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Chegando em El Calafate

Dia 11.12
São Paulo à El Calafate, de avião

 

O voo para Buenos Aires saiu de São Paulo com quase uma hora de atraso, fiquei um pouco apreensiva, pois o tempo de conexão para El Calafate não era assim tão grande e eu não conhecia nada de aeroportos internacionais e já tinha lido, em alguns relatos, que o Aeroporto Internacional de Ezeiza , na Argentina, é um pouco confuso. Se eu perdesse o voo para El Calafate, só no dia seguinte, com muita sorte, conseguiria outro, afinal, são dois voos por dia e ambos pela manhã.

Fui avisada que eu poderia embarcar e ao entrar no avião, outra surpresa (que eu já devia esperar): eu estava na área VIP mesmo, no avião também, na classe executiva!!!!!!!!!!!!!! Eu posso garantir que essa foi a passagem mais barata que eu achei no momento de comprar (quem me conhece, sabe bem isso) kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Não encontrei, até agora, nada na assagem que falasse sobre ser VIP rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr, continuo procurando.

Não faço ideia de como fui parar ali rsrsrsrsrsrsrsrsrsr, mas estava ali, em uma poltrona que cabia duas de mim, quer era uma cama, praticamente, com uma comissária que ficava perguntando o que eu queria, se eu precisava de algo, cada vez que eu abria os olhos (era madrugada e eu dormi quase o tempo todo rsrsrsrsrsrsr) e que me ofereceu mais de um café da manhã, mesmo sem eu dar conta nem de um só.  Tudo isso foi, no mínimo, engraçado!!!!

 

 

 

 

O voo pelos céus argentinos acontecia junto com o nascer do Sol. Foi interessante ver e fotografar os lugares pelos quais Jorge havia passado de moto (embora um aviso dissesse para não ligar os celulares, eu liguei pra fotografar, afinal, eu não era VIP??? rsrsrsrsrsrsrsr). Eu ficava olhando e pensando em que parte daquelas terras ele estaria agora…


Chegamos a Buenos Aires com o dia amanhecendo, era por volta das 5h, meu voo para El Calafate estava previsto para as 7h55m. O Aeroporto é pequeno, e estava lotado, com uma fila imensa para passar pela Aduana, mas que estava andando bem rápido, o que já demonstrou a agilidade no atendimento. O aeroporto nem era tão bagunçado como eu havia lido. Fui bem informada por todos, de para onde teria que me dirigir, pois existem várias alas, como em São Paulo e temos que sair de um prédio e ir pra outro, uns 5 minutos de caminhada.

Ao chegar ao embarque, após passar novamente por outro Duty Free, sem nem parar para olhar, encontrei um saguão lotado… todos iam para USHUAIA!!!!! Meu voo ia para o Ushuaia, com escala em El Calafate!!! Todos os voos vão para o Ushuaia rsrsrsrsrsr Neste momento, eu só conseguia lembrar no que pensei quando Jorge me disse que não conseguiria chegar lá: Está tão perto!!!!

Quando tudo aconteceu com a moto e falei com Jorge pelo Skype, quando ele me contou que não teria mais como chegar ao destino final, eu fiquei muito, muito, muito triste, chorei depois que desligamos. Eu via o mapa e não conseguia acreditar, não parava de pensar: mas ele chegou tão perto, ele está tão perto!!! Ele tem que ir até lá! Somente depois de algumas conversas com ele, ao longo do dia seguinte à decisão, é que eu consegui me conformar, acho que fiquei mais triste que ele!

Bem, o voo atrasou novamente, parece que pontualidade não é algo muito comum em voos internacionais rsrsrsrsrsrsrsrsrsrs Saímos de Buenos Aires quase 9h, a previsão era 8h em direção ao destino final.
 

Nos planos iniciais, eu ficaria um dia sozinha em El Calafate, pois Jorge chegaria somente dia 12. Com as mudanças na programação, Jorge chegaria quase que junto comigo! E foi exatamente o que aconteceu…

 
 
 
 
 
Rio Gallegos – El Calafate, de moto
 

 

Novamente acordei cedo e detonei aquele desayuno sem graça. Não via a hora de botar as rodas na estrada e seguir logo para El Calafate para encontrar a Andréa, que chegaria lá no fim daquela manhã.
 

Agora que viajava solo, sentia mais ainda a falta da minha parceira de aventuras.

Voltei pela mesma estrada da chegada a Rio Gallegos e naquele trevo, que já tinha passado na véspera, mudei de estrada e segui para a Ruta 40. Finalmente iria rodar na famosa RUTA 40!!! Andaria nela por uns 2.000 kms!  Isso também era um antigo sonho.

Estrada perfeita, dia bonito, vento ainda tranquilo (pois geralmente logo cedo ele era mais fraco) e pouca quilometragem para percorrerneste dia. Tudo prometia que este seria mais um dia de passeio agradável.

E realmente foi, apesar de tomar uns dois sustos com os guanacos atravessando a pista na frente da moto.

 

Resolvi seguir devagar e parar para fotografar sempre que via algo interessante.

Neste dia, também foi o meu primeiro encontro com o rípio da Ruta 40, só que em um trecho pequeno, o “melhor” ainda estava por vir.

Depois de uns 100 kms rodados alcancei uma nuvem enorme e muito carregada, que eu já vinha avistando fazia algum tempo. Assim que senti os primeiros pingos resolvi parar para colocar a capa de chuva. Estava bastante frio e não seria nada bom ficar molhado.

Eu estava com um monte de roupas por baixo da jaqueta e da calça de cordura, além dos forros térmicos. Estava difícil para me movimentar com tanta roupa e foi um verdadeiro desafio colocar a roupa de chuva por cima disso tudo. Até sentei no acostamento cheio de areia e pedrisco para conseguir colocar as polainas sobre as botas.

Nisso, olhei para trás e vi um bando de guanacos olhando pra mim. Tive a clara sensação de que eles estavam pensando: o que este tonto está fazendo ali todo atrapalhado?

Demorei tanto para colocar a roupa de chuva que quando terminei a nuvem já tinha ido embora e não estava mais chovendo.  Pensei comigo: agora vou assim mesmo, pois já que está frio, vai ser uma proteção a mais para o vento. Aliás, dali em diante, o vento começou a aumentar bastante, e agora eu o pegava de frente.  Quanto mais eu seguia pela Ruta 40 em direção a El Calafate mais a paisagem ia mudando.

Depois de vários dias vendo aquela mesma planície a perder de vista com vegetação baixa, agora começava a subir e descer várias colinas. As plantas mudavam um pouco, mas sempre eram baixas, indicando que naquela região o vento é quem comandava.

Parei num mirante no alto de uma dessas colinas e lá o vento estava muito forte. Tive de parar a moto numa posição de frente para o vento, pois se a deixasse de lado, provavelmente tombaria.

Estava ansioso para chegar a El Calafate e encontrar a Andréa. Já fazia duas semanas que eu tinha partido da Bahia para iniciar a viagem sem ela.

Depois desta parada toquei direto até chegar ao meu destino do dia. Logo na entrada da cidade o GPS me fez entrar numa rua que estava em construção e, de repente, eu me vi numa verdadeira caixa de brita e pedras e quando tentei fazer a volta, pois a rua acabava num barranco, a moto tombou. Eu estava tão empolgado em chegar logo ao encontro da Andréa que nem esperei por alguma ajuda para levantar a moto. Numa tentativa só já a levantei, com malas e tudo, e com cuidado tirei ela daquela verdadeira armadilha e tentei outro caminho. Depois dessa presepada, o GPS me levou direitinho até a porta do hotel.

Cheguei ao hotel ao meio dia, quinze minutos depois dela ter chegado de táxi vindo do aeroporto. Isso é que é sincronismo! Rsrsrs… (Eu, como psicóloga que sou, digo que é sincronicidade rsrsrsrs).

Logo que cheguei, a recepcionista pediu ao pessoal do bar do hotel que me servisse um vinho que era misturado com suco de frutas e canela (receita própria deles). Andréa já estava tomando uma taça e assim pudemos brindar nosso reencontro e o início da aventura sobre a moto para ela, a partir de agora.
 

A partir deste ponto a viagem será contata pela Andréa, que é quem sempre escreve os textos que abastecem este blog com nossas aventuras, além de montar os vídeos e postar as fotos, sempre com muita dedicação e carinho, para que nossos amigos e familiares possam pegar uma carona conosco nas nossas viagens por esta linda América do Sul e para que outros internautas e motociclistas possam colher informações úteis para planejar suas próprias viagens e realizar seus próprios sonhos e aventuras sobre duas rodas!…

Conhecendo El Calafate

Continuamos no dia 11.12
 
Como Jorge já contou, chegamos com
15 minutinhos de diferença… 
Sincronicidade pura!!!!!!!! Rsrsrsrsrsrsr
 
 

Ao chegar ao Hotel, eu logo quis me conectar na internet pra ver onde ele estava (lembram que ele estava com o spot e eu o acompanhava o tempo todo), mas não conseguia me conectar ao link. Comecei, então, a falar com minha irmã Silvia, que estava acessando e acompanhando Jorge. Foi muito legal, ela me avisou que ele estava na estrada, depois que estava chegando à El Calafate e foi me informando de cada passo, ou melhor, km rodado rsrsrsrsr.

Silvia (minha que estava acompanhando a viagem de Jorge) falou pra eu ficar na janela que ele estava se aproximando do Hotel, e foi o que fiz, fiquei de olho na rua que nos leva ao hotel, e nada… de repente, ela disse: ele já está aí, ele está no hotel!!!! e quando me viro, lá está ele, entrando no salão. Ele tinha pegado a rua errada (ele já contou que até tombou), por isso não veio pela rua principal e eu não o vi chegar, mas, mesmo assim, foi muito divertido. Além de conseguir acompanhar sua viagem, essa, sem dúvida, foi a parte mais legal de ele estar com o spot!!!!!!!

Depois do encontro emocionado e emocionante, depois de apreciar o vinho oferecido pelo hotel, delicioso e acolhedor, fomos para o quarto, tomar um bom banho, merecido depois da correria da viagem e nos arrumar para ir almoçar e conhecer o centro de El Calafate.

Eu não me importo com as dificuldades de andar de moto por longas e, às vezes, difíceis estradas. Não me importo com o desprendimento material necessário (por falta de espaço na bagagem) e nem com o cansaço, o desconforto. Tudo isso é compensado pelo prazer de ver o mundo de um jeito diferente, de poder sentir o perfume do caminho e poder ver e fotografar visuais fantásticos. Agora, tenho uma exigência: escolho os hotéis! Durante a viagem, normalmente os hotéis são simples, desde que limpos e com boa localização, para facilitar nossa locomoção sem precisar da moto. Já nos pontos principais da aventura, a escolha sempre é por hotéis um pouco melhores, mais aconchegantes, ou com belas vistas ou alguma coisa que seja mais atrativo, isto não significa que sejam caros, mas são de uma categoria melhor. Afinal, estas aventuras não são apenas nossas viagens de férias… São nossa forma de comemorar os anos juntos, são o presente de Natal e até de aniversários rsrsrsrsrsr

O Hotel Shehuen (http://shehuen.com/) foi escolhido por estas coisas, fica em um lugar privilegiado, com uma bela vista para o Lago Argentino e para a cidade de El Calafate, além de uma incrível vista dos picos nevados das montanhas da Patagônia. Da janela do quarto era possível ver o lago, escolha feita a dedo. Sua localização não é tão boa, pois o centro movimentado fica a uns 2 km, com direito a ladeiras, mas vale a pena, ele é aconchegante, muito arrumado, tem uma equipe fantástica, cuidadosa e é muito bonito e bem decorado. Tudo isso por uma diária de 112$ (foi cerca de R$180,00, valor menor que outros hotéis, menos interessantes).

Decidimos chamar um táxi para nos levar até o centro, Jorge estava cansado de andar de moto! E na América do Sul (exceto no Brasil, é claro) andar de táxi é barato e prático.

 

Fomos caminhar um pouco pelas ruas principais, fomos até La Aldea de Los Gnomos, uma mistura de lojinhas (caras, melhor comprar em outros pontos da cidade), restaurantes e cafés. Ponto imperdível da cidade.

Andamos pela avenida principal, conhecendo um pouco de El Calafate, até que encontramos uma pizzeria-cafe-bar muito legal, o Pietros, ele tem uma decoração com fotos, utensílios de cafeteria e de bar, bem antigos. Vale a pena conhecer!!! Decidimos pedir um lanche cada um, só não tínhamos ideia do tamanho… rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsr
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
El Calafate é uma cidadezinha localizada nas margens do Lago Argentino (lago de águas glaciares), na Província de Santa Cruz, no meio da Patagônia Argentina, famosa por ser o ponto mais próximo do Glaciar Perito Moreno (que vocês irão conhecer em breve). A cidade, com cerca de 21 mil habitantes, vive em torno do turismo e tudo é preparado para receber bem. É uma cidade acolhedora e muito, muito arrumada, com temperaturas baixas, mesmo no verão, que, normalmente não passa de 19º, nós experimentamos 13º.Seu nome vem do arbusto Berberis microphylla, ou Calafate, típico da região. Deste arbusto nascem pequenas frutas, das quais se fazem doces, geleias e produtos de beleza (seu perfume é incrível e seu sabor também).

Depois do almoço fomos conhecer o Museo El Calafate ou Centro de Interpretacion Historica El Calafate (http://www.museocalafate.com.ar/) que é “una muestra permanente de historia natural y humana de los últimos 100 millones de años en la Patagonia Austral. Allí desarrollamos la evolución de tres grupos animales fascinantes: los Dinosaurios, los Mega mamíferos y los Humanos”. Vale a pena a visita, mesmo que seja uma passagem rápida, pois é uma viagem pela história da evolução humana. Não deixe de visitar a sala em homenagem aos ancestrais: uma incrível emoção!
 
 

Nas nossas andanças pela cidade, nos deparamos com belas paisagens, repleta de lindas e coloridas flores, e conhecemos o pássaro característico desta região, o Bandurria.

 
 

 

 

 

Também fomos conhecer a Intendencia do Parque Nacional dos Glaciares (http://pt.miraargentina.com/informacion-turistica/intendencia-de-parque-nacional-los-glaciares), uma espécie de Prefeitura responsável por administrar e cuidar do Parque.

E para terminar os passeios do dia, nada mais gostoso que uma torta de frutas vermelhas, em La Aldea de los Gnomos, na Chocolateria Abuela Goye (http://www.abuelagoye.com.br/).  Vocês sabiam que Salvador é uma das poucas cidades que tem a franquia?

 

No final do dia… ou quase no final, aproveitamos para relaxar de um dia tão agitado e para curtir um pouco do Hotel Shehuen, de sua bela vista, de seus saborosos vinhos e do fato de estarmos quase “en el fin del mundo”.

 

Curiosidade: nesta época do ano (Dezembro), o sol por estas bandas acorda por volta das 5h e se põe em torno das 22h, o que significa um dia gigante para aproveitar!!!!

Para conhecer mais:

http://www.parquesnacionales.gob.ar/areas-protegidas/regionpatagonia/pn-los-glaciares/

 
Assista ao vídeo com as imagens da nossa chegada à El Calafate e nossos primeiros passeios pela cidade.

Passeando por El Calafate


 

Dia 13.12

Passeando por El Calafate
 
 

Este seria nosso último dia em El Calafate, já estava dando saudades antes mesmo de irmos embora, mas ainda tínhamos alguns lugares pra conhecer…

Saímos logo após o delicioso café da manhã… nova maratona, colocar toda roupa de frio, afinal 13 graus de moto é uma temperatura bem geladinha para quem está acostumado aos 30 graus na sombra, da Bahia. Destino inicial: Glaciarium.

O Glaciarium fica a uns 10 minutos de El Calafate, é também conhecido como “Museo del Hielo Patagonico”, foi inaugurado em Janeiro de 2011, é um museu de interpretação dos glaciares, um dos poucos e mais modernos do mundo, devido a sua interatividade com os visitantes, que transmite informação, com entretenimento, sobre o gelo (Glaciologia) e sobre a formação dos glaciares.

Nós fomos de moto, mas tem transporte gratuito do centro da cidade, em determinados horários, durante o dia todo. A visita dura cerca de duas horas e vale a pena cada minuto. Neste espaço é possível compreender como se formam os grandes glaciares, a formação do gelo, com um painel lindíssimo das inúmeras “formas” dos flocos de gelo, que nunca se repetem. Além de uma reflexão sobre o aquecimento global e suas consequências para a vida na Terra, tudo com apresentação de vídeos e materiais em três dimensões, o que torna o passeio mais interessante.


Dentro do museu tem um bar de gelo, mas estava fechado no momento da nossa visita, ficou para a próxima ida à El Calafate, afinal dizem que é assim, temos que deixar coisas por fazer, para voltar um dia.


Curiosidade: o direcionamento para os banheiros é super engraçadinho e as cabines são feitas de aço, mesmo material utilizado nas estações de pesquisa no Alasca. Acho que o objetivo é nos fazer pensar que estamos em uma destas estações. 


“O passeio é bem divertido e diferente, afinal não é sempre que estudamos sobre gelo e glaciares. Sem contar a paisagem em torno do museu que é fantástica e incrivelmente linda, o azul-esverdeado das águas do Lago Argentino contrastando com os tons de amarelo das plantas, tons de cinza das montanhas e com o branco do gelo que insiste em permanecer nos altos cumes dos morros. Imagem que mais parece uma pintura” (Andréa).


Saindo do museu, fomos dar uma volta pela “orla” da cidade, margeando o Lago Argentino, por uma avenida que parece recém-inaugurada e que tem estruturada de ciclovia, algumas praças e espaços de convivência. Na avenida podemos ver casas de madeira, que devem proporcionar um visual incrível no inverno, já que as margens do lago ficam completamente congeladas, permitindo até mesmo a patinação no gelo.

Fomos conhecer a Laguna Nimez, um dos pontos altos de El Calafate. É uma reserva ecológica protegida por leis ambientais, que tem uma infinidade de aves e de flora típica da região patagônica. 

O visitante se surpreende ao se deparar com aves belas e exóticas, que ficam bem próximas dos visitantes, além das diferentes plantas que se espalham por toda a reserva.

 
 
A Laguna fica entre a cidade de El Calafate e o Lago Argentino. 
 
 
O passeio dura cerca de duas horas, de pura caminhada por trilhas bem delimitadas e organizadas, com informações sobre as aves e sobre a fauna que pode ser vistas ao longo do caminho.

Inclusive, é possível conhecer a fruta que dá nome à cidade.

Algumas paradas permitem contemplar melhor o visual e fotografar imagens incríveis. O visitante se surpreende ao se deparar com aves belas e exóticas, que ficam bem próximas dos visitantes, além das diferentes plantas que se espalham por toda a reserva.

A Laguna tem uma saída para uma praia do Lago Argentino, que vale para os mais corajosos, pois colocar os pés nas areias e nas águas geladas do lago não é pra qualquer um. Nós não tivemos esta coragem!!!!!!

Depois da caminhada, resolvemos dar umas voltas de moto pela cidade de El Calafate, para conhecer mais esta cidadezinha deliciosa. Depois de umas voltinhas nas ruas arborizadas, decidimos conhecer o Libro-Bar, que fica na Aldea de los Gnomos, onde pensamos em almoçar, mas o cardápio não apeteceu, então optamos apenas por beber um drink, já que tinham vários com nomes de autores, de obras e tudo ligado à literatura, que estavam mais bonitos que gostosos. O bar é como uma livraria gigante (minha cara, sem dúvida) e suas paredes são repletas de fotos, quadros e frases, um lugar incrível que vale a pena mesmo que seja só pra olhar.

 
Depois de bebericar, fomos almoçar, escolhemos o mesmo restaurante da noite anterior, comido boa, preço justo e ambiente super agradável, La Lechuza, localizado na avenida principal.
 
 
 
 
 
 
 
 

Para fazer a digestão decidimos andar pelo centro, conhecer alguns pontos turísticos, como a primeira casa da cidade, que está um pouco abandonada, mas não perdeu o encanto, pois revela como eram as coisas por aqui no início… mostrando que muito pouco mudou!!! Também fomos até a Paróquia de Santa Teresita, uma capela bonitinha e bem aconchegante.

 
 
Para chegar à capela passamos pela Plazoneta Perito Moreno (o que não faltam são praças, ruas, avenidas com o nome dele). Nela tinha uma grande aglomeração de gente, adultos, crianças, idosos, e estava acontecendo uma apresentação de uma banda de rock, tudo por um movimento pela Democracia. Temos realmente muito que aprender com nossos vizinhos.
 
 

Neste passeio por El Calafate algo não poderia faltar: o sorvete de Calafate. Diz-se na região: “… el que come calafate ha de volver”, por isso não poderíamos deixar de experimentar este fruto que dá nome à cidade, considerado um fruto “silvestre e ancestral”, já que faz parte da história do povo patagônico. O sorvete é uma delícia, não dá pra comparar com nada, mas lembra vagamente o fruto do açaí, ficamos até pensando se não seriam da mesma família, mas não conseguimos descobrir.

Diz a lenda: “que quando uma tribo de tehuelches saiu em busca de melhores pastagens, deixaram para trás uma velha curandeira de nome Koonex. Como ela não podia caminhar mais, as mulheres da tribo lhe montaram uma tenda e deixaram alimento e lenha suficientes para o passar o inverno. Com a chegada do frio, todos os seres vivos se foram e a pobre Koonex atravessou sozinha toda a estação. Quando a primavera chegou, os pássaros começaram a cantar em cima da tenda de Koonex que os repreendeu por a terem abandonado durantes os meses gelados. Um dos pássaros respondeu a velha curandeira: “Nós partimos porque no inverno não há nenhum fruto para nos alimentar”. A velha índia pensou um pouco e disse: “Isto não vai mais acontecer. A partir de agora vocês terão alimento no outono e abrigo no inverno e eu nunca mais vou ficar só”. A velha feiticeira entrou na sua tenda e nunca mais saiu. Quando a tribo voltou, encontrou dentro da tenda uma nova planta, que chamaram de Calafate. Desde então, nunca mais os pássaros migraram, pois os frutos do Calafate amadurecem no outono dando alimento a todos eles”.
 

Com o fruto do Calafate também é possível fazer perfume, creme hidratante, sabonetes (aliás, no Parque Nacional do Glaciar o sabonete dos banheiros era de Calafate). O perfume é incrível, muito agradável.

“Minha única tristeza foi não ter conseguido trazer um pote de hidratante, pois o frasco era de vidro e ficamos com receio de ele quebrar ao longo da viagem. Mais um motivo pra voltarmos…” (Andréa).

Nosso maravilhoso dia acabou com uma comidinha leve no Hotel, um belo pôr do sol às 22 horas e cama, no dia seguinte sairíamos cedo para seguir viagem, já com o coração apertado e cheio de saudades deste lugar encantador.

 
Clique no link abaixo e aproveite nosso dia em mais imagens…
 

Passeios por El Calafate

Para saber mais: