05.12.2010
Foz do Iguaçu – Corrientes – AR
 
Enquanto Sandro e Paty acordaram às 5h para retornar a São Paulo, Jorge e Andréa aproveitaram para dormir mais um pouco, pois iam seguir em direção a Argentina.
Ainda bem que não voltaram com o casal, já imaginaram se comprometer com uma foto como esta ao lado. Paty, que foto mais sugestiva…
Jorge e Andréa saíram do Hotel em Foz às 08:30h, depois de passar graxa na corrente, aliás, trabalho que Andréa realizou durante toda a viagem, enquanto Jorge andava com a moto, ela ia passando a graxa com uma escova de dentes… se saiu muito bem, vocês vão ver!!! Infelizmente os viajantes não tiraram nenhuma foto do Hotel, por isso usarei uma imagem disponível na internet.
Com cerca de 2 km chegaram na Aduana Brasileira, onde foram atendidos por uma simpática garota que propôs carimbar os passaportes, já que era a primeira saída internacional do casal. Estavam debaixo de uma tempestade, uma chuva que prejudicava a visibilidade e a segurança, decidiram aguardar até que a chuva diminuísse, a atendente, muito gentil, sugeriu que ficassem sob a proteção de uma das cabines desativadas, o clima melhorou somente por volta das 10h, horário em que saíram da Aduana Brasileira em direção à Ponte que separa o Brasil da Argentina. Impossível tirar foto da ponte, da placa de divisa, davam graças de enxergar o carro da frente.

Começaram a viagem pela Ruta 12, estranharam: pela primeira vez, viam placas e avisos em uma língua diferente da sua.

A chuva foi diminuindo. Pararam em El Dorado para abastecer e qual não foi a surpresa quando os dois cartões de Jorge foram recusados, tanto o de débito quanto o de crédito. Era a primeira vez que usavam o cartão fora do Brasil, tiveram certa preocupação, já que do uso destes cartões dependia o restante da viagem. Procuraram por um banco 24 horas, e após rodar um pouco na cidadezinha, encontraram um caixa eletrônico e conseguiram sacar dinheiro… Ufa, que susto!! Mas podiam continuar a viagem.
As fotos foram poucas neste início de viagem, Andréa ainda se ajustava à vida de co-piloto, fotógrafa, navegadora, e tudo em cima de duas rodas!
As estradas estavam excelentes, e sem pedágio para motos: todos liberados!
Estavam felizes por passar pelas cidadezinhas que, até então, só conheciam de nome, pelos mapas.
Pararam para comer um lanche pronto na estrada e Andréa pode usar um pouco seu espanhol enferrujado pela falta de prática.Primeira situação engraçada com as palavras: “Jorge perguntou aos frentistas onde ficava o banheiro… no que os rapazes questionaram “baño”??? Jorge respondeu, não, não, não quero tomar banho, somente ir ao banheiro… Eu, aqui do meu lado, só ouvindo a conversa…aí resolvi intervir… é isso, amor, “baño” mesmo, significa banheiro!!! foi o primeiro momento engraçado envolvendo a comunição”.
Chegaram a Corrientes por volta das 18:30h.
Encontraram o Hotel Confianza, indicação excelente de um viajante, como não havia estacionamento coberto, o recepcionista, um senhor muito gentil, sugeriu que Jorge colocasse a moto em uma salão que estava em reforma.
Detalhe: o salão, bem como toda a recepção, tinha piso em porcelanato… chegou a dar um aperto no coração de Andréa ao ver a moto, imunda, passando pela recepção do hotel linda e limpíssima.
Ao entrar no quarto, a primeira atitude de Andréa foi ligar a TV, estava curiosa para ouvir a língua local e ver a programação de um país diferente. Mas para sua surpresa, adivinhem o que estava passando????? Isso mesmo, NOVELA brasileira, passava a novela Caminho da Índias, mas falada em espanhol. Adivinhem de quem lembraram na hora??? Do pai da Andréa, Fred e do Mendes, noveleiros assíduos. Foi interessante ouvir os atores falando uma língua diferente, no mínimo curioso!

 

Plaza Juan de Vera

Após um belo banho e virar as roupas do avesso (vocês não imaginam o cheiro que elas emitem… e a viagem estava apenas começando…, bem que os viajeros já tinham avisado sobre isso!), aproveitaram que ainda estava cedo e anoitece bem mais tarde, e foram dar uma volta na praça da cidade.

 A Cidade de Corrientes foi fundada no dia 3 de abril de 1588 por Don Juan de de Torres Vera y Aragón um homem espanhol, e ficava situada no lugar conhecido como Punta Arazatí que em idioma de Guaraní significa florestas de Guayabos. No princípio foi chamada de “San Juan a Vera de las Siete Corrientes”, “San Juan” devido ao padroeiro, a “Vera” por causa de seu último nome, e “las Siete Corrientes” porque foi fundado no lugar onde sete pontos de pedra são moldados através de fluxos de água diferentes. Com o tempo passou a ser chamada de “Corrientes”, tornando-se a cidade da capital da província.
Com uma boa infra-estrutura turística, mantém um estilo urbano e arquitetônico que é sem igual no país, possui Museus e Igrejas que apresentam muito da história, da religião e relíquias culturais. Ainda é equipada com hotéis confortáveis e modernos, muitas lojas de doces locais, restaurantes, discotecas e um cassino, além de inúmeras outras atrações.

Esta província é uma delicia para os sentidos: um clima quente e acolhedor, as laranjeiras em seus entardeceres, o aroma do chipá recém-assado e o peixe grelhado, a amistosa melodia do chamamé e águas onipresentes.
Iglesia Nuestra Señora de Rosario
Corrientes está situada na região mesopotâmica do país, tem uma superfície de 88.199 km2 e faz divisa ao norte com a República do Paraguai e ao oeste com as províncias do Chaco e Santa Fe; a demarcação em ambos pontos cardinais é marcada pelo rio Paraná. Em direção ao sul, separando-a da província de Entre Ríos, estão os arroios Guayquiraró e Mocoretá; ao leste, depois de atravessar o rio Uruguai estão a República Oriental do Uruguai e a República Federativa do Brasil. Ao nordeste, e separada pelos arroios Itaembé e Chirimía, situa-se a província de Missiones. Conta com aproximadamente com um milhão de habitantes. As cidades mais povoadas são a cidade capital Corrientes, Goya e Paso de los Libres.

Cultura

Plaza 25 de Mayo

Esta província condensa diferentes tradições indígenas, principalmente, a dos guaranis. Estas influências redundam em seus costumes, gastronomia, música e artesanato. É por isso que o chipá, pão de queijo feito com farinha de mandioca e oriundo do Paraguai, pode ser degustado, praticamente, em todos seus recantos. E também pode ser escutado o chamamé, um gênero folclórico próprio da Mesopotâmia, caracterizado por suas melodias alegres e o uso predominante da sanfona.

Economia e produção

Junto com a pecuária, nas últimas décadas acrescentaram-se atividades não tradicionais como a florestação e a horticultura intensiva ou sob invernadeiro, especialmente nos departamentos de Goya e Lavalle, e focalizados, principalmente, na produção do algodão, tabaco, erva-mate e arroz, estes dois últimos pilares da economia correntina.

Uma das áreas da economia que mais cresceu é o turismo, especialmente, o focalizado na natureza, aproveitando os recursos oferecidos por seus cursos de água como o rio Paraná, o Uruguai, o Corriente, o Santa Lucía e os esteiros do Iberá. Entre as atividades que podem ser realizadas, está a pesca, caiaque, náutica, avistagem de fauna, aves e senderismo.

Também está a hidrelétrica de Yacyretá, um empreendimento argentino-paraguaio que está situado nos denominados Saltos de Apipe no rio Paraná, na divisa com o país vizinho. Foi escolhido este ponto estratégico para aproveitar os saltos do rio e a fatibilidade de conter as águas através de um represamento situado sobre três grandes ilhas, a paraguaia Yacyretá e as argentinas Talavera e Apipé. A central hidrelétrica gera, aproximadamente, 40% da energia que a Argentina consome.

Religião

Iglesia Catedral de Corrientes
As manifestações religiosas são um traço distintivo da população correntina que se revela não somente através de peregrinações, senão também na importante arquitetura eclesiástica presente nas cidades de Corrientes e Goya. Porém, os dois personagens religiosos de culto por excelência são a Virgem de Itatí, mãe, padroeira e protetora dos correntinos, cuja festa celebra-se a cada 16 de julho, e o Gauchito Gil, um santo pagão que é venerado no dia 8 de janeiro, aniversário de sua morte, quando congrega milhares de fiéis de todo o país. É talvez a figura religiosa de origem popular que mais adeptos na Argentina têm. Sua popularidade é produto de uma lenda que atribui milagres a Antonio Gil Núñez, morto em 1847.
Para conhecer mais:
Após conhecer um pouco do centro da cidade, Jorge e Andréa foram jantar na Pizzaria Los Pinos, um lugar aconchegante, agradável e com uma pizza excelente.
Ao chegarem na Pizzaria, por volta de 20:30h. perceberam que estavam sós… estranharam, mas decidiram entrar e fazer seu pedido.
Com o passar do tempo, as pessoas foram chegando, chegando e quando saíram, por volta das 22h, o local estava movimentado! Já estavam diante de uma diferença cultural que veriam em todos os outros lugares: Argentinos jantam tarde!!!
Plaza Juan de Vera

Infelizmente não tiveram tempo de ver outras maravilhas de Corrientes, mas mesmo sem conhecê-las, Jorge e Andréa gostaram desta cidade linda, organizada, limpa, segura, com um povo simpático e super receptivo, com clima agradável.

Depoimento de Jorge e Andréa:
“Ficamos ENCANTADOS   com esta cidade, adoraríamos ficar mais tempo!”
Total de Km Rodados: 640
Abastecimento: 49 litros
Hospedagem: Hotel Confianza (Calle Mendoza, 1129, Tel. (03783) 42-6556
Valor da diária: $ 185,00 Pesos
5 Estrelas: Muito bonito, limpo, excelente café da manhã (simples, mas num lugar aconchegante e com a melhor “media luna” de toda viagem e um pessoal simpático, excelente localização, melhor hotel da viagem.
Gasto total (com alimentação): R$ 213,00
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Desvendando Foz do Iguaçu

 Viajar é muito mais que simplesmente ir em algum lugar, é mais que conhecer, mais que estar lá, é aventurar-se por caminhos desconhecidos e, muitas vezes, misteriosos.
Vale a pena conhecer um pouco sobre a História do lugar a ser visitado, suas origens, suas atrações, suas lendas e mitos, seu povo.

Entretanto acredito que a cultura só nos é possível ter acesso de verdade quando nos misturamos a ela, quantos a vivenciamos. Nos próximas postagens, buscarei contar, de forma breve, um pouco sobre os lugares por onde Jorge e Andréa foram se aventurar, usando as imagens feitas pelo casal nesta grande aventura.
4º. Dia – 04.12.2010
Desvendando Foz do Iguaçu
Foz do Iguaçu é um município brasileiro localizado no extremo oeste do estado do Paraná e faz fronteira com a Argentina e o Paraguai. Foi criado em 1914 e sua população estimada em 2009 é de 325.137 habitantes, que ocupam uma área urbana com mais de 700 mil habitantes. A cidade é conhecida pelas Cataratas do Iguaçu (uma das finalistas do concurso que escolheu as 7 Maravilhas da Natureza) e a Usina Hidrelétrica de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do mundo, que em 1996 foi considerada uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno pela Sociedade Americana de Engenheiros Civis.
Pesquisas arqueológicas realizadas pela Universidade Federal do Paraná no espaço brasileiro do reservatório de Itaipu, antes de sua formação, situaram em 6.000 a.C. os vestígios da mais remota presença humana na região.
Em 1881, Foz do Iguaçu recebeu seus dois primeiros habitantes, o brasileiro Pedro Martins da Silva e o espanhol Manuel González. Pouco depois chegaram os irmãos Goycochéa, que começaram a explorar a erva-mate. Oito anos após, foi fundada a colônia Militar na fronteira – marco do início da ocupação efetiva do lugar por brasileiros e do que viria a ser o município de Foz do Iguaçu.As principais fontes de renda de Foz do Iguaçu são o turismo e a geração de energia elétrica. Foz do Iguaçu é a 3º economia do estado com PIB de 5.467.714.000. É conhecida internacionalmente por suas atrações, que trazem visitantes do Brasil e do mundo.
Conforme combinado, passaram o dia em Foz do Iguaçu, já acordaram animados com os passeios programados para o dia.
Primeiro foram comprar umas “muambinhas” no Paraguai – Cidade Del Leste  em homenagem a consumidora de plantão…… Paty!!!!!!
A Andréa mostrou toda sua mudança de filosofia de vida: NÃO COMPROU NADA!!!!!!
Quer dizer, apenas umas coisinhas bem pequenas, mas para uso coletivo da família Padovani, tudo muito útil, nada de supérfluo.
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Um passeio cheio de aventura,  além da multidão de gente passando a pé e de carro, e de moto, e de van, e de buzu, na Ponta da Amizade, uma loucura organizada; na volta teve direito ao Jorge sem chinelo (o dele quebrou a tira, e olha que era Havaiana que não deforma nem solta as tiras, mas não soltou, quebrou de gasta mesmo).
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Enquanto isto, uma chuva torrencial se formou em um céu que estava mais do que cinza, era quase preto. Enfim, na volta, atravessaram a ponte, sobre o rio Paraná (que divide as fronteiras entre Brasil, Paraguai e Argentina) em meio a um vento que quase levou ponte abaixo, e a Paty e a Andréa (em virtude do tamanho) e que foi motivo de risos e certo medo!

Depois souberam que o vento tinha sido tão forte que derrubou uma torre na Represa de Itaipu… E aposto que vocês pensaram que fosse exagero, não é mesmo?!?

Após o almoço (feijoada à vontade) em um Restaurante em frente ao hotel, chamado Bier Barten, aberto desde 1981, com excelente atendimento e ótima comida, foram realizar o passeio ao Parque Nacional do Iguaçu e visitar as Cataratas.
Para darem início ao passeio turístico não poderiam ir de outra forma: Ônibus coletivo; afinal a guia turística, vale lembrar, era a Andréa e os amigos sabem o quanto ela gosta de andar de ônibus. Mas pelos sorrisos podem perceber que TODOS se divertiram a beça.

O Sandro, com este “modelito” não está lembrando um Office-Boy???

A galera tomou conta do “buzu”…. sem a menor cerimônia, fizeram uma farra!

As capas de chuva são para se proteger… da chuva, é claro, afinal o dia amanheceu nublado e ameaçava chover sem parar.
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E a Andréa, claro estava super feliz com a “brincadeira”… e até o Jorge se divertiu.
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A mais famosa atração turística em Foz do Iguaçu é o conjunto de quedas denominadas Cataratas do Iguaçu, no Parque Nacional do Iguaçu (Patrimônio Mundial Natural da Humanidade tombado pela UNESCO), a Hidrelétrica Binacional de Itaipu (maior hidrelétrica do mundo em produção anual de energia), o Marco das Três Fronteiras, a foz do Rio Iguaçu no Rio Paraná (área onde as fronteiras da Argentina, Brasil e Paraguai se encontram), a Ponte Internacional da Amizade (divisa entre Brasil e Paraguai) e Ponte da Fraternidade (divisa entre Brasil e Argentina).

Também tem o Parque das Aves (com aproximadamente 900 aves de 150 espécies), mas este fará parte de um outro capítulo desta história, pois iremos falar dele na viagem de volta.
O Parque Nacional de Iguaçu foi criado pelo decreto federal no. 1035 de 10 de janeiro de 1939, sua superfície total abrange do lado brasileiro uma área de 185.262,5 hectares, com um perímetro de aproximadamente 420km, dos quais 300 km são limites naturais representados por cursos d’água, sendo que lados brasileiro e argentino têm, juntos, aproximadamente 225 mil hectares.
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Em 17 de novembro de 1986, durante a conferência geral da UNESCO realizada em Paris, o Parque Nacional do Iguaçu foi tombado como Patrimônio Mundial Natural da Humanidade, constituindo-se numa das maiores reservas florestais da América do Sul.
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O Parque Nacional do Iguaçu tem este nome por incluir em sua área importante parte do rio Iguaçu, aproximadamente 50km do curso do rio, e as mundialmente conhecidas Cataratas do Iguaçu. Ele é o maior e mais importante parque da Bacia do Prata e foi o primeiro parque no Brasil a receber um Plano de Manejo, por abrigar um importante patrimônio genético de espécies animais e vegetais, algumas ameaçadas de extinção, como este aí da foto: quati.
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Para entrar na Reserva se utiliza um ônibus, movido a combustível natural.
Sandro e Jorge quiseram a foto do primeiro passo rumo ao desconhecido mundo das Cataratas.
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A palavra Iguaçu significa “água grande”, na etimologia tupi-guarani. Os grandes saltos são 19, três deles do lado brasileiro (Floriano, Deodoro e Benjamin Constant) e os demais no lado argentino. A disposição dos saltos – a maior parte deles no lado argentino e voltados para o Brasil – proporciona a melhor vista para quem observa o cenário a partir lado brasileiro.
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As Cataratas são formadas pelas quedas do rio Iguaçu. O rio Iguaçu mede 1200 m de largura acima das cataratas. Abaixo, estreita-se num canal de até 65m. A largura total das Cataratas no território brasileiro é de aproximadamente 800m e no lado argentino de 1900m. Dependendo da vazão do rio, o número de saltos varia de 150 a 300 e a altura das quedas varia de 40 a 82 metros resultando numa largura de 2.700 metros, com formato semicircular.
A vazão de água média do rio em torno de 1.500 m3 por segundo, variando de 500 m3/s nas ocasiões de seca e de 6.500 m3/s nas cheias. Dezoito quilômetros antes de juntar-se ao rio Paraná, o Iguaçu vence um desnível do terreno e se precipita em quedas de 65 m de altura em média, numa largura de 2780 m. Sua formação geológica data de aproximadamente 150 milhões de anos.
Todo este aguaceiro faz com que seus visitantes saiam totalmente encharcados, principalmente quando atingem o final desta plataforma ao lado… estão vendo que ela chega bem pertinho das quedas… a sensação é de como somos pequenos diante da Mãe Natureza.
Nesta hora, as roupas de chuva foram muito úteis. E Jorge e Andréa não tiveram dúvida: vestiram suas capas de chuvas apropriadas para viagens de moto e encararam as águas do Iguaçu. Eles não se descuidaram e se preparam para enfrentar a MONTANHA DE ÁGUAS.

 

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Acredito que será difícil para os casais descreverem tamanha emoção, tamanha comoção diante da maravilha que são as Cataratas do Iguaçu. Somente vendo (e ouvindo) pessoalmente é que se pode ter a dimensão da grandeza deste espetáculo.

 

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Depois da visita, o retorno é por um elevador panorâmico… mas nada é mais emocionante do que se sentir “no meio” das quedas.
Bem, sem dúvida foi a maior emoção e as imagens mais marcantes até aqui.
Fonte para saber e conhecer mais:
Desvendando em movimento….
Total de Km Rodados: 0
Abastecimento:
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br) – Valor da diária: R$ 130,00
3 Estrelas: Simples mas limpo, bom café da manhã e um pessoal simpático, internet paga, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
Gasto total (com alimentação): R$ 266,00 *
Nesta valor não estão inclusos os passeios:
Taxi a Ciudad Del Leste: R$ 25,00 por pessoa
(não aceite o taxi do Hotel, cobram caro, vale ir de ônibus ou taxi comum – Leia relato da parada na volta)
Parque Nacional do Iguaçu: R$ 22,00 por pessoa
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Em direção a Foz do Iguaçu

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São Paulo – Foz do Iguaçu

Começa o dia 03.12 em São Paulo, Jorge e Andréa iniciam a aventura rumo ao Deserto do Atacama. Saem da casa dos pais de Jorge às 5:20h.

Começa a viagem rumo ao Chile, este seria o trecho mais longo da viagem em um dia, para conseguir realizá-lo Jorge e Andréa contaram com a maravilhosa companhia dos amigos Sandro Hofer e Paty.

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O dia não tinha nem amanhecido e o Sandro já reclamava, afinal o casal Padovani estava atrasado.
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Pegaram a estrada as 6:30h. A primeira parada para o café da manhã foi realizada em um Posto da Rod. Castelo Branco, aproveitam para “matar a saudade” de bons postos, com infra-estrutura de primeira.
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Curiosidade: A Paty foi enganada até o fim sobre a real quantidade de km que ligam São Paulo a Foz, momentos engraçados da viagem quando ela perguntava se faltava muito e não tinham sequer chegado na metade do caminho a ser percorrido, mas acredito que ela não se zangou.

 

Belas paisagens e inúmeras paradas para alongar, descansar e fotografar.

2010-Viagem-ao-Atacama-%2863%29Neste trecho passaram por vários km de plantação de soja e de milho, que se perdiam de vista, base da economia destes municípios.

Ao longe se via uma casinha ou outra, um pasto ou outro, mas soja e milho eram incansáveis.

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As estradas em perfeitas condições, excelente asfalto e sinalização, sem qualquer dificuldade a não ser o preço dos pedágios, que enquanto na Rod. Castelo Branco foram gratuitos, depois, na Viapar e Econorte, caríssimos.

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Outro ingrediente importante desta primeira etapa foi o cansaço após passar os 500 km rodados, Maringa – PR. Neste momento perceberam o quanto uma viagem longa cansa, embora ainda animados e confiantes com a chegada a Foz.

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Encontraram um Restaurante e Pousada, totalmente rústico, de uma beleza natural, com vários artigos e móveis de decoração em madeira e uma lojinha de doces caseiros… pena que não cabia nada na bagagem.

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Mas a mensagem ao sair do local os acompanhou durante toda a aventura.
Em uma das paradas para uma água e um sorvete, em Cascavel, fizeram seu primeiro contato com outros motociclistas, estavam em dois e faziam parte do Moto Clube Águias de Cristo, iam em direção a um encontro que iria ocorrer por aquelas bandas.
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O dia começava a chegar ao fim e ainda faltavam alguns km para o destino final.
Mesmo tentando chegar cedo, ainda viram o Pôr do Sol na estrada, já chegavam as 12 horas rodadas e Foz do Iguaçu parecia distante, pois ainda faltavam 150km e o dia chegava ao fim. Para sorte dos viajantes, estavam indo cada vez mais oeste, o que significa sol até cerca de 20:30h.
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Paisagens deslumbrantes fizeram parte de todo o percurso, vegetação, plantações, animais, árvores frutíferas e de flores foram vistas a todo instante.
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A cada curva pareciam já ter visto o mais belo, mas o melhor ainda estava sempre por vir….

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…e isso foi ficando cada vez mais bonito com o sol se pondo.

2010-Viagem-ao-Atacama-%28150%29Vista da última parada antes de chegar ao hotel, os km finais foram já sob as estrelas, ainda bem que as condições da estrada ajudaram.

Chegaram ao Hotel Três Fronteiras às 22h:15m, exatamente isso, mais de 16 horas viajando…

Realmente é para quem gosta muito de andar de moto, quem quer mesmo se aventurar……. e se cansar!!!!!O Sandro não aguentou… desm
aiou no sofá do corredor, ainda bem que ele pelo menos tomou banho antes…

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Jantaram em um Restaurante, indicação de Adelino (gerente do hotel, mas um capítulo a parte nesta história), era Rodízio de Massas, mas não indicam a ninguém.

Com essa animação toda e depois de uma cervejinha ou de um vinhozinho, só dava mesmo para se jogar na cama e… dormir.Agora um pouco da viagem contada em movimento…

 

Total de Km Rodados: 1092

Abastecimento: 58 litros
Pedágios: 9 – R$ 32,30
Hospedagem: Hotel Três Fronteiras (www.hotel3fronteiras.com.br) – Valor da diária: 130,00
Simples mas limpo, bom café da manhã e um pessoal simpático, internet paga, excelente localização, com restaurantes próximos e condução fácil.
 Gasto total (com alimentação): R$ 279,00
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São Paulo

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Entre os dias 29.11 e 02.12, Jorge aproveitou para curtir a família, treinar o sobrinho para ser motociclista e fazer os últimos preparativos (se é que ainda restava algum?!?).  E para descansar, pois a viagem ainda tinha muitos km pela frente.
Ficou aguardando a chegada de Andréa, que viajou para São Paulo no dia 02.12 às 17:20h, após realizar sua entrevista para Seleção de Mestrado.
Depoimento Andréa:
“Dia corrido, imagine… entrevista marcada para as 14h do mesmo dia da viagem. Arrisquei, mas sabia que o Universo estava a meu favor. Obrigada Wal, por ficar de prontidão e pela carona ao aeroporto! Quem tem amigo, tem tudo! A viagem foi linda, linda mesmo: O MAIS BELO PÔR DO SOL que já tinha visto de um avião. Pena que a máquina fotográfica já estava com Jorge, mas na minha lembrança ficará pra sempre aqueles raios por cima das nuvens que pareciam mar… nossa, foi realmente incrível!!! O céu de Salvador estava limpo, mas chegando próximo ao Rio fomos informados de uma chuva forte em São Paulo, que atrasaria nossa chegada em uma hora. Já era mais de 21h (horário de verão) pousei em Sampa. Agora era dormir para começar a aventura no dia seguinte. Parece que agora estava caindo a ficha da “loucura” que estava prestes a começar!!!”
O céu se confundia com o mar.
Estas fotos não foram tiradas pela Andréa, mas estas são as imagens que ela gravou na memória.
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Ainda em viagem solo!

2º. Dia – 29.11.2010
Governador Valadares – São Paulo
Jorge sai de Governador Valadares por volta das 7h. Em uma longa caminhada é sempre bom dar uma paradinha para um cafezinho…
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Prestem atenção no tamanho deste “pãozinho” que Jorge encontrou pelo caminho (compare com a garrafa de água!). E a gente que achava que mineiro gostava de pão de queijo rsrsrsrsrs
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A viagem foi tranqüila até próximo ao Estado de São Paulo, onde deu início uma chuva torrencial, boa para testar a roupa comercializada como Impermeável; o que foi constatado como sendo propaganda enganosa, é MENTIRA, tanto a Jaqueta Tutto como a calça Zebra não conseguiram dar conta da água e encharcaram, mostrando que a impermeabilidade divulgada tem um limite (pequeno).
Durante a viagem, aproveita para tirar umas fotos da paisagem e das estradas.
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Mas para aparecer, só mesmo “foto Orkut”, sabe? daquelas que a gente tira de si mesmo…
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Jorge chegou à casa de seus pais por volta de 20h, também aproveitando o horário de verão que mantém o dia claro até mais tarde. Ao chegar a São Paulo já se deparou com o caótico trânsito, no horário de maior movimento, o que lhe cansou e estressou mais que a viagem toda! Bem vindo a SAMPA!!!
Chegar ao destino final (ou inicial) em dois dias também foi útil para que Jorge pudesse treinar o corpo e perceber as dificuldades, limitações e mudanças para melhorar seu desempenho de andar por mais de 1000 km em um dia.
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Depoimento Jorge:
“Estava quebrado, mas graças a Deus cheguei! A moto chegou perfeita, impecável. Neste segundo dia de viagem foi mais tranqüilo. A pista toda duplicada facilita muito as coisas. Hoje os caminhões nem me jogaram pra fora da pista! hehehe…    Malditos!
Mas também passei pelo momento mais estressante de toda a viagem até aqui. A partir da divisa de MG e SP uma chuva torrencial até chegar a Guarulhos, onde ela diminuiu, mas não parou. Os carros andavam a 60, 70 km/h, pois não havia visibilidade, além dos lençóis de água que se formavam na pista que não dava conta de escoar toda aquela água. Ponto para os excelentes pneus Anakee II da Michelin que também foram impecáveis até aqui.
Cheguei a SP em pleno horário de “rush”. Cena no mínimo engraçada: eu andando pelo corredor dos carros no caótico trânsito de São Paulo com aquela moto e os baús laterais. Em poucos segundos se formava uma fila de motoboys atrás de mim e eu tinha de entrar na faixa dos carros para desentupir o corredor. Alguns agradeciam a passagem que eu oferecia, outros passavam xingando…Quando parei a moto na garagem da casa de meus pais e pude relaxar da tensão de toda aquela chuva e trânsito, o cansaço daqueles dois dias de viagem caiu sobre mim de uma só vez. Realmente eu precisava de um bom banho e uma cama para desmaiar! 1ª parte da aventura concluída com êxito!!!”
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Total de Km Rodados: 950

Abastecimento: 65 litros

Pedágios: 11 – R$ 12,20
Hospedagem: Casa dos Pais: Valor da diária: Grátis
10 estrelas. Aconchegante, cuidado total
Gasto total (com alimentação): R$ 175,00
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Pé na estrada!!! Quer dizer: DUAS RODAS NA ESTRADA!!!

1º. Dia – 28.12.2010

Lauro de Freitas – Governador Valadares

A contagem regressiva zerou….

Chega o grande dia: Jorge inicia a viagem em 28.11 em direção a Governador Valadares – MG, são mais de 1000 km viajando sozinho.

O dia amanhece em Lauro de Freitas  e a galera do Moto Clube Rota 99 acorda cedo para participar do início da viagem, como forma de enviar boas energias para que esta aventura se realize com muito sucesso.
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O encontro de saída foi marcado para as 5h., mas o “ator” principal se atrasou, chegando as 5:10h. Começa então o primeiro trecho da viagem. Saem em direção a Santo Estevão – BA.

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É tocante ver a participação dos amigos, suas vibrações positivas e a torcida pela conquista deste objetivo. Jorge e Andréa se emocionam diante de tamanho carinho. E com a saída dos amigos, escoltando Jorge, dá início esta grande aventura que ainda estava apenas começando.

Depoimento Andréa:

“Eu fico lá, dentro do carro, olhando aqueles “grandes” motociclistas saindo, todos em busca da mesma emoção: andar sobre duas rodas. Meus olhos se enchem de lágrimas, estou feliz com o que vejo: maior demonstração de que o que vale mesmo são os amigos que plantamos, pois no momento da colheita, podemos presenciar cenas como essa! Acho que em todos estes anos com Jorge, nunca o tinha visto tão, tão feliz!!!”
O objetivo era tomar o café da manhã nesta cidade, porém os locais conhecidos pelos baianos de plantão ainda estavam fechados e a saída foi parar em outro lugar: uma lanchonete de posto de estrada, nada convidativa rsrsrsrsr.

Jorge, a partir daí, segue viagem… A moto agora está só!

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A primeira etapa se finaliza, Jorge chega em Governador Valadares por volta das 19h. Mesmo pilotando o trecho final já à noite, optou por chegar ao destino, aproveitando as boas condições da estrada. A viagem, segundo ele, foi cansativa, muitos caminhões circulando; mas o clima também ajudou: nublado sem chuvas, e o desempenho da moto foi excelente, mesmo carregada (e pesada) não desapontou.

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Durante a viagem, Jorge parou para alongar o corpo e para garantir conseguir finalizar este primeiro trecho sem muito sofrimento e pensando que no dia seguinte a viagem continua.
Depoimento Jorge:
“Não foi fácil, mas consegui fazer os primeiros 1080 kms em um único dia. A Moto se comportou extremamente bem. Eta moto boa!!! Carregou aquele monte de malas como se nem estivessem lá. Nas deliciosas curvas da BR 116 durante o trecho entre a divisa Bahia / Minas Gerais até Belo Horizonte ela parecia uma esportiva de tanto que deitava. Parecia uma Srad!! hehehehe…   Tá bom, um pouco menos…  Mas deu pra até para tirar os “cabelinhos” das laterais dos pneus novos, até aqueles que ficam no limite da banda de rodagem. Não sei como os baús laterais não rasparam no chão! hehehehe.
Não consegui encontrar um único buraco na estrada entre a Bahia e São Paulo. A pista está um tapete. Em vários trechos ela está com o asfalto tão novo que ainda não estão pintados os limites laterais e a sinalização ainda está um pouco falha, mas o piso está perfeito. Garantia de viagem gostosa, durante o dia. Garantia de suicídio à noite! Nos locais onde não há marcações na pista fica impossível distinguir onde é pista e onde é precipício na escuridão da noite. Passei por alguns acidentes muito feios com caminhões, resultado da noite anterior.
Mas o cansaço foi grande. Nos últimos 250 kms o prazer da viagem se transformou em sacrifício. Mas o que importa agora é que cheguei bem. Me resou descansar e tentar esquecer que no dia seguinte teria mais 1000 kms pela frente…”
“Agradecemos a todos pela torcida, pela preocupação e pelo carinho!!”
Total de Km Rodados: 1080
Abastecimento: 76 litros
Pedágios: 3 – Total de R$ 2,80
Hospedagem: Ibituruna Hotel – Valor da diária: R$ 50,00
01 Estrela – Bom exclusivamente para um bom banho e passar a noite.
Gasto total (com alimentação): R$ 202,00
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Arrumando as malas!!!

A arrumação das malas é uma parte essencial, por vários motivos: primeiro porque dela depende você conseguir levar tudo que deseja (e realmente precisa); segundo pois a divisão de peso é importante para a estabilidade da moto; terceiro porque os espaços precisam ser utilizados de maneira a permitir que você traga “lembrancinhas” caso as encontre e esta parte é mais importante para a ala feminina da viagem.
O primeiro passo é listar o que levar, quais os itens essenciais, a quantidade ideal (sempre lembrando que você está de moto e que, neste caso, o ideal é bem menos que o “normal”), separando o que é de um e de outro. Colocar tudo em cima de uma cama é uma boa opção para visualizar e perceber o que de fato é prioridade, começando por ela a arrumação.
Sacos que permitem a retirada do ar podem ajudar, mesmo que você não utilize o aspirador (até porque não podemos contar com ter acesso a um). Sacos zip são ótimos para carregar documentos, pois os mantém secos; pode-se usá-los também para carregar itens líquidos, isso pode evitar que suas roupas se sujem caso algo vaze. Jorge e Andréa decidiram colocar toda a bagagem em um saco plástico grande, evitando que molhem caso entre água de chuva nas malas laterais.
Usar pequenas embalagens de produtos de higiene pessoal é essencial e colocá-los em necessaries também compactas é melhor que em uma grande, pois fica mais fácil colocá-las em espaços vazios entre as peças de roupa.
Pense sempre em arrumar os itens mais importantes em locais de fácil acesso; pode parecer uma mera bobagem dar esta dica, mas imagine precisar de lenços umedecidos para uma emergência e eles estarem no fundo da mala! Ou o Kit de primeiros socorros! Depois de arrumadas, fica mais difícil refazer as bagagens. Enfim, malas prontas, agora é contar as horas para o inicio da “aventura”.
Depoimento Jorge:
“Arrumar as malas foi mais ou menos como colocar um búfalo dentro de de uma caixa de sapatos. Na verdade, tres caixas de sapato. Uma de cada lado e uma sobre a traseira.
Os sacos VacBag (aqueles que vc pode tirar o ar de dentro com um aspirador de pó ou sentando sobre ele, o que foi o caso) foram essenciais para acomodar uma grande quantidade de roupas de frio num pequeno espaço. Concentrei o maior peso das peças sobressalentes e tranqueiras em geral na mala traseira, e as ferramentas sob o banco.
Achei que o peso ficou bem distribuído. Durante a viagem terei de ficar atento ao comportamento da moto. No fim das contas, conseguimos levar tudo o que tínhamos programado. Agora é pau na máquina!!!!  hehehehe…”
Depoimento Andréa:
“Bem, esta fala de que estamos levando tudo é um comentário machista hehehehe. Para nós, mulheres, levar “tudo” é levar quase nada, mas quem viaja de moto tem que se acostumar a uma sandália rasteira, algumas camisetas e um tênis… é difícil, mas valerá a pena!!! Ainda bem que consegui um espacinho para um perfuminho (mini) e um hidratante, afinal vou para o Deserto, uma secura danada! Brincadeiras a parte, realmente conseguimos colocar tudo que listamos e isto mostra nossa organização rsrsrsrsr Agora é torcer para conseguir colocar “o mesmo tudo” na volta!!!!!!!!”
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Preparando a Motoca

Uma das fases mais importantes da preparação de uma viagem, seja ela de moto, de carro, de avião ou navio, ou mesmo de bicicleta ou a pé, é cuidar do meio de locomoção!!! É fundamental uma boa revisão, a troca de peças que estejam desgastadas ou em tempo de reposição, por isso, Jorge teve todo cuidado em verificar quais as peças e os ajustes necessários para evitar contra-tempos durante a viagem.

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Além das peças a serem trocadas antes da viagem, Jorge também se preocupou em levar aquelas peças sobressalentes (já descritas em outra postagem), para o caso de ser necessária a troca durante o percurso. Nesta hora, vale agradecer ao Guimarães, da Guimarães Motos, que cedeu, em caráter de consignação, muitos destes itens.

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A moto foi colocada na revisão em 16.11, Augusto foi o responsável pela troca das peças, pela preparação da “máquina” para encarar a viagem.

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Depoimento Jorge:
“Moto revisada, rolamentos engraxados, peças substituídas, tudo regulado, agora é hora de fechar as malas e botar o pé, digo, a roda na estrada e ganhar o mundo!!!
Só falta chegar a bendita da Carta Verde da seguradora. Aliás, fica aqui a dica: não deixe isso para a última hora. É garantia de dor de cabeça. Estou pedindo ela para o corretor há mais de 1 mes, e é claro que ela só vai chegar aos 44min. do segundo tempo…    Eita coisinha embassada de sair…
A boa notícia é que ela custou muito mais barato do que eu imaginava. Fiz pela Porto Seguro pois a moto já está assegurada por ela. Talvez por isso tenha saído barato. Mai demora, viu?!?…  rs”
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Roteiro

Finalmente, o ROTEIRO!
Elaborar um roteiro de viagem é algo que requer muito trabalho, precisa se aliar tempo hábil, boas estradas e belas paisagens, e um mínimo de infra-estrutura, buscando-se evitar transtornos indesejáveis, mesmo quando o objetivo é “aventurar-se”.
Neste momento surge um fator determinante: conversar com moto-aventureiros experientes e que já fizeram esta viagem. Jorge conheceu alguns que lhe ajudaram muito a chegar neste roteiro final, entre os mais “procurados” estão Chinaf (MG) e Laurindo (BA), motociclistas que, além de “viajados”, estão sempre prontos a ajudar, a dar boas dicas, a compartilhar suas experiências e, mais importante, prontos a incentivar a realização desta aventura.
Jorge sairá sozinho de moto de Lauro de Freitas-BA em direção a São Paulo-SP, onde ficará aguardando a chegada de Andréa, que irá de avião dias depois.
A seguir temos o roteiro detalhado:
28/11 = 1º dia: Lauro de Freitas BA – Governador Valadares MG (Jorge viajando sozinho pra SP)
29/11 = 2º dia: Governador Valadares – São Paulo SP
30/11 = São Paulo
01/12 = São Paulo
02/12 = São Paulo
03/12 = São Paulo (chegada da Andréa a SP)
04/12 = 3º dia: São Paulo SP – Foz do Iguaçu PR (aqui começa mesmo a grande aventura!)
05/12 = 4º dia: Foz do Iguaçu PR – Corrientes AR
06/12 = 5º dia: Corrientes AR – Santiago Del Estero AR
07/12 = 6º dia: Santiago Del Estero AR – Salta AR
08/12 = 7º dia: Salta AR – Purmamarca AR
09/12 = 8º dia: Purmamarca AR – San Pedro de Atacama CL (Travessia do Paso de Jama)
10/12 = 9º dia: San Pedro de Atacama CL (passeios)
11/12 = 10º dia: San Pedro de Atacama CL (muitos passeios)
12/12 = 11º dia: San Pedro de Atacama CL (+ passeios e se preparando para a volta)
13/12 = 12º dia: San Pedro de Atacama CL – Antofagasta CL
14/12 = 13º dia: Antofagasta CL – Copiapó CL
15/12 = 14º dia: Copiapó CL – Fiambalá AR (travessia do Paso San Francisco)
16/12 = 15º dia: Fiambalá AR – San Fernando Del Valle de Catamarca AR
17/12 = 16º dia: S.F.V.Catamarca AR – Santiago Del Estero AR
18/12 = 17º dia: Santiago Del Estero AR – Corrientes AR
19/12 = 18º dia: ???
20/12 = 19º dia: Corrientes AR – Foz do Iguaçu PR (de volta ao Brasil!)
21/12 = 20º dia: Foz do Iguaçu (passeios)
22/12 = 21º dia: Foz do Iguaçu PR – Curitiba PR
23/12 = 22º dia: Curitiba PR – São Paulo SP

 

Depoimento Jorge:
“Entre Copiapó e Corrientes ficaremos 1 dia parados em alguma cidade para descansar. Não ficou determinado qual seria esta cidade, mas quando encontrarmos uma que valha a pena conhecer melhor, ficaremos nela. Se estivermos atrasados em relação ao roteiro, faremos de Foz a SP num único dia na volta. A partir de São Paulo serão 14 dias rodando e 5 de parada para descanso e passeios. É claro que durante a viagem esses planos podem mudar, mas a princípio esse é o roteiro que tentaremos praticar. Queremos chegar de volta a SP no máximo até 23/12 para passar o Natal com os familiares, voltando para casa dia 28/12. Talvez a moto fique em SP e eu volte de avião com a Andréa. deixando para ir buscá-la num próximo feriado prolongado.”

Depoimento Andréa:
“Fiquei responsável em pesquisar onde ficar em cada cidade e em montar o MapSource, mas de tanto olhar, de tanto mudar, estou ficando “craque”, pelo menos em viagens virtuais rsrsrsrsrsr… posso até ser guia turística sem nem ter viajado ainda hehehehe.”

Roteiro finalizado, embora seja possível mudanças durante o percurso de acordo com necessidades que surjam no decorrer da viagem, agora vamos falar dos últimos preparativos da motoca.

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Listas, intermináveis listas!!!

Neste momento da preparação se fez necessária a elaboração daquelas listas intermináveis, sempre visando “una viaje” com menos imprevistos possíveis e com maior tranquilidade para que o casal não esquecesse nada que pudesse transformar a aventura em desventura.
Depoimento Andréa: “No início achei uma bobagem tantas listas, com o tempo e as leituras, percebi serem essenciais para o bom andamento da viagem, já que podemos, entre tantas informações e a ansiedade de um momento como este, esquecer coisas importantes… já estou fazendo a minha de “coisinhas” a levar”.
A lista principal, da Rota a ser utilizada, ainda encontra-se em fase final de elaboração. Ainda estão acontecendo tantas mudanças ao longo destes preparativos, que algumas alterações estão sendo feitas no trajeto inicial, mas em breve, o roteiro será postado.
Com a palavra o “homem das listas”: Jorge.
  • Lista de documentos a levar (alguns a serem providenciados):
  • RG e CPF
  • Passaporte (não é obrigatório, mas facilita as coisas nas Aduanas)
  • Carteirinha do convenio medico (onde será contratado seguro saúde)
  • Documento da moto
  • Seguro Carta Verde (obrigatório)
  • PID (Permissão Internacional para Dirigir)
  • Autorização da financeira
Um monte de Xerox de tudo isso…
Lista de revisão da moto, peças a serem substituídas e peças sobressalentes:
Aproveitando a revisão de 12.000 km, a motoca vai para o estaleiro para dar uma geral caprichada, engraxar a caixa de direção, os rolamentos de roda, re-aperto geral, etc.
Pretendo iniciar a viagem com algumas peças 0 km, como pneus, coroa-corrente-pinhão, pastilhas de freio dos 03 discos,  filtros de óleo e de ar.
Levo comigo: Manete e cabo de acelerador, manete e cabo de embreagem, lâmpadas de farol  e de pisca, um pisca completo, velas e retentores de bengala. Tomara que não precise usar nada disso, mas se precisar é melhor tê-los comigo.
Quanto às ferramentas, levo chaves suficientes para desmontar praticamente a moto toda, o que não significa que sejam muitas. Basicamente é o kit original da moto e mais alguns soquetes e uma chave catraca, um alicate e uma chave de boca regulável.
Para o caso de um pneu furado terei 02 opções de conserto: 02 latas de TyreRepair, aquelas latas que “prometem” tapar o furo e encher o pneu. Nunca usei, mas dizem que não é 100% confiável. De qualquer forma, precisaria parar no primeiro borracheiro que encontrar para fazer um remendo de verdade. E é por isso que darei preferência para a segunda opção: comprei aquelas ferramentas que o borracheiro usa para consertar pneus sem câmera, conhecidas como “tarugo”.  Como o pneu da Strom também é sem câmera, acho que dará certo.  Consertar o pneu com o tarugo vai ser fácil… Quero ver mesmo é encher ele com a bomba de bicicleta, que também vai…  rsrsrsrsrs.   Depois eu lhes digo se deu certo…
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