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Comodoro Rivadavia – Rio Gallegos

 

Dia 10.12

Comodoro Rivadavia – Rio Gallegos
 
 


 
Acordei cedo e já tinha deixado as coisas arrumadas na véspera, enquanto aguardava o concerto da moto.

Tomei aquele desayuno fraquinho típico dos hoteis argentinos (duas meia lunas e uma xícara de café com leite) e arrumei toda a bagagem na moto. Lá pelas 7:30hs já estava indo para a estrada.

Agora estaria viajando sozinho. Lucas já tinha partido na segunda, dia 8, e eu nem sabia se seria para o sul ou para o norte. Quem sabe oeste? O certo é que para o leste ele não foi, pois pra lá só havia o Atlântico.

Estes dias parados serviram para descansar bastante. O
destino de hoje seria Rio Gallegos, a 800 kms dali, e eu estava preparado. 

Logo no início do dia já dava pra perceber que a viagem seria tranquila. Agora que não tinha mais XT “tentando” acompanhar a V-Strom, podia impor um ritmo mais forte e não ficar o tempo todo preocupado em chegar logo no posto de gasolina mais próximo. O vento estava lá novamente, mas muito mais tranquilo. Agora ele já nem incomodava mais, era uma brisa comparado ao que havíamos passado 4 dias atrás.

Dia agradável, ritmo bom, foi um verdadeiro passeio. Agora não tinha mais a preocupação de saber que tinha outra moto me seguindo. Podia rodar forte quando queria, devagar quando passava por alguma paisagem legal, parava para fotografar e filmar quando quisesse. Me sentia leve. Foram os 800 kms mais agradáveis daquela viagem até aquele momento.

A chegada a Rio Gallegos é feita por uma auto-pista de 3 faixas em cada sentido com controle de velocidade. Uns 20 kms antes de entrar na cidade havia um trevo com placas indicando que para seguir para Ruta 40 e El Calafate eu deveria trocar de estrada. Era por ali que eu seguiria no dia seguinte.

Também havia uma placa indicando “Ushuaia 597 kms” seguindo em frente, mesmo caminho que eu fazia para entrar em R.Gallegos. Parei para fotografar a placa, apenas para me lembrar depois de quão perto eu havia chegado da bendita Ushuaia, sem poder alcança-la. Pelo menos não naquela viagem. O “fim del mundo” teria de esperar por mim mais um pouco…

 

Cheguei em Rio Gallegos por volta das 18:00hs e logo na entrada da cidade encontrei um hotel meia boca, porém barato, perto de uma estación de serviços e uns restaurantes. Resolvi ficar por lá mesmo porque na manhã seguinte eu teria de voltar para tráz até aquele trevo que me levaria para El Calafate, e quanto mais eu entrasse na cidade, mais eu teria de voltar depois.

Moto abastecida, banho, um belo bife de chourizo e uma garrafa de vinho. Eram 9:00hs e eu já estava dormindo felizão.

 
 
Nesta data, Andréa começara a aventurar-se e se juntava a Jorge na realização de mais este sonho, mas ela mesma vai contar esta história:

Meu dia também começou cedo, e as malas, quer dizer, a mala já estava pronta, ainda bem, porque o dia foi super-corrido, trabalhei o dia todo, quase até a hora de partir rsrsrsrsrsrsrsrsr

Meu voo saiu de Salvador às 20h20m e minha amiga Cristiane, a quem aproveito para agradecer, foi quem me levou ao aeroporto.

Quero aproveitar aqui para agradecer a minha coordenadora Helena, pelo apoio e compreensão, e as minhas amigas e colegas de trabalho, Raquel e Manuela, por terem aplicado minhas provas finais, para que eu pudesse começar minhas férias mais cedo. Minha eterna gratidão pelo companheirismo!

Minha viagem foi de Salvador em direção a El Calafate, Argentina, mas não tão simples assim, tive conexões em São Paulo e em Buenos Aires e a viagem toda durou mais de 14 horas. Era a primeira vez que eu viajava sozinha de avião por tanto tempo e para tão longe, sentia uma mistura de ansiedade e felicidade, ambas por saber que logo encontraria Jorge, amor de quem eu estava com muita saudade, e começaria a realizar mais um grande sonho.

Em Salvador, tudo correu tranquilamente, com uma pequena mochila com minha roupa de cordura e meu capacete, além de duas camisetas, meias e calcinhas (para qualquer emergência caso o encontro com Jorge atrasasse, já que ele carregava minha bagagem), eu parti rumo a mais uma aventura sobre duas rodas.

Ao chegar ao Aeroporto de Guarulhos, por volta das 23h, tivemos uma espera de 40 minutos para desembarcar, por falta de espaço para a aeronave parar, ainda bem que tinha quase 04 horas entre um voo e outro.

Logo fui fazer meu check-in na Aerolineas Argentinas, para ficar tranquila, embora ainda tivesse muito tempo de espera pelo voo que me levaria até Buenos Aires. Ao chegar no balcão, a atendente me olhou como quem olha uma assombração, mediu dos pés a cabeça, acho que porque eu estava vestida para tudo, menos para uma viagem internacional rsrsrsrsrsrsrsr Para minha surpresa (e acho que mais a dela) ao pegar minha passagem, seu semblante mudou, abriu um sorriso e começou a me informar que a área VIP estava a minha disposição, me explicou o local e foi super amável (não sei se foi só impressão minha, mas algo mudou no ar). Eu, ignorante nestas coisas de área VIP, achei que era uma área para todos que viajavam pela companhia (nunca tinha viajado pra fora do país, a não ser de moto, com o que estou bem acostumada rsrsrsrsrsr).

Fui dar uma volta no aeroporto, tomar um cafezinho, ir à livraria, comprar uma revista de Lógica, coisinhas que gostamos de fazer no aeroporto. Então, decidi ir pra Sala VIP. Para entrar nela passei pelo Duty Free Shop, nem parei, eles não tem a minha cara e a falta de espaço em viagens de moto proporciona uma economia incrível rsrsrsrsrsrsr

Mais um momento de comédia: ao chegar à área VIP, já fui entrando (lembra que achei que era pra todo mundo) e vi que a porta de vidro não se abria. Uma mocinha, muito simpática, pediu para ver minha passagem, depois de conferir, avisou que eu ficasse à vontade e tranquila, porque eu seria informada no momento de embarcar.

Então, a porta se abriu

.. e uma sala GIGANTE e COMPLETAMENTE vazia surgiu pra mim!!!!!!!!!!! Tinha sofás variados, uma mesa de café com chás, biscoitos, pãezinhos, uma super-máquina de café expresso, que mais parecia vinda de outro planeta.
 
 
Ahhhh também tinha vinho, cerveja e…………. champanhe!!!! Isso mesmo, champanhe geladinho em um balde!!!!! Fiquei paralisada, nem sabia que isso existia kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
 

Depois de um tempo para me localizar e ambientar, resolvi andar pra conhecer o espaço VIP…tinha salas para descanso, salas pra usar computador, salas pra ouvir música ou ver TV, uma loucura rsrsrsrsrsrsrsrsrsr Decidi ficar por ali, na sala grande mesmo, tão paralisada com a situação que apenas tomei café, cappuccino e comi umas bolachinhas rsrsrsrsrsrs nem pensei em me esbaldar nas bebidas rsrsrsrsrsrsrsr 

Eu ainda não sabia direito o que estava acontecendo e se algo estava errado, já era dia 11 de dezembro!

Acompanhe a viagem em imagens:
 

Chegando em El Calafate

Dia 11.12
São Paulo à El Calafate, de avião

 

O voo para Buenos Aires saiu de São Paulo com quase uma hora de atraso, fiquei um pouco apreensiva, pois o tempo de conexão para El Calafate não era assim tão grande e eu não conhecia nada de aeroportos internacionais e já tinha lido, em alguns relatos, que o Aeroporto Internacional de Ezeiza , na Argentina, é um pouco confuso. Se eu perdesse o voo para El Calafate, só no dia seguinte, com muita sorte, conseguiria outro, afinal, são dois voos por dia e ambos pela manhã.

Fui avisada que eu poderia embarcar e ao entrar no avião, outra surpresa (que eu já devia esperar): eu estava na área VIP mesmo, no avião também, na classe executiva!!!!!!!!!!!!!! Eu posso garantir que essa foi a passagem mais barata que eu achei no momento de comprar (quem me conhece, sabe bem isso) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não encontrei, até agora, nada na assagem que falasse sobre ser VIP rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr, continuo procurando.

Não faço ideia de como fui parar ali rsrsrsrsrsrsrsrsrsr, mas estava ali, em uma poltrona que cabia duas de mim, quer era uma cama, praticamente, com uma comissária que ficava perguntando o que eu queria, se eu precisava de algo, cada vez que eu abria os olhos (era madrugada e eu dormi quase o tempo todo rsrsrsrsrsrsr) e que me ofereceu mais de um café da manhã, mesmo sem eu dar conta nem de um só.  Tudo isso foi, no mínimo, engraçado!!!!

 

 

 

 

O voo pelos céus argentinos acontecia junto com o nascer do Sol. Foi interessante ver e fotografar os lugares pelos quais Jorge havia passado de moto (embora um aviso dissesse para não ligar os celulares, eu liguei pra fotografar, afinal, eu não era VIP??? rsrsrsrsrsrsrsr). Eu ficava olhando e pensando em que parte daquelas terras ele estaria agora…


Chegamos a Buenos Aires com o dia amanhecendo, era por volta das 5h, meu voo para El Calafate estava previsto para as 7h55m. O Aeroporto é pequeno, e estava lotado, com uma fila imensa para passar pela Aduana, mas que estava andando bem rápido, o que já demonstrou a agilidade no atendimento. O aeroporto nem era tão bagunçado como eu havia lido. Fui bem informada por todos, de para onde teria que me dirigir, pois existem várias alas, como em São Paulo e temos que sair de um prédio e ir pra outro, uns 5 minutos de caminhada.

Ao chegar ao embarque, após passar novamente por outro Duty Free, sem nem parar para olhar, encontrei um saguão lotado… todos iam para USHUAIA!!!!! Meu voo ia para o Ushuaia, com escala em El Calafate!!! Todos os voos vão para o Ushuaia rsrsrsrsrsr Neste momento, eu só conseguia lembrar no que pensei quando Jorge me disse que não conseguiria chegar lá: Está tão perto!!!!

Quando tudo aconteceu com a moto e falei com Jorge pelo Skype, quando ele me contou que não teria mais como chegar ao destino final, eu fiquei muito, muito, muito triste, chorei depois que desligamos. Eu via o mapa e não conseguia acreditar, não parava de pensar: mas ele chegou tão perto, ele está tão perto!!! Ele tem que ir até lá! Somente depois de algumas conversas com ele, ao longo do dia seguinte à decisão, é que eu consegui me conformar, acho que fiquei mais triste que ele!

Bem, o voo atrasou novamente, parece que pontualidade não é algo muito comum em voos internacionais rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs Saímos de Buenos Aires quase 9h, a previsão era 8h em direção ao destino final.
 

Nos planos iniciais, eu ficaria um dia sozinha em El Calafate, pois Jorge chegaria somente dia 12. Com as mudanças na programação, Jorge chegaria quase que junto comigo! E foi exatamente o que aconteceu…

 
 
 
 
 
Rio Gallegos – El Calafate, de moto
 

 

Novamente acordei cedo e detonei aquele desayuno sem graça. Não via a hora de botar as rodas na estrada e seguir logo para El Calafate para encontrar a Andréa, que chegaria lá no fim daquela manhã.
 

Agora que viajava solo, sentia mais ainda a falta da minha parceira de aventuras.

Voltei pela mesma estrada da chegada a Rio Gallegos e naquele trevo, que já tinha passado na véspera, mudei de estrada e segui para a Ruta 40. Finalmente iria rodar na famosa RUTA 40!!! Andaria nela por uns 2.000 kms!  Isso também era um antigo sonho.

Estrada perfeita, dia bonito, vento ainda tranquilo (pois geralmente logo cedo ele era mais fraco) e pouca quilometragem para percorrerneste dia. Tudo prometia que este seria mais um dia de passeio agradável.

E realmente foi, apesar de tomar uns dois sustos com os guanacos atravessando a pista na frente da moto.

 

Resolvi seguir devagar e parar para fotografar sempre que via algo interessante.

Neste dia, também foi o meu primeiro encontro com o rípio da Ruta 40, só que em um trecho pequeno, o “melhor” ainda estava por vir.

Depois de uns 100 kms rodados alcancei uma nuvem enorme e muito carregada, que eu já vinha avistando fazia algum tempo. Assim que senti os primeiros pingos resolvi parar para colocar a capa de chuva. Estava bastante frio e não seria nada bom ficar molhado.

Eu estava com um monte de roupas por baixo da jaqueta e da calça de cordura, além dos forros térmicos. Estava difícil para me movimentar com tanta roupa e foi um verdadeiro desafio colocar a roupa de chuva por cima disso tudo. Até sentei no acostamento cheio de areia e pedrisco para conseguir colocar as polainas sobre as botas.

Nisso, olhei para trás e vi um bando de guanacos olhando pra mim. Tive a clara sensação de que eles estavam pensando: o que este tonto está fazendo ali todo atrapalhado?

Demorei tanto para colocar a roupa de chuva que quando terminei a nuvem já tinha ido embora e não estava mais chovendo.  Pensei comigo: agora vou assim mesmo, pois já que está frio, vai ser uma proteção a mais para o vento. Aliás, dali em diante, o vento começou a aumentar bastante, e agora eu o pegava de frente.  Quanto mais eu seguia pela Ruta 40 em direção a El Calafate mais a paisagem ia mudando.

Depois de vários dias vendo aquela mesma planície a perder de vista com vegetação baixa, agora começava a subir e descer várias colinas. As plantas mudavam um pouco, mas sempre eram baixas, indicando que naquela região o vento é quem comandava.

Parei num mirante no alto de uma dessas colinas e lá o vento estava muito forte. Tive de parar a moto numa posição de frente para o vento, pois se a deixasse de lado, provavelmente tombaria.

Estava ansioso para chegar a El Calafate e encontrar a Andréa. Já fazia duas semanas que eu tinha partido da Bahia para iniciar a viagem sem ela.

Depois desta parada toquei direto até chegar ao meu destino do dia. Logo na entrada da cidade o GPS me fez entrar numa rua que estava em construção e, de repente, eu me vi numa verdadeira caixa de brita e pedras e quando tentei fazer a volta, pois a rua acabava num barranco, a moto tombou. Eu estava tão empolgado em chegar logo ao encontro da Andréa que nem esperei por alguma ajuda para levantar a moto. Numa tentativa só já a levantei, com malas e tudo, e com cuidado tirei ela daquela verdadeira armadilha e tentei outro caminho. Depois dessa presepada, o GPS me levou direitinho até a porta do hotel.

Cheguei ao hotel ao meio dia, quinze minutos depois dela ter chegado de táxi vindo do aeroporto. Isso é que é sincronismo! Rsrsrs… (Eu, como psicóloga que sou, digo que é sincronicidade rsrsrsrs).

Logo que cheguei, a recepcionista pediu ao pessoal do bar do hotel que me servisse um vinho que era misturado com suco de frutas e canela (receita própria deles). Andréa já estava tomando uma taça e assim pudemos brindar nosso reencontro e o início da aventura sobre a moto para ela, a partir de agora.
 

A partir deste ponto a viagem será contata pela Andréa, que é quem sempre escreve os textos que abastecem este blog com nossas aventuras, além de montar os vídeos e postar as fotos, sempre com muita dedicação e carinho, para que nossos amigos e familiares possam pegar uma carona conosco nas nossas viagens por esta linda América do Sul e para que outros internautas e motociclistas possam colher informações úteis para planejar suas próprias viagens e realizar seus próprios sonhos e aventuras sobre duas rodas!…

Conhecendo El Calafate

Continuamos no dia 11.12
 
Como Jorge já contou, chegamos com
15 minutinhos de diferença… 
Sincronicidade pura!!!!!!!! Rsrsrsrsrsrsr
 
 

Ao chegar ao Hotel, eu logo quis me conectar na internet pra ver onde ele estava (lembram que ele estava com o spot e eu o acompanhava o tempo todo), mas não conseguia me conectar ao link. Comecei, então, a falar com minha irmã Silvia, que estava acessando e acompanhando Jorge. Foi muito legal, ela me avisou que ele estava na estrada, depois que estava chegando à El Calafate e foi me informando de cada passo, ou melhor, km rodado rsrsrsrsr.

Silvia (minha que estava acompanhando a viagem de Jorge) falou pra eu ficar na janela que ele estava se aproximando do Hotel, e foi o que fiz, fiquei de olho na rua que nos leva ao hotel, e nada… de repente, ela disse: ele já está aí, ele está no hotel!!!! e quando me viro, lá está ele, entrando no salão. Ele tinha pegado a rua errada (ele já contou que até tombou), por isso não veio pela rua principal e eu não o vi chegar, mas, mesmo assim, foi muito divertido. Além de conseguir acompanhar sua viagem, essa, sem dúvida, foi a parte mais legal de ele estar com o spot!!!!!!!

Depois do encontro emocionado e emocionante, depois de apreciar o vinho oferecido pelo hotel, delicioso e acolhedor, fomos para o quarto, tomar um bom banho, merecido depois da correria da viagem e nos arrumar para ir almoçar e conhecer o centro de El Calafate.

Eu não me importo com as dificuldades de andar de moto por longas e, às vezes, difíceis estradas. Não me importo com o desprendimento material necessário (por falta de espaço na bagagem) e nem com o cansaço, o desconforto. Tudo isso é compensado pelo prazer de ver o mundo de um jeito diferente, de poder sentir o perfume do caminho e poder ver e fotografar visuais fantásticos. Agora, tenho uma exigência: escolho os hotéis! Durante a viagem, normalmente os hotéis são simples, desde que limpos e com boa localização, para facilitar nossa locomoção sem precisar da moto. Já nos pontos principais da aventura, a escolha sempre é por hotéis um pouco melhores, mais aconchegantes, ou com belas vistas ou alguma coisa que seja mais atrativo, isto não significa que sejam caros, mas são de uma categoria melhor. Afinal, estas aventuras não são apenas nossas viagens de férias… São nossa forma de comemorar os anos juntos, são o presente de Natal e até de aniversários rsrsrsrsrsr

O Hotel Shehuen (http://shehuen.com/) foi escolhido por estas coisas, fica em um lugar privilegiado, com uma bela vista para o Lago Argentino e para a cidade de El Calafate, além de uma incrível vista dos picos nevados das montanhas da Patagônia. Da janela do quarto era possível ver o lago, escolha feita a dedo. Sua localização não é tão boa, pois o centro movimentado fica a uns 2 km, com direito a ladeiras, mas vale a pena, ele é aconchegante, muito arrumado, tem uma equipe fantástica, cuidadosa e é muito bonito e bem decorado. Tudo isso por uma diária de 112$ (foi cerca de R$180,00, valor menor que outros hotéis, menos interessantes).

Decidimos chamar um táxi para nos levar até o centro, Jorge estava cansado de andar de moto! E na América do Sul (exceto no Brasil, é claro) andar de táxi é barato e prático.

 

Fomos caminhar um pouco pelas ruas principais, fomos até La Aldea de Los Gnomos, uma mistura de lojinhas (caras, melhor comprar em outros pontos da cidade), restaurantes e cafés. Ponto imperdível da cidade.

Andamos pela avenida principal, conhecendo um pouco de El Calafate, até que encontramos uma pizzeria-cafe-bar muito legal, o Pietros, ele tem uma decoração com fotos, utensílios de cafeteria e de bar, bem antigos. Vale a pena conhecer!!! Decidimos pedir um lanche cada um, só não tínhamos ideia do tamanho… rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
El Calafate é uma cidadezinha localizada nas margens do Lago Argentino (lago de águas glaciares), na Província de Santa Cruz, no meio da Patagônia Argentina, famosa por ser o ponto mais próximo do Glaciar Perito Moreno (que vocês irão conhecer em breve). A cidade, com cerca de 21 mil habitantes, vive em torno do turismo e tudo é preparado para receber bem. É uma cidade acolhedora e muito, muito arrumada, com temperaturas baixas, mesmo no verão, que, normalmente não passa de 19º, nós experimentamos 13º.Seu nome vem do arbusto Berberis microphylla, ou Calafate, típico da região. Deste arbusto nascem pequenas frutas, das quais se fazem doces, geleias e produtos de beleza (seu perfume é incrível e seu sabor também).

Depois do almoço fomos conhecer o Museo El Calafate ou Centro de Interpretacion Historica El Calafate (http://www.museocalafate.com.ar/) que é “una muestra permanente de historia natural y humana de los últimos 100 millones de años en la Patagonia Austral. Allí desarrollamos la evolución de tres grupos animales fascinantes: los Dinosaurios, los Mega mamíferos y los Humanos”. Vale a pena a visita, mesmo que seja uma passagem rápida, pois é uma viagem pela história da evolução humana. Não deixe de visitar a sala em homenagem aos ancestrais: uma incrível emoção!
 
 

Nas nossas andanças pela cidade, nos deparamos com belas paisagens, repleta de lindas e coloridas flores, e conhecemos o pássaro característico desta região, o Bandurria.

 
 

 

 

 

Também fomos conhecer a Intendencia do Parque Nacional dos Glaciares (http://pt.miraargentina.com/informacion-turistica/intendencia-de-parque-nacional-los-glaciares), uma espécie de Prefeitura responsável por administrar e cuidar do Parque.

E para terminar os passeios do dia, nada mais gostoso que uma torta de frutas vermelhas, em La Aldea de los Gnomos, na Chocolateria Abuela Goye (http://www.abuelagoye.com.br/).  Vocês sabiam que Salvador é uma das poucas cidades que tem a franquia?

 

No final do dia… ou quase no final, aproveitamos para relaxar de um dia tão agitado e para curtir um pouco do Hotel Shehuen, de sua bela vista, de seus saborosos vinhos e do fato de estarmos quase “en el fin del mundo”.

 

Curiosidade: nesta época do ano (Dezembro), o sol por estas bandas acorda por volta das 5h e se põe em torno das 22h, o que significa um dia gigante para aproveitar!!!!

Para conhecer mais:

http://www.parquesnacionales.gob.ar/areas-protegidas/regionpatagonia/pn-los-glaciares/

 
Assista ao vídeo com as imagens da nossa chegada à El Calafate e nossos primeiros passeios pela cidade.

Glaciar Perito Moreno

 
 
Dia 12.12
Glaciar Perito Moreno
 
 
 
 
 

Neste dia, acordamos cedo, tínhamos um passeio incrível pela frente, aliás, acreditávamos que esse seria o principal da viagem. Depois que o Ushuaia tinha ficado para a próxima aventura, o Glaciar Perito Moreno seria o grande momento da viagem, seria como nosso destino final! E que destino………

Saímos do hotel por volta das 9h, em direção ao Parque Nacional dos Glaciares, reserva que abriga os grandes glaciares da Patagônia Argentina e do Chile, entre eles, o Glaciar Perito Moreno. A entrada da reserva fica a cerca de 80 km de El Calafate, por uma estrada perfeita, em estrutura e em belas paisagens.

No início do passeio, ainda próximo à cidade, a estrada vai margeando o Lago Argentino, um dos inúmeros lagos patagônicos, o maior e o mais austral da Argentina.  O lago cobre uma superfície de 1466 km2 e tem uma profundidade média de 150 metros, podendo alcançar 500 metros em alguns pontos. O lago foi descoberto em 1875, e explorado, por Francisco Pascaio Moreno (1853-1919), um cientista, naturalista e explorador argentino, que dá nome ao glaciar, a uma cidade e a inúmeras ruas e avenidas espalhadas por toda a Patagônia Argentina. Por todo lugar que passamos tinha algo homenageando Perito Moreno.

 
A bela estrada, após cerca de 40 km, começa a se afastar do Lago Argentino em direção à divisa com o Chile, onde estão localizadas as geleiras, até chegar à Parque Nacional dos Glaciares, uma reserva natural, margeada por um braço do Lago Argentino na Seccional do Río Mitre.

Quando nos deparamos com a Seccional Río Mitre, é sinal de que estamos entrando no Parque Nacional dos Glaciares. Fundado em 1937, o parque é considerado um lugar único no mundo, por isso, foi declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, em 1981.

 
 

O parque possui uma extensão de 725 mil hectares, que abriga 356 geleiras, entre as quais, alguns dos maiores glaciares do mundo. Glaciares são formados basicamente por neve compactada, neve que se origina do alto da cordilheira dos Andes. Estas formações podem chegar a 170 km, como é o caso do Glaciar Perito Moreno, o maior e mais famoso da região, chamado, por alguns, de “oitava maravilha do mundo”. E ao conhecê-lo, entendemos perfeitamente o motivo. Também é considerado como uma das reservas de água doce mais importante do mundo.

Para chegar ao glaciar, andamos por uma estrada belíssima, repleta de vegetação, com muitas flores e com belas vistas. Antes de chegar ao glaciar, pudemos fazer algumas paradas, entre elas, no Mirante de los Suspiros, e a vista explica o nome. Toda a estrada entre a entrada do parque até o Glaciar é incrivelmente bela e cheia de imagens surpreendentes.

O impacto de sua visão é algo extraordinário, impossível explicar em palavras, mas poderíamos usar palavras como inacreditável, fantástico, imobilizador, maravilhoso e, sem dúvida, emocionante e inesquecível. Já no caminho é possível ver o Glaciar ao longe, em sua imensidão, mas a emoção que vai tomando conta, enquanto nos aproximamos, é algo impactante, e o frio, que vai aumentando, é o que nos faz saber que estamos na direção correta.

Tentar descrever um glaciar é quase como contar uma ficção científica, podemos falar de seus inúmeros tons de branco e de azul, também de suas fendas com riscos em vários tons de cinza. Podemos destacar sua imponência, devido aos seus mais de 74 metros de altura, ou seus 5 km de largura, ou por sua profundidade que chega a 170 metros abaixo do que nossos olhos podem ver. Junte-se a isso, sua extensão, que chega a 250 km2, e temos um dos mais belos fenômenos da natureza.

Mas não é só isso, também tem seu movimento, que pode chegar a um metro por dia e que, ao encontrar-se com a parte terrestre, provoca um enorme atrito, que o obriga a se moldar e, para isso, lança, no lago, sedimentos, que vão de pequenos e finos, como grandes icebergs, que ficam suspensos na água, formando o leite dos glaciares. Ao entrarmos no Parque, em direção ao glaciar, vamos margeando o Río Mitre, que compõe o Lago Argentino, no lago é possível ver os sedimentos que se desprenderam do glaciar e que “navegam” pelas águas calmas do lago.

Desabamentos pequenos podem ser vistos a todo instante, e faz com que este espetáculo se torne ainda mais incrível. Desabamentos maiores ocorrem com menos frequência, o último foi em julho de 2008, também ocorreu um grande desabamento em 2006 e em 2004, porém, antes disso, o desabamento foi em 1988.

Com certeza, além do que os olhos podem ver, a parte mais interessante deste espetáculo é o que os ouvidos podem captar, é o barulho tão imponente quanto sua vista. Enquanto andamos pelas bem incríveis passarelas, que nos permitem chegar muito perto do glaciar, podemos ouvir seu som, estrondos gigantescos que nos avisa sobre nossa pequenez e nos mostra o quanto este glaciar está vivo e pulsante.


“Vou contar algo engraçado: enquanto íamos em direção ao glaciar, percebi inúmeros blocos gigantes de gelo no lago e meu primeiro pensamento foi: “nossa, que legal, eles fazem uns icebergs bem grandes, de mentira, para imitar os que se soltam dos glaciares”. Santa ignorância!!! Não era de mentira, era um iceberg mesmo, da mais pura verdade, do mais puro gelo que se desprende do glaciar!!!!” (Andréa).

 

Com certeza, além do que os olhos podem ver, a parte mais interessante deste espetáculo é o que os ouvidos podem captar, é o barulho tão imponente quanto sua vista. Enquanto andamos pelas bem incríveis passarelas, que nos permitem chegar muito perto do glaciar, podemos ouvir seu som, estrondos gigantescos que nos avisa sobre nossa pequenez e nos mostra o quanto este glaciar está vivo e pulsante.

A estrutura montada para os visitantes é extraordinária, além das passarelas que margeiam o Glaciar e que permitem olhar a geleira sob diversos pontos, e se aproximar deste gigante, o parque ainda conta com uma lanchonete na qual podemos tomar um chocolate bem quentinho ou uma bebida com o gelo do glaciar (pelo menos é o que nos contam rsrsrsrsr), além de ter lanches, pães e uma boa variedade de guloseimas.

As passarelas contam com diversos bancos, espalhados em pontos especiais, que permitem aos visitantes parar para descansar e, principalmente, para desfrutar da paisagem e meditar, ao som do glaciar.

Aproveitamos este espaço para fazer um pic-nic. Ahhh, curiosidade: não existem lixeiras ao longo de todo parque, todo o lixo deve ser guardado pelos visitantes e levados à El Calafate, cidade mais próxima, responsável pela coleta.

 

 

Existe apenas um coletor de “colillas”, as “bitucas” de cigarro.
                                                               

 

Depois de andarmos por todas as passarelas possíveis, fotografar e se deslumbrar com paisagens maravilhosas e com a emoção de ver algo tão diferente, decidimos ir fazer um passeio de barco, de cerca de uma hora, que nos leva até bem perto do glaciar, mas agora pelo Brazo Rico do Lago Argentino. Chegamos ao ponto de embarque e todas as passagens já tinham sido vendidas, conversamos muito com a atendente e ela pediu que aguardássemos, se sobrasse lugares, poderíamos fazer o passeio. Como “meu santo é forte” rsrsrsr conseguimos os dois últimos lugares.

Se é incrível ver o glaciar do alto, tão incrível é vê-lo por baixo, ou melhor, de frente. É uma parede gigante que parece que vai nos engolir, mas sua beleza e a visão de seu tamanho é algo que levaremos pra sempre na memória.

O barco chega a aproximadamente 200 mts da parede de mais de 70 mts de altura, chegar mais próximo se torna perigoso, pois quando os pedaços se soltam (nunca se sabe quando isto irá ocorrer) podem fazer ondas enormes e colocar o barco em risco.


Pudemos ver, e bem de perto, alguns destes “pedaços”, que se soltaram por aqueles dias e que passeiam pelo lago. Enquanto passeávamos pelo glaciar, tanto pelas passarelas como de barco, pudemos ver alguns sedimentos se soltarem, não eram grandes, mas o barulho e o movimento que faziam, ao cair na água, deu uma ideia de como seria ver um iceberg maior se desprender.

“Emoção, muita emoção, só assim é possível descrever o que senti ao me deparar com aquele mundo de gelo. Aquele gigantesco mundo de gelo. Aquela sensação de ser pequena diante de tamanha grandeza da natureza. Aquele sentimento que nos inunda ao nos encontrarmos com o inexplicável, com grandeza da beleza do mundo. Chorei, chorei como em outros tantos momentos que não podem ser expressos em palavras, apenas em emoção” (Andréa).

“Eu já devo ter lido uma centena de relatos de motociclistas que foram para essas bandas de Ushuaia e El Calafate, principalmente durante minhas pesquisas para montar esta viagem que estamos contando agora, e em todos os relatos lidos que falavam deste passeio ao Glaciar Perito Moreno os narradores falavam da grandiosidade e beleza deste “monumento gigante de gelo”, mas agora eu entendo por que em todos esses relatos o pessoal diz sempre a mesma coisa: que as fotos, filmagens ou tudo o que se diz a respeito deste Glaciar não faz jus à sua grandiosidade. Realmente eles estão todos certos. Tem de ir lá e ver com os próprios olhos. Sentir seu frio. Escutar os estalos de suas trincas e ter a certeza de que ele está vivo, se mexendo o tempo todo. É fantástico!” (Jorge).

Em nosso passeio pelo Glaciar, encontramos Charlie Tseng e Cecília, eles estavam viajando desde a Ásia, pela América do Sul (http://www.mototuristas.com.br/mototurismo/moto-bmw-1200-gs/ e http://conamoto.com.br/de-singapura-para-o-mundo/).

Para finalizar bem o dia, nada como um bom vinho e um bom jantar. Jorge aproveitou para comer novamente um cordeiro patagônico e eu, uma milanesa, outro prato bem típico na Argentina.

 

Assista ao vídeo, pois talvez as imagens possam dar uma pequena noção do que as palavras não conseguiram expressar.

 

 
 
Para saber mais:
 

Passeando por El Calafate


 

Dia 13.12

Passeando por El Calafate
 
 

Este seria nosso último dia em El Calafate, já estava dando saudades antes mesmo de irmos embora, mas ainda tínhamos alguns lugares pra conhecer…

Saímos logo após o delicioso café da manhã… nova maratona, colocar toda roupa de frio, afinal 13 graus de moto é uma temperatura bem geladinha para quem está acostumado aos 30 graus na sombra, da Bahia. Destino inicial: Glaciarium.

O Glaciarium fica a uns 10 minutos de El Calafate, é também conhecido como “Museo del Hielo Patagonico”, foi inaugurado em Janeiro de 2011, é um museu de interpretação dos glaciares, um dos poucos e mais modernos do mundo, devido a sua interatividade com os visitantes, que transmite informação, com entretenimento, sobre o gelo (Glaciologia) e sobre a formação dos glaciares.

Nós fomos de moto, mas tem transporte gratuito do centro da cidade, em determinados horários, durante o dia todo. A visita dura cerca de duas horas e vale a pena cada minuto. Neste espaço é possível compreender como se formam os grandes glaciares, a formação do gelo, com um painel lindíssimo das inúmeras “formas” dos flocos de gelo, que nunca se repetem. Além de uma reflexão sobre o aquecimento global e suas consequências para a vida na Terra, tudo com apresentação de vídeos e materiais em três dimensões, o que torna o passeio mais interessante.


Dentro do museu tem um bar de gelo, mas estava fechado no momento da nossa visita, ficou para a próxima ida à El Calafate, afinal dizem que é assim, temos que deixar coisas por fazer, para voltar um dia.


Curiosidade: o direcionamento para os banheiros é super engraçadinho e as cabines são feitas de aço, mesmo material utilizado nas estações de pesquisa no Alasca. Acho que o objetivo é nos fazer pensar que estamos em uma destas estações. 


“O passeio é bem divertido e diferente, afinal não é sempre que estudamos sobre gelo e glaciares. Sem contar a paisagem em torno do museu que é fantástica e incrivelmente linda, o azul-esverdeado das águas do Lago Argentino contrastando com os tons de amarelo das plantas, tons de cinza das montanhas e com o branco do gelo que insiste em permanecer nos altos cumes dos morros. Imagem que mais parece uma pintura” (Andréa).


Saindo do museu, fomos dar uma volta pela “orla” da cidade, margeando o Lago Argentino, por uma avenida que parece recém-inaugurada e que tem estruturada de ciclovia, algumas praças e espaços de convivência. Na avenida podemos ver casas de madeira, que devem proporcionar um visual incrível no inverno, já que as margens do lago ficam completamente congeladas, permitindo até mesmo a patinação no gelo.

Fomos conhecer a Laguna Nimez, um dos pontos altos de El Calafate. É uma reserva ecológica protegida por leis ambientais, que tem uma infinidade de aves e de flora típica da região patagônica. 

O visitante se surpreende ao se deparar com aves belas e exóticas, que ficam bem próximas dos visitantes, além das diferentes plantas que se espalham por toda a reserva.

 
 
A Laguna fica entre a cidade de El Calafate e o Lago Argentino. 
 
 
O passeio dura cerca de duas horas, de pura caminhada por trilhas bem delimitadas e organizadas, com informações sobre as aves e sobre a fauna que pode ser vistas ao longo do caminho.

Inclusive, é possível conhecer a fruta que dá nome à cidade.

Algumas paradas permitem contemplar melhor o visual e fotografar imagens incríveis. O visitante se surpreende ao se deparar com aves belas e exóticas, que ficam bem próximas dos visitantes, além das diferentes plantas que se espalham por toda a reserva.

A Laguna tem uma saída para uma praia do Lago Argentino, que vale para os mais corajosos, pois colocar os pés nas areias e nas águas geladas do lago não é pra qualquer um. Nós não tivemos esta coragem!!!!!!

Depois da caminhada, resolvemos dar umas voltas de moto pela cidade de El Calafate, para conhecer mais esta cidadezinha deliciosa. Depois de umas voltinhas nas ruas arborizadas, decidimos conhecer o Libro-Bar, que fica na Aldea de los Gnomos, onde pensamos em almoçar, mas o cardápio não apeteceu, então optamos apenas por beber um drink, já que tinham vários com nomes de autores, de obras e tudo ligado à literatura, que estavam mais bonitos que gostosos. O bar é como uma livraria gigante (minha cara, sem dúvida) e suas paredes são repletas de fotos, quadros e frases, um lugar incrível que vale a pena mesmo que seja só pra olhar.

 
Depois de bebericar, fomos almoçar, escolhemos o mesmo restaurante da noite anterior, comido boa, preço justo e ambiente super agradável, La Lechuza, localizado na avenida principal.
 
 
 
 
 
 
 
 

Para fazer a digestão decidimos andar pelo centro, conhecer alguns pontos turísticos, como a primeira casa da cidade, que está um pouco abandonada, mas não perdeu o encanto, pois revela como eram as coisas por aqui no início… mostrando que muito pouco mudou!!! Também fomos até a Paróquia de Santa Teresita, uma capela bonitinha e bem aconchegante.

 
 
Para chegar à capela passamos pela Plazoneta Perito Moreno (o que não faltam são praças, ruas, avenidas com o nome dele). Nela tinha uma grande aglomeração de gente, adultos, crianças, idosos, e estava acontecendo uma apresentação de uma banda de rock, tudo por um movimento pela Democracia. Temos realmente muito que aprender com nossos vizinhos.
 
 

Neste passeio por El Calafate algo não poderia faltar: o sorvete de Calafate. Diz-se na região: “… el que come calafate ha de volver”, por isso não poderíamos deixar de experimentar este fruto que dá nome à cidade, considerado um fruto “silvestre e ancestral”, já que faz parte da história do povo patagônico. O sorvete é uma delícia, não dá pra comparar com nada, mas lembra vagamente o fruto do açaí, ficamos até pensando se não seriam da mesma família, mas não conseguimos descobrir.

Diz a lenda: “que quando uma tribo de tehuelches saiu em busca de melhores pastagens, deixaram para trás uma velha curandeira de nome Koonex. Como ela não podia caminhar mais, as mulheres da tribo lhe montaram uma tenda e deixaram alimento e lenha suficientes para o passar o inverno. Com a chegada do frio, todos os seres vivos se foram e a pobre Koonex atravessou sozinha toda a estação. Quando a primavera chegou, os pássaros começaram a cantar em cima da tenda de Koonex que os repreendeu por a terem abandonado durantes os meses gelados. Um dos pássaros respondeu a velha curandeira: “Nós partimos porque no inverno não há nenhum fruto para nos alimentar”. A velha índia pensou um pouco e disse: “Isto não vai mais acontecer. A partir de agora vocês terão alimento no outono e abrigo no inverno e eu nunca mais vou ficar só”. A velha feiticeira entrou na sua tenda e nunca mais saiu. Quando a tribo voltou, encontrou dentro da tenda uma nova planta, que chamaram de Calafate. Desde então, nunca mais os pássaros migraram, pois os frutos do Calafate amadurecem no outono dando alimento a todos eles”.
 

Com o fruto do Calafate também é possível fazer perfume, creme hidratante, sabonetes (aliás, no Parque Nacional do Glaciar o sabonete dos banheiros era de Calafate). O perfume é incrível, muito agradável.

“Minha única tristeza foi não ter conseguido trazer um pote de hidratante, pois o frasco era de vidro e ficamos com receio de ele quebrar ao longo da viagem. Mais um motivo pra voltarmos…” (Andréa).

Nosso maravilhoso dia acabou com uma comidinha leve no Hotel, um belo pôr do sol às 22 horas e cama, no dia seguinte sairíamos cedo para seguir viagem, já com o coração apertado e cheio de saudades deste lugar encantador.

 
Clique no link abaixo e aproveite nosso dia em mais imagens…
 

Passeios por El Calafate

Para saber mais:
 
 

El Calafate à Perito Moreno








Dia 14.12
El Calafate – Perito Moreno
736 kms

 

Saímos de El Calafate por volta das 9h, destino: cidade de Perito Moreno.  Estávamos ansiosos, pois sabíamos que este seria o maior percurso pela lendária Ruta 40 e um dia emocionante, pois seria nosso novo encontro com o rípio e as lembranças passadas não eram das mais agradáveis (link da Viagem para o Deserto do Atacama). Também não tínhamos informações precisas dos trechos de rípio, da situação da estrada e do que estava por vir, mas sabíamos que a companhia do vento era certa, ele insistia em continuar a nos guiar, literalmente.

As paisagens no início da viagem eram deslumbrantes. Montanhas geladas, margeando o Lago Argentino, fizeram parte do visual de boa parte do caminho. O encontro com o Lago Viedma, outro lago glaciar, nos fez perceber o quanto de águas geladas nos cercava.

“Eu ainda não tinha pegado vento lateral na estrada, foi realmente emocionante. Em certos momentos parecia que íamos sair voando, mas de lado. O visual foi fantástico por todo o caminho, paisagens inesquecíveis, mas foi difícil fotografar e filmar, o vento queria não só levar a máquina fotográfica, mas queria me levar inteira, toda vez que eu tentava levantar o braço pra fotografar. Encontrar os guanacos pela estrada, bem pertinho da gente, aos bandos, em famílias inteiras, foi realmente emocionante. Estávamos na terra deles, sem dúvida.” (Andréa).

Uma coisa triste que pode ser vista, e que é contada por todos que passam por esta estrada, é a quantidade de guanacos que se prendem às cercas que dividem as propriedades e que morrem presos a elas. Eles saltam para fora dos campos e, quando querem voltar, às vezes, não conseguem pular o suficiente para ultrapassar as cercas.

Em Três Lagos conhecemos uma turma de jipeiros brasileiros, do grupo Genéricos 4X4, que viajavam em direção a El Calafate, realizando a “Expedição Carretera Austral” (http://overlanderbrasil.com/na-estrada/minha-viagem/expedicao-carretera-austral/). Avisaram-nos que o caminho pra frente seria intercalado de ótimos trechos de estrada nova e outros tantos de rípio, muito ruim. Logo que saímos de Três Lagos nos deparamos com uma vilazinha e com o rípio.

O rípio, ahhhh o rípio de novo, sempre pregando peças na gente…a estrada ia bem, de repente, ele dava as caras, aparecia do nada, aí, lá íamos nós de novo, devagarzinho, tentando não cair. Mas quem vai contar esta parte da história é Jorge, que sentiu na pele, quer dizer, na direção, suas artimanhas.

Passamos por vários trechos de rípio que se revezavam com excelentes trechos de estrada novíssima, mas ainda sem sinalização, o que não diminuía o perigo. Foram aproximadamente 100 kms de rípio. Um longo trecho de aproximadamente 70 kms e depois um outro de uns 30kms. Mas valeram por mil, pela dificuldade que trazem para manter a moto em pé. A moto derrapa o tempo todo, exigindo um esforço muito grande e uma atenção que torna a viagem extremamente cansativa e tensa.

A falta de sinalização, pra ajudar, ainda nos fez se perder, andamos quase 05 kms de rípio e percebemos que a estrada estava acabando, que não levava a lugar algum. Nossa sorte foi uns caminhões de serviço, que tinham alguns trabalhadores… Ao perguntar, eles nos informaram que realmente estávamos indo para o lado errado, então, lá vamos nós, voltar tudo de novo, por um trecho horrível de rípio.

Em certo trecho do rípio, paramos para descansar um pouco (o que fizemos várias vezes no dia), mas no momento de sair, a moto apresentou um problema no botão de partida. Ao olhar ao redor, a única visão, fora o rípio, era de um caminhão que estava trabalhando na nova estrada, mas que não parecia ter viva alma dentro e estava bem longe, talvez mais de 1 km. Jorge vai contar essa parte:

“Depois de uns 50 kms de rípio solto, daqueles bem chatos e cansativos, resolvi parar para descansar um pouco os braços e as costas. Estávamos cheios de roupas de frio, pois no início do dia o vento estava bem frio, mas aos poucos o dia foi esquentando e o sol já estava a pino, sem nuvens. Na hora de ligar a moto e sair, percebi que o botão de partida ficou preso lá dentro e não voltava, fazendo com que o motor de arranque continuasse preso ao motor da moto, já em funcionamento. Desliguei a moto imediatamente, antes que queimasse o arranque. Assim que ligava a chave, o arranque já funcionava, mesmo sem tocar no botão. Pensei: DANOU-SE!

Estávamos bem no meio do extremo nada, numa estrada de rípio sem infraestrutura nenhuma, não tínhamos água – porque não nos lembramos de levar algumas garrafinhas – pois afinal, o que poderia dar errado no meio da Patagônia, com distâncias enormes entre as pequenas cidades, numa estrada de cascalho solto, um vento absurdo tentando derrubar a moto e com animais selvagens por todo lado, não é mesmo?…

Mantive a calma, para não preocupar a Andréa, e lembro de ter dito a ela que aquilo não seria um problema sério, e já já eu resolveria a questão. Depois de mais alguns testes, percebi que o problema não era o arranque, mas apenas o botão que resolveu enroscar lá dentro do punho do guidão. Menos mal.

O calor começou a pegar forte nos obrigando a retirar um monte daquelas roupas de frio, e assim que percebi que estávamos sem água, bateu uma sede danada.

Abri o banco da moto, peguei o kit de ferramentas e comecei a desmontar aquele punho em busca do problema. Na pior das hipóteses, eu cortaria os fios e faria uma espécie de ligação direta, dispensando os serviços do botão.

Nisso, parou um carro na frente da moto. Era um casal de argentinos viajando com duas crianças, uma bem pequena, e o cara veio falar comigo oferecendo ajuda. Expliquei rapidamente pra ele o que estava acontecendo enquanto continuava desmontando o punho. Aparentemente o plástico estava enroscando de tão gasto que aquele botão já estava. O Max (o argentino gente boa) pegou em seu carro um frasco de WD40 e demos uma limpada no botão pra tirar alguma sujeira que estivesse prendendo o curso do mesmo.

Eles também nos arrumaram uma garrafa de água fresquinha para matarmos a sede, que já estava braba, pois eu estava suando bastante.

Montei tudo de novo. O Max também me arrumou uma presilha plástica pequena para substituir a que tive de cortar para liberar o punho do guidão na desmontagem. Hora de testar: o botão ficou preso no final, de novo. Raios!!!

Desliga tudo e vamos começar novamente. Desparafusa, corta a presilha, libera o botão, sopra lá dentro pra tirar sujeira acumulada, taca WD e testa. Com o botão montado, mas o punho na mão, fora do guidão, funcionava perfeitamente. Era só montar o conjunto no guidão e apertar o parafuso, travava de novo.

Da terceira ou quarta vez que fizemos o ritual, eu só encostei o parafuso que prende o punho no guidão pra tudo não cair sozinho, mas sem apertar. E na hora de pressionar o botão da partida ía bem devagar, aos poucos, e percebi que dava arranque antes de encostar no fim de curso do botão. EUREKA!!! FUNCIONOU!!!  A moto pegou e o motor de arranque estava liberado. O botão foi e voltou, como deveria ser.  Nem desliguei mais a moto. Guardei rapidamente as ferramentas debaixo do banco e nos preparamos para seguir viagem. A partir dali, eu não desligaria mais a moto até chegar à civilização!

O Max me deu um punhado daquelas presilhas plásticas para o caso de eu ter de desmontar novamente o punho. Achei melhor aceitar, sem frescura. Eles também deixaram a garrafa de água conosco, pois tinham outras garrafas para as crianças. Tem gente que é preparada para os imprevistos. E outras não…  mas que dão sorte! Rsrsrs

Depois dos agradecimentos merecidos, nos despedimos e eles saíram na frente, pois o carro seguia num ritmo melhor naquele rípio. E, falando em rípio, lá vamos nós novamente tentando não cair.

Uns quinze kms adiante, reencontramos o asfalto e voltamos ao ritmo normal da viagem”.

 
 
 
 
 
Max e a família iam pernoitar em Perito Moreno e depois seguiriam para Bariloche, como nós, eles nos deram a dica de um hotel, logo na entrada da cidade e partiram, sem trocarmos qualquer informação. Realmente foram “Angeles” que surgiram em nosso caminho. Enfim, seguimos nossa viagem!!!!
 
 
A estrada, no início da noite, ficou fantástica, o brilho do sol sob as montanhas proporcionou um visual incrível, belíssimo, de cores deslumbrantes.
 
 

Chegamos a Perito Moreno bem tarde, já no final do dia (ainda bem que escurece muito tarde).

Não encontramos o hotel indicado e entramos na cidade, os hotéis por lá são bem caros, porque são bem poucos, encontramos o Americano Hotel, um hotel muito bom, simples, mas arrumado e bem próximo ao único restaurante que vimos na cidade, que é minúscula, embora seja ponto de passagem para os viajantes que vão de El Calafate a Bariloche, ou o inverso.

Depois de nos acomodarmos no hotel, fomos procurar um lugar para jantar. Encontramos um restaurante na mesma rua, bem aconchegante, com uma apresentação de voz e violão de um rapaz, algo bem comum por estas bandas. Comemos uma boa massa e bebemos um bom vinho, não tem imagens, pois o cansaço fez esquecer a máquina fotográfica no hotel.

Estávamos exaustos, mas muito, muito felizes de que tudo deu certo e por termos ultrapassado mais uma vez a aventura de andar no rípio. Mal sabíamos que ele faria parte das aventuras do dia seguinte e com mais surpresas!!!

Americano Hotel – Bom – $ 300 pesos
http://hotelamericanoweb.com.ar/
Gasto Combustível: $553 pesos
 
 
Mais imagens incríveis deste dia de viagem…
 

Perito Moreno à Bariloche

 
Dia 15.12
Perito Moreno à Bariloche
860 kms
 
 

Saímos cedo de Perito Moreno, após tomar um café fraquinho, servido no hotel. Estávamos ansiosos pelo dia de hoje, afinal, chegaríamos a tão sonhada Bariloche e ainda teríamos alguns trechos de rípio pela frente.


Um pouco antes de nosso encontro com o rípio, paramos para tomar um cafezinho, pra esquentar, já que o dia estava bastante frio, cerca de 15 graus, o que, de moto, parece bem menos e, pra ajudar, o vento ainda era nosso companheiro de viagem, bem mais fraco, mas ainda persistente.

 

“Resolvi pedir um tal de submarino,  o famoso chocolate quente, mas surpresa: vem um copo de leite puro e um tablete de chocolate, que é vendido até em supermercados, como me disse a atendente, que colocamos dentro do leite quente, por isso submarino. O tablete vai derretendo aos poucos, achei o máximo. Amei, fiquei imaginando que ia querer tomar isso todo dia!! Preciso tentar fazer com um tablete existente no Brasil pra ver como fica” (Andréa).

Logo após nossa parada, nos encontramos novamente com os guanacos e com o rípio, pegamos uma serra, isso mesmo, uma serra, repleta de curvas e de muito rípio, realmente a mais pura aventura. Novamente um dia de paisagens incríveis.

Depois de um trecho de asfalto muito ruim, mais rípio, só que agora com uma pitada de emoção: muita areia.

 

Pilotar no rípio já é algo extremamente difícil, junte-se a isso a areia fofa e a moto fica, literalmente, dona de si e sempre prestes a derrapar e cair, e foi exatamente o que aconteceu… Pra não deixar passar em branco, claro que tombamos, mas, como nas outras vezes, o tombo foi tranquilo e em câmera lenta, nos derrubando para o lado da areia fofa, um morro que ainda ajudou a segurar, para que a moto não caísse totalmente no chão.

“Eu, que já estou craque em sair pulando em momentos como esse, mas, dessa vez, tive um pouco mais de dificuldade, deve ser a idade rsrsrsrsrsrsrsr minha perna ficou um pouco presa, mas logo consegui tirar. Jorge ficou mais preso e não conseguia colocar força pra fazer a moto levantar. Coloquei toda força que tinha, junto com o empurrão de Jorge e a moto ficou novamente em pé, pra nossa alegria e alívio” (Andréa).

O rípio acabou e encontramos asfalto novo, em bom estado, quase o beijamos de tanta alegria. Fizemos uma parada na primeira cidade depois do rípio, enquanto estávamos abastecendo, escutamos uma buzina e, para nossa surpresa, vimos nossos anjos da guarda, isso mesmo, Max e Laura e suas lindas “hijas” (neste momento é que soubemos seus nomes), tomamos um lanche juntos e aproveitamos para trocar contatos, afinal, a estrada nos tinha unido novamente. Nos arrependemos de não ter fotografado o encontro.

Aproveitamos a cidade para calibrar os pneus, que tínhamos esvaziado para facilitar a passagem pelo rípio, encontramos uma “gomeria” com um nome pra lá de engraçado…

 
 
Chegamos à belíssima região de Esquel, El Royo, El Bolsón e El Foyel, com suas altas montanhas de picos nevados e suas grandes árvores, visual que prepara o viajante para o encontro com a região de San Carlos de Bariloche, que é um verdadeiro sonho!

Muitos viajantes já relataram sobre a beleza de se chegar à Bariloche, o encanto de suas serras, com um colorido incrível e uma mistura de contrastes capaz de impressionar o mais insensível humano. No entanto, este é um daqueles lugares que nenhum relato, nenhuma foto ou filmagem, nenhuma descrição irá conseguir transmitir o que somente os olhos podem ver e o coração pode sentir.

Outro daqueles lugares que estarão no topo da lista de os mais belos já vistos em nossas aventuras. Terminamos a viagem com o entardecer, chegamos à Bariloche já era noite, nosso dia foi realmente extenso e intenso. Nossa aventura pelo rípio fez com que a viagem demorasse muito mais do que o previsto, por isso chegamos ao destino após quase 12 horas de estrada.

Encontramos facilmente o hotel Tirol (reservado com antecipação pelo Booking.com), mas pegamos um trânsito e tanto para chegar até ele. Nosso quarto era o mais alto do alto, tipo suíte presidencial, com direito à banheira e uma vista incrível para o Lago Nahuel Huapi e para as montanhas que o cercam. Nem esperávamos que o quarto fosse tão incrível, mas, afinal, era a comemoração de nosso aniversário de casamento, lembram?

Estávamos exaustos, mas tínhamos que comer alguma coisa. Indicaram-nos alguns restaurantes e a localização do hotel era excelente, bem próxima do centro e dos principais pontos da cidade. Comemos uma pizza com um bom vinho na Cocodrilo´s Pizzeria, um lugar bem legal, logo na entrada da rua principal da cidade, depois dos arcos.

Hotel Tirol – Excelente – R$ 190,00
Gasto Combustível: $581 pesos
 
 
Estas são as imagens deste dia incrível…
 

Passeios por BARILOCHE

Dia 16.12
Passeios por BARILOCHE
 

Enfim, estávamos em San Carlos de Bariloche, carinhosamente, Bariloche.


Após tomar um delicioso café da manhã, com vista para o Lago Nahuel Huapi, fomos dar uma volta pelo centro da cidade, buscando um espaço de turismo para se informar sobre os possíveis passeios. Para nossa surpresa e alegria, o Centro Cívico, espaço em que se encontra também o centro de informações turísticas, ficava a menos de 200 metros do Hotel, aliás, a localização deste hotel é fantástica.

Neste centro pudemos pegar vários mapas turísticos e fomos super bem atendidos. A atendente, muito solícita e simpática, explicou que poderíamos fazer o “Circuito Chico” com nossa moto, pois é perto da cidade e que poderíamos aproveitar para conhecer o Cerro Catedral e o Cerro Campanário. Indicou que buscássemos uma agência de turismo para fazer o passeio pela Villa Traful e Villa La Angostura, mais distante e com trechos de terra, e que o valor cobrado pelas agências é tabelado, portanto era só uma questão de escolher a agência.

Aproveitamos nossa ida à lavanderia (para deixar as roupas sujas, pois já já não teríamos mais o que vestir), para procurar uma agência, encontramos a Adventure Center (http://www.adventurecenter.com.ar/) e fomos atendidos por uma argentina, Andréa, que morou na Bahia durante alguns anos. Enfim, em pouco tempo, parecíamos amigos de longa data. Fechamos o pacote para visitar as Villas para o dia seguinte. Decidimos desbravar Bariloche por conta própria no dia de hoje.

Voltamos ao Hotel, pegamos a moto e saímos em direção ao Circuito Chico. Chico significa pequeno, mas não se engane, pois talvez o trajeto seja realmente pequeno perto de outros passeios, mas a grandiosidade da sua beleza é algo que emociona.

 

O percurso vai beirando o Lago Nahuel Huapi e logo no inicio a paisagem já fica deslumbrante.

A mistura de cores das flores, das montanhas com seus picos nevados e o azul do céu, é algo realmente inesquecível. Durante o trajeto, feito em meio a árvores, flores e lagos, é possível parar para fotografar e curtir as paisagens que são de tirar o fôlego. No meio do circuito tem o Hotel Resort Llao Llao, famoso por sua culinária (mostrada no Diário do Olivier na América do Sul – http://gnt.globo.com/programas/diario-do-olivier/episodios/5033.htm), localização e preço. Optamos por não parar no Hotel e seguir em frente.

Logo nos deparamos com o Lago Perito Moreno e uma pequena serra, que contorna as montanhas e nos leva ao ponto mais alto, onde fica o Mirador e Bar Punto Panorámico, lugar de atendimento impecável, preço justo e uma vista fantástica dos lagos Perito Moreno e Nahuel Huapi e das inúmeras montanhas que os cercam. Realmente visuais de encantar.

  Aproveitamos para tomar um chocolate quente, nada mais convidativo para se aquecer do frio e aproveitar a vista.

 

Enquanto estivemos por lá, pudemos apreciar até um falcão, típico da região, que pousou, literalmente, para nossa filmagem, além de tirar inúmeras fotos da paisagem, imagens que guardaremos na memória, para sempre.

No vídeo, vocês assistirão nossos passeios de forma invertida, depois do Circuito Chico, vem o Cerro Catedral e o nosso passeio pela estrada que chega à Bariloche e, no final do vídeo, o nosso passeio de teleférico, mas, na realidade, primeiro fomos direto ao Cerro Campanário (http://www.cerrocampanario.com.ar/), que faz parte do Circuito Chico, pois fica na estrada de retorno à Bariloche. Para visitar o Campanário, somos levados por um teleférico ao cume de 1050 metros de altitude e, se achávamos já ter visto paisagens deslumbrantes, não tínhamos ideia do que ainda estava por vir.

 

Chegar ao cume do Cerro Campanário é algo extraordinário, é como estar “no topo do mundo”, um daqueles momentos de emoção pura, diante de tanta beleza, de tanta harmonia ofertada pela natureza. É algo realmente incrível, um visual inesquecível e fantástico. Todas as palavras e imagens não conseguirão descrever as belezas e os sentimentos experimentados diante daquele lugar de sonhos. Para todo canto que olhamos, e são 360º de vista, nos deparamos com visuais belíssimos.

 

 

Novamente pudemos vivenciar aquela sensação indescritível, diante de algo indescritível, em que as lágrimas surgem porque o coração não aguenta a emoção. Com certeza, ao final da descida do teleférico, na volta, éramos outras pessoas.

 

 

“Desde la cumbre podemos observar uma de las ocho vistas panorâmicas mas impactantes del mundo” (National Geographic).

O Cerro Catedral (http://www.catedralaltapatagonia.com/invierno/index.php) fica em umas das estradinhas vicinais, no final do Circuito Chico, e a serra que nos leva até lá é outra coisa encantadora.

O Cerro Catedral é uma estação de esqui, com seus inúmeros teleféricos, a mais famosa estação da região Patagônica, visitada por turistas do mundo todo que amam o esporte. Estávamos no verão e o que vimos de neve foi um branquinho bem pequeno, no alto dos morros, mas já deu pra imaginar todas aquelas montanhas cobertas de gelo e, só de pensar, já ficamos com frio rsrsrsrsrsrsrsr

 

Aproveitamos a parada, já próxima ao almoço, para lanchar na única lanchonete aberta nestes tempos de verão. Ficamos imaginando como será a “vida agitada” em tempos de neve, porque o lugar é gigantesco. Nosso único contato com a realidade da neve foi ver uma turma de escola que estava praticando aulas de esqui, dadas também nesta época do ano, em uma pista artificial, um iglu e um boneco de neve, também artificiais. Ficamos com vontade de voltar no inverno….

Depois de passearmos pelo Chico e por alguns Cerros, pois tem outros tantos na região de Bariloche, decidimos refazer o caminho de chegada à cidade.

Como no dia anterior chegamos já ao anoitecer, achamos que valeria a pena refazer o caminho de entrada na cidade, para apreciar melhor suas cores, suas flores, montanhas e rios.

Foi uma ideia brilhante, pois pudemos ter certeza de que o que nossos olhos tinham visto no dia anterior era real, existia, e não era a pintura de um quadro, embora parecesse.

Ainda tivemos a oportunidade de conhecer o Rio Foyel que rodeia as estradas.

Nosso dia foi magnífico, entraria para os momentos inesquecíveis e os sonhos realizados, mas mal sabíamos o que ainda estava por vir por estas terras, considerada, por muitos, a Europa da América do Sul.

Chegamos ao Hotel, exaustos, mas queríamos andar um pouco pelo Centro Cívico e pelas lojinhas ao seu redor. Decidimos procurar um lugar para jantar antes do passeio, afinal, já era mais de 20h, embora o sol ainda estivesse alto.

Escolhemos o El Chiringuito para comer. Um restaurante simples, pequeno, mas com uma excelente comida, um preço ótimo e bons vinhos. Bom ressaltar que, por estas bandas, todo e qualquer boteco tem bons vinhos!!!!

Depois de comer, fomos caminhar pelo centro e pudemos conhecer um pouco da arquitetura e de uma cidade bem cuidada e aconchegante. Demos umas voltinhas pelo comércio local, repleto de lojas de “lembrancinhas” e de equipamentos para caminhada, esqui e de belas e robustas roupas de inverno.

Ao deitarmos tínhamos a certeza de que este dia seria lembrado para sempre, como tantos outros, e só nos restava agradecer por isso!

Não deixem de assistir ao vídeo deste dia incrível… Com certeza, um dos mais belos da viagem!!
 

Para saber mais:
 

Região de Bariloche – Villa Traful e Villa La Angostura

 
Dia 17.12
 
San Carlos de Bariloche 
Villa Traful e Villa La Angostura
 

Acordamos cedo, tomamos nosso maravilhoso café da manhã e Jorge foi procurar um lugar para trocar o óleo da moto, mas combinou de levar na volta, no fim da tarde. Ficamos, então, a postos esperando o carro que viria nos buscar para o passeio pelas Villa Traful e La Angostura.

A Van chegou por volta das 9h, trazendo nossa guia do dia, Angela, uma pessoa mega simpática e que parece amar sua terra, que, ao longo de todo caminho, nos explicou tudo sobre a região de Bariloche.

O passeio sai de Bariloche e vai beirando o Rio Limay, um dos rios mais importantes da região Patagônica, pois é responsável não apenas pela água doce da região, mas também pelo abastecimento de energia, já que guarda uma das maiores hidrelétricas da Argentina.

Nossa primeira parada foi no Anfiteatro, uma formação natural, constituída pela força da passagem do rio ao longo do tempo. A paisagem é belíssima e realmente lembra um grande teatro. Segundo nossa guia, o grupo Pink Floyd disse ter vontade de tocar nele, porém isso nunca foi realizado.

Nossa segunda parada foi na Villa Llanquín, que tem uma população de pouco mais de 200 habitantes que vivem de suas próprias atividades produtivas e se utilizam de uma ponte de pedestres ou de uma balsa para atravessar o rio. A ponte muito bonita e com um visual incrível e uma balsa “marona”, dos anos 60, ainda em atividade.

 

O passeio beirando o rio Limay é fantástico, pois as paisagens ao redor são lindíssimas e sua água cristalina deixa tudo ainda mais bonito.

Após cerca de 60 kms chegamos ao Valle Encantado. O Valle fica às margens do Rio Limay, e tem esse nome, pois suas formações rochosas, de origem vulcânica, lembram imagens e permitem aos visitantes voar na imaginação, alguns dizem ver leões, castelos, torres e até o “dedo de Dios”. Vale o quanto encantado ficamos com o lugar e com suas formas.

O passeio pode ser feito de várias formas, por vários roteiros, mas nossa guia, Angela, nos indicou que visitássemos primeiro Traful, onde almoçaríamos, para depois passar por La Angostura, local, segundo ela, ótimo para um café da tarde. E foi assim…

Logo ao passar o Valle Encantando, chegamos à Confluencia, que leva este nome por ser o encontro do Rio Limay com o Rio Traful.  Após uma parada para um chocolate quente, seguimos por uma estrada de terra batida em direção à Villa Traful, com direito a uma ponte tão estreita que dá a impressão de que o carro não conseguirá passar, além de visuais incríveis.

O caminho de terra agora é beirado pela floresta, uma floresta que serve de pulmão para a região, chamado de Bosque Andino Patagônico, responsável pela limpeza do ar e que tem a capacidade de se adaptar a mudanças climáticas como o calor e a neve, características dessa região.

Após passarmos pela floresta quase encantada, começamos a subir, subir, sempre beirando o Rio Traful, e, em poucos minutos, chegamos ao Mirador Traful. Nele nos deparamos com uma das imagens mais lindas da viagem.

Uma paisagem de tirar o fôlego, uma vista deslumbrante do que a região pode oferecer aos seus visitantes. Difícil não fotografar cada pedacinho deste lugar fantástico. As paisagens são realmente fascinantes, para onde se olha é possível ver beleza, a combinação de cores continua sendo o ponto alto desta região da Patagônia. Ainda bem que agora as máquinas são digitais rsrsrsrsrsrsrsr

Depois de pararmos no mirante, de “sacar” várias fotos, seguimos em direção à vila que leva o nome do rio. Villa Traful é uma pequenina vila, escondida no meio da floresta, que, em 2001, data do último censo, tinha apenas 503 habitantes. Hoje se estima o dobro, em virtude de muitas famílias que se mudaram para a cidade buscando uma vida distante dos centros urbanos, famílias que se tornaram proprietárias de pousadas, albergues e campings espalhados pela região. A vila vive, basicamente, do turismo de aventura, com suas cachoeiras, lagos e trilhas, e da pesca esportiva. Por fazer parte do Parque Nacional Nahuel Huapi, Villa Traful, tornou-se um ponto excelente para quem quer conhecer a região.

Almoçamos no restaurante Aiken e aproveitamos para comer um peixe típico da região: a truta. Servida de diversas formas no único restaurante em funcionamento durante nossa visita. Atendimento perfeito, comida de qualidade e preço justo. Difícil imaginar isso em algum estabelecimento no Brasil, quando se é a única opção aos turistas. Novamente outra lição a aprender com os vizinhos.

Depois do almoço fomos caminhar um pouco pela vila, fotografar a igreja, o posto policial (especializado em queimadas) e seu “muelle” (píer, pequeno porto).

Mais belas e inesquecíveis paisagens. Com certeza, em nossa próxima viagem à San Carlos de Bariloche, ficaremos alguns dias em Traful para conhecer mais os encantos deste lugar “naturalmente mágico”.

Voltamos à estrada e à floresta encantada, depois pegamos a estrada de asfalto que nos levou até Villa La Angostura, passando pelo lago Correntozo, com suas fantásticas paisagens, que paramos para fotografar.

Antes de chegar à vila, visitamos a Residencia El Messidor, um pequeno castelo, construído em 1942 em estilo francês, com belos jardins ao seu redor, que foi residência oficial do governo da Província de Neuquén (http://www.villalaangostura.com.ar/paseo-residencia-el-messidor.html). De carro, é possível andar ao redor da propriedade para fotografar sua beleza.

Villa La Angostura é famosa por seus “muelles” e por sua beleza natural, além de sua vila, repleta de lojas de marcas famosas e casas de “té” e “confiterias”, construídas em madeira, dando um ar romântico ao lugar.

Descemos da van no Muelle Bahia Brava. O puerto é rodeado por uma praia belíssima, que contava com vários banhistas que aproveitavam o sol de verão. Nós, baianos quase legítimos, não tivemos coragem nem de colocar os pezinhos na água fria do lago. Nem nós e nem nenhum de nosso grupo de turistas.

Fomos caminhando até a Bahia Mansa, no Muelle Modesta Victoria, também uma praia linda, com suas águas verdes azuladas, rodeadas por montanhas e florestas. Imagens que valem fotografar e guardar.

Em ambos os puertos, saem os barcos para a visita ao Bosque Los Arrayanes, umas das principais atrações turísticas da vila. Infelizmente não tivemos tempo de fazer esse passeio, mas dizem ser incrível e está em nossa lista para a próxima visita.

Villa La Angostura também é uma pequena vila, maior e mais famosa que sua vizinha Traful. Tinha cerca de 12.000 habitantes em 2001, porém tem crescido anualmente, com o aumento do turismo.

 

A vila fica às margens do lago Nahuel Huapi, do lado norte e bem pertinho da divisa com o Chile. É rodeada de belezas naturais, com lagos, cachoeiras e florestas, também tem a pesca esportiva como uma de suas atrações. É considerada o “Jardim da Patagônia”, por suas flores exuberantes e bem cuidadas.

 

Recentemente (Abril de 2015), a vila relembrou seus piores momentos, com a erupção do vulcão Calbuco La Angostura voltou no tempo, voltando a temer o que vivenciaram anos atrás. Em 2011, o vulcão Puyehue cobriu a cidadezinha com suas cinzas.

A cidade foi a mais afetada pela erupção e sofreu com as cinzas que levaram à cidade aos momentos mais difíceis de sua história, deixando os moradores ilhados em suas casas e na pequena vila (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/12889/galeria+de+imagens+nuvem+de+cinzas+vulcanicas+isolou+villa+la+angostura.shtml). Mas os habitantes não se deixaram abater e cuidaram para que o paraíso surgisse novamente entre as cinzas, dando uma demonstração de superação e, principalmente, criatividade (http://www.lanacion.com.ar/1480631-villa-la-angostura-como-convertir-las-cenizas-en-una-oportunidad).

Criatividade usada também pelos seus governantes, que tiveram a ideia de criar uma competição de jardins, levando seus moradores e comerciantes, a cultivarem as mais belas flores, que embelezam todos os espaços públicos e privados da aconchegante e belíssima vila.

Depois de passearmos pela vila, apreciando suas incríveis construções em madeira, decidimos confirmar se Angela estava certa quanto ao café e aos doces, deliciosos, segundo ela.  Escolhemos a Casa de té Cuc£ Schulz, logo na entrada da avenida principal. Realmente Angela tinha razão, comi a torta de chocolate com nozes, mais gostosa de minha vida.

Nosso passeio pelas vilas chegou ao fim e retornamos felizes para Bariloche, novamente com aquela sensação boa de carregar na memória imagens fascinantes e inesquecíveis.

Enquanto Jorge foi trocar o óleo da moto, eu aproveitei para fotografar mais o Centro Cívico e para andar um pouco por suas ruas e lojinhas.

Nesta hora é que pesa estar de moto, novamente minhas comprinhas se resumiram a imãs de geladeira e marcadores de livro. Mas o que importa?!?!? O melhor ninguém tirará de nós: o que levaremos na memória de tudo que vivenciamos aqui.

Depois de um bom banho, e de banheira, fomos jantar. Esta seria nossa última noite na cidade e, por isso, escolhemos um jantar romântico para nos despedir desse lugar encantador.

Comemos no Restaurante La Alpina (http://www.laalpinabariloche.com.ar/), um delicioso fondue de queijo e um maravilhoso vinho.

Quando achamos que o dia já tinha terminado e que iríamos dormir para acordar cedo no dia seguinte, para seguir viagem, eis que encontramos nossos “Angeles” novamente. Acreditem, estávamos saindo do restaurante, depois do jantar e ao abrirmos a porta nos deparamos com Max e Laura olhando o cardápio, que fica na porta. Imaginem nossa alegria, o inesperado, encontrarmos nossos novos amigos em nossa última noite, em uma cidade com tantos restaurantes.

Como disse Laura: “teníamos que compartir algo, una cerveza ou um té, pouco importava lo que, pero teníamos”. Fomos a outro restaurante tomar um café quentinho e conversar, afinal pouco sabíamos uns dos outros. Conversamos por quase duas horas, uma pena, mas tínhamos que seguir viagem, e bem cedo, no dia seguinte e já passava da uma da manhã. Foi fantástico reencontrá-los, mas pasmem, novamente não fotografamos. Esperamos um dia revê-los, recebê-los em nossa casa ou, quem sabe, visitá-los em Rio Grande, pertinho do Ushuaia. E temos certeza de que este dia chegará.

 

Ao irmos para o Hotel, aproveitamos para tirar umas fotos da noite de Bariloche, já que escurece tão tarde que não tínhamos visto a cidade iluminada até agora. 

 
 
 
 
 
 

Deitamos com a certeza de que um dia “volveremos a Bariloche, por supuesto!!!!!”

 

Bariloche à Casa de Piedra





Dia 18.12
 
Bariloche – Casa de Piedra
615 kms
 
 

Infelizmente chegou a hora de ir embora deste lugar maravilhoso. Acordamos cedo, tomamos o café da manhã e nos despedimos da bela vista do Lago Nahuel Huapi. Tínhamos muita estrada pela frente. Objetivo do dia: chegar a Casa de Piedra.

Saímos de Bariloche e ainda pudemos fotografar a Catedral da cidade, que fica bem próximo ao centro cívico e no caminho de saída da cidade, em direção a Ruta 40.

 

 

 

No início da viagem, passamos por alguns lugares vistos no passeio do dia anterior, já que seguíamos em direção a Neuquém.

 

Durante grande parte do caminho fomos beirando o Rio Limay, o que permitiu percebermos a importância deste rio para a região da Patagônia, devido à enormidade de sua extensão.

Nos deparamos até com uma cidade fantasma, acreditamos que ela foi criada devido à possibilidade de crescimento do lugar, em virtude da hidrelétrica que fica em sua proximidade, mas parece que não deu muito certo.

O Rio Limay, como já dito antes, tem uma das principais hidrelétricas do país e é possível ver, ao longo de todo o caminho, as gigantescas torres de transmissão que nos acompanharam durante todo o trajeto. Torres usadas pelos passarinhos para fazer seus ninhos, também pudera, quem chegará até o alto para ameaçar suas crias?!?!?!

As paisagens mudam muito ao longo da viagem. No início, um visual repleto de grandes montanhas, com seus cumes gelados; depois, planícies que se perdem de vista e ainda grandes e frondosas árvores.

A viagem foi bem tranquila, por estradas de qualidade, bem sinalizadas, sem muitas dificuldades, a não ser o vento lateral que ainda teimava em nos acompanhar.

Casa de Piedra é um vilarejo no meio do nada, na província de La Pampa, com pouco mais de 150 habitantes que vivem em suas 21 ruas. É considerada uma das cidades mais novas da Argentina (http://www.lanacion.com.ar/955958-el-pueblo-mas-nuevo-del-pais), tendo surgido por volta de 1996 com a inauguração do Embalse Casa de Piedra. Embalse é uma obstrução que tem por principal objetivo regular a trajetória de um rio, armazenando sua água para geração de energia. Trata-se, portanto, de uma represa.

Com a criação da represa, a vila foi se formando e, junto com ela, o turismo, que está em crescimento na região repleta de belezas naturais, como a pesca, o trekking, buscando tornar-se um balneário.

A vila possui duas opções de hospedagem: um hotel e um albergue municipal, que estava fechado quando chegamos. Ficamos no Hotel Casa de Piedra, um bom hotel, com ótima estrutura, principalmente por ser o único.

As opções para comer também são bem poucas, nos indicaram o Restaurante El Parador, para o qual fomos caminhando e pudemos ver um lindo pôr do sol, no Rio Colorado, e vivenciar uma orquestra de Maritacas, que cantam empoleiradas nas grandes árvores da região, eram centenas destas aves, gritando enquanto assistiam ao belíssimo sol poente.

A comida é ótima e o atendimento é gentil e amável, feito pelo casal proprietário do Resto-bar, um bar-restaurante que fica à beira do Rio Colorado e que serve de “barraca de praia” para os turistas que se arriscam a tomar banho nas águas geladas do rio Colorado ou decidem sair pra pescar.

Pra finalizar o dia, ganhamos gigantescas cerejas fresquinhas de sobremesa. Nunca tínhamos comido cerejas tão grandes e tão saborosas. Valeu a estadia nesta cidadezinha tão diferente.

Hotel Casa de Piedra- muito bom – $ 590,00 pesos

Gasto Combustível: $426 pesos

O vídeo deste dia você poderá assistir na próxima postagem…
 
Para saber mais:

https://es.wikipedia.org/wiki/Embalse_de_Casa_de_Piedra

 

Casa de Piedra à 9 de Julio

 
Dia 19.12
 
Casa de Piedra – 9 de Julio
736 kms
 
 

Acordamos cedo, arrumamos as malas e tomamos um café simples, mas gostoso. O destino de hoje seria Buenos Aires. Começamos a conversar com a recepcionista, uma jovem que nos informou que a estrada em direção a Buenos Aires estava em péssimas condições, com trechos que não conseguiríamos sequer passar. Disse que teríamos a opção de ir por rípio ou voltar vários quilômetros para pegar outra estrada. Entramos em pânico.

Enquanto conversávamos, chegou outra jovem, que parecia “gerente” do hotel, que minimizou as informações anteriores e o nosso susto. Explicou os principais pontos que precisavam de mais atenção devido aos buracos na pista. Como havia um porto de combustíveis quase ao lado do hotel, Jorge achou melhor conversar com algum caminheiro que estivesse chegando daqueles lados.

Os caminhoneiros confirmaram as informações sobre os pontos mais críticos, dizendo que poderíamos seguir viagem, desde que devagar e com muita atenção e que, com moto, seria mais fácil.

Saímos para enfrentar a tão temida estrada! As meninas realmente não sabem o que é uma estrada ruim, logo se vê que nunca viajaram pelas estradas do Brasil, principalmente as do Nordeste. Passar os “obstáculos” da Ruta 34 foi tranquilo diante do que já tínhamos vivido com o rípio e com o que conhecemos de “estradas ruins”. Alguns trechos realmente estão bem precários, com muitos buracos, mas vimos que alguns tinham sido recém-tapados, inclusive encontramos máquinas trabalhando na pista, quem sabe estivesse pior quando elas estiveram por lá.

Durante o trajeto, chegamos a ver, bem ao longe, o que parecia ser um “mar” de sal. Não pudemos confirmar, mas é algo comum nesta região.

 

E as grandes torres de transmissão nos acompanhariam até Buenos Aires. E não é que é verdade que o Rio Limay é o responsável pelas belas luzes da Capital argentina?!?!?

Paramos para tomar um lanche no Restaurante La Papa Loca, boa comida, preço justo e bom atendimento, almoço self-service com direito até a sobremesa. Boa parada para os aventureiros que passarem por estas bandas.

As paisagens continuavam bonitas e em constante mudança, mas ao se aproximar da região de Buenos Aires, belas árvores, muitos pastos, começavam a fazer parte do trajeto.

O dia já estava por terminar e não conseguiríamos chegar a Buenos Aires antes do anoitecer, decidimos parar em 9 de Julio, após uma conversa com um casal argentino que conhecemos em um posto de combustível. Ele ficou encantando com nossa viagem e disse andar muito de moto, porém sozinho ou com amigos, já que a esposa não gosta muito de viagens longas. Fato comumente relatado por motociclistas ao longo do caminho.

O casal nos indicou ficar no hotel Cla Lauquem, um excelente hotel, novíssimo, com ótima estrutura e bom preço. Nele ainda conseguimos trocar dólares por pesos, por um valor excelente.

Mais um ótimo jantar, com um bom vinho e o descanso merecido.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Hotel Cla Lauquem – Excelente – $500,00 pesos (http://www.clalauquenhotel.com.ar/)
Gasto Combustível: $517 pesos
 
Acompanhem o vídeo de nossas aventuras…
 
 

9 de Julio à Buenos Aires

Dia
20.12
 
9 de Julio – Buenos Aires
300 kms
 

 

Saímos cedo em direção à Buenos Aires. O caminho seria mais curto que de costume e chegaríamos cedo ao nosso destino, incluído de última hora no roteiro. Jorge não tinha pensando em passar pela capital argentina, mas eu insisti tanto que ele acabou cedendo ao meu desejo.

Chegamos a Buenos Aires no final da manhã. Na chegada já podemos ver um pouco da arquitetura local, com seus prédios avarandados, de grandes a pequenos.

Ao chegarmos à cidade, o caminho nos leva a uma grande avenida, a principal e mais conhecida: Av. 09 de Julio. Considerada a mais “ancha” do mundo, já foi local de manifestações e guarda grandes monumentos, como o Obelisco.

Começamos a buscar um hotel pelos arredores da avenida, queríamos ficar em um ponto central, para facilitar nossos passeios, já que a visita seria bem corrida. A cidade estava cheia e alguns hotéis não apresentam qualquer condição de habitação.

Encontramos o Gran Hotel Argentino, na própria 9 de Julio, uma localização excelente e um hotel que reúne tradição e modernidade por um preço justo. Seu único problema: não tem estacionamento para motos.

Descobrimos depois, no estacionamento em que deixamos a moto, que a maioria dos hotéis não aceita motos em seus estacionamentos próprios ou terceirizados, não querem se responsabilizar por elas, acreditamos que seja porque tiveram muitos problemas.

Da nossa janela podíamos avistar o Obelisco do lado direito e um monumento em homenagem à Eva Perón do lado esquerdo, na esquina Buenos Aires.

Depois de um bom banho, saímos para almoçar e para passear pela cidade. Escolhemos o Restaurante Goya, localizado na Av. de Mayo, 901, onde comemos um excelente prato argentino e um bom vinho patagônico.

O garçom que nos atendeu pediu para ficarmos atentos, pois as ruas logo seriam fechadas para uma manifestação que ocorre há 13 anos no dia 20 de dezembro, em homenagem aos mortos de uma Rebelión Popular ocorrida na cidade (http://www.vocesenelfenix.com/content/la-rebeli%C3%B3n-popular-del-1920-de-diciembre-de-2001-como-acontecimiento-instituyente-de-una-nu). Todo ano, nesta data, a população sai em marcha (http://argentina.indymedia.org/news/2014/12/870375.php). Ficamos felizes por estar presente em uma data tão marcante na cidade.

Depois de uma ótima refeição, saímos para caminhar pelo centro, que estava com suas ruas e avenidas vazias, sem o tráfego de veículos, já que estavam fechadas para receber as manifestações.

O que foi ótimo para fotografar os belíssimos e imponentes prédios antigos da cidade.

 

 

 

 

Catedral

 

 

 

Caminhamos em direção à Casa Rosada, sede da presidência da Argentina (http://www.casarosada.gob.ar/). O entorno da Plaza de Mayo estava completamente fechado com grades e era possível ver o policiamento por toda parte, com seus escudos e armas de contenção. Afinal, este é o palco central de manifestações populares da Argentina.

A Casa Rosada (https://pt.wikipedia.org/wiki/Casa_Rosada) tem uma parte que é aberta ao público, podendo ser possível andar por seus aposentos, jardins, fotografar e desfrutar da beleza de sua arquitetura e de suas exposições fixas e móveis de arte.

 

 

 

 

 

Logo que entramos na sala dedicada aos grandes heróis sul-americanos, nos deparamos com uma pintura de Tiradentes.

 

Seu jardim de inverno é lindíssimo e ao prestar a atenção aos detalhes, teremos acesso a belas obras de arte que fazem parte de sua estrutura.

Depois da visita, continuamos nossa caminhada pelas ruas da cidade, desfrutando das grandes ruas e avenidas sem a presença de veículos, e dos prédios imponentes e belos.

 

Aproveitamos pra fotografar até a planta do metrô da cidade, de fazer inveja.

Andamos em direção ao hotel, mas sem antes nos encontrarmos com o famoso Obelisco (http://www.turismo.buenosaires.gob.ar/br/atractivo/obelisco), que pudemos fotografar totalmente vazio. Ao seu lado encontrava-se um acampamento de manifestantes que se preparavam para caminhar até a Casa Rosada.

 

Voltamos ao hotel para descansar um pouco, aproveitei para ver o preço do Buque Bus no site (https://www.buquebus.com/cache/HomeARG.html), já que nossa programação era ir embora no dia seguinte a tarde, em direção à Colonia Del Sacramento, no Uruguai, para, de lá, começarmos o caminho de volta.

Relaxamos um pouco e logo saímos para conhecer a noite de Buenos Aires. Nos indicaram pegar um taxi para ir até o Buque Bus e de lá ir caminhando para Puerto Madero (http://www.puertomadero.com/index.php?idioma=3), onde iríamos aproveitar as atrações noturnas da cidade.

Fomos até a estação do Buque Bus, que é super bonita e moderna, mas o preço de travessia estava mais caro do que eu havia visto no site, decidimos comprar pela internet ao voltarmos para o hotel.

Saímos em direção à Puerto Madero, um bairro criado por volta dos anos 1990, no antigo porto de Buenos Aires, com o apoio da cidade de Barcelona, que já havia revitalizado seu porto, criando um belíssimo bairro de atrações turísticas e de bares para moradores e visitantes. Acho que talvez por isso eu tenha me encantado com o lugar.

 

 

 

Caminhamos por todos os seus mais de 2 km de extensão, que abriga bares, restaurantes, empresas, hotéis, cassinos, um campus da Universidade Católica, além de belíssimos monumentos, como a Puente de La Mujer.

Uma ponte móvel que permite a passagem do tráfego marítimo e que embeleza ainda mais o lugar repleto de guindastes gigantes do tempo do porto, que agora decoram esse espaço.

Escolhemos comer uma pizza em um bar em frente à Puente de la mujer, chamado Del Puente. Comida gostosa, ambiente super agradável e Quilmes gelada.

Voltamos para o hotel com um taxista que tem um filho morando no Brasil e que esteve por estas bandas algumas vezes. Foi super simpático e se ofereceu para nos levar ao bairro do tango. Uma pena que nosso dia começaria cedo e tínhamos uma longa viagem de volta pela frente. Prometemos voltar um dia para aproveitar mais esta cidade encantadora.

Chegamos ao hotel quase meia noite e fui direto para o site do Buque Bus, mas uma triste surpresa, o preço estava correto, era realmente caro. Na minha primeira visita ao site, não notei que tinha o preço da moto e o dos passageiros, aliás, dois, como se a moto pudesse andar sozinha. Decidimos retornar à estação e comprar por lá mesmo.

Gran Hotel Argentino – ótimo – $417 pesos (http://www.hotel-argentino.com.ar/?lang=pt-br/)

Assista ao vídeo com as imagens deste dia maravilhoso…

Para saber mais:
 

Buenos Aires à Chajari

 

Dia 21.12
 
Buenos Aires – Chajari
496 kms
 

Combinamos com o Hotel de deixarmos nossas coisas arrumadas na recepção, iríamos até o Buque Bus, compraríamos nossa travessia para um horário da tarde e sairíamos para conhecer um pouco mais da cidade. Ao chegarmos novamente na estação, mas uma triste surpresa, o preço estava ainda mais alto, pela compra ser no mesmo dia da viagem e eles não aceitavam pesos, somente dólares, e tínhamos trocado todos os nossos dólares em pesos para ficar mais fácil a utilização.

Enfim, desistimos de atravessar o Mar Del Plata, pois realmente estava absurdamente caro (gastaríamos quase 4000 pesos) e não compensava atravessarmos para o Uruguai. Teríamos mesmo que pegar a estrada. Achei que veríamos Colonia Del Sacramento novamente, já que pensamos um pernoitar por lá e teríamos que sair o mais rápido possível, pois seria mais demorado, e não conseguiríamos conhecer os pontos turísticos escolhidos por mim para aquele dia: La Bombonera e a livraria El Ateneo. Uma pena, mas são ótimos motivos pra retornar em breve a esta cidade belíssima e aconchegante.

Fica a dica: Caso decida fazer a travessia de Buque Bus, compre com muita antecedência para valer a pena o preço pago.

Voltamos ao hotel, pegamos nossas coisas e colocamos a roda na estrada. Andaríamos o quanto fosse possível para tentar adiantar ao máximo a viagem, caso contrário, não conseguiríamos chegar para o Natal em família.

 

No início da viagem, as grandes torres de transmissão continuaram a nos acompanhar!!!!

 

 

O visual das estradas foi mudando e os grandes campos de criação de gado começaram a fazer parte da paisagem.

 

Chegamos a uma cidadezinha chamada Chajari, com o dia quase acabando. Depois de andarmos por ruas de terra bem desertas, encontramos ruas e avenidas repletas de gente andando para todos os lados, encontramos o que poderíamos chamar de centro da cidade. Nos indicaram um hotel próximo à avenida principal. Depois soubemos que se tratava de uma festa, em que as pessoas fazem pic-nic nas ruas.

Ficamos na Hosteria Prince, um lugar bem familiar, cujo casal de donos nos recebeu com muito acolhimento e presteza, chegando a colocar a TV em um canal brasileiro para nos agradar. Nossa, foi engraçado ouvir nossa língua depois de tanto tempo. Jantamos em um restaurante em frente ao hotel, com uma comida deliciosa, preço excelente e direito a vinho, pois, embora simples, também tinha uma variedade considerável de vinhos.

Após um delicioso jantar, nada como uma boa noite de sono!!! No dia seguinte sempre tem mais…e será o dia de chegar à terra natal.

Assista ao vídeo desta viagem na próxima postagem.

Hosteria Prince – muito bom – $300 pesos (http://www.hosteriaprince.com.ar/)

Gasto combustível: $320 pesos

Para conhecer mais:

https://es.wikipedia.org/wiki/Chajar%C3%AD

 

Chajari – AR à São Luiz Gonzaga (RS) – BR

 
Dia 22.12
 
Chajari – AR – São Luiz Gonzaga (RS) – BR
500 kms
 
 

Acordamos não tão cedo, tomamos um café da manhã simples, mas muito gostoso e bem servido.

Pegamos a estrada por volta das 8h30m, sem destino certo, novamente tentaríamos andar o máximo possível, mas não sabíamos quanto tempo demoraríamos na imigração já sabíamos que as estradas não seriam tão perfeitas, exigindo maior atenção e menor velocidade.

As paisagens continuavam lindas, repletas de planícies gigantes que abrigam a criação de gado, ponto forte da região e, segundo os especialistas, motivo pelo qual a carne argentina é considerada a melhor do mundo. Os bois não estressam seus músculos subindo e descendo morros, o que deixa sua carne mais macia.

Chegamos à fronteira, em Paso de Los Libres, por volta das 11h e as 11h30m já estávamos em solo brasileiro, ou melhor, 12h30m, já que perdemos uma hora por causa do horário de verão.

A passagem pela imigração foi super-rápida, embora a fila estivesse grande e o local bastante movimentado.

Atravessamos o Rio Uruguay e chegamos ao Brasil. Passar a fronteira pela estrada é algo interessante, se estivéssemos de olhos vendados saberíamos que a tínhamos ultrapassado, a diferença das estradas é algo gritante, buracos, asfalto em desnível e muitas ondulações nos fazem ter certeza de que chegamos em casa. Triste realidade.

Alguns quilômetros depois da fronteira passamos pelo Rio Ibicuí, que no dialeto tupi-guarani significa terra de areia, devido ao seu fundo formado por areia. É o maior afluente do Rio Uruguai e uma grande ponte, a Ponte General Osório-Manoel Viana, liga Uruguaiana e Itaqui, pela qual só passa um veículo por vez!!!! A ponte tem uma história curiosa, seus 1317 metros de extensão são formados por duas partes bem diferentes: do lado de Itaqui, a ponte é de ferro e do lado de Uruguaiana tem seu maior trecho, feito em concreto. Foi construída pelos ingleses para abrigar uma rodoferrovia, entre 1887 e 1888 e paga totalmente pelo Brasil somente em 2012. Em 1966 a ponte passou a ser utilizada como rodoferroviária, mas isso durou poucos meses. Um momento diferente da aventura que mostramos no vídeo.

Jorge decidiu procurar uma oficina para trocar o óleo da motoca. Estávamos na cidadezinha de Itaqui e começamos a perguntar onde poderíamos encontrar uma oficina, vário(a)s motoqueiro(a)s que encontramos andando pelas ruas indicaram o Souza Motos e estavam certos. Excelentes serviços, ótimo atendimento, um lugar lindo e organizado, e preços justos. Indicamos a todos que precisem de serviços por estas bandas (https://www.facebook.com/SouzaBramoto). Jorge pirou no quadro de ferramentas das bancadas.

Chegamos à oficina umas 14h30m e, enquanto a motoca recebia um tratamento vip, com direito até a um banho, aproveitamos para comer algo em uma lanchonete do posto de gasolina que ficava bem próximo. Mais de bom atendimento. Acho que é algo comum por estes lados.

Pegamos a estrada novamente umas 16h30m e vimos no GPS que talvez fosse legal pernoitar em São Luiz Gonzaga. Tentaríamos chegar até lá!

Após cerca de 100km,  estávamos na Rota das Missões (http://www.rotamissoes.com.br/_portugues/Historia.php), mas infelizmente não tínhamos tempo para conhecer melhor este lugar tão bonito e histórico. Teremos que voltar para estas bandas também, embora São Luiz Gonzaga, cidade na qual chegamos por volta das 19h, faça parte deste caminho repleto de história da nossa gente.

 

Na entrada da cidade nos indicaram o Hotel Cometa, por sua excelente localização. Realmente tinham razão, o hotel ficava na praça principal da cidade (que não é grande) e próximo a restaurantes, pizzarias, lanchonetes, hotéis e à igreja Matriz.

Escolhemos um restaurante na praça para jantar, em frente a Igreja que é lindíssima, mas que não conseguimos conhecer por dentro, pois estava fechada. Restaurante que recomendamos, comida boa e farta e excelente preço.

Só não sabíamos que ainda iríamos nos divertir muito, passeando pela praça toda enfeitada para o Natal, pudemos assistir a um belíssimo show natalino de músicos locais com seus trajes típicos e cantigas da música rio-grandense. Realmente muita diversão e outro daqueles momentos únicos.

Fomos deitar porque precisávamos seguir viagem, mas a vontade era de passar a noite ouvindo aquelas belas músicas em belas vozes.

 

Você pode aproveitar um pouquinho da viagem e da nossa diversão em nosso vídeo.

Cometa Plaza Hotel – muito bom – R$100,00
(desconto especial, preço normal 130) (http://www.cometaplazahotel.com.br/index.html)
 
Gasto combustível – R$130,00
 
Para conhecer mais:
 

São Luiz Gonzaga (RS) à São Mateus do Sul (SC)

 

Dia 23.12
 
São Luiz Gonzaga (RS) – São Mateus do Sul (SC)
700 kms

 

Acordamos bem cedo e aproveitamos o ótimo café da manhã. Hoje teríamos que andar bem para não nos atrasarmos. As 7h30m deixávamos São Luiz Gonzaga, uma cidade linda e aconchegante, que vale a pena ser visitada.

 

Na estrada, às vezes, tínhamos a sensação de ainda estar na Argentina, é que muitas placas ainda são escritas em espanhol para atender os turistas argentinos.

As estradas do sul do país são belíssimas, embora tenham os problemas dos quais já falei, seus arredores são muito bonitos, bem cuidados, limpos e as paisagens são encantadoras. As paragens, seja de postos de combustível, de pequenos bares ou de restaurantes, são sempre limpas e o atendimento é sempre muito prestativo.

Paramos para almoçar por volta das 12h30m em um restaurante, ainda no Rio Grande do Sul, de comida à vontade, cujos donos pareciam ser uma grande família que almoçava na hora em que chegamos e que logo se movimentou toda para nos atender, perguntar do que precisávamos, nos oferecer bebidas e sobremesas.  

Na frente do restaurante havia um viveiro de aves exóticas, lindas e com cores incríveis. Foi um almoço divertido. Aproveitamos para ligar para nossas famílias e avisar que já estávamos quase chegando em casa.

Passamos a divisa com Santa Catarina por volta das 14h. As serras catarinenses já são velhas conhecidas e se deparar com os manacás floridos nos fez perceber que estávamos cada vez mais perto do nosso destino final.

Em uma de nossas paradas, procuramos no GPS algumas localidades próximas da beira da estrada, para não perdermos tanto tempo entrando e saindo da cidade. Em uma de nossas paradas, um frentista nos indicou São Mateus do Sul como uma boa parada na região.

Ao chegarmos à entrada da cidade, outro frentista indicou o hotel São Mateus, localizado bem no centro e próximo à saída da cidade na direção em que seguiríamos.

 

 

 

 

O hotel é bem localizado, tem um ótimo preço e boas acomodações, além de ficar ao lado da Cantina Bambini, uma das melhores pizzas que já comemos. Aproveitamos para brindar, com vinho Chileno, a última noite da nossa inesquecível aventura.

Desmaiamos ao deitar, pois hoje o dia foi bem puxado, afinal 700 km em fim de viagem é realmente exaustivo, mas valeu o sacrifício, chegaríamos a tempo de comemorar o Natal em família.

 
O vídeo deste dia você poderá assistir na próxima postagem.
 
 
Hotel São Mateus – muito bom – R$120,00
(http://hotelsaomateus.com.br/)
Gasto combustível – R$ 130,00
 
Para saber mais: