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Perito Moreno à Bariloche

 
Dia 15.12
Perito Moreno à Bariloche
860 kms
 
 

Saímos cedo de Perito Moreno, após tomar um café fraquinho, servido no hotel. Estávamos ansiosos pelo dia de hoje, afinal, chegaríamos a tão sonhada Bariloche e ainda teríamos alguns trechos de rípio pela frente.


Um pouco antes de nosso encontro com o rípio, paramos para tomar um cafezinho, pra esquentar, já que o dia estava bastante frio, cerca de 15 graus, o que, de moto, parece bem menos e, pra ajudar, o vento ainda era nosso companheiro de viagem, bem mais fraco, mas ainda persistente.

 

“Resolvi pedir um tal de submarino,  o famoso chocolate quente, mas surpresa: vem um copo de leite puro e um tablete de chocolate, que é vendido até em supermercados, como me disse a atendente, que colocamos dentro do leite quente, por isso submarino. O tablete vai derretendo aos poucos, achei o máximo. Amei, fiquei imaginando que ia querer tomar isso todo dia!! Preciso tentar fazer com um tablete existente no Brasil pra ver como fica” (Andréa).

Logo após nossa parada, nos encontramos novamente com os guanacos e com o rípio, pegamos uma serra, isso mesmo, uma serra, repleta de curvas e de muito rípio, realmente a mais pura aventura. Novamente um dia de paisagens incríveis.

Depois de um trecho de asfalto muito ruim, mais rípio, só que agora com uma pitada de emoção: muita areia.

 

Pilotar no rípio já é algo extremamente difícil, junte-se a isso a areia fofa e a moto fica, literalmente, dona de si e sempre prestes a derrapar e cair, e foi exatamente o que aconteceu… Pra não deixar passar em branco, claro que tombamos, mas, como nas outras vezes, o tombo foi tranquilo e em câmera lenta, nos derrubando para o lado da areia fofa, um morro que ainda ajudou a segurar, para que a moto não caísse totalmente no chão.

“Eu, que já estou craque em sair pulando em momentos como esse, mas, dessa vez, tive um pouco mais de dificuldade, deve ser a idade rsrsrsrsrsrsrsr minha perna ficou um pouco presa, mas logo consegui tirar. Jorge ficou mais preso e não conseguia colocar força pra fazer a moto levantar. Coloquei toda força que tinha, junto com o empurrão de Jorge e a moto ficou novamente em pé, pra nossa alegria e alívio” (Andréa).

O rípio acabou e encontramos asfalto novo, em bom estado, quase o beijamos de tanta alegria. Fizemos uma parada na primeira cidade depois do rípio, enquanto estávamos abastecendo, escutamos uma buzina e, para nossa surpresa, vimos nossos anjos da guarda, isso mesmo, Max e Laura e suas lindas “hijas” (neste momento é que soubemos seus nomes), tomamos um lanche juntos e aproveitamos para trocar contatos, afinal, a estrada nos tinha unido novamente. Nos arrependemos de não ter fotografado o encontro.

Aproveitamos a cidade para calibrar os pneus, que tínhamos esvaziado para facilitar a passagem pelo rípio, encontramos uma “gomeria” com um nome pra lá de engraçado…

 
 
Chegamos à belíssima região de Esquel, El Royo, El Bolsón e El Foyel, com suas altas montanhas de picos nevados e suas grandes árvores, visual que prepara o viajante para o encontro com a região de San Carlos de Bariloche, que é um verdadeiro sonho!

Muitos viajantes já relataram sobre a beleza de se chegar à Bariloche, o encanto de suas serras, com um colorido incrível e uma mistura de contrastes capaz de impressionar o mais insensível humano. No entanto, este é um daqueles lugares que nenhum relato, nenhuma foto ou filmagem, nenhuma descrição irá conseguir transmitir o que somente os olhos podem ver e o coração pode sentir.

Outro daqueles lugares que estarão no topo da lista de os mais belos já vistos em nossas aventuras. Terminamos a viagem com o entardecer, chegamos à Bariloche já era noite, nosso dia foi realmente extenso e intenso. Nossa aventura pelo rípio fez com que a viagem demorasse muito mais do que o previsto, por isso chegamos ao destino após quase 12 horas de estrada.

Encontramos facilmente o hotel Tirol (reservado com antecipação pelo Booking.com), mas pegamos um trânsito e tanto para chegar até ele. Nosso quarto era o mais alto do alto, tipo suíte presidencial, com direito à banheira e uma vista incrível para o Lago Nahuel Huapi e para as montanhas que o cercam. Nem esperávamos que o quarto fosse tão incrível, mas, afinal, era a comemoração de nosso aniversário de casamento, lembram?

Estávamos exaustos, mas tínhamos que comer alguma coisa. Indicaram-nos alguns restaurantes e a localização do hotel era excelente, bem próxima do centro e dos principais pontos da cidade. Comemos uma pizza com um bom vinho na Cocodrilo´s Pizzeria, um lugar bem legal, logo na entrada da rua principal da cidade, depois dos arcos.

Hotel Tirol – Excelente – R$ 190,00
Gasto Combustível: $581 pesos
 
 
Estas são as imagens deste dia incrível…
 

Passeios por BARILOCHE

Dia 16.12
Passeios por BARILOCHE
 

Enfim, estávamos em San Carlos de Bariloche, carinhosamente, Bariloche.


Após tomar um delicioso café da manhã, com vista para o Lago Nahuel Huapi, fomos dar uma volta pelo centro da cidade, buscando um espaço de turismo para se informar sobre os possíveis passeios. Para nossa surpresa e alegria, o Centro Cívico, espaço em que se encontra também o centro de informações turísticas, ficava a menos de 200 metros do Hotel, aliás, a localização deste hotel é fantástica.

Neste centro pudemos pegar vários mapas turísticos e fomos super bem atendidos. A atendente, muito solícita e simpática, explicou que poderíamos fazer o “Circuito Chico” com nossa moto, pois é perto da cidade e que poderíamos aproveitar para conhecer o Cerro Catedral e o Cerro Campanário. Indicou que buscássemos uma agência de turismo para fazer o passeio pela Villa Traful e Villa La Angostura, mais distante e com trechos de terra, e que o valor cobrado pelas agências é tabelado, portanto era só uma questão de escolher a agência.

Aproveitamos nossa ida à lavanderia (para deixar as roupas sujas, pois já já não teríamos mais o que vestir), para procurar uma agência, encontramos a Adventure Center (http://www.adventurecenter.com.ar/) e fomos atendidos por uma argentina, Andréa, que morou na Bahia durante alguns anos. Enfim, em pouco tempo, parecíamos amigos de longa data. Fechamos o pacote para visitar as Villas para o dia seguinte. Decidimos desbravar Bariloche por conta própria no dia de hoje.

Voltamos ao Hotel, pegamos a moto e saímos em direção ao Circuito Chico. Chico significa pequeno, mas não se engane, pois talvez o trajeto seja realmente pequeno perto de outros passeios, mas a grandiosidade da sua beleza é algo que emociona.

 

O percurso vai beirando o Lago Nahuel Huapi e logo no inicio a paisagem já fica deslumbrante.

A mistura de cores das flores, das montanhas com seus picos nevados e o azul do céu, é algo realmente inesquecível. Durante o trajeto, feito em meio a árvores, flores e lagos, é possível parar para fotografar e curtir as paisagens que são de tirar o fôlego. No meio do circuito tem o Hotel Resort Llao Llao, famoso por sua culinária (mostrada no Diário do Olivier na América do Sul – http://gnt.globo.com/programas/diario-do-olivier/episodios/5033.htm), localização e preço. Optamos por não parar no Hotel e seguir em frente.

Logo nos deparamos com o Lago Perito Moreno e uma pequena serra, que contorna as montanhas e nos leva ao ponto mais alto, onde fica o Mirador e Bar Punto Panorámico, lugar de atendimento impecável, preço justo e uma vista fantástica dos lagos Perito Moreno e Nahuel Huapi e das inúmeras montanhas que os cercam. Realmente visuais de encantar.

  Aproveitamos para tomar um chocolate quente, nada mais convidativo para se aquecer do frio e aproveitar a vista.

 

Enquanto estivemos por lá, pudemos apreciar até um falcão, típico da região, que pousou, literalmente, para nossa filmagem, além de tirar inúmeras fotos da paisagem, imagens que guardaremos na memória, para sempre.

No vídeo, vocês assistirão nossos passeios de forma invertida, depois do Circuito Chico, vem o Cerro Catedral e o nosso passeio pela estrada que chega à Bariloche e, no final do vídeo, o nosso passeio de teleférico, mas, na realidade, primeiro fomos direto ao Cerro Campanário (http://www.cerrocampanario.com.ar/), que faz parte do Circuito Chico, pois fica na estrada de retorno à Bariloche. Para visitar o Campanário, somos levados por um teleférico ao cume de 1050 metros de altitude e, se achávamos já ter visto paisagens deslumbrantes, não tínhamos ideia do que ainda estava por vir.

 

Chegar ao cume do Cerro Campanário é algo extraordinário, é como estar “no topo do mundo”, um daqueles momentos de emoção pura, diante de tanta beleza, de tanta harmonia ofertada pela natureza. É algo realmente incrível, um visual inesquecível e fantástico. Todas as palavras e imagens não conseguirão descrever as belezas e os sentimentos experimentados diante daquele lugar de sonhos. Para todo canto que olhamos, e são 360º de vista, nos deparamos com visuais belíssimos.

 

 

Novamente pudemos vivenciar aquela sensação indescritível, diante de algo indescritível, em que as lágrimas surgem porque o coração não aguenta a emoção. Com certeza, ao final da descida do teleférico, na volta, éramos outras pessoas.

 

 

“Desde la cumbre podemos observar uma de las ocho vistas panorâmicas mas impactantes del mundo” (National Geographic).

O Cerro Catedral (http://www.catedralaltapatagonia.com/invierno/index.php) fica em umas das estradinhas vicinais, no final do Circuito Chico, e a serra que nos leva até lá é outra coisa encantadora.

O Cerro Catedral é uma estação de esqui, com seus inúmeros teleféricos, a mais famosa estação da região Patagônica, visitada por turistas do mundo todo que amam o esporte. Estávamos no verão e o que vimos de neve foi um branquinho bem pequeno, no alto dos morros, mas já deu pra imaginar todas aquelas montanhas cobertas de gelo e, só de pensar, já ficamos com frio rsrsrsrsrsrsrsr

 

Aproveitamos a parada, já próxima ao almoço, para lanchar na única lanchonete aberta nestes tempos de verão. Ficamos imaginando como será a “vida agitada” em tempos de neve, porque o lugar é gigantesco. Nosso único contato com a realidade da neve foi ver uma turma de escola que estava praticando aulas de esqui, dadas também nesta época do ano, em uma pista artificial, um iglu e um boneco de neve, também artificiais. Ficamos com vontade de voltar no inverno….

Depois de passearmos pelo Chico e por alguns Cerros, pois tem outros tantos na região de Bariloche, decidimos refazer o caminho de chegada à cidade.

Como no dia anterior chegamos já ao anoitecer, achamos que valeria a pena refazer o caminho de entrada na cidade, para apreciar melhor suas cores, suas flores, montanhas e rios.

Foi uma ideia brilhante, pois pudemos ter certeza de que o que nossos olhos tinham visto no dia anterior era real, existia, e não era a pintura de um quadro, embora parecesse.

Ainda tivemos a oportunidade de conhecer o Rio Foyel que rodeia as estradas.

Nosso dia foi magnífico, entraria para os momentos inesquecíveis e os sonhos realizados, mas mal sabíamos o que ainda estava por vir por estas terras, considerada, por muitos, a Europa da América do Sul.

Chegamos ao Hotel, exaustos, mas queríamos andar um pouco pelo Centro Cívico e pelas lojinhas ao seu redor. Decidimos procurar um lugar para jantar antes do passeio, afinal, já era mais de 20h, embora o sol ainda estivesse alto.

Escolhemos o El Chiringuito para comer. Um restaurante simples, pequeno, mas com uma excelente comida, um preço ótimo e bons vinhos. Bom ressaltar que, por estas bandas, todo e qualquer boteco tem bons vinhos!!!!

Depois de comer, fomos caminhar pelo centro e pudemos conhecer um pouco da arquitetura e de uma cidade bem cuidada e aconchegante. Demos umas voltinhas pelo comércio local, repleto de lojas de “lembrancinhas” e de equipamentos para caminhada, esqui e de belas e robustas roupas de inverno.

Ao deitarmos tínhamos a certeza de que este dia seria lembrado para sempre, como tantos outros, e só nos restava agradecer por isso!

Não deixem de assistir ao vídeo deste dia incrível… Com certeza, um dos mais belos da viagem!!
 

Para saber mais:
 

Região de Bariloche – Villa Traful e Villa La Angostura

 
Dia 17.12
 
San Carlos de Bariloche 
Villa Traful e Villa La Angostura
 

Acordamos cedo, tomamos nosso maravilhoso café da manhã e Jorge foi procurar um lugar para trocar o óleo da moto, mas combinou de levar na volta, no fim da tarde. Ficamos, então, a postos esperando o carro que viria nos buscar para o passeio pelas Villa Traful e La Angostura.

A Van chegou por volta das 9h, trazendo nossa guia do dia, Angela, uma pessoa mega simpática e que parece amar sua terra, que, ao longo de todo caminho, nos explicou tudo sobre a região de Bariloche.

O passeio sai de Bariloche e vai beirando o Rio Limay, um dos rios mais importantes da região Patagônica, pois é responsável não apenas pela água doce da região, mas também pelo abastecimento de energia, já que guarda uma das maiores hidrelétricas da Argentina.

Nossa primeira parada foi no Anfiteatro, uma formação natural, constituída pela força da passagem do rio ao longo do tempo. A paisagem é belíssima e realmente lembra um grande teatro. Segundo nossa guia, o grupo Pink Floyd disse ter vontade de tocar nele, porém isso nunca foi realizado.

Nossa segunda parada foi na Villa Llanquín, que tem uma população de pouco mais de 200 habitantes que vivem de suas próprias atividades produtivas e se utilizam de uma ponte de pedestres ou de uma balsa para atravessar o rio. A ponte muito bonita e com um visual incrível e uma balsa “marona”, dos anos 60, ainda em atividade.

 

O passeio beirando o rio Limay é fantástico, pois as paisagens ao redor são lindíssimas e sua água cristalina deixa tudo ainda mais bonito.

Após cerca de 60 kms chegamos ao Valle Encantado. O Valle fica às margens do Rio Limay, e tem esse nome, pois suas formações rochosas, de origem vulcânica, lembram imagens e permitem aos visitantes voar na imaginação, alguns dizem ver leões, castelos, torres e até o “dedo de Dios”. Vale o quanto encantado ficamos com o lugar e com suas formas.

O passeio pode ser feito de várias formas, por vários roteiros, mas nossa guia, Angela, nos indicou que visitássemos primeiro Traful, onde almoçaríamos, para depois passar por La Angostura, local, segundo ela, ótimo para um café da tarde. E foi assim…

Logo ao passar o Valle Encantando, chegamos à Confluencia, que leva este nome por ser o encontro do Rio Limay com o Rio Traful.  Após uma parada para um chocolate quente, seguimos por uma estrada de terra batida em direção à Villa Traful, com direito a uma ponte tão estreita que dá a impressão de que o carro não conseguirá passar, além de visuais incríveis.

O caminho de terra agora é beirado pela floresta, uma floresta que serve de pulmão para a região, chamado de Bosque Andino Patagônico, responsável pela limpeza do ar e que tem a capacidade de se adaptar a mudanças climáticas como o calor e a neve, características dessa região.

Após passarmos pela floresta quase encantada, começamos a subir, subir, sempre beirando o Rio Traful, e, em poucos minutos, chegamos ao Mirador Traful. Nele nos deparamos com uma das imagens mais lindas da viagem.

Uma paisagem de tirar o fôlego, uma vista deslumbrante do que a região pode oferecer aos seus visitantes. Difícil não fotografar cada pedacinho deste lugar fantástico. As paisagens são realmente fascinantes, para onde se olha é possível ver beleza, a combinação de cores continua sendo o ponto alto desta região da Patagônia. Ainda bem que agora as máquinas são digitais rsrsrsrsrsrsrsr

Depois de pararmos no mirante, de “sacar” várias fotos, seguimos em direção à vila que leva o nome do rio. Villa Traful é uma pequenina vila, escondida no meio da floresta, que, em 2001, data do último censo, tinha apenas 503 habitantes. Hoje se estima o dobro, em virtude de muitas famílias que se mudaram para a cidade buscando uma vida distante dos centros urbanos, famílias que se tornaram proprietárias de pousadas, albergues e campings espalhados pela região. A vila vive, basicamente, do turismo de aventura, com suas cachoeiras, lagos e trilhas, e da pesca esportiva. Por fazer parte do Parque Nacional Nahuel Huapi, Villa Traful, tornou-se um ponto excelente para quem quer conhecer a região.

Almoçamos no restaurante Aiken e aproveitamos para comer um peixe típico da região: a truta. Servida de diversas formas no único restaurante em funcionamento durante nossa visita. Atendimento perfeito, comida de qualidade e preço justo. Difícil imaginar isso em algum estabelecimento no Brasil, quando se é a única opção aos turistas. Novamente outra lição a aprender com os vizinhos.

Depois do almoço fomos caminhar um pouco pela vila, fotografar a igreja, o posto policial (especializado em queimadas) e seu “muelle” (píer, pequeno porto).

Mais belas e inesquecíveis paisagens. Com certeza, em nossa próxima viagem à San Carlos de Bariloche, ficaremos alguns dias em Traful para conhecer mais os encantos deste lugar “naturalmente mágico”.

Voltamos à estrada e à floresta encantada, depois pegamos a estrada de asfalto que nos levou até Villa La Angostura, passando pelo lago Correntozo, com suas fantásticas paisagens, que paramos para fotografar.

Antes de chegar à vila, visitamos a Residencia El Messidor, um pequeno castelo, construído em 1942 em estilo francês, com belos jardins ao seu redor, que foi residência oficial do governo da Província de Neuquén (http://www.villalaangostura.com.ar/paseo-residencia-el-messidor.html). De carro, é possível andar ao redor da propriedade para fotografar sua beleza.

Villa La Angostura é famosa por seus “muelles” e por sua beleza natural, além de sua vila, repleta de lojas de marcas famosas e casas de “té” e “confiterias”, construídas em madeira, dando um ar romântico ao lugar.

Descemos da van no Muelle Bahia Brava. O puerto é rodeado por uma praia belíssima, que contava com vários banhistas que aproveitavam o sol de verão. Nós, baianos quase legítimos, não tivemos coragem nem de colocar os pezinhos na água fria do lago. Nem nós e nem nenhum de nosso grupo de turistas.

Fomos caminhando até a Bahia Mansa, no Muelle Modesta Victoria, também uma praia linda, com suas águas verdes azuladas, rodeadas por montanhas e florestas. Imagens que valem fotografar e guardar.

Em ambos os puertos, saem os barcos para a visita ao Bosque Los Arrayanes, umas das principais atrações turísticas da vila. Infelizmente não tivemos tempo de fazer esse passeio, mas dizem ser incrível e está em nossa lista para a próxima visita.

Villa La Angostura também é uma pequena vila, maior e mais famosa que sua vizinha Traful. Tinha cerca de 12.000 habitantes em 2001, porém tem crescido anualmente, com o aumento do turismo.

 

A vila fica às margens do lago Nahuel Huapi, do lado norte e bem pertinho da divisa com o Chile. É rodeada de belezas naturais, com lagos, cachoeiras e florestas, também tem a pesca esportiva como uma de suas atrações. É considerada o “Jardim da Patagônia”, por suas flores exuberantes e bem cuidadas.

 

Recentemente (Abril de 2015), a vila relembrou seus piores momentos, com a erupção do vulcão Calbuco La Angostura voltou no tempo, voltando a temer o que vivenciaram anos atrás. Em 2011, o vulcão Puyehue cobriu a cidadezinha com suas cinzas.

A cidade foi a mais afetada pela erupção e sofreu com as cinzas que levaram à cidade aos momentos mais difíceis de sua história, deixando os moradores ilhados em suas casas e na pequena vila (http://operamundi.uol.com.br/conteudo/reportagens/12889/galeria+de+imagens+nuvem+de+cinzas+vulcanicas+isolou+villa+la+angostura.shtml). Mas os habitantes não se deixaram abater e cuidaram para que o paraíso surgisse novamente entre as cinzas, dando uma demonstração de superação e, principalmente, criatividade (http://www.lanacion.com.ar/1480631-villa-la-angostura-como-convertir-las-cenizas-en-una-oportunidad).

Criatividade usada também pelos seus governantes, que tiveram a ideia de criar uma competição de jardins, levando seus moradores e comerciantes, a cultivarem as mais belas flores, que embelezam todos os espaços públicos e privados da aconchegante e belíssima vila.

Depois de passearmos pela vila, apreciando suas incríveis construções em madeira, decidimos confirmar se Angela estava certa quanto ao café e aos doces, deliciosos, segundo ela.  Escolhemos a Casa de té Cuc£ Schulz, logo na entrada da avenida principal. Realmente Angela tinha razão, comi a torta de chocolate com nozes, mais gostosa de minha vida.

Nosso passeio pelas vilas chegou ao fim e retornamos felizes para Bariloche, novamente com aquela sensação boa de carregar na memória imagens fascinantes e inesquecíveis.

Enquanto Jorge foi trocar o óleo da moto, eu aproveitei para fotografar mais o Centro Cívico e para andar um pouco por suas ruas e lojinhas.

Nesta hora é que pesa estar de moto, novamente minhas comprinhas se resumiram a imãs de geladeira e marcadores de livro. Mas o que importa?!?!? O melhor ninguém tirará de nós: o que levaremos na memória de tudo que vivenciamos aqui.

Depois de um bom banho, e de banheira, fomos jantar. Esta seria nossa última noite na cidade e, por isso, escolhemos um jantar romântico para nos despedir desse lugar encantador.

Comemos no Restaurante La Alpina (http://www.laalpinabariloche.com.ar/), um delicioso fondue de queijo e um maravilhoso vinho.

Quando achamos que o dia já tinha terminado e que iríamos dormir para acordar cedo no dia seguinte, para seguir viagem, eis que encontramos nossos “Angeles” novamente. Acreditem, estávamos saindo do restaurante, depois do jantar e ao abrirmos a porta nos deparamos com Max e Laura olhando o cardápio, que fica na porta. Imaginem nossa alegria, o inesperado, encontrarmos nossos novos amigos em nossa última noite, em uma cidade com tantos restaurantes.

Como disse Laura: “teníamos que compartir algo, una cerveza ou um té, pouco importava lo que, pero teníamos”. Fomos a outro restaurante tomar um café quentinho e conversar, afinal pouco sabíamos uns dos outros. Conversamos por quase duas horas, uma pena, mas tínhamos que seguir viagem, e bem cedo, no dia seguinte e já passava da uma da manhã. Foi fantástico reencontrá-los, mas pasmem, novamente não fotografamos. Esperamos um dia revê-los, recebê-los em nossa casa ou, quem sabe, visitá-los em Rio Grande, pertinho do Ushuaia. E temos certeza de que este dia chegará.

 

Ao irmos para o Hotel, aproveitamos para tirar umas fotos da noite de Bariloche, já que escurece tão tarde que não tínhamos visto a cidade iluminada até agora. 

 
 
 
 
 
 

Deitamos com a certeza de que um dia “volveremos a Bariloche, por supuesto!!!!!”

 

Bariloche à Casa de Piedra





Dia 18.12
 
Bariloche – Casa de Piedra
615 kms
 
 

Infelizmente chegou a hora de ir embora deste lugar maravilhoso. Acordamos cedo, tomamos o café da manhã e nos despedimos da bela vista do Lago Nahuel Huapi. Tínhamos muita estrada pela frente. Objetivo do dia: chegar a Casa de Piedra.

Saímos de Bariloche e ainda pudemos fotografar a Catedral da cidade, que fica bem próximo ao centro cívico e no caminho de saída da cidade, em direção a Ruta 40.

 

 

 

No início da viagem, passamos por alguns lugares vistos no passeio do dia anterior, já que seguíamos em direção a Neuquém.

 

Durante grande parte do caminho fomos beirando o Rio Limay, o que permitiu percebermos a importância deste rio para a região da Patagônia, devido à enormidade de sua extensão.

Nos deparamos até com uma cidade fantasma, acreditamos que ela foi criada devido à possibilidade de crescimento do lugar, em virtude da hidrelétrica que fica em sua proximidade, mas parece que não deu muito certo.

O Rio Limay, como já dito antes, tem uma das principais hidrelétricas do país e é possível ver, ao longo de todo o caminho, as gigantescas torres de transmissão que nos acompanharam durante todo o trajeto. Torres usadas pelos passarinhos para fazer seus ninhos, também pudera, quem chegará até o alto para ameaçar suas crias?!?!?!

As paisagens mudam muito ao longo da viagem. No início, um visual repleto de grandes montanhas, com seus cumes gelados; depois, planícies que se perdem de vista e ainda grandes e frondosas árvores.

A viagem foi bem tranquila, por estradas de qualidade, bem sinalizadas, sem muitas dificuldades, a não ser o vento lateral que ainda teimava em nos acompanhar.

Casa de Piedra é um vilarejo no meio do nada, na província de La Pampa, com pouco mais de 150 habitantes que vivem em suas 21 ruas. É considerada uma das cidades mais novas da Argentina (http://www.lanacion.com.ar/955958-el-pueblo-mas-nuevo-del-pais), tendo surgido por volta de 1996 com a inauguração do Embalse Casa de Piedra. Embalse é uma obstrução que tem por principal objetivo regular a trajetória de um rio, armazenando sua água para geração de energia. Trata-se, portanto, de uma represa.

Com a criação da represa, a vila foi se formando e, junto com ela, o turismo, que está em crescimento na região repleta de belezas naturais, como a pesca, o trekking, buscando tornar-se um balneário.

A vila possui duas opções de hospedagem: um hotel e um albergue municipal, que estava fechado quando chegamos. Ficamos no Hotel Casa de Piedra, um bom hotel, com ótima estrutura, principalmente por ser o único.

As opções para comer também são bem poucas, nos indicaram o Restaurante El Parador, para o qual fomos caminhando e pudemos ver um lindo pôr do sol, no Rio Colorado, e vivenciar uma orquestra de Maritacas, que cantam empoleiradas nas grandes árvores da região, eram centenas destas aves, gritando enquanto assistiam ao belíssimo sol poente.

A comida é ótima e o atendimento é gentil e amável, feito pelo casal proprietário do Resto-bar, um bar-restaurante que fica à beira do Rio Colorado e que serve de “barraca de praia” para os turistas que se arriscam a tomar banho nas águas geladas do rio Colorado ou decidem sair pra pescar.

Pra finalizar o dia, ganhamos gigantescas cerejas fresquinhas de sobremesa. Nunca tínhamos comido cerejas tão grandes e tão saborosas. Valeu a estadia nesta cidadezinha tão diferente.

Hotel Casa de Piedra- muito bom – $ 590,00 pesos

Gasto Combustível: $426 pesos

O vídeo deste dia você poderá assistir na próxima postagem…
 
Para saber mais:

https://es.wikipedia.org/wiki/Embalse_de_Casa_de_Piedra